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Arquivo : Andrés Sanchez

Andrés promete se licenciar como deputado caso vença eleição no Corinthians
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Com Diego Salgado, do UOL Esporte, em São Paulo

O grupo Renovação e Transparência marcou para a tarde desta quarta uma reunião para escolher seu candidato à presidência do Corinthians na eleição de fevereiro do ano que vem. Porém, nesta manhã o blog teve acesso a uma carta com a assinatura de Andrés Sanchez assumindo a candidatura. Na mensagem, endereçada a amigos, ele assegura que vai se licenciar temporariamente do cargo de deputado federal se vencer o pleito no Parque São Jorge. Sanchez se elegeu em 2014 para um mandato de quatro anos em Brasília a partir de 2015.

“Sei que é difícil conciliar as funções de presidente do Corinthians com as de representante do povo paulista na Câmara Federal. Por isto, no dia em que assumir a presidência, me licenciarei temporariamente do cargo de deputado federal para dedicar-me integralmente ao clube”, diz Andrés na carta.

O parlamentar petista não fala com o blog. Porém, indagado pela reportagem do UOL Esporte sobre a autenticidade da carta, ele respondeu por mensagem, após receber cópia do documento pelo celular: “Se assinei é (autêntica)”.

De acordo com o regimento interno da Câmara, deputados podem se licenciar “para tratar, sem remuneração, de interesse particular, desde que o afastamento não ultrapasse 120 dias por sessão.”

No texto Andrés diz que foi convocado por integrantes de seu grupo para disputar a eleição.

Já em tom de campanha, ele afirma que uma de suas metas é transformar o alvinegro em clube globalizado. Para simbolizar essa busca, promete que no dia de sua posse o Corinthians vai, em parceria, assumir o comando do Corinthian-Casuals. O clube inglês surgiu de uma fusão que envolveu a agremiação inspiradora do nome do time brasileiro. O objetivo, segundo o candiato, é chegar à badalada Premier League. Hoje, a equipe inglesa diputa a divisão sul da regional Bostik League, reconhecida pela federação da Inglaterra e que está distante da primeira divisão na pirâmide de acesso.

A mensagem começa com o deputado lembrando que tirou o clube da Série B do Brasileiro. Mas ele não lembra que era o presidente quando o time foi rebaixado em 2007. Andrés assumiu durante o campeonato, após a renúncia de Alberto Dualib.

Além de Andrés, os opositores Antonio Roque Citadini e Romeu Tuma Júnior são candidatos. Outro concorrente é Felipe Ezabella, ex-aliado de Sanchez. Veja abaixo a íntegra da carta assinada por Andrés.

 

 


Pesquisa paga por opositores minimiza ‘fator Ronaldo’ em pleito corintiano
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Nesta semana, Andrés Sanchez abriu as portas para Ronaldo participar de sua gestão, caso o deputado federal seja candidato à presidência do Corinthians e ganhe a eleição em fevereiro de 2018. Muito antes disso, a chapa de oposição Resgata Corinthians, só com postulantes ao Conselho Deliberativo, se preocupou em avaliar o potencial do “Fenômeno” como cabo-eleitoral da situação. O grupo incluiu em uma ampla pesquisa perguntas que pudessem medir a força do ex-jogador para atrair votos. Diante das respostas dos associados, os pesquisadores concluíram que o ex-atacante tem pouca capacidade de influenciar o eleitor. Em outras palavras, a avaliação é de que os opositores não devem ter como uma de suas prioridades tentar anular o “efeito Ronaldo’.

A pesquisa foi feita pela Cruz Consulting/Ibrap (Instituto Brasileiro de Pesquisas) entre agosto e setembro com 600 sócios votantes. No último pleito, aproximadamente 12 mil pessoas tinham direito a voto, mas apenas cerca de 3.240 votaram.

O cruzamento das respostas obtidas em principalmente duas perguntas fizeram analistas concluírem que a maioria dos eleitores não tratará como importante a participação de Ronaldo em uma futura gestão para escolher seu candidato. As questões foram sobre qual o maior ídolo do eleitor entre seis ex-jogadores  indicados e qual sua prioridade para o clube.

Ronaldo foi citado por 10,34% dos entrevistados. Pela ordem, ficou atrás de Sócrates, Rivellino e Marcelinho. Superou Neto e Basílio.

