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Cobrado por aumento de dívida, Andrés diz que precisa vender jogadores

Perrone

20/08/2019 04h00

Cobrado a respeito do aumento da dívida do Corinthians no primeiro semestre de 2019, Andrés Sanchez admitiu que as despesas foram maiores do que o esperado e que agora precisa vender jogadores para fechar a conta, conforme apurou o blog. A declaração foi dada em reunião do Conselho Deliberativo no último dia 12. Como não fala com este blogueiro, o presidente corintiano não pôde ser ouvido a respeito do tema.

De acordo com fonte ligada ao cartola, ele quis preparar o espírito dos conselheiros para futuras vendas. A necessidade de negociar jogadores é vista como natural por integrantes da diretoria, já que o orçamento prevê negociações no valor de R$ 54 milhões em 2019. A quantia obtida até agora não foi revelada, mas está distante da meta.

No encontro, a comissão de conselheiros que analisou as finanças corintianas alertou para gastos no departamento de futebol incompatíveis com as receitas do clube. O levantamento apontou que até o final de junho o endividamento do alvinegro havia aumentado em R$ 149.671.000.  Na média, o aumento mensal foi de aproximadamente R$ 24,9 milhões, de acordo com essa conta. Matias Antonio Romano de Ávila, diretor de finanças do Corinthians, disse que não se manifestaria sobre o assunto.

Porém, o blog apurou que a diretoria diverge da interpretação feita pela comissão responsável por analisar as finanças da agremiação no primeiro semestre. O principal argumento é de que o estudo sobre a dívida não teria levado em consideração um investimento de aproximadamente R$ 84 milhões na aquisição de jogadores.

O relatório da comissão concluiu que o gasto com salários e direitos de imagem até o fim de junho foi 34% superior ao previsto no orçamento do clube. As despesas administrativas foram registradas como estourando a previsão orçamentária em 21%.

Internamente, a diretoria argumenta que no primeiro semestre as receitas são menores porque a distribuição das cotas pagas pela Globo pela transmissão dos jogos no Brasileirão são maiores na segunda metade do ano. Isso impactaria as contas dos seis meses iniciais.

Diante do cenário apresentado, a recomendação da comissão, que analisou dados fornecidos pela direção, é para que daqui até o final do ano o clube não compre jogadores e faça vendas.

 

Sobre o Autor

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

Sobre o Blog

Prioriza a informação que está longe do alcance das câmeras e microfones. Busca antecipar discussões e decisões tomadas por dirigentes, empresários, jogadores e políticos envolvidos com o futebol brasileiro.

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