Blog do Perrone

Arquivo : Andrés Sanchez

STF paralisa processo de Andrés para análise de dados da Receita Federal
Comentários Comente

Perrone

O ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), paralisou por 60 dias o processo 4032 que investiga supostos crimes eleitorais cometidos pelo deputado federal Andrés Sanchez (PT-SP), presidente do Corinthians.

A paralisação foi pedida pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, para ter tempo de analiar dados referentes ao parlamentar fornecidos pela Receita Federal.

“Por meio da manifestação de fls. 463/464, a Procuradora-Geral da República informa que ‘embora iniciada, ainda não foi finalizada a análise técnica de contextualização dos dados fornecidos pela Receita Federal do Brasil com os demais elementos de prova colhidos no curso das investigações”, escreveu Fux em sua decisão.

Entre as acusações contra Andrés estão as supostas apresentação de dados falsos para o registro de sua candidatura e sonegação de impostos por parte de empresas ligadas a ele. O corintiano nega ter cometido irregularidades.


Empresa confirma acordo para gerir estacionamento da Arena Corinthians
Comentários Comente

Perrone

Por meio de sua assessoria de imprensa, a Indigo confirmou ao blog que fechou acordo para administrar o estacionamento da Arena Corinthians. O clube pretende anunciar oficialmente a troca da Omni, antiga gestora da área, pela nova parceira na próxima semana.

A mudança deveria ter acontecido faz mais de um ano. Em fevereiro de 2017, o alvinegro anunciou a Indigo no telão de seu estádio. Porém, a Omni não aceitou a rescisão unilateral do contrato negando que tenha cometido falhas contratuais e acabou permanecendo no negócio.

A assessoria da Indigo afirmou ainda não ter detalhes de como será a operação na casa corintiana. Já os cartolas alvinegros classificam a troca como mais vantajosa financeiramente, além de exaltarem a substituição de uma empresa que não tinha experiência no ramo por outra especializada. Em seu site, a Indigo declara administrar mais de 5,4 mil estacionamentos em 16 países.

O contrato com a Omni para a gestão do estacionamento da arena é um dos mais criticados pelo clube. Sem nunca ter atuado no ramo, a parceira terceirizou o serviço. No ano passado, o acordo foi usado como munição para conselheiros que pediam o impeachment do presidente Roberto de Andrade. Pouco antes da votação sobre o afastamento, o clube anunciou a troca que não se concretizou. O dirigente se manteve no poder.

A Omni presta outros serviços para o Corinthians. O principal deles é a administração do programa de sócio-torcedor, que também terá seu contrato revisto.

Vale lembrar que a empresa chegou ao clube na primeira passagem de Luis Paulo Rosenberg pela diretoria de marketing e de Andrés Sanchez pela presidência para implantar o Fiel Torcedor. Agora as mudanças são preparadas com os dois dirigentes de volta aos cargos.

Marta Alves de Souza Cruz Ravaglio, sócia da Omni, não respondeu ao blog sobre o assunto.


Corinthians dá como certa troca de gestora do estacionamento da Arena
Comentários Comente

Perrone

A diretoria do Corinthians já considera certa a troca da Omni pela Indigo na gestão do estacionamento da arena do clube. A expectativa dos dirigentes é anunciar a mudança oficialmente nos próximos dias.

Internamente, o discurso é o de que houve acordo para a rescisão do contrato com a antiga parceira. O blog telefonou e enviou mensagem para Marta Alves de Souza Cruz Ravaglio, sócia da Omni, mas não obteve resposta até a publicação deste post.

Troca exatamente igual chegou a ser anunciada em fevereiro do ano passado durante a administração de Roberto de Andrade. Porém, a gestora do estacionamento não aceitou a rescisão unilateral negando ter cometido irregularidades e acabou permanecendo no negócio.

Agora a direção corintiana já comemora a troca, vista como a substituição de uma empresa que assumiu o estacionamento sem nunca ter atuado na área por uma companhia experiente. Sem experiência no ramo, a Omni terceirizou o serviço. Segundo o site da Indigo, ela atua em 16 países.

O contrato com a Omni para cuidar do estacionamento da Arena Corinthians é um dos mais criticados no clube. Ele foi usado como munição para opositores tentarem o impeachment de Andrade no ano passado. Pouco antes da reunião que definiria se o cartola seria afastado, foi anunciado o acordo com a Indigo, que na ocasião não se concretizou. O dirigente conseguiu se manter no poder.

