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Derrota para Bélgica teve momentos de 7 a 1 e reação tardia
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A eliminação brasileira nas quartas de final da Copa da Rússia com a derrota por 2 a 1 para a Bélgica teve momentos que lembraram a goleada por 7 a 1 sofrida para a Alemanha nas semifinais de 2014. Foi assim no primeiro tempo, desde o gol de abertura do placar. Na etapa final, após as mudanças feitas por Tite, o Brasil reagiu, algo que não aconteceu em 2014. Mas não foi o suficiente.

O nervosismo após o primeiro gol lembrou a tremedeira brasileira na tragédia no Mineirão. De novo a equipe entrou em pane. Mas dessa vez levou apenas mais um gol.

A facilidade com que os belgas chegavam na defesa brasileira foi digna dos alemães de quatro anos atrás. A repetição de erros sem que o Brasil conseguisse corrigir seu posicionamento também foi angustiantemente semelhante ao que aconteceu na Copa de 2014. Em Kazan, no primeiro tempo, os belgas sempre tinham dois atacantes pelo lado esquerdo da área brasileira. Um deles sempre livre.

Outro ponto que trouxe à mente o jogo fatídico de Belo Horizonte foi a demora para o treinador reagir, mexer na equipe e corrigir erros.

A diferença é que Tite acordou. Suas substituições deram resultado, o Brasil fez seu gol de honra e esteve muito perto de empatar. Aproveitando o espaço dado pelos belgas, a seleção atacou como nunca neste Mundial. Não adiantou.

Como Felipão, Tite caiu diante de uma forte equipe europeia. No caso do atual treinador, pelo menos, não é possível dizer que ele tenha subestimado a força do adversário. Desde antes de a Copa começar, ele ressaltou o poderio belga. Diferentemente deste blogueiro, que só acreditou na possibilidade de vitória da Bélgica depois do segundo gol em Kazan. Foi um erro.


Opinião: eficiência defensiva do Brasil dobra dificuldade belga
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A Bélgica viverá uma situação bem diferente da que está acostumada ao encarar a seleção brasileira, assim como a maioria das seleções que batem de frente com o time de Tite.

Em confrontos anteriores, os belgas tinham que se preocupar basicamente em defender. Historicamente, com exceções como na Copa de 1994, o poder ofensivo brasileiro deixava a defesa vulnerável. Jogar para encaixar um contra-ataque e balançar as redes era algo bem possível para os rivais.

Agora, a preocupação de quem enfrenta o Brasil é dobrada. Além de trabalhar para não tomar gols, os adversários suam para penetrar na fortaleza em que se transformou a defesa brasileira.

As estatísticas da Fifa relacionadas aos dois goleiros que se enfrentarão nesta sexta (6) em Kazan dão essa noção. Alisson tomou um gol e fez apenas três defesas até aqui na Copa da Rússia. Já o belga Courtois defendeu nove bolas e tomou quatro gols. Ou seja, ele fica muito mais exposto.

Em termos ofensivos, Bélgica e Brasil finalizaram 77 vezes cada durante o Mundial. A eficiência ofensiva dos europeus é maior, pois eles fizeram 12 gols contra 7 do time de Tite.

Porém, na opinião deste blogueiro, o equilíbrio brasileiro entre defesa e ataque pesa a favor da equipe nacional. Será interessante ver os belgas com essa nova tarefa de furar a defesa verde e amarela ao mesmo tempo em que tentam não tomar gols.


Opinião: evolução faz Brasil ter obrigação de vencer a Bélgica
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Para parte considerável da imprensa mundial e torcedores, a Bélgica está entre as favoritas para vencer a Copa da Rússia. Este blogueiro discorda.

Os belgas têm sua melhor geração em todos os tempos. Reúnem talentos individuais, são fortes ofensivamente e coletivamente de modo geral.

O Brasil tem tudo isso em maior quantidade e com mais qualidade. Por isso, em minha opinião, a seleção de Tite tem a obrigação de vencer o duelo desta sexta (6) pelas quartas de final.

Além do talento individual de costume, desta vez, o Brasil é sólido taticamente e uma fortaleza na defesa.

Normalmente, a Bélgica entra contra o Brasil mais preocupada em não tomar gols. A preocupação continua, mas agora furar a defesa brasileira é missão complexa. Alisson só tomou um gol no Mundial. Os belgas levaram quatro. Dois só do Japão.

O Brasil empatou um jogo (Suíça), e a Bélgica venceu todos. Mas os brasileiros evoluíram de tal forma que são favoritos no confronto na opinião deste blogueiro.


Opinião: Três maus exemplos dados por Osorio ao detonar Neymar
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Juan Carlos Osorio entrou para a história da Copa do Mundo de 2018 pela porta dos fundos. Ao criticar Neymar e a arbitragem o treinador do México foi o responsável por dar mau exemplo, e não o camisa 10 da seleção, como disse o colombiano. Abaixo veja os maus exemplos de Osório.

