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Demora do VAR em final do Paulista incomoda até comissão de arbitragem

Perrone

16/04/2019 04h00

Foto: Daniel Vorley/AGIF

A demora do VAR para analisar lances no primeiro jogo entre  São Paulo e Corinthians pela decisão do Campeonato Paulista, no último domingo, incomodou pelo menos parte da comissão de arbitragem da Federação Paulista de Futebol. O incômodo existe principalmente em relação à ultima jogada analisada, um suposto pênalti a favor dos corintianos. Nesse caso, foram cerca de quatro minutos de espera, no final da partida, até que o árbitro Luiz Flávio de Oliveira indicasse que não daria a penalidade.

O desconforto acontece porque existe o entendimento entre ao menos uma parcela da comissão de que a fase inicial do uso do árbitro de vídeo já passou e a análise já deveria se mais rápida. A avaliação é a de que nenhuma das jogadas revisadas tinha um grau de dificuldade que justificasse eventuais demoras.

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Por isso, a agilidade na tomada de decisões deverá motivar uma conversa entre os responsáveis pela arbitragem no Estadual e os juízes de campo e de vídeo. A ideia é que o processo seja mais rápido se o VAR voltar a ser utilizado na partida decisiva do campeonato, domingo (21), em Itaquera.

Até então, a cúpula da arbitragem paulista vinha mantendo o discurso de que em início de trabalho uma certa demora era admissível. Agora já há quem diga que do jeito que está não está bom e não pode ficar.

No último dia 10, Ednilson Corona, presidente da Comissão de Arbitragem da Federação Paulista, deixara claro que o próximo passo era reduzir o tempo para as análises serem concluídas. "O processo demora um tempo relativamente pequeno. Mas temos certa insegurança para acertar, e aí eles acabam fazendo uma vez mais para ter certeza. O processo é esse. Dá para adiantar, mas a questão da insegurança está atrasando a decisão. O tempo é importante, mas a precisão é ainda mais importante", afirmou Corona.

No Morumbi, no lance da revisão mais demorada, o corintiano Henrique foi puxado por Hudson dentro da área, aos 48 minutos do segundo tempo. O pênalti não foi marcado pelo entendimento de que na mesma jogada Vagner Love estava impedido, o que anularia a marcação da penalidade. Desde o início do uso do VAR, a FPF e a Comissão de Arbitragem batem na tecla da importância de ser feita justiça com o recurso eletrônico.

 

Sobre o Autor

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

Sobre o Blog

Prioriza a informação que está longe do alcance das câmeras e microfones. Busca antecipar discussões e decisões tomadas por dirigentes, empresários, jogadores e políticos envolvidos com o futebol brasileiro.

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