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Os argumentos do Palmeiras para negar que levou 'chapéu' do SPFC com Pato

Perrone

2028-03-20T19:08:19

28/03/2019 08h19

Derrotada pelo São Paulo na disputa por Alexandre Pato, a diretoria do Palmeiras usa internamente uma série de argumentos para defender a tese de que não tomou um "chapéu" do rival. O discurso principal é de que não foi do alviverde a iniciativa de tentar a contratação, mas do jogador. E que o clube fez uma proposta inferior à dos tricolores e não aceitou alterá-la.

A versão alviverde é de que o atacante telefonou para a diretoria e Felipão pedindo para ser contratado. E de que, a partir desse momento, ficou decidido que o negócio só seria viável com um salário de R$ 400 mil, inferior aos dos principais jogadores do time, sem pagamento de luvas e comissões para empresários, e com contrato válido até o final do ano. Caso Pato vingasse, teria o vínculo estendido e os vencimentos reajustados. O blog não conseguiu falar com o jogador sobre o assunto.

Vendo que a disputa estava acirrada, os são-paulinos melhoraram sua oferta e acenaram com um contrato de quatro anos no lugar de acordo até o fim de 2019 com opção de renovação por mais três temporadas. Como mostrou o UOL Esporte, o São Paulo projeta gastar na contratação 8 milhões de euros (cerca de R$ 35,4 milhões) diluídos nos quatro anos de contrato, com salário inicial por volta de R$ 300 mil, reajustado gradativamente, e comissão de 5,6% do valor total da negociação para empresários.

O quadro pintado do lado verde e branco da história é de que Pato seria útil para fortalecer o ataque da equipe. Mas não fundamental a ponto de valer entrar num leilão milionário como o São Paulo. O tom adotado no clube após a concretização da transferência do atacante para o Morumbi é de que o planejamento para temporada segue sem nenhum abalo.

 

Sobre o Autor

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

Sobre o Blog

Prioriza a informação que está longe do alcance das câmeras e microfones. Busca antecipar discussões e decisões tomadas por dirigentes, empresários, jogadores e políticos envolvidos com o futebol brasileiro.

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