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'Caso Clayson' é o terceiro 'gol contra' do Corinthians em 2019

Perrone

10/04/2019 12h52

O "caso Clayson" entra para a lista de problemas que o Corinthians arrumou para ele mesmo neste ano. São "gols contra" que o clube fez, como se fosse seu próprio adversário. Abaixo, veja três oportunidades em que isso aconteceu.

Clayson

Imagens divulgadas pela Corinthians TV sobre os bastidores da classificação do time para a final do Campeonato Paulista mostram o atacante provocando o árbitro do jogo com o Santos. "Chupa, (Rafael) Claus", disse o atacante, entre outros disparos. A provocação não tinha se tornado pública até a iniciativa do próprio clube. Depois disso, o jogador entrou na mira do TJD (Tribunal de Justiça Desportiva).

Minutos depois da divulgação, o clube retirou o vídeo de seu canal no YouTube e publicou uma nova versão sem a ofensa de Clyason ao juiz.

Gramado

Depois das finais do Campeonato Paulista, a Arena Corinthians deve ficar um tempo sem jogos para a recuperação de seu gramado. O problema é decorrente da decisão do clube de alugar o estádio para a realização do Monster Jam (competições com caminhões).

Em 2017, o alvinegro aproveitou que a grama precisaria ser replantada e negociou a realização do evento na terra. Porém, em 2018, foi tomada a decisão de receber a atração sobre o gramado. E em duas sessões, uma a mais do que na temporada anterior.

A grama foi protegida por uma cobertura durante a competição em dezembro. Mas já em janeiro jogadores começaram a reclamar do gramado. Não só adversários. Cássio se queixou mais de uma vez e chegou a relacionar sua dificuldade na reposição de algumas bolas a buracos no campo. Atletas de outras equipes também se queixaram de uso de terra em algumas partes do campo afetadas.

Os responsáveis pelo gramado identificaram que o fato de ele ficar abafado durante o Monster Jam provocou a proliferação de um fungo que o prejudicou. Como a decisão foi interromper as atividades em Itaquera para solucionar o problema, o Corinthians começará a jogar o Brasileiro sem poder atuar em sua casa. Isso como resultado de uma iniciativa tomada pelo próprio clube.

"Corinthianismo"

A campanha desenvolvida pelo departamento de marketing do alvinegro e que compara torcer pelo clube a uma religião incluiu um escudo estilizado. A peça, passou a ser usada em comunicados oficiais da agremiação. A ação fez conselheiros acusarem a diretoria de desrespeitar o estatuto. Isso porque o distintivo não pode ser alterado sem autorização do Conselho Deliberativo.

A decisão foi de não usar mais o símbolo estilizado em comunicações oficiais, evitando problemas internos. A campanha também foi alvo de protestos de religiosos.

 

Sobre o Autor

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

Sobre o Blog

Prioriza a informação que está longe do alcance das câmeras e microfones. Busca antecipar discussões e decisões tomadas por dirigentes, empresários, jogadores e políticos envolvidos com o futebol brasileiro.

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