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Ex-diretor acusa Andrés de praticar crimes de injúria e difamação 5 vezes

Perrone

23/06/2020 04h00

Com Pedro Lopes, do UOL em São Paulo

Em queixa que apresentou à Justiça contra Andrés Sanchez, Felipe Ezabella, ex-diretor de esportes terrestres, afirma que o atual presidente do Corinthians incorreu em crime cinco vezes ao citá-lo em duas entrevistas. Ele pede para que o cartola seja processado pela prática dos delitos de difamação (duas vezes) e de injúria (três vezes). Sanchez não pôde ser ouvido porque não fala com o blog.

A queixa-crime foi apresentada após Andrés dizer em entrevistas que Ezabella, diretor em sua primeira gestão no alvinegro, precisa provar como ganhou R$ 500 mil entre Sporting, Corinthians e o ex-volante Elias. O dirigente também chamou o desafeto de covarde e afirmou que ele chamava Mario Gobbi de ladrão e agora apoia o ex-presidente, possível candidato à presidência da agremiação no final do ano.

Ezabella diz na representação que nenhuma das afirmações de Andrés é verdadeira.

Ele declara que chegou a ser contratado pelo volante para atuar como advogado em algumas ações. Mas assegura que "nunca recebeu honorários, comissão de agenciamento ou qualquer quantia do clube, por conseguinte, não recebeu qualquer valor pela transferência do atleta".

O ex-diretor e ex-candidato à presidência derrotado na última votação ocupava os cargos de  conselheiro e membro do Cori (Conselho de Orientação) quando Elias foi contratado junto ao time português, em 2014. O estatuto corintiano impede que conselheiros sejam remunerados pela agremiação. Também veta que atuem como agentes ou procuradores de jogadores.

Por meio de seus advogados, Ezabella pede ainda que eventuais penas aplicadas sejam acrescidas em um terço pelo fato de as supostas injúrias e difamações terem sido feitas em entrevistas, o que, em tese, facilita a propagação delas.

O crime de difamação prevê de três meses a um ano de prisão e multa. A injúria pode render de um mês a seis meses de detenção.

No documento enviado à Justiça, os advogados do ex-aliado de Andrés afirmam que o presidente alvinegro demonstra "o que parece ser uma espécie mal resolvida de admiração (por Ezabella), o querelado não resiste a, sempre que possível, atacar o querelante. Agora, porém, o ataque foi criminoso".

De acordo com a queixa-crime, Andrés começou a citar o nome do opositor quando não tinha sido indagado sobre ele. Ezabella listou cinco testemunhas. Gobbi é uma delas. Há audiência marcada para o dia 25 de agosto.

Sobre o Autor

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

Sobre o Blog

Prioriza a informação que está longe do alcance das câmeras e microfones. Busca antecipar discussões e decisões tomadas por dirigentes, empresários, jogadores e políticos envolvidos com o futebol brasileiro.

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