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Corinthians faz nova reunião por permanência de Pablo
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Com Diego Salgado, do UOL, em São Paulo

Nesta terça-feira (14), o Corinthians fará nova tentativa de acerto pela permanência de Pablo. O gerente de futebol Alessandro e o diretor Flávio Adauto vão se reunir com o empresário do zagueiro, Fernando César.

No encontro, a dupla de dirigentes deve apresentar uma nova proposta.

A tentativa de encerrar a novela acontece perto do final do período de prioridade dado ao alvinegro, que termina no próximo dia 30. Até lá os corintianos precisam informar se vão pagar 3 milhões de euros (R$ 11,49 milhões) ao Bordeaux para ficar com o atleta. Em recente conversa entre o empresário do beque e a direção do clube francês ficou combinado que até esta data não seriam ouvidas propostas de outros times.

Pablo está emprestado pelos franceses até o final do ano. Porém, o Corinthians obteve autorização para discutir com o jogador um novo contrato.

O zagueiro esteve perto de assinar compromisso por quatro anos e meio, com validade a partir de julho de 2017, mas a negociação emperrou.

César afirmou para a diretoria do Bordeaux que não existe diferença de valores na negociação com o Corinthians. Alegou que a única discordância é em relação à forma de pagamento.

No clube, apesar de a diretoria não falar sobre de detalhes da negociação, a informação é de que ainda há divergência em relação a cifras.

 


Contestado no Corinthians, Flávio Adauto vira referência para palmeirenses
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Alvo de críticas no Parque São Jorge, principalmente no início da temporada, o diretor de futebol Flávio Adauto virou referência para parte de conselheiros do Palmeiras que querem mudanças na gestão da equipe alviverde.

Esse grupo, com integrantes de diferentes alas, quer a nomeação de um conselheiro como diretor de futebol para acompanhar, avaliar e cobrar o trabalho de Alexandre Mattos, dirigente remunerado, e da comissão técnica.

Adauto é usado como exemplo para demonstrar a necessidade de mudança. Os palmeirenses defensores da ideia avaliam que o corintiano está praticamente sempre próximo do time, é ciente do que acontece no vestiário, atua em conjunto com o gerente de futebol Alessandro, ajuda a apagar incêndios e a corrigir rotas, além de ser o elo entre o time e o presidente Roberto de Andrade.

Os descontentes entendem que o alviverde não tem alguém para fazer tudo isso. Criticam o que chamam de autonomia de Mattos, que seria um dos motivos para o clube trocar tanto seus elencos nos últimos anos.

Existe uma articulação entre os insatisfeitos para tentar uma reunião com o presidente Maurício Galiotte para pedir que ele nomeie um conselheiro como diretor de futebol.

Curiosamente, Adauto é contestado no Corinthians.

Conselheiros e empresários de jogadores afirmam, por exemplo, que falta habilidade para o cartola ao tratar com jogadores sobre luvas atrasadas, não definindo uma data para o pagamento.

Ele também foi criticado por sua participação na tentativa frustrada de contratação do atacante Drogba. Ele teria sido omisso na negociação, que começou com gente ligada ao departamento de marketing e terminou com a participação direta do presidente Roberto de Andrade.

A perda de Pottker, ex-Ponte Preta, para o Internacional também é motivo de queixa. A negociação com o atacante estava bem encaminhada, mas foi descartada depois de ser escalado pela Ponte na Copa do Brasil. A partir daí ele ficaria impedido de defender o Corinthians na mesma competição. Nos momentos de dificuldade do ataque alvinegro no Brasileirão, conselheiros lembraram de Pottker, afirmando que ele teria feito a diferença.


São Paulo diz já trabalhar pela permanência de Hernanes, mas faz mistério
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O São Paulo nem esperou o Brasileirão terminar para trabalhar na permanência de Hernanes após o final de seu empréstimo, em julho de 2018. A diretoria afirma já atuar pela continuidade do meio-campista.

A avaliação foi de que devido a importância que ele teve na recuperação da  equipe, o mais prudente seria não esperar para iniciar a operação, apesar de o jogador ter ainda um semestre pela frente com a camisa do clube.

A estratégia adotada, porém, é agir em silêncio. Os tricolores esperam repetir o que fizeram quando o atleta retornou ao clube sem que a negociação vazasse antes de ser concretizada. A diretoria não revela nem se já fez proposta ao Hebei Fortune, com quem o brasileiro mantém vínculo.