Na segunda pergunta, a opção “sucesso no futebol” ficou apenas em terceiro lugar, atrás de estrutura do clube social e capacidade da nova diretoria para pagar a dívida corintiana.

A combinação principalmente desses dois resultados gerou a análise de que se a maior parte dos sócios tem outras prioridades antes do futebol e ao mesmo tempo Ronaldo não está entre os três maiores ídolos, um eventual anúncio do ex-jogador ocupando um cargo ligado ao time teria pouco peso. O “Fenômeno” é cotado para ser gerente de futebol, se o deputado federal voltar à presidência.

Parte da oposição dizia antes de Andrés falar em Ronaldo que o ex-presidente citaria o ex-atleta para tentar fisgar votos.

A pesquisa que abordou a influência do ex-craque da seleção foi encomendada para que a chapa Resgata Corinthians pudesse traçar suas metas de campanha. O objetivo é entender o que o associado leva em conta para escolher em quem votar. O grupo não vai lançar candidato à presidência e cada integrante deve votar no opositor que preferir.

 


Contra Andrés, dois opositores costuram união em eleição corintiana
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O iminente lançamento da candidatura de Andrés Sanchez à presidência do Corinthians contribui para uma aliança entre dois candidatos opositores na próxima eleição do clube, em fevereiro. Antonio Roque Citadini e Osmar Stabile mantêm conversas avançadas sobre a formação de uma chapa com ambos. A tendência é que Stabile seja postulante à vice-presidência.

A união é uma forma de fortalecer os opositores na disputa contra o ex-presidente, que deve se apresentar oficialmente como o escolhido pela situação no próximo dia 15.

“Precisamos buscar um só candidato, mas ainda não existe nada definido. Desde o início, disse que esse seria o caminho se o Andrés decidisse se candidatar”, afirmou Stabile ao blog. Ele nega que a decisão de negociar a composição tenha a ver com resultados de pesquisas encomendadas por diversos grupos que o apontam com poucas chances de vitória.

Apesar da provável composição entre eles, é difícil que haja candidato único da oposição. Isso porque Romeu Tuma Júnior assegura que vai levar sua campanha até o final. “Fiz a proposta em abril para termos candidato único. Eles (Roque e Stabile) não aceitaram. Eu daria meu apoio sem querer cargo nenhum desde que eles aceitassem meu projeto de democracia participativa, mas não concordaram. Eu falei que, se começasse a campanha, não desistiria. Agora vou apostar na terceira via porque o associado quer mudanças. Minha candidatura tem crescido e acredito na vitória”, declarou Tuma. Osmar foi um dos candidatos à vice de Roque na última votação, vencida por Roberto de Andrade.

As pesquisas encomendadas por correntes políticas mostram que Tuma tirou eleitores de Stabile e que Citadini e Andrés são os favoritos para vencer a disputa. Os números mostram que a união dos três candidatos seria capaz de derrotar o ex-presidente ou outro situacionista.

Mais uma chapa deve ser lançada pelo grupo Corinthians Grande, fundado por ex-aliados de Andrés. Felipe Ezabella, ex-diretor de esportes terrestres na gestão de Sanchez, é o favorito para se candidatar à presidência. A oposição espera que essa candidatura tire votos do deputado federal, se ele confirmar sua intenção de participar da disputa.

 

 


Felipe Ezabella é o preferido de ex-aliados de Andrés para disputar eleição
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Fundada por ex-diretores do grupo Renovação e Transparência, de Andrés Sanchez, a ala política Corinthians Grande deve lançar Felipe Ezabella como candidato à presidência do clube. O blog apurou que o nome dele já foi escolhido pelos líderes do movimento, mas falta uma conversa com outros membros para que a candidatura seja oficializada.

Procurado, Ezabella negou que já exista uma definição em relação ao seu nome. “Temos uma reunião do grupo dia 30 (próxima segunda-feira). Vamos conversar. Nossa ideia é lançar a chapa quando ela estiver completa”, afirmou o conselheiro. Ele foi diretor de esportes terrestres na gestão de Andrés.

A principal discussão no partido agora é sobre quem serão os dois candidatos a vice. Raul Corrêa da Silva, diretor financeiro de Andrés e Mário Gobbi, é um dos preferidos para o posto. Porém, segundo integrantes do grupo, ele dificilmente aceitará ser candidato por incompatibilidade com sua agenda profissional. Fernando Alba, ex-diretor de futebol amador, deve ficar com uma das vagas.