A Omni chegou ao clube para cuidar do programa de sócio-torcedor e do controle de acesso de público nos jogos do time com Luís Paulo Rosenberg como diretor de marketing e Andrés Sanchez na presidência. A inciativa de retomar a negociação para a saída da empresa do estacionamento aconteceu justamente com a volta dos dois cartolas aos cargos.

Outros serviços prestados pela Omni na Arena estão mantidos por enquanto, mas os contratos também vão ser revistos pela atual diretoria.


Corinthians volta a encaminhar troca de gestora do estacionamento da arena
Comentários Comente

Perrone

Mais de um ano depois de ser anunciada como nova gestora do estacionamento da Arena Corinthians, a Indigo voltou a negociar sua entrada no estádio. Da primeira vez, em fevereiro do ano passado, a parceria não foi concretizada porque a Omni, atual gestora, não aceitou a rescisão unilateral de seu contrato por supostas falhas.

Agora a diretoria alvinegra considera bem encaminhados o distrato com a Omini e o acerto com sua substituta. “A Indigo informa que as negociações foram retomadas e nos próximos dias devemos ter boas notícias”, afirmou ao blog a empresa por meio de sua assessoria de imprensa.

Antes de avançar com a Indigo, o Corinthians chegou a ter contato com a Estapar, outra conhecida empresa do ramo, mas a conversa não evoluiu.

A tentativa de  troca faz parte do plano da diretoria de marketing, comandada por Luis Paulo Rosenberg, para tornar a arena mais eficiente em termos financeiros.

O contrato com a Omni, é um dos mais criticados no clube e foi usado entre os argumentos de conselheiros que queriam o impeachment de Roberto de Andrade no ano passado. Pouco antes da reunião para votar seu afastamento, ele anunciou a Indigo como gestora. O cartola se manteve no cargo.

A Omni chegou ao Corinthians também com Rosenberg dirigindo o marketing e Andrés Sanchez na presidência, como agora. Na ocasião, no entanto, a empresa apenas geria apenas o programa de sócio-torcedor do clube. Ela nunca havia trabalhado com estacionamentos e terceirizou o trabalho. Hoje, a Omni, além de continuar com o Fiel Torcedor, presta outros serviços na arena e eles devem ser mantidos.

 


Opinião: briga com FPF e TJD aproxima Galiotte do estilo de Andrés
Comentários Comente

Perrone

Ao ser eleito presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte tinha uma imagem consolidada de cartola discreto e conciliador. Porém, desde que iniciou sua briga contra Federação Paulista e Tribunal de Justiça Desportiva, o dirigente viu mudar o conceito que torcedores e até conselheiros do clube têm dele.

De uma figura politicamente correta, o sucessor de Paulo Nobre passou a ser visto como quem não mede consequências para defender a agremiação comandada por ele. Sua atuação desde o episódio da suposta interferência externa no lance que anulou pênalti a favor do Palmeiras na final estadual contra o Corinthians o aproximou do estilo bélico  de Andrés Sanchez. O polêmico corintiano tem em seu currículo, por exemplo, participação ativa na implosão do Clube dos 13 sob o argumento de assegurar melhores cotas de TV para seu clube. Isso apesar de outros interesses políticos dele estarem em jogo na ocasião.

Agora, Galiotte começa a conviver com uma situação enfrentada corriqueiramente por Andrés: receber demonstrações de apoio incondicional dos fãs de seu time e ser alvo do ódio de torcedores e cartolas rivais.

Em sua maioria, neste momento, o palmeirense ama Galiotte por não se curvar à FPF e ao tribunal, principalmente num tema que envolve diretamente o Corinthians.

Mas, ao mesmo temo, ele leva começa a virar alvo de seguidores corintianos. Eles passaram, por exemplo, a usar apelidos jocosos para citar o cartola alviverde nas redes sociais. Internamente na federação, Galiotte é atacado por supostamente usar a polêmica na final para encobrir problemas do time e ganhar votos na eleição presidencial do clube em novembro. O ataque mais forte, no entanto, veio do presidente do TJD, Antônio Olim, que declarou ao blog acreditar no intuito eleitoreiro do cartola.

Seja qual for o resultado da briga nos tribunais esportivos é certo que Galiotte foi de sem sal a picante em poucos dias. Agora conviverá com os benefícios e ônus dessa transformação no paladar alheio.


