Blog do Perrone

Sigilo: Conselho de Administração do SPFC assina termo de confidencialidade
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Na última segunda, membros do Conselho de Administração do São Paulo assinaram um termo de confidencialidade se comprometendo a não comentar assuntos discutidos nas reuniões do órgão.

Preocupado com vazamentos de informações após serem apresentadas ao conselho, Carlos Augusto de Barros e Silva chegou ao último encontro já com o documento pronto para os conselheiros assinarem. Presidente do clube, Leco preside também o Consdelho de Administração.

Além dele, parte dos integrantes, estava incomodada com os vazamentos que colocaram conselheiros sob suspeita.

De acordo com o termo de confidencialidade, apenas Leco pode falar sobre assuntos abordados nas reuniões. Ele emitirá notas oficiais quando entender necessário.

Entre os temas conversados no último encontro, estavam a situação financeira do clube e as recentes vendas de jogadores.


Diretor do SPFC é favorável à renovação de Lugano. Leco ficou em dúvida
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Colaborou José Eduardo Martins, do UOL, em São Paulo

Lugano gostaria de já ter resolvido sua situação no São Paulo. O zagueiro fica sem contrato no dia 30 de junho e ainda não foi comunicado se o clube deseja a renovação.

O blog apurou que Vinicius Pinotti, diretor executivo de futebol, é favorável à renovação, mas que  nada foi definido por causa de dúvidas do presidente Carlos Augusto de Barros e Silva durante o processo de decisão.  Principalmente, também conforme apuração deste blogueiro, por achar o uruguaio caro para um reserva. Leco entende que só deve manter o beque se a conclusão for de que sua permanência trará benefícios técnicos, não apenas para agradar a torcida ou para homenagear quem tem passado vitorioso na agremiação.

Já o técnico Rogério Ceni se manifestou a favor da prorrogação do compromisso de Lugano com o clube até o final do ano por conta do papel de liderança que ele exerce no elenco.

Parte dos jogadores também faz campanha pela renovação, apesar de avaliar que o uruguaio não tem condição de ser titular. Esses atletas entendem que a prorrogação contratual seria um sinal de respeito com Lugano.

Nesse cenário, a decisão que a diretoria precisa tomar se tornou mais complexa do que apenas medir a relação entre custo e benefício. Por se tratar de um ídolo e líder, o desfecho terá reflexos na torcida, entre os conselheiros e no vestiário.

O blog tentou falar com Leco na tarde desta quarta-feira, mas ele estava em reunião. Seus colegas de diretoria afirmam não saber qual será a palavra final do presidente.

Enquanto isso, Lugano teve sondagem do futebol asiático, mas seu desejo é permanecer no Morumbi.


Levir já estreia com sombra de Elano
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Levir Culpi estreia nesta quarta no comando do Santos contra o Palmeiras com apoio integral de diretores e conselheiros do clube. Porém, o novo treinador já terá que conviver com a sombra de Elano, técnico interino nos últimos dois jogos.

O desempenho do auxiliar técnico virou referência no clube após as vitórias santistas nos dois jogos sob seu comando, por 1 a 0, contra o Botafogo, como mandante, e 2 a 0 sobre o Atlético-PR, em Curitiba.

Elano agradou não só pelos resultados, mas também por ter colocado em campo o meia Vecchio, desafeto de Dorival Júnior, logo em sua primeira chance no comando da equipe. Esse era um desejo de muita gente na Vila Belmiro que vê o argentino como esperança de melhora no meio-campo.

A relação de Elano com os jogadores e sua maneira de armar o time também receberam elogios.

Antes da contratação de Levir, pelo menos um membro da atual equipe de trabalho do futebol santista defendia a efetivação do auxiliar, mas a diretoria entendeu que era necessária a contratação de alguém mais experiente.

O ambiente atual é favorável ao treinador escolhido, mas se os resultados não aparecerem rapidamente, as comparações com o rendimento de Elano em apenas duas partidas serão inevitáveis e a sombra do auxiliar vai crescer. Mesmo depois de o ex-jogador dizer que não tem interesse em assumir o cargo de treinador agora.