Como mostrou o UOL Esporte, há um obstáculo financeiro que preocupa os são-paulinos. O time brasileiro paga hoje R$ 500 mil mensais ao ídolo. Esse é o teto salarial no Morumbi. Mas Hernanes ganha cerca de R$ 2 milhões por mês, já que os chineses completam a quantia.

Diante do destaque que o atleta conseguiu no Brasileirão, é improvável que o Hebei aceite manter o empréstimo dele e no mesmo formato financeiro. Comprar os direitos econômicos de Hernanes também não é missão simples. Os chineses adquiriram o brasileiro por 10 milhões de euros (R$ 37,9 milhões) junto a Juventus da Itália. O montante vultuoso não combina com uma das prioridades da atual gestão: cortar gastos.

 


Opinião: Corinthians amplia pressão sobre reserva ao tentar volta de Cássio
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O Corinthians deu um passo arriscado ao tentar a liberação de Cássio junto à CBF. A frustrada iniciativa coloca pressão extra nos ombros do jovem Caíque França. O terceiro goleiro do time herdou temporariamente a posição com a ausência do titular e a contusão de Walter.

A manobra fracassada soa como uma demonstração pública de falta de confiança no novato. Imagine no seu trabalho, você saber que assumirá temporariamente um cargo importante no lugar de um colega. Se preparar para isso, mas descobrir que a direção da empresa tentou trazer outro profissional que estava de férias para que você não tenha que assumir uma responsabilidade maior? Como ficaria sua confiança na hora de executar a nova missão? Você não questionaria o seu preparo ou o que seus chefes pensam do seu potencial? Esses questionamentos devem estar passando pela cabeça de Caíque.

A postura mais adequada da diretoria teria sido abraçar o reserva imediatamente visando aumentar sua confiança. Seria bem melhor do que pedir um privilégio para a CBF.

O plano escolhido poderia também desagradar a Cássio. Será que o titular, brigando por uma vaga na Copa do Mundo da Rússia, gostaria antecipar seu retorno da seleção por conta de uma desconfiança do clube no reserva? Acredito que não.

Falhou não só a diretoria, na opinião deste blogueiro. Mas também Fábio Carille. O treinador deveria ter sido o primeiro a fortalecer Caíque publicamente.


Cobranças no Palmeiras atingem de jogadores ao presidente
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No final da noite da última quarta-feira, celulares de conselheiros do Palmeiras começaram a tocar freneticamente. Do outro lado da linha colegas de clube indignados coma derrota por 3 a 1 para o Vitória, sacramentada pouco antes em Salvador.  As conversas madrugada adentro sinalizavam uma pressão em efeito dominó capaz de atingir jogadores, comissão técnica e dirigentes. Mostravam também como o clima no clube foi da euforia motivada pela esperança do título brasileiro à revolta em apenas dois jogos. O vento havia começado a mudar no revés no clássico de domingo vencido pelo Corinthians por 3 a 2.

A cúpula palmeirense, no entanto, minimiza no clima de cobrança. Acredita existir na verdade apenas uma movimentação política por parte de militantes do ex-presidente Mustafá Contursi, que tem pontos de divergência com a atual administração.

Em campo, Egídio, Juninho, Mayke e Erik viraram alvo de conselheiros de diferentes correntes políticas que pedem que eles não sejam mais escalados. Também há insatisfeitos com Dudu. Um deles passou a chamar o atacante de Pikachu da Água Branca. A junção do nome da criatura fictícia criada pela Nintendo com o bairro na vizinhança do Allianz Parque é uma maneira de protestar contra o jogador. A crítica é de que neste Brasileiro ele só estaria desequilibrando jogos contra adversários de menor expressão, preferencialmente em casa, não fazendo o mesmo em clássicos decisivos.

Se os atletas mal avaliados por conselheiros não deixam o time, a insatisfação passa a ser também com o técnico. Mas a bronca com a Alberto Valentim não é só por ele manter na equipe jogadores criticados. A lista é extensa. Os nove gols sofridos e oito marcados nas últimas quatro partidas viraram argumento para dizer que o treinador joga a equipe pra frente desordenadamente e expõe a defesa. O ex-auxiliar é ''cornetado'' por não conseguir arrumar o sistema defensivo  e nem cobrir brechas deixadas por seus laterais.

