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Justiça nega suspensão provisória de punição a ex-vice do Palmeiras

Perrone

30/09/2019 19h50

Na última quinta (26), a Justiça de São Paulo indeferiu pedido do ex-vice-presidente do Palmeiras, Genaro Marino, para que fosse interrompida a suspensão de um ano imposta a ele pelo Conselho Deliberativo do clube. Genaro havia requerido tutela para a suspensão da punição até o caso ser julgado. O pedido foi feito em conjunto com os conselheiros José Carlos Tomaselli e Ricardo Alberto Galassi, que foram advertidos pelo órgão e também não obtiveram sucesso na tentativa jurídica.

Genaro levou o gancho por sua participação no "caso Blackstar". No ano passado, enquanto era candidato à presidência, em pleito vencido por Maurício Galiotte, ele apresentou uma proposta da empresa para patrocinar o clube pagando R$ 1 bilhão à vista por um contrato de dez anos.

Já reeleito, Galiotte encerrou negociações com a Blackstar, que foi acusada de ter apresentado garantias bancárias falsas. Genaro nega que isso tenha ocorrido. As punições foram recomendadas pela comissão de sindicância ao conselho, que votou pela aplicação das sanções. O ex-presidente Paulo Nobre também foi advertido e já havia enviado carta ao conselho renunciando à sua cadeira no órgão antes de ser punido.

Ao blog, o ex-vice-presidente disse que vai tentar reverter a decisão da juíza Renata Barros Souto Maior Baião, da 19ª Vara Cível. "O processo (que culminou com a suspensão) foi viciado, e estamos tentando mostrar isso à justiça. Foi uma decisão (do conselho) com cartas marcadas", declarou o ex-dirigente, para quem houve cunho político na punição. Além de opositor de Galiotte, ele se tornou desafeto da conselheira aliada do presidente Leila Pereira, presidente da Crefisa, patrocinadora do clube.

Na decisão da semana passada, entre outros motivos, a juíza afirma que não há elementos que especifiquem prejuízo aos três conselheiros punidos para justificar o deferimento da tutela provisória. Ela declara também que o indeferimento não prejudica a defesa do trio, já que todos puderam constituir advogados e participar da fase de oitivas de testemunha.

"Queremos mostrar que existe, sim, prejuízo (sem a suspensão dos efeitos da punição). Como sócio, sou prejudicado por não poder ir ao clube enquanto durar o processo. Não pude defender meu time, que ficou sem reservas e perdeu a final do campeonato de futebol socytte no último domingo", disse Genaro.

 

Sobre o Autor

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

Sobre o Blog

Prioriza a informação que está longe do alcance das câmeras e microfones. Busca antecipar discussões e decisões tomadas por dirigentes, empresários, jogadores e políticos envolvidos com o futebol brasileiro.

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