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Futebol do Flamengo gastou em seis meses R$ 138,5 mi a mais do que Grêmio

Perrone

22/10/2019 04h00

Caso supere o Flamengo nesta quarta (23), no Maracanã, e vá a final da Libertadores, o Grêmio sentirá o gostinho de bater um rival que pode se dar ao luxo de gastar R$ 138.551.000 a mais do que ele em seis meses para manter o departamento de futebol. Na média, o rubro-negro desembolsa cerca de R$ 23 milhões mensais a mais para custear o departamento.

Os números estão disponíveis nos balanços financeiros referentes ao primeiro semestre de 2019 publicados em seus sites pelos dois clubes. Até 30 de junho, o Flamengo teve uma despesa operacional no futebol, contando o departamento amador, de R$ 288.076.000. Por sua vez, o Grêmio registra na rubrica "atividades do desporto" custo de R$ 149.525.000 nos primeiros seis meses de 2019.

Com direitos de imagem, salários, encargos e benefícios a funcionários, o rubro-negro gastou R$ 103.138.000 até junho. O número foi confirmado ao blog por  Márcio Garotti, diretor financeiro do Flamengo. No mesmo período, o Grêmio anotou como remuneração de atletas profissionais com encargos R$ 48.492.000, além de R$ 16.891.000 em gastos com contratos de cessão de imagem. Na soma, são R$ 65.383.000 desembolsados em seis meses. 103138000

Obviamente, os gastos maiores do Flamengo são embalados por receitas superiores em relação ao Grêmio. O clube da Gávea obteve receita operacional bruta no primeiro semestre de R$ 388.832.000 com o departamento de futebol. Já o time gaúcho divulga a "receita bruta da atividade do desporto" no valor de R$ 222.115.000.

No quesito receitas, há uma grande diferença entre o que os adversários arrecadam com a venda de direitos federativos de atletas. O Flamengo colocou em seus cofres R$ 214.317.000 no primeiro semestre. Já o Grêmio divulga como receita com vendas líquidas de atletas R$ 77.923.000.

Sobre o Autor

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

Sobre o Blog

Prioriza a informação que está longe do alcance das câmeras e microfones. Busca antecipar discussões e decisões tomadas por dirigentes, empresários, jogadores e políticos envolvidos com o futebol brasileiro.

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