Um dos principais motivos de descontentamento é a ausência de Felipe Melo entre os titulares. Os críticos do substituto de Cuca ainda lamentam o fato de o volante não ter jogado em Itaquera. Argumentam que o clássico é pra jogadores cascudos como ele. O meio-campista também é usado para sustentar a tese de que Valentim não fez mudanças radicais após a saída de seu ex-chefe para buscar uma melhora acentuada de desempenho. Por tudo isso, os insatisfeitos fazem coro para que outro treinador seja contratado depois do final do Brasileirão.

E se o treinador não breca a repetição de erros do time e nem troca quem está mal logo a diretoria passa a ser responsabilizada. As duas últimas derrotas fizeram conselheiros que são antigos críticos de Alexandre Mattos, a maioria alinhada com  Mustafá, retomar os ataques ao dirigente remunerado. O novo barulho acontece porque ele não estaria cobrando o técnico, apontando falhas e sugerindo mudanças.

E se o diretor remunerado não enquadra o treinador, as flechas atingem o presidente do clube. Maurício Precivalle Galiotte é criticado por supostamente não exigir que Mattos atue para corrigir a rota. O dirigente teria deixado, assim como Paulo Nobre, o funcionário ter muita autonomia. Isso se estende a contratações. Para os críticos, o poder aumentou pelo fato de ele estar entrosado com Leila Pereira e José Roberto Lamacchia, conselheiros e patrocinadores que ajudam o clube a investir em reforços.

Sob a argumentação de que é necessário alguém do clube supervisionado os profissionais do departamento de futebol, um grupo de conselheiros, liderados por ''mustafistas'', planeja pedir ao presidente que nomeie um conselheiro como diretor não remunerado. Além de fazer esse papel, ele seria os olhos e ouvidos de Galiotte junto à equipe.

Política

Integrantes da atual gestão minimizam as críticas. Atribuem, principalmente as feitas a Mattos e a Galiotte ao grupo de Mustafá. Avaliam que a pressão acontece porque o ex-dirigente estaria insatisfeito por não ter sugestões atendidas pelo presidente. Entre elas estariam o corte de profissionais considerados caros pelo veterano cartola. O ex-presidente nega que seja contra o profissionalização de todos os setores do clube defendida por Galiotte. Mas admite ser contra gastos que considera altos e ineficientes. Publicamente, já criticou a grande quantidade de jogadores contratados no início de cada temporada desde a chegada de Mattos.

Galiotte não dá sinais de se incomodar com a pressão. O discurso interno do dirigente é de que continuará tocando o plano de contar com profissionais especializados em cada área. Se a palavra for mantida, a demissão do diretor de futebol e a nomeação de um conselheiro para acompanhar seu trabalho estão descartadas.

O blog procurou falar com Mattos e Galiotte por meio da assessoria de imprensa do Palmeiras, mas não obteve resposta até a publicação deste post.


Bolada à vista deixou Guilherme Arana perto do Sevilla
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Um acordo sobre a forma de pagamento deixou Guilherme Arana próximo do Sevilla. O blog apurou que os espanhóis aceitaram pagar cerca de 50% de aproximadamente 11 milhões de euros (R$ 41,4 milhões) à vista por 80% dos direitos econômicos. A decisão atende ao desejo dos corintianos de pegar uma bolada logo de cara para fechar o negócio.

A proposta inicial era de uma entrada menor e mais prestações. O blog não teve acesso ao número de parcelas acordado.

Um dos envolvidos na negociação afirma que faltam detalhes para a venda ser concretizada. A expectativa é que o martelo seja batido até o próximo dia 15.

Os valores que serão pagos ao jogador também já estão apalavrados.

O Corinthians queria 15 milhões de euros (R$45, 5 milhões) por 100% dos direitos referentes ao lateral, mas não convenceu a diretoria espanhola a subir o preço. Inicialmente, o Sevilla estava disposto a pagar 12 milhões de euros para ter os direitos integrais. O alvinegro tem 40% dos direitos econômicos de Arana, e o restante pertence a empresários. Essa proporção deve ser mantida em relação aos 20% que não serão vendidos, caso o negócio seja oficializado. Ou seja, 12% seriam dos investidores e 8% do alvinegro.