Os líderes do Corinthians Grande evitam conflito com Andrés, mas entendem que a volta dele apoiada apenas na força do nome do ex-presidente, sem um projeto de reorganização do clube, não seria benéfica. Por isso, afirmam estar descartada uma composição com o Renovação e Transparência.

O pleito está marcado para fevereiro.

Os opositores Antônio Roque Citadini, Romeu Tuma Júnior e Osmar Stabile já se declararam candidatos. Andrés é o favorito para ser anunciado no próximo dia 15 como postulante à presidência pela situação.


Corinthians virou vencedor graças ao grupo de Andrés, diz material político
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O Corinthians só se tornou vencedor após o grupo político de Andrés Sanchez assumir o poder, em 2007. É isso que sustenta a ala liderada pelo ex-presidente do clube em material de divulgação.

“Revista Renovação & Transparência é uma publicação do movimento corintiano Renovação & Transparência que propiciou nova estrutura ao clube e colocou o Corinthians na história esportiva como um time vencedor”. Esta afirmação aparece em trecho que explica o material encomendado pela corrente política para divulgar seus e feitos.

Disponível em versão online, o material não cita a próxima eleição alvinegra, em fevereiro de 2018. Mas destaca a figura de Andrés e deixa margem para a interpretação de que ele será candidato. A definição deve ocorrer no próximo dia 15.

Há na revista partes em história em quadrinhos com Andrés como personagem central. Numa das falas atribuídas a ele está escrito: “A gestão Renovação & Transparência foi um divisor de águas na administração do clube. Fizemos um novo Corinthians: um time vencedor.”

Os títulos, obras como a arena e o CT do clube e até eventos festivos são exaltados na publicação. Entre as gestões de Andrés, Mário Gobbi e Roberto de Andrade, que ainda pode ser campeão brasileiro, o alvinegro conquistou dois Brasileirões, uma Libertadores, um Mundial, uma Copa do Brasil e uma Série B, entre outras taças.

Porém, a quantidade de troféus levantados pelos corintianos em sua história anterior coloca em xeque a tese de Andrés e seus correligionários de que o Corinthians virou vencedor graças a eles. Só nos dez anos anteriores ao início do reinado da Renovação e Transparência o alvinegro faturou um Mundial, três Brasileiros e uma Copa do Brasil, além de outros triunfos, todos durante a administração de Alberto Dualib. Ele também ganhou uma Copa do Brasil em 1995. Em 2007, renunciou à presidência em meio a denúncias de irregularidades.

O conteúdo apresentado pelo Renovação e Transparência traz uma lista com as conquistas de todos os presidentes do clube.

 


Grupo de Andrés discute como minimizar rejeição a ex-presidente
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O Renovação e Transparência, grupo de Andrés Sanchez no Corinthians, pretende se reunir no próximo dia 15 para definir seu candidato à presidência do clube.

O deputado federal pelo PT é o favorito para disputar o pleito em fevereiro de 2018. Isso só não deve acontecer se ele resolver não se candidatar. Nesse caso, André Luiz de Oliveira, Jorge Kalil e Eli Werdo são opções.

Certos de que o ex-presidente tentará voltar ao cargo, membros do grupo discutem como lidar com a rejeição que ele enfrenta hoje no Parque São Jorge.

Trabalham com pesquisas que mostram uma votação polarizada entre o deputado e o opositor Antonio Roque Citadini. Mas com  maior rejeição a Andrés por parte dos eleitores.

Um dos temas discutidos é a necessidade de escalar como postulante ao posto de primeiro vice-presidente um conselheiro com baixo índice de rejeição. A ideia é pelo menos não aumentar o problema.

Há também quem defenda que o primeiro vice já seja o nome preparado pelo grupo para a eleição seguinte. Nesse caso, ganha mais importância a baixa rejeição.

A expectativa de aliados de Andrés é de uma disputa acirrada com Citadini.

Parte deles aposta que haverá união entre os opositores, complicando o cenário.

Hoje, a oposição também tem Osmar Stabile e Romeu Tuma Júnior como candidatos declarados. Paulo Garcia, com histórico de opositor mas que nesse momento transita bem no grupo que está no poder, também ensaia candidatura.