Opinião: David Luiz foi a melhor notícia para seleção brasileira em goleada
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Se fosse um jogo de Copa do Mundo, certamente Tite sofreria algumas críticas pelas dificuldades enfrentadas no primeiro tempo da vitória por 4 a 0 sobre a Austrália. Mas foi um amistoso e valeu principalmente pelos testes. Contando também a derrota para a Argentina por 1 a 0, a seleção brasileira volta para casa com mais opções.

A principal delas é David Luiz jogando adiante da zaga, com liberdade para avançar, de maneira parecida com a que atuou na última temporada pelo Chelsea. Ele deu mais proteção à defesa brasileira e foi importante na roubada de bola, iniciando a transição para o ataque. De quebra, carimbou o travessão após cabeçada em jogada que culminou no segundo gol, marcado por Thiago Silva.

Sem dúvida, David Luiz se destacou numa jornada com muitas mudanças, atuação da seleção razoável no primeiro tempo e muito boa na etapa final.

Entre os que ainda não têm vaga garantida no Mundial da Rússia, Taison, ajudado pela entrada de Willian, principal destaque no segundo tempo, colaborou para a melhora ofensiva do Brasil. Taison fez seu gol após sair do banco e merece mais oportunidades.

Também testado, Diego Souza fez o primeiro e o quarto gols mostrando que não é absurdo ser considerado uma opção para a reserva, caso haja algum problema com os principais atacantes do país. Giuliano, que herdou a 10 de Neymar e deu a assistência para a abertura do placar, poderia render mais.

Já Alex Sandro foi muito tímido no apoio ao ataque, o que colabora para o corintiano Arana merecer uma chance.

No saldo geral, Tite fez a lição de casa, aproveitando o fato de já estar classificado para a Copa do Mundo a fim de ampliar seu leque de opções, independentemente do rendimento abaixo da média da seleção sob seu comando em parte dos dois amistosos.


Defesa de Leila Pereira aumenta pressão sobre Mattos no Palmeiras
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A defesa de Alexandre Mattos feita por Leila Pereira, dona da Crefisa em entrevista ao ''Esporte Interativo'' aumentou a pressão sobre o diretor-executivo de futebol do Palmeiras.

A ala que critica o dirigente usou a fala da patrocinadora para justificar sua tese de que o cartola montou um governo paralelo no clube. O raciocínio é de que conquistando a confiança da empresária e de seu marido, José Roberto Lamacchia, principais investidores palmeirenses, Mattos fica tão forte que pode até pressionar o presidente Maurício Galiotte, caso ele discorde de determinadas contratações, por exemplo. Até agora o presidente tem estado em sintonia com o executivo e os empresários.

Os críticos de Mattos reclamam da autonomia que ele tem para contratar desde a gestão de Paulo Nobre e consideram altos demais os gastos feitos por ele na montagem dos times desde sua chegada ao alviverde. Os tropeços da equipe atual deram munição para os detratores dele, que afirmam que os gastos com reforços em 2017 foram superiores a R$ 70 milhões.

Ao dizer que confia tanto em Mattos que vai rever seus investimentos caso ele deixe o clube, Leila fez desmoronar a esperança de críticos do executivo de que o casal de patrocinadores se voltasse contra ele por causa da campanha do time abaixo do esperado até aqui neste ano.

A maioria dos detratores do dirigente remunerado faz parte do grupo político de Mustafá Contursi. O ex-presidente cobra permanentemente uma política de austeridade financeira e recentemente se queixou em entrevista ao jornal ''Folha de S.Paulo'' dos gastos feitos nos últimos anos com reforços. “Todo início de temporada trazemos dez jogadores. Ganhamos Copa do Brasil trouxemos mais dez. Conquistamos o Brasileiro outros dez. Para quê? É um exagero”, disse Contursi.

