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No Palmeiras, até atitude de Bruno H. em cobrança de torcedor é criticada

Perrone

04/09/2019 04h00

Apesar de Bruno Henrique não ter sido agressivo com o torcedor que o importunou na rua na última segunda (2), parte dos conselheiros e até gente da diretoria reclama do comportamento do jogador do Palmeiras.

São duas as queixas centrais. A primeira é que ele não deveria reclamar da cobrança do torcedor. Na opinião dos queixosos, o fã do clube tem o direito de protestar pacificamente contra a má fase, e o jogador deveria aceitar a crítica, sendo mais compreensivo. Outra reclamação é sobre a esposa de Bruno Henrique, Bhel Dietricht, ter tomado a iniciativa de reagir. Nesse ponto, os críticos afirmam que o atleta deveria ter demonstrado mais personalidade e "controlado" sua mulher.

Membro da diretoria, mas não do departamento de futebol, afirmou ao blog que Bruno Henrique mostrou desequilíbrio emocional e que isso seria uma extensão da postura do time em campo. Ele preferiu não ser identificado. Em grupos de trocas de mensagens formados por conselheiros, o jogador foi ironizado por não conter a esposa. Bhel chegou a tentar tirar o celular da mão de quem filmava a cena.

Mas também existem conselheiros que apoiam Brunho Henrique e reprovam a hostilidade do torcedor. O palmeirense teria chamado o jogador de pipoqueiro. No vídeo, ele afirma que se referiu ao time, não ao volante, sendo contestado pela mulher do atleta. Por sua vez, sem alterar o tom de voz, o meio-campista pergunta se o desafeto acha que está certo de fazer a cobrança num momento de folga, diz que não está feliz com a fase do time e reclama que foi desrespeitado enquanto passava pela rua com sua esposa.

"Acho um absurdo o que fizeram com o Bruno Henrique. Ele foi muito educado, mesmo tendo sido desrespeitado. Torcedor quer reclamar, vai reclamar com o Alexandre Mattos (diretor de futebol) e com o presidente (Maurício Galiotte). Eles são os responsáveis, o regime do clube é presidencialista. Não tem que ofender jogador na rua", afirmou o conselheiro José Corona Neto.

Procurada, a assessoria de imprensa de Bruno Henrique declarou que ele não se manifestaria sobre as críticas. Porém, o blog apurou que, na avaliação do estafe do jogador, ele agiu da melhor maneira possível diante da situação.

Sobre o Autor

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

Sobre o Blog

Prioriza a informação que está longe do alcance das câmeras e microfones. Busca antecipar discussões e decisões tomadas por dirigentes, empresários, jogadores e políticos envolvidos com o futebol brasileiro.

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