Como Carille entra na disputa eleitoral no Corinthians
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A escolha de Fábio Carille como técnico do Corinthians, líder com folga do Brasileirão, entrou na pauta política da próxima eleição presidencial no clube, prevista para fevereiro de 2018. Em discussão está a “paternidade” da decisão de efetivar o ex-auxiliar como treinador.

Em recente entrevista ao programa Bandsports News, Andrés Sanchez, nome mais cotado para ser o candidato da situação, afirmou que o corintiano será o próximo técnico da seleção brasileira. Declarou ainda que, pela sua vontade, o jovem treinador estaria há mais tempo no comando do time. “Carille não me surpreende. Pelo contrário. Ele tinha que ter ficado até o final do ano (2016) quando o Cristóvão saiu. Foi opção do presidente (Roberto de Andrade contratar Oswaldo de Oliveira). Se deu errado, todo mundo critica. Ele colocou o Carille esse ano e todo mundo achou uma loucura. Hoje, ele já é o melhor técnico do Brasil”, declarou o ex-presidente corintiano para a Band.

Andrés, porém, não explicou porque indicou Cristóvão para assumir o lugar de Tite e não sugeriu a efetivação de Carille na ocasião. Quando Oswaldo caiu e o ex-auxiliar assumiu, o deputado federal e seus aliados estavam em campanha pelo afastamento do gerente de futebol Alessandro, o que poderia mudar os rumos da comissão técnica.

Nesse cenário, adversários políticos de Andrés, avaliam que, após negar interferência no futebol alvinegro, ele tenta colar sua imagem ao sucesso de Carille. O ex-presidente não fala com o blog, por isso não pôde ser ouvido.

Porém, o atual deputado federal pelo PT não é o único presidenciável visto como quem se coloca no papel de “padrinho de Carille”. Interlocutores de Paulo Garcia afirmam que ele diz no Parque São Jorge ter sugerido o nome do ex-auxiliar como treinador para Andrade. Tradicional opositor ao grupo de Andrés e Andrade, ele se aproximou do atual presidente e indicou dirigentes para a gestão.

Indagado pelo blog se indicou Carille como treinador para o presidente, Garcia respondeu, por mensagem no celular, apenas: “não quero polemizar”.

Por sua vez, Osmar Stabile, opositor que já está em campanha ironizou os dois colegas de Conselho Deliberativo. “De filho bonito todo mundo quer ser pai. Se todos querem ser pai do Carille, eu também quero ser pai, tio, mãe, tudo”, disse ele.


Corinthians vê proliferação de candidatos de oposição. Melhor para Andrés?
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Colaborou Diego Salgado, do UOL, em São Paulo

Faltando cerca de seis meses para a eleição presidencial no Corinthians já existem pelo menos quatro pré-candidaturas. Todos de oposição ao grupo de Andrés Sanchez, que ainda não anunciou seu postulante e espera o deputado federal decidir se vai entrar na disputa. O número é acima da média. Nas duas últimas eleições foram apenas dois candidatos. Nas duas anteriores a elas, três concorrentes disputaram a votação.

Os opositores Antonio Roque Citadini, Osmar Stabile e Romeu Tuma Júnior já são postulantes declarados ao cargo. O blog trata todos como pré-candidatos por ainda não ser possível registro das chapas.

“Nosso grupo também vai lançar um nome. Não definimos ainda porque o mais importante é definir as propostas. Não será algo personalizado em um candidato”, disse Fernando Alba, da ala Corinthians Grande. Essa corrente reúne parte dos dissidentes do grupo Renovação e Transparência, liderado por Andrés Sanchez. Essa turma prega a adoção de regras de compliance, que ajudam a evitar irregularidades na gestão, como proposta principal.

Outros nomes podem entrar na briga. Aliados de Paulo Garcia, antigo opositor, mas que indicou cartolas para atual administração, afirmam que ele também vai concorrer à presidência. O conselheiro não atendeu ao blog para falar sobre o assunto.

“Se a oposição não lançar candidato único, também posso me candidatar”, disse o conselheiro Fran Papaiordanou, que até agora defendeu a união dos opositores. A tese é de que quanto maior o número de candidatos melhor será para Andrés ou quem tiver a bênção dele.