1 – Desvio de foco

Ao dizer que a arbitragem atrapalhou o México, o treinador seguiu o manual clássico do técnico ultrapassado. Aquele profissional  que não assume seus erros e irresponsavelmente joga o juiz contra a torcida. Ou alguém acredita que os quatro minutos em que Neymar ficou no chão após levar um pisão realmente atrapalharam o México a ponto de influenciarem no resultado?

2 – Machismo

Ao dizer que futebol é para homem, Osorio praticou machismo em estado bruto. Foi preconceituoso e ensinou as crianças que o assistiam na entrevista coletiva a como não se comportar. Entre outros absurdos, ele ofendeu mulheres que jogam de maneira maravilhosa e podem ser representadas por Marta.

3 – Estímulo à violência

Ao reclamar do tempo gasto com Neymar caído após levar um pisão de Layún, Osório evitou a discussão mais importante. O comportamento do brasileiro no lance é o que menos interessa. O mexicano deveria ter sido expulso, o que mostra a fragilidade da tese do treinador de que sua seleção foi prejudicada.

A proteção de Osorio ao agressor somada ao surrado bordão ''futebol é para homem'' soa como incentivo à violência.

 


Opinião: defesa da seleção brasileira é protagonista na classificação
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Neymar e Firmino serão obrigatoriamente lembrados sempre que a história de Brasil 2 x 0 México, nesta segunda, em Samara for contada. É justo. Ele fizeram os gols. Mas a classificação brasileira se deve muito ao desempenho de seus jogadores de defesa.

Miranda e Thiago Silva transformaram a a meta brasileira num alvo praticamente inatingível. Seu bloqueios ajudam a explicar porque Alisson é pouco testado nas partidas da Copa da Rússia. Quase sempre, quem tenta chutar de dentro da área do Brasil é bloqueado. Não foi diferente com os mexicanos. Fora da área a tarefa também não é fácil. O resultado é que Alisson só fez uma defesa contra o Mexico.

De maneira geral, todo o sistema defensivo brasileiro tem funcionado como uma engrenagem que quase não falha. Isso depois do erro que resultou no gol suíço no empate de estreia.

Com a meta protegida, é uma questão de tempo a qualidade de jogadores como Neymar é Coutinho se transformar em gol.

É assim que a seleção de Tite vais se fortalecendo na Rússia. Com uma defesa cirúrgica e que permite os momentos de glória dos atacantes.


Opinião: atuação da França mostra quanto Brasil precisa evoluir
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Desde antes de a Copa da Rússia começar, este blogueiro colocava a França como principal favorita ao título ao lado da Alemanha. Os atuais campeões deram vexame, mas os franceses aumentaram o favoritismo ao eliminar a Argentina com a vitória por 4 a 3 neste sábado.

A atuação francesa foi muito superior em relação ao que todas as equipes produziram até aqui.

Isso indica que o Brasil precisa melhorar muito para sair do território russo como hexacampeão.

Contra a Sérvia, o time de Tite mostrou uma animadora evolução. Enfim, fez uma grande partida na Copa. A tendência é melhorar ainda mais contra o México. Porém, neste momento, a expectativa é pessimista num eventual confronto com os franceses pelas semifinais.

É cedo para pensar na França. Primeiro é preciso passar pelo México e depois despachar o adversário das quartas. Ainda é necessário que os franceses cheguem na semifinal.

Mas é bom ter a França em mente como parâmetro de quanto a seleção brasileira precisa crescer.

O sistema defensivo montado por Tite é suficientemente sólido para oferecer mais resitência do que os argentinos diante da França. Porém até aqui o Brasil não encarou nenhum ataque com poderio semelhante ao francês.

Já ofensivamente, a seleção deixa muito a desejar em relação aos franceses. Melhorar na frente, com Gabriel Jesus desencantado, é o principal ponto contra os mexicanos. É nesse setor que o Brasil mais precisa diminuir a diferença para a França.


Opinião: Tite precisa achar equilíbrio entre concentração aberta e fechada
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Equilíbrio é o que Tite espera da seleção brasileira em campo. Também é, na opinião deste blogueiro, o que ele deveria buscar entre concentração  aberta e fechada.

Impressiona o trânsito que familiares e amigos de jogadores têm no hotel do time nacional em Sochi. Os atletas ainda são expostos a hóspedes caçadores de selfies e autógrafos. Provavelmente há os que não se sentem à vontade.

As portas abertas do quartel general da seleção na Rússia são tema de debate entre jornalistas.

Em parte, o estranhamento tem a ver com a cultura careta e ultrapassada do futebol brasileiro de trancafiar seus atletas antes das partidas.

A maioria das discussões sobre o assunto passa pelo raciocínio de que se o Brasil for hexa o modelo terá sido perfeito. Mas, em caso de fracasso, será considerado um dos culpados.

Não é simples assim. A questão se concentra na busca de Tite por um meio termo. Uma fórmula que permita o convívio dos jogadores com parentes, amigos e até um pouco com torcedores, mas que ao mesmo tempo estimule a convivência entre os atletas.

Ter a família por perto é bom. O problema é se o excesso de contato com o mundo exterior inibir as relações entre os jogadores.