Mesmo se fechar o negócio em novembro, a ideia da direção alvinegra é anunciar o acordo apenas depois do Brasileirão. Flávio Adauto, diretor de futebol do Corinthians, não respondeu à mensagem enviada pelo blog até a publicação deste post.


Em noite de recaída, Corinthians vence com ajuda inesperada de G. Augusto
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Depois da boa atuação na vitória por 3 a 2 sobre o Palmeiras no último domingo, o torcedor corintiano esperava que o time deslanchasse na reta final do Brasileiro. Porém, no triunfo por 1 a 0 sobre o Atlético-PR, em Curitiba, o time de Fábio Carille repetiu antigos erros. Especialmente no meio-campo.

Houve excesso de passes errados e de ligações diretas da defesa para o ataque. As defeituosas trocas de bola expuseram a equipe seguidamente a contra-ataques.

Clayson não foi o mesmo do clássico. Rodriguinho foi o mesmo de antes do jogo com o Palmeiras. Com os dois em baixa o meio-campo pouco produziu.

Para piorar, Maycon voltou a ter fraca atuação, errando passes e marcando mal.

Pelo menos, acabou a sequência de gols sofridos pelo alvinegro a partir de cruzamentos.

Quando o empate se desenhava como bom negócio para um visitante com desempenho tão fraco, a solução veio de quem a Fiel pouco esperava. Em seu primeiro lance depois de sair da reserva, Giovanni Augusto marcou o gol da vitória aos 32 minutos do segundo tempo. Ele é um dos jogadores mais criticados pela torcida no elenco, tem sido pouco aproveitado e pela primeira vez balançou as redes neste Brasileirão.

Com o resultado, o Corinthians ficou mais perto do título brasileiro. Mas, pelo que se viu no Paraná, os últimos jogos do time na competição podem fazer a torcida sofrer mais do que esperava ao final do primeiro turno.


Raul Gil se candidata ao conselho do Corinthians pela ‘Lava Jato’
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O apresentador de TV Raul Gil definiu nesta terça que será candidato a uma vaga no Conselho Deliberativo do Corinthians. Ele está entre os 25 postulantes da chapa oposicionista ''Lava Jato''.

A informação foi confirmada ao blog por Roberto William Miguel, o Libanês, um dos fundadores do grupo, e também pela secretaria de Raul.

Além do apresentador, a Lava Jato já tinha anunciado outro candidato famoso, o ex-jogador Wladimir, um dos ídolos do clube e atleta que mais atuou pela equipe.

A eleição acontecerá em fevereiro de 2018. Cada sócio votará numa chapa com 25 nomes. As oito mais bem votadas entram no conselho. As duas seguintes ficam na suplência.


Pesquisa paga por opositores minimiza ‘fator Ronaldo’ em pleito corintiano
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Nesta semana, Andrés Sanchez abriu as portas para Ronaldo participar de sua gestão, caso o deputado federal seja candidato à presidência do Corinthians e ganhe a eleição em fevereiro de 2018. Muito antes disso, a chapa de oposição Resgata Corinthians, só com postulantes ao Conselho Deliberativo, se preocupou em avaliar o potencial do ''Fenômeno'' como cabo-eleitoral da situação. O grupo incluiu em uma ampla pesquisa perguntas que pudessem medir a força do ex-jogador para atrair votos. Diante das respostas dos associados, os pesquisadores concluíram que o ex-atacante tem pouca capacidade de influenciar o eleitor. Em outras palavras, a avaliação é de que os opositores não devem ter como uma de suas prioridades tentar anular o ''efeito Ronaldo'.

A pesquisa foi feita pela Cruz Consulting/Ibrap (Instituto Brasileiro de Pesquisas) entre agosto e setembro com 600 sócios votantes. No último pleito, aproximadamente 12 mil pessoas tinham direito a voto, mas apenas cerca de 3.240 votaram.

O cruzamento das respostas obtidas em principalmente duas perguntas fizeram analistas concluírem que a maioria dos eleitores não tratará como importante a participação de Ronaldo em uma futura gestão para escolher seu candidato. As questões foram sobre qual o maior ídolo do eleitor entre seis ex-jogadores  indicados e qual sua prioridade para o clube.

Ronaldo foi citado por 10,34% dos entrevistados. Pela ordem, ficou atrás de Sócrates, Rivellino e Marcelinho. Superou Neto e Basílio.