“Concordo em parte com essa teoria. Acho que a situação tenta plantar candidato que nunca foi de oposição”, disse Tuma Júnior. “Eu dei cinco meses para decidirem por um nome (de oposição). Não decidiram. Essa é uma campanha diferente, não dá para esperar até a última hora para lançar candidato. Precisamos de tempo para mostrar nossas ideias e apontar as falhas do grupo que está no poder”, disse Tuma Júnior, justificando sua decisão. Uma gestão com maior participação dos sócios é a principal bandeira ele.

Situacionistas abraçam a tese de que quanto maior o número de pretendes mais fácil será para o grupo se manter no poder. “Avisa a oposição que é melhor eles se juntarem para a lavada não ser maior ainda”, afirmou André Luiz de Oliveira, o André Negão, 1º vice presidente do clube. O cartola assegura que será candidato se Andrés não se apresentar para o pleito. “Se ele se candidatar, vamos conversar”, declarou o dirigente, que ainda disparou contra os opositores. “São todos meus amigos. Mas Citadini presta um grande serviço no Tribunal de Contas do Estado, Romeu é um grande delegado e o Osmar entende de molas (é dono de fábrica). Agora futebol é pra quem é do ramo, não é pra eles”, cutucou o situacionista.

No final de julho, André gerou queixas da oposição por ter convocado conselheiros e sócios para uma reunião a no salão nobre do clube para discutir sobre a eleição. Foi acusado pelos oposicionistas de uso da máquina em favor de seu grupo político. “Usei mesmo a máquina para chamar os associados, foi um convite para todo mundo. Qual é o problema? Sou funcionário do clube?”, disse o dirigente na ocasião à reportagem do UOL Esporte. Opositores também compareceram ao encontro.

A proliferação de pré-candidaturas se deve à falta de união oposicionista e ao esfacelamento do grupo de Andrés. Porém, muitos no clube acreditam que parte dos pré-candidatos só lançou eu nome agora para tentar negociar lugar de destaque numa chapa com mais chances. Ninguém admite tal manobra.

Também há no Parque São Jorge quem credite o aumento dos interessados em disputar a votação, ao fato de o sistema de disputa das vagas ao Conselho Deliberativo ter mudado. Antes, juntamente com o presidente eram eleitos 200 conselheiros. Agora serão formadas chapas com 25 candidatos. Quem acredita que isso influencia na quantidade de presidenciáveis diz que algumas chapas precisam de um concorrente à presidência para atrair eleitores.

“Tem tanto candidato ao conselho que estou com dificuldade para montar a comissão eleitoral. Ela não pode ter candidatos”, disse Guilherme Gonçalves Strenger, presidente do Conselho Deliberativo. Ele pretende marcar a eleição para o início de fevereiro.


Vice corintiano diz que Dualib deixou legado maior do que Matheus
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Com Diego Salgado, do UOL, em São Paulo

Quem deixou maior legado para o Corinthians entre os ex-presidentes Vicente Matheus e Alberto Dualib? Essa é a polêmica que despontou na última quinta-feira no Parque São Jorge.

Durante reunião com conselheiros, o 1º vice-presidente do clube, André Luiz Oliveira, o André Negão, afirmou que Dualib, afastado após uma série de acusações de irregularidades, deixou legado maior do que o lendário cartola. Vicente presidia o clube no histórico título paulista de 1977, depois de um jejum iniciado na sequência da conquista do Estadual de 1954.

André, primeiro enumerou os feitos de seu grupo, Renovação e Transparência, liderado por Andrés Sanchez, como a construção da Arena Corinthians, além de uma respeitável coleção de taças. Entre elas uma da Libertadores e outra do Mundial. Realçando a importância de se deixar um legado, disse que Dualib, praticamente escorraçado pelo grupo de André, fez mais nesse quesito do que Matheus. Citou a construção do auditório onde foi o encontro. O local é uma das melhorias implantadas pelo ex-presidente no Parque São Jorge.

Dualib também tem em seu currículo uma série de títulos, incluindo o Mundial de 2000.

Por sua vez, Matheus era o comandante alvinegro na conquista do Brasileiro de 1990. Além de frases cômicas, tem sua história marcada por manobras astutas nos bastidores. Entre as mais famosas estão a rasteira no São Paulo ao contratar Sócrates e uma troca com o Palmeiras que recebeu o Dida (lateral) e Ribamar cedendo Denys e Neto. O atual comentarista se transformaria em seguida num dos maiores ídolos da história corintiana.

