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Classificação sofrida reforça tendência de Alisson ser o 'cara' da seleção

Perrone

28/06/2019 00h12

Neymar, lesionado, sentado nas tribunas da Arena do Grêmio, torcendo pela seleção brasileira. Alisson em campo, defendendo uma cobrança de pênalti e ouvindo a torcida gritar seu nome. A sofrida classificação do Brasil para as semifinais da Copa América, na disputa de pênaltis contra o Paraguai, após empate sem gols diante de um time que jogou com um a menos quase todo o segundo tempo, reforça uma tendência. A de Alisson ocupar o status de principal nome da seleção, substituindo Neymar. Isso, claro, na opinião deste blogueiro.

O goleiro do Liverpool, atual campeão europeu, foi decisivo com o pênalti defendido, apesar de quase não ter sido acionado na Copa América até aqui. Ter seu nome entoado pelos torcedores no momento de dificuldade mostra a confiança depositada nele, considerado por muitos especialistas, incluindo adversários, o melhor do mundo na posição. Ao contrário de Neymar, mais uma vez contundido, agora se defendendo de uma acusação de estupro que ele nega ter cometido e  cada vez mais com seu potencial para ser o melhor do mundo um dia colocado em dúvida.

O quase vexame da seleção também reforça que Tite não consegue fazer com que o ataque seja tão eficiente quanto a defesa. O Brasil martelou, dominou a partida desde o início do primeiro tempo, mas não conseguiu um mísero gol durante os 90 minutos, apesar de jogar com um a mais por bom tempo.

A defesa brasileira praticamente não foi exigida. Mas é emblemático que o responsável por evitar o fiasco tenha sido um defensor: Alisson.

Sobre o Autor

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

Sobre o Blog

Prioriza a informação que está longe do alcance das câmeras e microfones. Busca antecipar discussões e decisões tomadas por dirigentes, empresários, jogadores e políticos envolvidos com o futebol brasileiro.

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