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Apesar do rival Allianz, Morumbi vê aumento de 56% em receita com aluguel

Perrone

30/04/2018 08h30

Apesar da concorrência com a moderna arena do Palmeiras, o Allianz Parque, por grandes shows na capital paulista, o São Paulo registrou um aumento de cerca 56% na receita obtida com aluguel do Morumbi em 2017.

Em 2016, a velha casa são-paulina havia arrecadado aproximadamente R$ 2,6 milhões com aluguéis. Em 2017, a receita foi de cerca de R$ 4,7 milhões.

O aumento contribuiu para o Cícero Pompeu de Toledo ser ainda mais saudável financeiramente do que na temporada anterior. No ano passado ele deu lucro de R$ 7,7 milhões contra R$ 5,5 milhões em 2016. Os números estão no balanço financeiro do clube referente ao ano passado e não consideram o dinheiro da venda de ingressos para jogos.

O balanço são-paulino, porém, não detalha quanto cada show ou outros tipos de aluguel renderam ao clube. A receita geral proporcionada pelo estádio subiu de R$ 21,6 milhões para R$ 25,1 milhões. Por sua vez, a despesa aumentou de R$ 16,1 milhões no ano retrasado para R$ 17,4 milhões em 2017.

A verba proporcionada pelos aluguéis foi apenas a terceira melhor fonte de receita do estádio, sem contar a comercialização de tíquetes para as partidas da equipe. O Morumbi faturou na última temporada R$ 8,59 milhões com aluguel de camarotes e cadeiras cativas mais R$ 7,4 milhões em publicidade.

O dinheiro obtido com a venda de ingressos aparece na rubrica receita operacional do futebol. Mesmo com o clube registrando bons públicos em 2017, a arrecadação foi inferior em relação ao ano anterior. Na última temporada, a negociação de entradas para as partidas gerou ao São Paulo R$ 26,9 milhões. Em 2016, a receita havia sido de R$ 32,9 milhões.

Sobre o Autor

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

Sobre o Blog

Prioriza a informação que está longe do alcance das câmeras e microfones. Busca antecipar discussões e decisões tomadas por dirigentes, empresários, jogadores e políticos envolvidos com o futebol brasileiro.

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