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Entenda o jogo de xadrez que virou a renovação de Romero com o Corinthians

Perrone

2008-01-20T19:04:00

08/01/2019 04h00

Apesar de estar convicta que Romero não quer renovar antecipadamente seu contrato com o Corinthians, a diretoria do clube ainda não jogou a toalha e trabalha em diferentes frentes. O caso virou um jogo de xadrez cercado de estratégias e que exige paciência dos cartolas.

Uma das alternativas dos corintianos é conseguir um interessado em comprar o paraguaio agora. Teria que ser uma oferta atraente para quem fica sem vínculo com o alvinegro em julho e a partir de 14 de janeiro poderá assinar pré-contrato com outro clube. Porém, até agora nenhuma oferta concreta chegou.

A venda imediata poderia resolver um problema financeiro. Se Romero não renovar seu contrato, o Corinthians terá que pagar US$ 3 milhões (R$ 11,1 milhões) ao investidor que colocou dinheiro em sua contratação. A negociação do atacante por um valor igual ou superior a este evitaria prejuízo.

Tal situação desconfortável ajuda a OTB Sports, que agencia o paraguaio, a não ter pressa para renovar. Se não aparecer um interessado no atleta, resta ao Corinthians fazer uma proposta de renovação que seja altamente sedutora para o jogador. Contrariados, os cartolas enxergam a negociação tomar o mesmo rumo da renovação de Balbuena. O zagueiro aceitou renovar se a multa contratual fosse baixa para os padrões normais. A cláusula penal foi estipulada em 4 milhões de euros (R$ 16 milhões pela cotação atual). Ele acabou negociado com o West Ham por esse valor, e a diretoria corintiana foi criticada por conselheiros de oposição insatisfeitos com a quantia.

Mas, há também um fator que pressiona Romero e seus agentes. Os reforços contratados para a próxima temporada aumentam a disputa por vagas na equipe. Em tese, sabendo da alta probabilidade de o jogador sair em julho, seria natural Fábio Carille apostar em jogadores com mais chances de permanecer até o fim do ano. E, se tiver poucas oportunidades para jogar, Romero ficará desvalorizado, ao menos em tese.

No cenário hipotético, ao ficar livre, ele teria que se contentar com luvas menores do que poderia pedir para seu futuro clube caso estivesse jogando e se destacando. Nesse tabuleiro complexo, não há indícios de que o caso vai se revolver rapidamente.

Sobre o Autor

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

Sobre o Blog

Prioriza a informação que está longe do alcance das câmeras e microfones. Busca antecipar discussões e decisões tomadas por dirigentes, empresários, jogadores e políticos envolvidos com o futebol brasileiro.

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