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Opinião: novo coronavírus vira adversário da defesa de Ronaldinho

Perrone

13/03/2020 08h20

O pacote de medidas adotado pelo governo do Paraguai para combater o avanço do novo coronavírus já atrapalha a defesa de Ronaldinho Gaúcho e seu irmão Assis, contrariando sua expectativa inicial.

Os defensores dos jogadores acreditavam que, em tese, o trabalho do Ministério Público e da Justiça nos 15 dias de validade do plano não trariam contratempos.

Isso porque defender a liberdade de quem está preso preventivamente se enquadra nas características de serviços emergenciais não afetados, na avaliação deles.

No entanto, um dos recursos que os defensores pretendiam apresentar não foi protocolado por que as autoridades entenderam não se tratar de urgência. Trata-se da apelação que pedia a anulação de uma série de atos processuais. Já a peça que pede a soltura dos jogadores foi aceita e está em processo de análise.

Mais problemas podem acontecer em virtude da paralisação parcial dos trabalhos do Ministério Público. O órgão, por exemplo, está envolvido na perícia dos celulares dos irmãos. Autoridades consideram a análise crucial para a definição sobre a derrubada da prisão preventiva de ambos. Mais uma vez, os advogados acreditam que não há motivo para investigações envolvendo seu cliente não serem consideradas emergenciais.

Os paraguaios tratam o novo coronavírus num ritmo que beira a paranoia. Pelo menos aparentemente, tal situação aumenta a angústia dos defensores de Ronaldinho e Assis. Eles enxergam uma série de irregularidades na condução do caso por parte das autoridades. Ansiosos por poderem levar seus clientes de volta ao Brasil, agora eles convivem também com essas incertezas processuais provocada por um novo adversário, a versão mais recente do coronavírus.

Sobre o Autor

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

Sobre o Blog

Prioriza a informação que está longe do alcance das câmeras e microfones. Busca antecipar discussões e decisões tomadas por dirigentes, empresários, jogadores e políticos envolvidos com o futebol brasileiro.

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