Rosenberg x Citadini expõe dúvidas no Corinthians sobre dívida por arena
Comentários Comente

Perrone

Reunião do Conselho Deliberativo do Corinthians no último dia 23 teve educado embate entre Luís Paulo Rosenberg, diretor de marketing, e Antônio Roque Citadini, um dos candidatos de oposição à presidência derrotados por Andrés Sanchez em fevereiro. A discussão foi sobre uma das maiores preocupações de conselheiros corintianos atualmente: como pagar a dívida gerada pela construção da arena alvinegra?

A postura de cada um simboliza como situação e oposição têm expectativas diferentes sobre o desenrolar do caso. A diretoria tenta transmitir otimismo e confiança de que tudo vai se resolver favoravelmente para a agremiação. Já o diagnóstico da oposição é de uma situação extremamente delicada.

Rosenberg falou antes do opositor na reunião. Discorreu sobre necessidade de renegociar contratos assinados pelo clube em relação ao estádio diante de um período de recessão no país posterior à assinatura deles e pela dificuldade de conseguir negociar os naming rights.

O diretor declarou que a estratégia da diretoria é primeiro cumprir cláusulas que não vinham sendo cumpridas, especialmente voltar a pagar as parcelas do financiamento de R$ 400 milhões intermediado pela Caixa junto ao BNDES. Segundo ele, isso já foi feito e não há prestação atrasada. Depois seriam buscadas melhorias no contrato a favor do clube.

Em seguida, a direção conversaria com a Odebrecht a respeito de um acordo sobre parte das obras que não teriam sido feitas ou tenham sido mal executadas, apesar de a construtora negar que isso tenha ocorrido. Rosenberg disse ainda que a arena voltaria a ser gerenciada pelo departamento de marketing do Corinthians, como ele havia planejado, não com uma estrutura independente.

Ao pegar o microfone, Citadini lembrou que o clube quer refazer contratos com os quais a agremiação concordou. Ou, em outras palavras, o mesmo grupo que está no poder com Andrés Sanhcez, idealizador da arena ao lado de Rosenberg, quer mudar o que assinou.

Depois, o opositor colocou em dúvida que a Caixa aceite mudanças que beneficiem o clube. Citou uma auditoria que teria sido encomendada pelo banco e que colocaria obstáculos para eventuais alterações. Também falou sobre haver eleição presidencial no país neste ano, o que pode implicar em mudança na diretoria da Caixa a partir de 2019. Segundo ele, isso faz com que seja difícil os atuais responsáveis pelo banco assumirem responsabilidades num tema delicado. Citadini vê um otimismo exagerado de Rosenberg e aposta em dificuldade maior do que a prevista por ele para melhorar a situação. Para o oposicionista, diante do cenário atual, resta aos conselheiros acreditarem num milagre.

O diretor de marketing respondeu que esperava ser criticado quando estipulasse metas tímidas a serem alcançadas, e não altas (o que ele acredita ser o caso agora).

No final, a maioria dos conselheiros deixou a reunião como entrou. Com dúvidas sobre como o clube vai se virar para pagar a dívida pela construção de sua casa própria.


Diretoria do Palmeiras decide ignorar críticas de Andrés Sanchez
Comentários Comente

Perrone

A diretoria do Palmeiras decidiu ignorar as críticas feitas pelo corintiano Andrés Sanchez sobre como o atual vice-campeão paulista administra seu departamento de futebol. Internamente, o discurso é de que o ataque do adversário é irrelevante.

Andrés, em recente entrevista, afirmou que acha injusto Dudu ganhar a metade do que outros palmeirenses recebem, segundo ele. “O Palmeiras tem que entender que não adianta pagar R$ 1 milhão para um jogador, e o capitão ganhar R$ 400 mil, R$ 500 mil. Ofereceram R$ 50 mil por jogo mais R$ 1,5 milhão para o Ricardo Goulart, é isso que faz perder campeonato”, disparou o presidente do Corinthians em trecho da entrevista.

A diretoria palmeirense, no entanto, tomou a decisão de não rebater o cartola e assegura a quem pergunta que não procurou Dudu para comentar o assunto. A conversa no Palmeiras é de que o deputado federal deu uma demonstração de receio e respeito pelo rival com suas declarações.

Os disparos de Andrés foram comparados no alviverde com as cutucadas que ele costumava dar no São Paulo, na ocasião presidido por Juvenal Juvêncio, em sua primeira passagem pela presidência no Parque São Jorge.

