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Escudo do 'Corinthianismo' perde espaço. Clube nega que seja por críticas

Perrone

2002-03-20T19:04:00

02/03/2019 04h00

Alvo de críticas dentro e fora do Corinthians, a campanha denominada "Corinthianismo" começa a perder espaço nos perfis da agremiação em redes sociais e em seu site. Segundo um diretor que pediu para não ter seu nome revelado, a direção decidiu retirar o escudo estilizado criado para campanha dos comunicados oficiais. Segundo ele, a decisão foi tomada depois que conselheiros reclamaram que a mudança do distintivo só poderia teria sido feita com aprovação do Conselho Deliberativo. Eles afirmam que o estatuto foi ferido.

A mesma fonte sustenta que cenas do filme principal da ação, que compara torcer para o time a uma religião, foram excluídas de versões menores exibidas na TV por conta de reclamações de religiosos. Como mostrou o blog, a iniciativa incomodou a igreja católica em São Paulo. Evangélicos também reclamaram para diretores do alvinegro.

Por meio de sua assessoria de imprensa, porém, o Corinthians nega que tenha mudado os rumos da campanha por causa de críticas. A alegação é de que já estava previsto que o símbolo do "Corinthianismo" não continuaria estampando os comunicados oficiais. Isso porque havia um prazo inicial para a massificação da campanha. Nesse período, o escudo estilizado ocupou a capa dos perfis alvinegros e assim aparecia nas postagens. Também segundo a assessoria de imprensa, estava previsto que a partir desta sexta (1º de março) seria dado espaço para a campa "Respeita as minas".

Em relação aos filmes veiculados em emissoras de TV sem algumas das imagens que usam símbolos religiosos e geraram críticas, o departamento de comunicação corintiano afirma que já estava planejado que versões menores seriam exibidas e que a edição não foi influenciada por eventuais queixas.

A assessoria de imprensa também declara que os espaços na televisão fazem parte da permuta envolvendo a venda dos direitos de transmissão dos jogos da equipe. E ainda que a agência F/Nazca S&S não cobrou para criar a campanha publicitária. O "Corinthianismo" gerou parte das críticas sofridas por Luís Paulo Rosenberg, que acabou pedindo demissão da diretoria de marketing.

Sobre o Autor

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

Sobre o Blog

Prioriza a informação que está longe do alcance das câmeras e microfones. Busca antecipar discussões e decisões tomadas por dirigentes, empresários, jogadores e políticos envolvidos com o futebol brasileiro.

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