O ex-presidente foi o principal incentivador das campanhas vitoriosas de Leila e Lamacchia a cadeiras no Conselho Deliberativo. Porém, após a empresária sair em defesa de Mattos, é grande o risco de um embate direto entre ela e Contursi dentro do órgão.

 


Suspeita de “igrejinha” e jogadores pouco aproveitados desafiam Levir Culpi
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Identificar se de fato existe uma “igrejinha” no elenco e recuperar jogadores pouco aproveitados, alguns com salários considerados altos no clube, estão entre os principais desafios de Levir Culpi no Santos.

Conselheiros suspeitam de uma “panelinha” no grupo que seria formada por atletas evangélicos e teria como líder o atacante Ricardo Oliveira. A suspeita dessa divisão no grupo começou no Campeonato Paulista, após jogadores se recusarem a dar entrevistas depois de baterem o Red Bull como forma de protesto contra a demissão de Sérgio Dimas, então gerente de futebol do clube. A desconfiança é de que o movimento foi liderado por atletas evangélicos.

Membros do conselho que acreditam em racha no vestiário afirmam que a força dos evangélicos só aumentou desde então. Os jogadores negam existir “igrejinha”.

Internamente, há a expectativa de que Levir identifique e resolva o problema.

Outra esperança é de que o treinador transforme em úteis para equipe jogadores que perderam espaço no clube como Vecchio, Cléber, Rodrigão e Fábian Nogueira.

Vecchio já voltou contra o Botafogo por decisão do interino Elano. O meia teve problemas de relacionamento com Dorival Júnior e foi deixado de lado pelo técnico. Além de ser visto como capaz de melhorar o meio-campo do time, o argentino tem um salário considerado alto para quem não é aproveitado. São cerca de R$ 220 mil mensais.

Cléber chegou a ter sua saída para o São Paulo tratada, mas o negócio esfriou. Ele havia sido contratado como reforço de peso para a defesa.

Uma ala de conselheiros influentes do Santos não considerava Levir o melhor técnico disponível no mercado, porém, aprovou sua contratação por considerar que ele tem pulso firme para resolver os problemas que acreditam existir no elenco e fazer as mudanças necessárias no time.


Opinião: seis fatores explicam força corintiana
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Desacreditado no começo do ano, campeão paulista meses depois e time que terminou a quinta rodada do Brasileirão na liderança. Como explicar a força da atual equipe do Corinthians? Abaixo, seis pontos que explicam a boa fase alvinegra na opinião deste blogueiro.

1 – Padrão de jogo

O novato Fábio Carille implantou um sistema de jogo eficiente e fácil de ser assimilado pelos jogadores. Esse padrão facilita a entrada de quem vem do banco de reservas. Os substitutos se encaixam sem muito sofrimento. Foi o que aconteceu na vitória contra o Vasco, por 5 a 2, no Rio de Janeiro, apesar de desfalques como os de Rodriguinho, Fágner e Romero.

2 – Bom visitante

Desde o campeonato estadual, o Corinthians se acostumou a jogar fora de casa em busca da vitória. Assim, os triunfos contra Vasco, Atlético-GO e Vitória não podem ser considerados surpreendentes.

3 – Força individual

Não é só o poder de seu jogo coletivo que empurra o Corinthians, mas contar com jogadores que têm desequilibrado, mesmo sem serem tão badalados, também ajuda a explicar a posição do time de Carille na tabela. São os casos do lateral Arana e do meia Rodriguinho.

4 – Recuperação

Atletas que vinham de rendimentos pouco animadores e deram a volta por cima colaboram para o bom momento corintiano. Bons exemplos são Cássio, vindo de temporada irregular no ano passado, e Jô, que chegou desacreditado após um período sem clube.

5 – Descanso

Fora da Libertadores, eliminado da Copa do Brasil e sem jogar pela Copa Sul-Americana desde 10 de maio, o Corinthians tem mais tempo para descansar do que outros rivais que iniciaram o Brasileirão na condição de favoritos ao título, como o Palmeiras, envolvido na Copa do Brasil e na principal competição continental.