Os valores supostamente oferecidos a Goulart são negados. O discurso palmeirense é de que neste momento não há interesse em sua contratação já que é considerado impossível o chinês Guangzhou Evergrande liberar o jogador por um preço que o alviverde possa pagar.

Andrés também falou que Corinthians e rival brigam por Gil, mas o Palmeiras nega estar tentando o zagueiro agora.

 


Eleição e revés nos bastidores. A pressão sobre Galiotte e Andrés na final
Comentários Comente

Perrone

O palmeirense Maurício Galiotte abre seu último ano do atual mandato como presidente do clube tentando o título paulista neste domingo. Ao mesmo tempo, o corintiano Andrés Sanchez marca seu retorno à presidência com a chance de ser campeão logo na primeira competição. Apesar dos momentos distintos, levantar a taça no Allianz Parque tem semelhante peso político para ambos.

No caso do cartola alviverde, colocar as mãos no troféu tem a ver com votos. A próxima eleição no clube está prevista para novembro e provavelmente o presidente será candidato à reeleição. A votação deve ocorrer antes da final da Libertadores, principal objetivo palmeirense. O campeão brasileiro dificilmente estará definido até o dia do pleito. Ou seja, o Estadual representa uma das poucas chances de Galiotte de conquistar um título antes da eleição. Outra oportunidade é a Copa do Brasil.

Parte dos conselheiros, a maioria ligada a Mustafá Contursi, defendem uma retirada em massa de apoio ao presidente caso ele seja candidato e mantenha Alexandre Mattos como executivo de futebol do clube. Basicamente eles se queixam que o funcionário tem muita autonomia e provoca gastos incompatíveis com as conquistas em campo, apesar do caneco do Brasileirão em 2016.

Nesse cenário, vencer o Paulista em cima do maior rival, daria musculatura para Mattos, aliviando a pressão sobre Galiotte em termos de seus planos para um eventual novo mandato.

Do lado preto e branco da decisão, Andrés sofre críticas de conselheiros por supostamente ter mostrado fraqueza nos bastidores diante do Palmeiras. O caso principal é o recuo em relação a realizar treino aberto no sábado de manhã, após pedido do Ministério Público e da Polícia Militar. Só os palmeirenses cumpriram o protocolo de aviso às autoridades de segurança pública, e ganharam apoio delas para manter sua programação. Pressionado pela ameaça de o MP entrar com uma ação para impedir a presença dos torcedores nos dois treinos e de até de tentar a destituição dos presidentes em caso de confronto entre torcedores, Andrés mudou o trabalho da equipe para a última sexta-feira.

Além disso, o próprio cartola corintiano afirmou que já havia cedido demais em benefício do Palmeiras durante o campeonato ao dizer que não recuaria em relação ao treino aberto.

Depois da mudança, o dirigente foi criticado em redes sociais por torcedores, acostumados com posturas firmes do cartola em disputas com rivais. A conquista do título em território verde praticamente passaria uma borracha no episódio.

A conquista ainda amenizaria a pressão de conselheiros e torcedores pelo fato de a diretoria não ter conseguido um substituto para o atacante Jô. Principalmente por ter no currículo a contratação de Ronaldo, a vitória de Sanchez gerou a expectativa entre torcedores de que pelo menos um nome de peso para o ataque viria. Mas as contratações foram modestas, seguindo a limitação financeira do clube. A falta de um centroavante é o principal ponto fraco do time.

Nesse contexto, o fato de a decisão, nos dois casos, ser contra o maior rival, potencializa tanto a paz como a turbulência que Galiotte e Andrés vão enfrentar a partir do fim da tarde deste domingo, dependendo do placar da final.


Opinião: Andrés e Galiotte trocam de papéis em caso dos treinos abertos
Comentários Comente

Perrone

Maurício Galiotte chegou à presidência do Palmeiras com fama de conciliador. Andrés Sanchez voltou ao cargo máximo no Corinthians ostentando o rótulo de bom de briga. O deputado federal não costuma recuar em seus planos em nome da diplomacia.

Porém, no caso dos treinos abertos dos finalistas do Campeonato Paulista, palmeirense e corintiano trocaram de papéis. Galiotte bateu o pé e manteve o treinamento de sua equipe para o próximo sábado às 10h. Andrés recuou e marcou o trabalho com presença dos torcedores para as 20h de sexta-feira.

