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Opinião: pontos fortes e fracos dos semifinalistas do Paulista

Perrone

02/08/2020 12h54

Veja a seguir os pontos fortes e fracos, na opiniāo deste blogueiro, dos semifinalistas do Campeonato Paulista.

Corinthians

Pontos fortes

Defesa – Principalmente graças a Cássio, o alvinegro não levou gols nos três jogos após a retomada do Estadual.

Bola parada – Nas três partidas no retorno, o time de Tiago Nunes contou com a ajuda de jogadas aéreas a partir da bola parada para balançar as redes.

Avanços de Éderson – O volante marcou gols nos dois últimos jogos.

Pontos fracos

Dificuldade na armação – O problema que vem desde o ano passado ainda não foi solucionado.

Preparo físico – O time já mostrou evolução em relação ao primeiro jogo do retorno, contra o Palmeiras, mas ainda se cansa rápido. A falta de fôlego tira mobilidade, fundamental para superar as dificuldades na armação. Quanto mais os jogadores se movimentarem, maiores são as opções de quem está com a bola.

Mirassol

Ponto forte 

Explorar erros do adversário – O time do interior tem paciência e eficiência para aproveitar as falhas de seus openentes. Pelo menos foi assim que despachou o São Paulo.

Pontos fracos

Falta de entrosamento – Natural para quem perdeu 18 jogadores durante a suspensão do Paulista. Coletivamente, a equipe está enfraquecida.

Defesa – A desorganização defensiva deixa espaços para o adversário. Certamente é reflexo do desmonte enfrentado pelo clube.

Palmeiras

Pontos fortes

Organização tática – Em termos de jogo coletivo, o time de Luxemburgo é o semifinalista que menos sentiu a parada.

Variação tática – O farto elenco palmeirense dá a seu treinador várias alternativas para mudar o jeito de jogar do time conforme as dificuldades durante as partidas. Algumas das mudanças podem ser feitas sem substituir jogadores, como deslocar Felipe Melo da zaga para o meio.

Bola aérea de Felipe Melo – Foi assim que saiu o gol da classificação para as semifinais no jogo com o Santo André.

Ponto fraco – A dificuldade em tabelar e criar espaços para entrar na área adversária com a bola dominada. O alviverde faz tudo certo até chegar perto da área. A partir daí, parece entrar em parafuso e toca para trás ou perde a bola. O problema atende pelo nome de "saudades de Dudu".

Ponte Preta

Ponto forte

Bola aérea – Principalmente a partir dos pés do veterano Apodi.

Ponto fraco

Lado direito da defesa – A dificuldade demonstrada por Apodi na marcação contra o Santos, especialmente no mano a mano, caso seja repetida, pode ser o mapa da mina para o Palmeiras.

 

Sobre o Autor

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

Sobre o Blog

Prioriza a informação que está longe do alcance das câmeras e microfones. Busca antecipar discussões e decisões tomadas por dirigentes, empresários, jogadores e políticos envolvidos com o futebol brasileiro.

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