6 – Preparo físico

A boa preparação física dos corintianos permite com que os atletas sigam fielmente o plano de jogo de Carille, com todos voltando para marcar e explorando rápidos contra-ataques a fim de surpreender os adversários.


Opinião: Tite perde a invencibilidade, mas não o padrão de jogo
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Apesar da derrota por 1 a 0 para a Argentina, o amistoso desta sexta na Austrália deixa um salto positivo para o time de Tite. A seleção brasileira conseguiu jogar em pé de igualdade com seu maior rival, mesmo poupando vários titulares, entre eles Neymar. Os “hermanos” tinham Messi em campo. E mais uma vez ele não parecia nem um rascunho do craque do Barcelona.

A postura tática, a rápida transição da defesa para o ataque e vice-versa e a manutenção da posse de bola para esperar brechas do adversário estiveram presentes. As trocas de passes em velocidade no ataque aconteceram em menor volume do que de hábito.

Em boa parte, a manutenção do padrão de jogo foi possível graças a Paulinho, que mais uma vez comprovou sua importância para a seleção.

A atuação apagada de Philippe Coutinho e o fato de Gabriel Jesus estar longe de sua melhor forma após voltar de grave contusão certamente impediram o Brasil de obter um melhor resultado, por isso a ausência de Neymar foi mais sentida do que as demais.

A perda de eficiência ofensiva, no entanto, não fez com que a seleção se transformasse num time frágil. Prova de que Tite, agora não mais invicto no comando da seleção, montou uma estrutura de jogo que resiste a mudanças de jogadores, mesmo com uma pequena queda de rendimento. Ponto fundamental para superar os imprevistos que surgem numa Copa do Mundo.


Palmeiras tem interesse em ex-corintiano Bruno Henrique, do Palermo
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Bruno Henrique em sua apresentação no Palermo (Crédito: Site oficial Palermo)

Com José Edgar de Matos, do UOL, em São Paulo

O Palmeiras tem interesse em contratar o volante Bruno Henrique, do Palermo, e já fez sondagens para saber a viabilidade do negócio. A ideia é conseguir o empréstimo com opção de compra.

A direção do clube italiano entende ser viável a negociação com o alviverde e calcula o valor de venda do brasileiro em cerca de 4,5 milhões de euros.

Porém, os dirigentes do Palermo acreditam também no interesse do Flamengo no volante.

Conforme apurou a reportagem, o ex-jogador do Corinthians deseja sair do Palermo, rebaixado para a segunda divisão italiana na última temporada. A preferência de Bruno Henrique, no entanto, é permanecer na Europa.

Procurada, a assessoria de imprensa do Palmeiras afirmou que o clube mantém ”a política de não comentar especulações”.


Galatasaray faz sondagem por Cueva, mas São Paulo descarta vender peruano
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Colaborou José Eduardo Martins, do UOL, em São Paulo

O São Paulo foi sondado por um empresário que afirmou tratar do interesse do Galatasaray (Turquia) pelo atacante Cueva. De acordo com Vinicius Pinotti, diretor executivo de futebol são-paulino, o clube brasileiro descartou imediatamente a possibilidade de negociar o peruano.

“Fomos sondados e negamos de cara, até porque não chegou nada oficial (dos turcos) para o clube. Que fique claro, não temos interesse em negociar o Cueva”, afirmou Pinotti.

Empresário que acompanha a movimentação do time da Turquia disse ao blog que a oferta chegaria a 10 milhões de euros. Indagado se uma eventual proposta nesse valor faria o São Paulo mudar de ideia, o diretor executivo disse que não.

Por causa do assédio de clubes estrangeiros, em fevereiro, o São Paulo renovou antecipadamente o contrato de Cueva. O compromisso, que terminaria em 2020, foi estendido até 2021 e o peruano ganhou um aumento. Pouco antes, o CSKA (Rússia) havia sondado o atacante.