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Valor de déficit do Corinthians no clube social daria para comprar Bruno H.

Perrone

06/12/2019 04h00

Dos R$ 94.975.000 de déficit anotados pelo Corinthians nos seis primeiros meses de 2019, R$ 26.574.000 foram registrados pelo clube social e seus esportes amadores. Para se ter uma ideia do que isso representa, o valor no vermelho atingido fora do departamento de futebol alvinegro supera o que o Flamengo gastou para contratar Bruno Henrique. Um dos destaques do campeão Brasileiro e da Libertadores custou R$ 23.620.000, de acordo com documento disponível no site oficial do Flamengo. A quantia é equivalente aos gastos com os direitos econômicos do ex-santista.

O déficit no clube social e nos esportes amadores é um antigo alvo de reclamações no Corinthians e gera discussões sobre separar o futebol do restante da agremiação, debate que também acontece em outros times brasileiros.

No ano passado inteiro, a área social com suas modalidades esportivas registrou déficit de R$ 41.169.000, o que representa média de R$ 3.430.750 por mês. A média atual é maior: R$ 4.429.000 mensais.

Indagada sobre os motivos para os déficits na área social e também do clube no geral, a assessoria de imprensa do alvinegro respondeu ao blog com a seguinte nota: "O Sport Club Corinthians considera suficientes as informações prestadas em seu balancete para esclarecer o questionamento feito pela reportagem acerca do déficit publicado pela agremiação e informa que não irá se pronunciar sobre o déficit do clube social".

Os números divulgados nesta semana no site oficial corintiano alarmam conselheiros da oposição. "O sócio merece investimentos no clube, mas os gastos precisam ser detalhados. Precisamos saber como estão gastando esse dinheiro", disse o conselheiro Romeu Tuma Júnior.

Os números no futebol geram ainda mais críticas. A modalidade apresentou nos primeiros seis meses do ano déficit de R$ 68.401.000. Gastos acima do esperado e receitas menores do que as projetadas justificam o resultado. A previsão orçamentária era de que o Corinthians, somando o futebol e a área social, apresentasse superávit ao final de 2019 de R$ 650 mil. "A diretoria não segue o orçamento, o Conselho Fiscal e o Cori (Conselho de Orientação) não apontam as irregularidades para reprovar as contas", afirmou o conselheiro oposicionista Felipe Ezabella. Vale lembrar que até 31 de dezembro a situação financeira pode mudar, principalmente se houver venda de jogador por valor significativo.

Sobre o Autor

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

Sobre o Blog

Prioriza a informação que está longe do alcance das câmeras e microfones. Busca antecipar discussões e decisões tomadas por dirigentes, empresários, jogadores e políticos envolvidos com o futebol brasileiro.

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