Milionário, Matheus também ganhou fama de ser um presidente que colocava dinheiro do próprio bolso no clube. Dualib diz ter feito o mesmo, apesar de ser execrado por conta dos escândalos ocorridos durante sua gestão.

O carinho com que a maioria dos corintianos trata Matheus e a revolta da maior parte deles com Alberto, gerou indignação entre conselheiros, principalmente da oposição, com a afirmação feita por André.

“Falei mesmo. Disse que o Dualib deixou uma construção. É diferente. O Vicente teve três (títulos) paulistas e um brasileiro. Falei o legado que todo mundo deixou”, afirmou André, confirmando a declaração que gerou polêmica.

“Meu avô deixou um legado moral para o clube. Ele tirava dinheiro de casa, da família para colocar no Corinthians”, disse ao blog Afonso, neto de Matheus, ao ser indagado pelo blog sobre a comparação entre os dois ex-presidentes e envolvendo também a gestão do Renovação e Transparência.

Sócio do Corinthians e integrante do grupo oposicionista Lava Jato, o descendente do cartola campeão em 1977 diz que nos tempos de seu avô não existiam algumas facilidades atuais. “Se ele fez o que fez sem internet, sem 50 patrocinadores na camisa, sem a visibilidade (e as receitas) de hoje, imagina o que teria feito se fosse presidente agora?”, declarou Afonso. Sua mãe é filha do primeiro casamento de Vicente, que depois se casou cm Marlene Matheus, também ex-presidente corintiana.

 


STF quebra sigilo bancário de empresas que atuaram em campanha de Andrés
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O STF (Supremo Tribunal Federal) determinou a quebra de sigilos bancário e fiscal de duas empresas que prestaram serviços na campanha de Andrés Sanchez a deputado federal. As contas de quatro pessoas ligadas a elas também foram atingidas.

A decisão, tomada no último dia 26, faz parte do inquérito em que o ex-presidente do Corinthians é investigado por supostamente ter omitido bens ao registrar sua candidatura e por supostas irregularidades na prestação de contas. Também é apurada eventual sonegação de impostos. No entanto, não houve quebra de sigilo das contas dele. Para a defesa do cartola, isso sinaliza que o deputado deixou de ser o alvo do inquérito, com a investigação se voltando para as empresas. O ministro Luiz Fux é o relator do caso.

As atingidas são a 2k Comunicação e a Dialógica Comunicação e Marketing. Ambas prestaram serviços para outros polí­ticos do PT, incluindo Dilma Rousseff, além de Andrés. As duas empresas foram dissolvidas em 2015.

Do ex-presidente corintiano, a Dialógica recebeu R$ 200 mil pelos trabalhos. Por sua vez a 2K ficou com R$ 2.750 por publicidade em matériais impressos.

Com as quebras, solicitadas para Receita Federal e Banco Central, o STF tentará verificar se os trabalhos foram feitos e se o valor pago foi compatível com preços de mercado.

Porém, para os defensores de Andrés, as autoridades podem estar em busca de provas para outros casos não relacionados ao cartola.

“Andrés prestou todos os esclarecimentos pedidos nesse inquérito. Comprovamos que não houve irregularidade na sua declaração de bens. Por isso, ele deixou de ser o alvo, tanto que não houve pedido de quebra de sigilo em relação a ele. O inquérito remanesce para ver se essas empresas prestaram serviço. Posso assegurar que o serviço foi prestado e o Andrés pagou por ele.  A prestação de contas dele foi aprovada pela Justiça Eleitoral”, declarou ao blog João dos Santos Gomes Filho, advogado que defende o petista no caso.

Ele afirmou que vai apesentar ao STF todas as notas fiscais e recibos referentes aos trabalhos das duas empresas.

Por meio de rede social, o blog tentou sem sucesso contato com Keffin Galvão Cesar Gracher, que estava entre os proprietários das duas empresas e teve seus sigilos bancário e fiscal pessoais quebrados. Ele é ex-assessor do ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social Edinho Slva (PT), que foi tesoureiro de campanha de Dilma à presidência. Assim, a abertura de dados das duas empresas que trabalharam para Andrés podem levar o STF a ter informações relacionadas às campanhas da ex-presidente e de outros políticos do PT.