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Parte dos diretores dá razão a torcedores que chamam Galiotte de banana

Perrone

28/11/2019 04h00

Parte dos diretores de Maurício Galiotte no Palmeiras avalia como justos os protestos de torcedores que chamam o presidente do clube de "banana". Esses aliados do cartola consideram que ele  merece a crítica por não se manifestar nos últimos dias sobre o atual momento do time. Faz parte da avaliação o fato de a palavra oficial da direção após a confirmação  da perda do título brasileiro ter sido dada em recente entrevista por Alexandre Mattos, diretor executivo de futebol e que tem sua demissão pedida por muitos conselheiros do clube faz tempo.

O blog ouviu de dois cartolas alinhados com Galiotte e que pediram para não serem identificados que o presidente deixa o dirigente remunerado agir como se fosse Mattos o principal responsável pela agremiação.

Uma das posições que os insatisfeitos cobram de Maurício é em relação a quem vai comandar o time no próximo ano. A opinião é de que ele deveria dar uma entrevista e anunciar a permanência de Mano Menezes para estancar especulações sobre uma possível mudança na comissão técnica.

À suposta omissão é somado o fato de, com investimento alto, o Palmeiras ter passado o ano sem levantar uma taça. Nesse ponto, voltam as cobranças relacionadas a Mattos.

O discurso é de que o diretor executivo tem seus acertos desde que chegou ao clube, mas que abusa de contratações caras e que especialmente neste ano elas não deram resultado, já que a equipe passou 2019 em branco. Existe ainda a preocupação com as finanças, pois o clube acumula deficit em 2019. Também gera incômodo a não publicação de balancetes financeiros periódicos no site alviverde.

Mattos é visto pelos descontentes como um profissional que tem carta branca para fazer o que quer e nunca é cobrado publicamente pelo presidente. Galiotte já recebeu até a sugestão de formar uma comissão de conselheiros para supervisionar o trabalho do funcionário, mas não a aceitou e é criticado por supostamente não ter pulso firme com o subordinado.

Diretores que criticam o presidente neste momento dizem internamente estarem incomodados também porque são cobrados por sócios e esperavam que, com um posicionamento oficial, Maurício respondesse a eles.

Nesse cenário, aliados do mandatário palmeirense apontam que ele sofre grande risco de murchar politicamente caso não mude de postura.

Galiotte

Por meio de sua assessoria de imprensa, o presidente afirmou que não comentaria as críticas.

Porém, segundo fonte ligada a Galiotte, o cartola entende que faz parte das atribuições de Mattos se pronunciar oficialmente pelo departamento de futebol. Assim, não teria havido omissão por parte do mandatário, que em outras oportunidades se pronunciou.

Sobre os pedidos de demissão do diretor executivo, o discurso é de que o presidente não age sob pressão e toma decisões técnicas.  A renovação com a Globo e a troca da Adidas pela Puma são episódios usados para exemplificar esse modo de agir.

Também segundo pessoa próxima a Galiotte, o cartola entende que o deficit atual pode diminuir ou ser anulado até o final do ano.

Internamente, o presidente justifica o momento deficitário pela estratégia de investir alto em contratações e na manutenção de jogadores em busca de títulos.

Pagamentos de dívidas feitas em gestões passadas e receitas que não atingiram a expectativa, como a comercialização de placas de publicidade, também entram no bolo.

O argumento usado por Galiotte nos bastidores é de que a não conquista de taças nesta temporada não significa que a situação saiu do controle. Isso porque o risco era calculado e administrável.

A respeito de os balancetes financeiros não estarem sendo publicados, a mesma fonte ligada ao presidente  diz que o procedimento é comum entre os clubes e que todos os dados são exibidos ao COF (Conselho de Orientação e Fiscalização).

Sobre o Autor

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

Sobre o Blog

Prioriza a informação que está longe do alcance das câmeras e microfones. Busca antecipar discussões e decisões tomadas por dirigentes, empresários, jogadores e políticos envolvidos com o futebol brasileiro.

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