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Barça deixa portas abertas para Neymar. Regra da Fifa ajuda retorno em 2020

Perrone

03/09/2019 07h56

A negociação por Neymar terminou com o Barcelona deixando as portas abertas para um eventual retorno do brasileiro num futuro não muito distante. E uma regra da Fifa pode ajudar a tornar a operação menos complicada a partir do final da atual temporada, em meados de 2020.

O jogador da seleção brasileira terá completado sua terceira temporada pelo PSG aproximadamente na metade do ano que vem. A partir de então, ele sai do que a Fifa chama de período de proteção e não corre o risco de suspensão se romper o contrato sem justa causa. Para isso, o brasileiro teria que pagar uma indenização estipulada pela federação internacional. Como não há previsão de multa rescisória na França, essa seria a quantia a ser paga. Nessa hipótese, o futuro clube do atleta também se livra de sofrer punição.

O blog apurou que o Barcelona não dá como certo que fará uma nova investida. Mas já há uma projeção no clube de que a indenização, num caso hipotético, seria estipulada em cerca de 180 milhões de euros (por volta de R$ 820,6 milhões).

Neste momento, a avaliação no Barça é de que Neymar fez o que podia para tentar concretizar a transferência. Até topou arcar com 20 milhões de euros (cerca de R$ 91,1 milhões) para elevar a proposta catalã a 150 milhões de euros (R$ 683,8 milhões). Por isso, as portas estão abertas para ele. Contudo, uma nova tentativa dependeria da situação do elenco catalão na ocasião, de como o brasileiro estará jogando e de sua relação com o PSG.

Apesar de o fim do período de proteção ser favorável a uma futura transferência, não significa que seria uma estratégia fácil. Haveria novo desgaste com os franceses e seria acionada a Câmara de Resolução de Disputas da Fifa. Ela é a responsável por definir a indenização em casos assim. "O cálculo do valor leva em conta uma série de fatores, como quanto o clube pagou pelo jogador que decide rescindir", explicou ao blog o advogado Eduardo Carlezzo.

O período de proteção dura três temporadas completas ou três anos para jogadores que tinham menos de 28 anos no momento em que assinaram o contrato. Nessa fase, ele pode ser suspenso de quatro a seis meses se romper o compromisso sem justa causa, além de ter que pagar indenização. O novo clube também pode sofrer sanções.

Foi por Neymar ainda estar nesse período que a tentativa de volta ao Barcelona se complicou ainda mais. Como na França não há multa rescisória estipulada, o PSG podia pedir quanto quisesse. Se rescindisse unilateralmente sem justa causa, Neymar teria grande chance de ser suspenso, assim como o Barcelona de sofrer punição. Nesse cenário, os parisienses colocaram como referência nas tratativas os 222 milhões de euros (cerca de R$ 1 bilhão) que pagaram pelo brasileiro.

Sobre o Autor

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

Sobre o Blog

Prioriza a informação que está longe do alcance das câmeras e microfones. Busca antecipar discussões e decisões tomadas por dirigentes, empresários, jogadores e políticos envolvidos com o futebol brasileiro.

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