Tite é inexperiente em Copa do Mundo, mas é velha raposa no futebol. É de se esperar que ele saiba da importância do equilíbrio entre regime aberto e fechado e que ele coloque isso em prática. Porém, por enquanto, a impressão deste blogueiro é de que o grupo precisa de um pouquinho mais de privacidade para fortalecer seus laços e pensar mais na Copa.


Opinião: os lados bom e ruim de encarar o México
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Por um lado, o México pode ser considerado o adversário perfeito para o Brasil nas oitavas de final da Copa da Rússia. Isso porque a equipe da América do Norte dá espaços para seus rivais. É tudo com que o Brasil sonha no Mundial.

Prova de como os mexicanos ficam expostos é o fato de o goleiro Ochoa ser o que mais fez defesas na Copa até aqui. Foram 17.

A comparação com Alisson ajuda a entender o que isso significa. O brasileiro é quem menos defendeu: apenas duas vezes, segundo o site da Fifa. A pequena quantidade de trabalho é fruto de um sistema defensivo que protege sua meta, algo que o México não tem no mesmo nível.

Mas achar que os mexicanos serão mamão com açúcar seria um erro. O lado ruim de enfrentá-los é ter pela frente um time suficientemente forte para vencer a Alemanha e se classificar no grupo dos atuais campeões mundiais, eliminados na primeira fase.

O México está em sétimo lugar entre as seleções que mais tentam o gol na Rússia, também de acordo com as estatísticas da Fifa. São 44 oportunidades contra 56 do Brasil, segundo colocado.

Além disso, os mexicanos são comandados por Juan Carlos Osório, conhecedor do futebol brasileiro e que já enfrentou Tite. Em 2015, o treinador brasileiro admitiu dificuldades por causa do esquema tático montado por Osório, que defendia o São Paulo e enfrentava o Corinthians no Morumbi. O jogo terminou empatado em um gol.

Outro ponto é a barulhenta torcida mexicana estar obcecada por eliminar o Brasil numa Copa do Mundo. Será um combustível a mais para eles.

Tais nuances aumentam o grau de imprevisibilidade do duelo. Se, de fato, o México der espaços e o Brasil souber aproveitar, a vaga nas quartas pode ser assegurada com certa tranquilidade, como diante da Sérvia. Porém, caso Osório consiga amarrar o Brasil, deverá ser a partida mais difícil dos pentacampeões até aqui em território russo.


Opinião: Tite precisa ser transparente sobre problemas físicos da seleção
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Transparência é uma palavra que Tite gosta de usar. Chegou à seleção brasileira prometendo ser transparente. E ele embarca para as oitavas de final da Copa do Mundo pressionado a decidir se segue fiel ao seu discurso e esclarece o que está por trás das seguidas lesões de seus jogadores ou deixa a transparência pelo caminho.

Contar a realidade vai proteger jogadores, aproximar a torcida do time e impedir injustiças nas análises da imprensa sobre o trabalho de cada membro da comissão.

Tite deveria responder, por exemplo, se  houve erro dele ao levar jogadores que não estavam 100% fisicamente. Além de Neymar, que qualquer um levaria, há casos como os de Danilo, Renato Augusto e Douglas Costa.

Mais importante ainda é deixar claro se, na opinião dele, houve ou não sobrecarga de exercícios provocando lesões musculares. Danilo, Marcelo, Douglas Costa e Renato Augusto apresentaram problemas musculares.

Fábio Mahseredjian, preparador físico da seleção, não foi claro ao falar sobre o tema. Disse que não há sobrecarga, mas falou em redução da carga de trabalho.

É preciso esclarecer melhor a situação também por causa das famílias dos jogadores, coladas na equipe. A desinformação pode gerar comentários injustos dos familiares em relação à comissão técnica. Isso pode levar a atritos desnecessários.

Por tudo Isso, este blogueiro espera que Tite seja coerente (outra palavra amada por ele) e mande um papo reto para o torcedor brasileiro sobre o que está acontecendo.


Opinião: Brasil faz seu primeiro grande jogo na Rússia
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Perrone

Enfim, o Brasil fez uma grande partida na Copa da Rússia. Na vitória por 2 a 0 sobre a Sérvia, a seleção de Tite mostrou evolução em vários aspectos e apagou um pouco da má impressão deixada nas duas partidas anteriores.

Paulinho voltou a ser decisivo. Quando ele rende abaixo de sua média o Brasil perde muito.

Neymar prendeu menos a bola, deu passes precisos e não peitou a arbitragem.

A equipe conseguiu fazer trocas rápidas de passe para abrir espaços no campo do adversário. Não foi o mesmo time cansado dos jogos diante de Suíça e Costa Rica.

A defesa esteve sempre segura. Nos momentos de pressão da Sérvia, ninguém cometeu aquele erro que põe tudo a perder.

Os nervos foram controlados. Prova disso é a seleção não desmoronar quando Marcelo saiu lesionado.

Tudo isso aumenta o otimismo do torcedor. Mas ainda há problemas. A mais assutadora ameaça é a facilidade que essa equipe tem para colecionar lesões. E isso é difícil de resolver numa competição curta com a Copa do Mundo.