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Blindar seleção de poder 'tóxico' de Neymar está mais difícil para Tite

Perrone

2017-05-20T19:12:43

17/05/2019 12h43

Este blogueiro avalia que Tite acertou ao convocar Neymar para  a Copa América. Não faria sentido deixar a maior reserva técnica do país fora da competição por conta de uma indisciplina (agressão a torcedor) praticada com a camisa do PSG.

Porém, é preciso ter consciência de que Neymar pode contaminar a seleção com essa ou outras polêmicas. Indicador disso é o fato de o assunto ter invadido a entrevista coletiva do treinador sobre a convocação nesta sexta (17).

Não é novidade que Neymar tem  potencial "tóxico"  para  suas equipes. É um efeito colateral para quem conta com seu imenso talento.

Tudo que acontece com ele e seu estafe faz mais barulho. Natural que seja assim. Acontece com os grandes, mas claro que existem alguns exageros por  parte de torcedores e jornalistas.

O fato novo é que Tite não tem mais o mesmo poder para blindar a seleção de eventuais problemas envolvendo seu principal jogador.

Antes da Copa da Rússia ele era quase unanimidade entre torcida e imprensa. Depois da eliminação nas quartas de final do Mundial, diante da Bélgica, seus atos passaram a ser mais questionados.

A situação do técnico é como a de alguém que manipula um material valioso e indispensável,p tóxico. E sua máscara de proteção está frouxa.

Qualquer defesa do treinador a Neymar numa situação difícil do astro do PSG durante o torneio resultará em pancada no técnico e poderá invadir a intimidade da seleção.

Se perder a Copa América em casa Tite deverá ver gente pedindo sua cabeça. Assim, ele convive ao mesmo tempo com um Neymar que pode ajudá-lo a conquistar o título ou a complicar sua permanência na seleção.

Sobre o Autor

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

Sobre o Blog

Prioriza a informação que está longe do alcance das câmeras e microfones. Busca antecipar discussões e decisões tomadas por dirigentes, empresários, jogadores e políticos envolvidos com o futebol brasileiro.

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