Na opinião deste blogueiro, ponto para o cartola alvinegro. Não fazia sentido dois dirigentes com tantas responsabilidades nos ombros ignorarem o alerta da Polícia Militar e do Ministério Público sobre o risco de combates sangrentos pela cidade em caso de treinos simultâneos. Nada justificaria tornar vulnerável a integridade física de tanta gente.

Gagliotte tinha a seu favor o fato de ter seguido o protocolo de segurança exigido pelas autoridades, coisa que Andrés disse não ter feito porque o clube não fez nos outros treinamentos com público. Por isso o corintiano virou o lado mais fraco na disputa. No entanto, essa vantagem não impedia que a sensatez no auge da crise viesse do palmeirense. Ele não fez esse gesto conciliador e nobre.

Ao mesmo tempo, apesar de acertar no recuo, é sabido que o presidente alvinegro não repensou sua posição por amor à diplomacia. Cedeu após o Ministério Público ameaçar os dois cartolas com processo de destituição em caso de tumultos pela cidade e de ir à Justiça para impedir os treinos abertos no mesmo horário.

Porém, mais importante do que quem sai da batalha às vésperas da final do Paulista com o troféu de vencedor, derrotado, intransigente ou ponderado é o fato de a cidade se livrar da previsão de uma manhã de sábado mais tensa e violenta do que acontece normalmente por conta de suas debilidades cotidianas.


Final paulista coloca em xeque relação de presidentes com estilos opostos
Comentários Comente

Perrone

A final do Campeonato Paulista, entre Corinthians e Palmeiras, coloca em xeque o relacionamento entre dois presidentes com estilos opostos. Logo na reunião sobre as quartas de final na federação estadual, saiu faísca entre Andrés Sanchez e Maurício Galiotte. O primeiro jogo do confronto, neste sábado, é uma prova de fogo para a relação entre ambos.

Os últimos jogos em Itaquera, onde acontece a abertura da decisão, têm sido ainda mais quentes do que tradicionalmente são os duelos entre os rivais. No último, reclamando da expulsão de Jaílson, Dudu chegou a sugerir que os palmeirenses deixassem o campo. Após a vitória corintiana, o atacante e alguns de seus colegas afirmaram que sempre são prejudicados pela arbitragem na arena alvinegra, o que aumenta a tensão para o jogo deste sábado.

Na semana da primeira partida, Andrés e Galiotte voltaram a se encontrar na federação. O corintiano foi irônico diante do adversário, sisudo na maior parte da entrevista coletiva entre ambos. Andrés cutucou Galiotte empurrando o favoritismo para o Palmeiras e dizendo que sugeriu a Arena Corinthians como palco dos dois jogos da decisão. Antes das quartas de final, os dirigentes discutiram porque Galiotte reclamou de o Bragantino mandar seu jogo contra o Corinthians no Pacaembu, segunda casa alvinegra.

Já Galiotte adotou uma postura séria e discreta durante a maior parte da entrevista numa demonstração das diferenças entre os dois presidentes. Costumeiramente, Andrés é mais espalhafatoso do que o rival ao defender seu time.

O trabalho diário de ambos também é marcado por estilos diferentes. Andrés tem em Duílio Monteiro Alves seu homem de confiança no futebol, mas atua praticamente como vice-presidente do departamento, além de presidir o clube. O corintiano participa ativamente das decisões sobre o time, enquanto Galiotte dá carta branca para o executivo Alexandre Mattos.

O corintiano também é mais presente no vestiário e tem o hábito de se reunir com os jogadores.

A maneira como ambos lidam com os maus resultados obtidos por seus treinadores também é oposta. Seguindo a vontade de Mattos, Galiotte, que assumiu o clube em novembro de 2016, já demitiu Eduardo Baptista e Cuca, além do ex-auxiliar e ex-interino Alberto Valentim. Por sua vez, Andrés tem como uma de suas diretrizes lutar pela manutenção dos treinadores até o final dos contratos.

O jeito como cada um se relaciona com seus aliados políticos também contrasta. Galiotte já se distanciou de Paulo Nobre e Mustafá Contursi, seus principais colaboradores para chegar à presidência. Andrés também já rompeu com antigos colegas, mas se mantém fiel a uma base com cartolas com André Luiz Oliveira, Mané da Carne, Eduardo Ferreira e Duílio. Além de trazer de volta para o clube Luís Paulo Rosenberg, atualmente diretor de marketing.