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Prêmio por vaga em final cobre gasto com compra de direitos de B. Henrique

Perrone

25/10/2019 04h00

A premiação assegurada pelo Flamengo só pela classificação à final da Liberadores é suficiente para cobrir o gasto com a compra dos direitos de Bruno Henrique e pagamentos de luvas ao jogador. A bonificação é de US$ 6 milhões (R$ 24.049.800 pela cotação desta quinta, dia 24). Essa é a quantia destinada ao vice-campeão do torneio. Ou seja, é o mínimo a ser embolsado pelo time de Jorge Jesus.

De acordo com o balanço do rubro-negro referente aos seis primeiros meses de 2019, a compra dos direitos econômicos e federativos de Bruno Henrique foi acertada junto ao Santos por R$ 23 milhões. O documento também mostra que foi combinado um pagamento de R$ 900 mil ao jogador como luvas. Ou seja, a quantia mínima que o Flamengo vai levar pela vaga na final é suficiente para cobrir esses gastos na transferência de Bruno Henrique e ainda sobrariam R$ 149.800.

Porém, vale lembrar que o clube da Gávea também se comprometeu a pagar R$ 1.277.000 para a D3 Consultoria Esportiva e R$ 1.610.000 para a Yesport Marketing Esportivo pela intermediação na negociação por Bruno Henrique.

Caso conquiste o título da Libertadores, no lugar dos US$ 6 milhões, o Flamengo embolsará US$ 12 milhões (aproximadamente R$ 48,1 milhões). A bolada supera facilmente o que o clube recebeu nos seis primeiros meses de 2019 em patrocínio: R$ 30.790.000, de acordo com o balanço do primeiro semestre.

Contando o que já recebeu nas outras fases e a premiação mínima por ser finalista, o rubro-negro tem assegurados na competição US$ 13 milhões (cerca de R$ 52,1 milhões). O montante representa quase a metade do que a agremiação gastou com salários no departamento de futebol, incluindo jogadores e seus direitos de imagem até 30 de junho. Segundo o balanço do primeiro semestre, essa despesa, contando encargos e benefícios, foi de R$ 103.138.000.

Se levantar a taça, o Flamengo acumulará premiação total na competição no valor de US$ 19 milhões (cerca de R$ 76,1 milhões). A quantia é suficiente para cobrir a despesa gerada pela compra de 75% dos direitos de Arrascaeta. No balanço do clube referente ao primeiro semestre o custo com direitos do jogador está registrado em R$ 76.096.000. Nesse valor não estão calculados pagamentos de comissões.

O blog tentou ouvir Márcio Garotti, diretor de financeiro do Flamengo, sobre como o clube usa a premiação recebida no torneio continental, mas não obteve resposta até a conclusão deste post.

 

Sobre o Autor

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

Sobre o Blog

Prioriza a informação que está longe do alcance das câmeras e microfones. Busca antecipar discussões e decisões tomadas por dirigentes, empresários, jogadores e políticos envolvidos com o futebol brasileiro.

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