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'Best': Modric eleito é reconhecimento ao jogo coletivo

Perrone

24/09/2018 16h56

A escolha de Modric como melhor do Mundo no prêmio "Best", promovido pela Fifa, indica a valorização do jogo coletivo em relação ao talento individual.

Na última temporada, o croata brilhou menos com jogadas individuais do que os concorrentes Cristiano Ronaldo e Salah, vencedor na categoria gol mais bonito. Porém, as estatísticas mostram que Modric participou mais das partidas de suas equipes. Foi maestro, carregador de piano, correndo incansavelmente, e habilidoso.

Obviamente, a premiação não levou em conta só a Copa do Mundo da Rússia, mas a principal competição da modalidade ajuda a entender as diferenças entre os principais postulantes ao posto de melhor jogador do momento.

CR7 foi o artilheiro de Portugal com 4 gols. Salah, que só jogou duas partidas, deixou o Mundial como goleador máximo do Egito após balançar as redes duas vezes. Modric foi apenas o terceiro a marcar mais gols pela Croácia com dois tentos.

Cristiano Ronaldo e Salah foram ainda os jogadores que mais acertaram finalizações em média por suas seleções. Modric ficou em quinto entre os atletas de seu país no Mundial.

O croata, no entanto, assume o topo da lista de sua seleção em quesitos que indicam maior participação no jogo. Ele foi quem mais acertou passes pela equipe com média de 55,3 acertos por jogo. CR7 e Salah foram superados por nove companheiros nesse quesito.

Modric ainda mostra sua importância para a Croácia liderando o ranking de cruzamentos certos de sua seleção durante o Mundial com média de 1,4 por jogo.

Os números (do site Footstats) ajudam a demonstrar como o croata consegue equilibrar talento e espírito coletivo. Ele foi menos agudo do que CR7, Salah e outros concorrentes. Mas foi mais constante. Sua vitória no "Best", assim como o segundo lugar da Croácia no Mundial, resgata a importância do jogador habilidoso que sabe usar seu talento em prol do time.

Sobre o Autor

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

Sobre o Blog

Prioriza a informação que está longe do alcance das câmeras e microfones. Busca antecipar discussões e decisões tomadas por dirigentes, empresários, jogadores e políticos envolvidos com o futebol brasileiro.

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