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Opinião: Tite indica que não vai ‘morrer abraçado’ com atleta de confiança

Perrone

Tite tem um histórico de seguir com seus homens de confiança até o fim. Não importa o que aconteça.

Em 2013, por exemplo, foi criticado por não ter reformulado o elenco campeão da Libertadores e do mundo no ano anterior.

O time caiu de rendimento, terminou o Brasileiro em décimo lugar e o treinador ''morreu abraçado'' com alguns jogadores.

Na caminhada rumo à Copa do Mundo ele teve paciência com momentos de baixa de alguns de seus preferidos e os segurou até chegar em solo russo.

Porém, já no empate por um gol com a Suíça, no último domingo, ele mostrou não estar disposto a afundar abraçado com quem não tenha bom rendimento.

Aos 25 minutos do segundo tempo Paulinho e Casemiro já tinham saído para as entradas de Renato Augusto e Fernandinho.

Casemiro jogava bem, mas tinha cartão amarelo. Paulinho, um dos atletas em que Tite mais confia, jogou muito menos do que sabe. Ele é sério candidato a perder a vaga para Renato Augusto se não reagir diante da Costa Rica.

A situação de Paulinho é emblemática. Se ele não está seguro, ninguém está.

Tite acertará em cheio se mantiver a linha de não preservar ninguém. O tempo de recuperação para os atletas é curto como a competição. Não dá para esperar por ninguém. O treinador sinalizou entender isso e estar disposto a mudar seu estilo em busca do hexa.