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Ceni aconselha Fortaleza até sobre cuidados com dentes de jogadores

Perrone

07/02/2019 04h00

Imagem: Stephan Eilert/AGIF

Rogério Ceni ganhou tanta importância para o Fortaleza aprimorar sua estrutura que até a saúde bucal dos jogadores deve melhorar depois de um conselho do treinador. "Ele disse que era muito importante ter um departamento odontológico porque atleta não tem o hábito de ir ao dentista por si só, então seria bom se a gente tivesse isso. E surgiu um grupo de dentistas ligados ao clube dizendo que queria presentear o Fortaleza com esse departamento", afirmou ao blog Marcelo Paz, presidente da agremiação cearense.

A área reservada à odontologia ficará no novo Centro de Excelência, como será chamado o centro de treinamento do clube e que é uma sugestão do treinador. "Ele disse o que precisava ter, desenhou o que poderia ficar em cada lugar, nós sentamos com os arquitetos, mostramos e estamos fazendo", declarou o dirigente. Ele estima um investimento de R$ 1 milhão na reformulação do local de treinamentos do time. A entrega da obra está prevista para a segunda quinzena de maio. Entre outras sugestões do ex-goleiro estão melhorias na área destinada à recuperação física dos jogadores, no hotel que recebe os atletas e mais campos para os treinamentos.

Ceni também alterou hábitos alimentares de seus comandados. "Ele implantou aqui que os atletas façam refeições no clube depois dos treinamentos, assim melhoram a nutrição, têm uma reposição calórica mais adequada", disse o presidente.

Outra preocupação do técnico é com o descanso dos atletas. Em algumas viagens o clube arca com os gastos de uma noite a mais de hotel em relação ao que fazia antes para que os jogadores descansem no período estabelecido pela comissão técnica.

Para Paz, o principal legado a ser deixado por Rogério, responsável por levar o Fortaleza de volta à Série A do Brasileirão, é o profissionalismo. "Ele cobra muito profissionalismo de todos e dá o exemplo", elogiou.

Cartolas remunerados

Independentemente das ideias e intervenções de seu treinador, o clube cearense adota a partir de fevereiro outra medida que considera ser na direção de profissionalismo. Seguindo uma permissão estatutária e aprovação do Conselho Deliberativo, presidente, vice e outros 14 dirigentes serão remunerados. Foi aprovado gasto de R$ 98 mil com os salários deles neste ano. A remuneração em 2020, no entanto, depende de nova aprovação orçamentária.

"Deixei a minha escola com meu irmão para poder me dedicar integralmente ao clube. No ano passado, essa gestão aumentou as receitas do Fortaleza, acho mais do que justo diretores serem remunerados. Mas todos precisam dar resultados", disse Paz.

Só quem for sócio proprietário pode ser dirigente pago. Mas existem executivos que não são associados. Indagado se esse método pode provocar troca de cargos assalariados por apoio político, o presidente respondeu: "quem faz isso já começou errado a sua gestão. Se fizer isso está se espelhando na velha política brasileira, de toma lá dá cá. Eu não faço isso. A gente escolhe quem tem conhecimento técnico na área e todos os diretores, independentemente de remuneração, precisam ser aprovados pelo Conselho Deliberativo. Se o conselho quiser aprovar uma proteção contra isso, precisa fazer uma mudança estatutária".

 

Sobre o Autor

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

Sobre o Blog

Prioriza a informação que está longe do alcance das câmeras e microfones. Busca antecipar discussões e decisões tomadas por dirigentes, empresários, jogadores e políticos envolvidos com o futebol brasileiro.

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