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Opinião: Flamengo encara adversário trapalhão na defesa e esperto no ataque

Perrone

17/12/2019 04h00

O Flamengo vai enfrentar nesta terça, na semifinal do Mundial de Clubes, um adversário esperto no ataque, mas ingênuo na defesa. O Al-Hilal reforçou essa imagem na vitória por 1 a 0 sobre o Espérance, da Tunísia.

Na partida em que assegurou sua classificação para enfrentar o time brasileiro, a equipe saudita cometeu erros infantis entregando a bola nos pés dos atacantes adversários e por pouco não tomou gols. Por outro lado, foi perigosa no campo de ataque e venceu com um golaço do francês Gomis. Força ofensiva e trapalhadas na defesa já tinham sido mostradas pelo Al-Hilal na final da Liga dos Campeões da Ásia, na qual derrotou duas vezes o Urawa Reds, do Japão, quase sempre buscando o gol.

Se tiver o volume de jogo ofensivo que costuma ter, o rubro-negro deve vencer sem maiores problemas. A capacidade dos sauditas de se atrapalharem com as bolas nos pés perto de sua área defensiva faz com que manter o jogo por lá seja garantia de algumas molezas durante a partida. Marcar sob pressão é uma excelente pedida. O Espérance usou pouco esse recurso, mas foi o suficiente para ganhar algumas bolas de presente. Faltou qualidade para fazer o gol.

Atacando, porém, o Al-Hilal é outro time. Meio-campistas e atacantes tabelam bem, trocam de posições e fazem infiltrações com perigo. O francês Gomis é o mais perigoso. Habilidoso, o atacante marcou um golaço contra os tunisianos após sair da reserva. Ele tem boa capacidade para resolver jogadas com pouco espaço, é bom de tabela, de drible, sabe atacar pelo lado, mas também se posiciona como centroavante. Com esses recursos foi artilheiro da última Liga dos Campeões da Ásia marcando 11 gols.

Até chegar em Gomis a bola passa por mais caras que sabem jogar. A começar pelo volante Cuéllar. O ex-flamenguista tem a missão de fazer a transição da defesa para o ataque com qualidade. No campo ofensivo, o peruano Carillo e o brasileiro Carlos Eduardo também costumam dar trabalho para os adversários. Ambos têm boa movimentação, participam das tabelas e finalizam.

As qualidades ofensivas do Al-Hilal fizeram com que o time saudita tivesse o melhor ataque da Liga dos Campeões da Ásia com 26 gols. Só que a pontaria foi um problema no último jogo. Contra o Espérance foram 13 finalizações, mas apenas três certas, segundo estatísticas do site da ESPN. Na partida decisiva na liga asiática foram 19 conclusões com oito acertos. Além de acertar mais o alvo, o desafio do Al-Hilal contra o Flamengo é conseguir criar tantas chances de gol. E, principalmente, não presentear os atacantes adversários.

Sobre o Autor

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

Sobre o Blog

Prioriza a informação que está longe do alcance das câmeras e microfones. Busca antecipar discussões e decisões tomadas por dirigentes, empresários, jogadores e políticos envolvidos com o futebol brasileiro.

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