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Lodi mostra que há vida na lateral esquerda da seleção além de Marcelo

Perrone

19/11/2019 12h22

A melhor notícia para o torcedor da seleção brasileira nesta terça (19) foi a atuação de Renan Lodi na vitória por 3 a 0 sobre a Coreia do Sul. O jogador do Atlético de Madrid sinalizou que o Brasil tem um candidato sólido a herdeiro de Marcelo na lateral esquerda. Até agora, ninguém tinha abraçado essa candidatura.

Com Danilo mais preso na marcação, apesar de ter feito o terceiro gol, o Brasil concentrou suas ações ofensivas pelo lado esquerdo, graças à habilidade e precisão de Lodi nos cruzamentos, como no primeiro gol brasileiro. Paquetá aproveitou bem a jogada. E aqui vemos outra melhora do time de Tite. Falo da maior movimentação e troca de posições entre meias e atacantes. O estilo de guardar posições implantado pelo treinador da seleção é irritante. A maior mobilidade também foi vista no terceiro gol, de novo com participação importante de Lodi pela esquerda, mas dessa vez com conclusão de Danilo pelo lado direito.

Richarlison e Gabriel Jesus não estiveram à altura de Lodi. Imagino o lateral-esquerdo com parceiros como os flamenguistas Bruno Henrique e Gabigol, pelo que estão jogando hoje, com muita movimentação. O ataque brasileiro seria mais letal.

Coutinho, por sua vez, não teve uma atuação excepcional, mas merece aplausos por fazer a torcida brasileira lembrar como é bonito um gol de falta. Esse tipo de jogada virou artigo raro na seleção e nos clubes brasileiros.

Entre os jogadores que mereciam uma observação mais detalhada, Paquetá teve uma atuação interessante. Ajudou o Brasil a fugir do engessamento tático característico da era Tite. O jogador do Milan pisou regularmente na área adversária e foi uma opção a mais para os cruzamentos de Lodi.

Fabinho também teve papel importante, melhorando a saída de bola e dando mais velocidade ao time. Outro ponto que fez o Brasil ser outro time em relação à derrota para a Argentina foi a eficiente marcação alta, que complicou a Coreia do Sul. Em termos defensivos, o Brasil praticamente só foi testado por Son, que nos duelos quase sempre levou a  mehor sobre os marcadores, mas não conseguiu balançar a rede.

Claro que o resultado ajuda a aliviar a pressão sobre Tite, por mais que muitos lembrem que o adversário não era dos mais fortes. Porém, o que interessa mesmo num amistoso nesse estágio da seleção brasileira, na opinião deste blogueiro, é a observação em relação às alternativas que o técnico busca. No geral, vi mais pontos positivos do que negativos.

Sobre o Autor

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

Sobre o Blog

Prioriza a informação que está longe do alcance das câmeras e microfones. Busca antecipar discussões e decisões tomadas por dirigentes, empresários, jogadores e políticos envolvidos com o futebol brasileiro.

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