Na segunda pergunta, a opção ''sucesso no futebol'' ficou apenas em terceiro lugar, atrás de estrutura do clube social e capacidade da nova diretoria para pagar a dívida corintiana.

A combinação principalmente desses dois resultados gerou a análise de que se a maior parte dos sócios tem outras prioridades antes do futebol e ao mesmo tempo Ronaldo não está entre os três maiores ídolos, um eventual anúncio do ex-jogador ocupando um cargo ligado ao time teria pouco peso. O ''Fenômeno'' é cotado para ser gerente de futebol, se o deputado federal voltar à presidência.

Parte da oposição dizia antes de Andrés falar em Ronaldo que o ex-presidente citaria o ex-atleta para tentar fisgar votos.

A pesquisa que abordou a influência do ex-craque da seleção foi encomendada para que a chapa Resgata Corinthians pudesse traçar suas metas de campanha. O objetivo é entender o que o associado leva em conta para escolher em quem votar. O grupo não vai lançar candidato à presidência e cada integrante deve votar no opositor que preferir.

 


Com Mustafá suspeito, Palmeiras inicia apuração sobre venda de ingressos
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Com Danilo Lavieri, do UOL, em São Paulo

O Conselho Deliberativo do Palmeiras vai instaurar nesta terça sindicância para investigar venda irregular de ingressos que supostamente pertenciam à Crefisa, passaram pelas mãos de Mustafá Contursi e chegaram a cambistas. Seraphim Del Grande, presidente do órgão, convidou um integrante de cada um dos principais grupos políticos do alviverde para formar a mesa de trabalho.

A comissão tentará ouvir todos os envolvidos, porém, para Del Grande há uma diferença entre os status de Mustafá e do casal de patrocinadores do Palmeiras no processo. Para ele, o ex-presidente do clube ostenta a condição de investigado, enquanto os conselheiros José Roberto Lamacchia e Leila Pereira, donos da Crefisa e da FAM, são vítimas.

''Não vou influenciar no trabalho da comissão, dizer como eles devem agir. No meu entendimento, a Crefisa não fez nada de errado e foi prejudicada. Ela cedia os ingressos como cortesia ao Mustafá, não entregava para cambistas. A comissão precisa apurar como eles (bilhetes) chegavam nos cambistas'', disse Del Grande.

Paulo Castilho, promotor público que pediu a instauração de inquérito sobre o caso, também trabalha com a tese de que os donos das empresas patrocinadoras do alviverde foram vítimas.

A suspeita de irregularidade chegou ao conselho por meio de Paulo Serdan, presidente de honra da Mancha Alviverde e conselheiro do clube. Ele afirmou que foi procurado por uma sócia do Palmeiras chamada Elaine. Ela teria pedido ajuda por estar sendo ameaçada por um cambista após parar de vender ingressos para ele. Pelo relato, os bilhetes teriam sido dados a ela por Mustafá. Ainda conforme a denúncia, o ex-presidente recebia frequentemente da Crefisa entradas para os jogos do clube, mas de repente parou de ser agraciado.

O blog telefonou para Mustafá, mas ele não atendeu às ligações. Ao UOL Esporte, no último dia 20, o ex-presidente disse que recebia os ingressos e dava a algumas pessoas, negando envolvimento com cambistas. Para aliados do ex-presidente ele é vítima de alguém que tenta prejudicá-lo por questões políticas.

Envolvidos considerados culpados podem ser punidos com advertência, suspensão ou até expulsão. Serdan também será ouvido. Quando encerrar os trabalhos, a comissão apresentará o resultado ao Conselho Deliberativo, que tomará uma decisão por meio de votação. Por sua vez, Elaine será investigada em uma sindicância fora do conselho. Ela pediu sua exclusão do quadro de associados, mas Del Grande solicita que o desligamento não seja aceito para que ela possa ser investigada e eventualmente punida.

O presidente do Conselho afirma que se preocupou em montar uma comissão de sindicância politicamente equilibrada. O blog apurou que ele escolheu cinco nomes nesta segunda, mas precisou substituir um deles. Por isso, a oficialização dos responsáveis pelo caso só deve será feita nesta terça. As chapas políticas UVB (União Verde e Branca), Academia, Palestra e Palmeiras Forte terão um integrante cada. O quinto nome deverá ser do único conselheiro vitalício e membro do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização) no grupo.