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Opinião: dez candidatos a melhor jogador do Brasileirão

Perrone

27/04/2019 04h00

 

Foto: Marcello Zambrana/AGIF

Da série posts para ler e cobrar o blogueiro no final do campeonato: dez candidatos a melhor jogador do Brasileirão, que começa neste sábado (27). A lista está em ordem alfabética. Gostando ou não, fique à vontade para apresentar a sua também.

1 – Antony

Apesar da pouca experiência, o são-paulino de 19 anos chega credenciado por suas boas atuações no Campeonato Paulista. Na competição estadual, ele confirmou ser um atleta versátil, como foi na última Copa São Paulo. Antony é bom no um contra um, graças a sua capacidade de driblar. Foi o atleta do São Paulo no Paulista que mais acertou dribles: 13 em 16 jogos, segundo o Footstats. Também mostrou habilidade com chutes de fora da área, como no gol marcado de longe na final vencida pelo Corinthians por 2 a 1, em Itaquera. A visão de jogo é outro ponto forte e resulta em passes precisos.

2 – Bruno Henrique

Reúne as características de goleador e garçom. O atacante do Flamengo foi o artilheiro do Carioca com oito gols. Terminou empatado com Everaldo, do Fluminense, no número de assistências. Foram quatro para cada, mas seu rival fez dois jogos a mais. Na Libertadores, Bruno é o líder de assistências com quatro em cinco jogos, sempre de acordo com o Footstats. Um obstáculo pode ser a quantidade de candidatos a brilhar em seu próprio time, como Everton Ribeiro, Arrascaeta e Gabigol.

3 -Cássio

Mais uma vez foi destaque numa conquista corintiana, agora no tricampeonato paulista. Na opinião deste blogueiro, é o melhor goleiro em atividade no país neste momento. E como costuma ser decisivo mesmo quando o Corinthians está bem, tem grande chance de se destacar no Brasileirão.

4 – Everton Cebolinha

Foto: Lucas Sabino/AGIF

Leva a vantagem de jogar num time entrosado como o Grêmio que ajuda a destacar seu futebol. Seu faro de gol é a principal arma para brigar pelo posto de destaque do Brasileirão. Desde que não seja poupado excessivamente para a disputa da Libertadores, assim como seus concorrentes que também estão no torneio continental. Já marcou três gols na atual edição da competição internacional.

5 – Everton Ribeiro

O jogador do Flamengo chega ao Brasileirão em evolução. Anotou três gols em cinco jogos pela Libertadores. Cada vez se mostra mais solto e participativo. Não fosse a dificuldade do Flamengo em ser regular, Everton poderia desembarcar no Nacional em um nível melhor ainda.

6 – Jean Mota

Nada melhor para justificar a inclusão do meia na lista do que lembrar sua escolha por técnicos e capitães como craque do Campeonato Paulista. Ele também foi o artilheiro da competição com sete gols. A seu favor está a obsessão ofensiva de Sampaoli, técnico do Santos. Jean é um dos pilares do estilo agressivo armado pelo argentino.

7 – Gustavo Scarpa

O palmeirense também chega ao Brasileirão com seu rendimento subindo. Na última quinta, foi o melhor em campo na vitória do Palmeiras por 4 a 0 sobre o Melgar. Num resumo do que pode fazer no Brasileirão, jogou em alto nível a partida inteira, fez dois gols e ainda deu passes açucarados para seus companheiros. Assim como Bruno Henrique, pode sofrer com a concorrência interna na disputa pelo trono de melhor do Nacional. Principalmente em relação a Dudu.

8 – Marco Rubén

Foto: EFE/Hedeson Alves

O atacante do Athletico-PR é candidato a surpreender diante de tantos jogadores mais badalados do que ele. Em cinco jogos pela Libertadores fez cinco gols. A marca já assegura seu nome aqui.

9 – Paolo Guerrero

Voltou com tudo após sua suspensão. O atacante do Internacional já marcou dois gols em duas partidas pela Libertadores e mais um em três apresentações no Gauchão. Se confirmar a tendência de evoluir, estará na briga pelo prêmio de melhor do Brasileirão, além de aumentar as chances de título do Colorado.

10 – Rodriguinho

É o maestro do Cruzeiro, time mais forte do Brasil neste momento, na opinião deste blogueiro. Além de se destacar na organização do jogo, já espetou três gols na Libertadores. Leva a vantagem de jogar num time bem armado, entrosado, o que ajuda seu futebol coletivo. O desafio é ser mais regular do que em boa parte de sua passagem pelo Corinthians.

Sobre o Autor

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

Sobre o Blog

Prioriza a informação que está longe do alcance das câmeras e microfones. Busca antecipar discussões e decisões tomadas por dirigentes, empresários, jogadores e políticos envolvidos com o futebol brasileiro.

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