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Arquivo : Antonio Roque Citadini

Tentativa de agressão a Andrés atrapalhou conferência de votos em eleição
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Fiscais da candidatura de Antonio Roque Citadini, terceiro colocado na eleição corintiana, apontam o sumiço de uma urna com os comprovantes de votação pouco depois do final do pleito. O material seria usado para conferir se o número de votos registrado na apuração eletrônica era igual ao de comprovantes em papel. O problema faz parte de uma lista de supostas irregularidades indicadas pelo estafe do opositor que deve interpelar a Telemeeting Brasil, responsável pelo sistema eletrônico de votação.

Procurado pelo blog, Andrea Mosiici, diretor da Telemeeting, disse que a urna com os comprovantes foi retirada do local de votação antes da conferência por causa do tumulto provocado por torcedores que invadiram o ginásio e tentaram agredir Andrés Sanchez, eleito presidente. A medida visou preservar o material, segundo ele. “A conferência foi feita, não da maneira que queríamos por causa daquela confusão, mas foi feita sem problemas”, afirmou Mosiici.

O estafe de Citadini não fala abertamente em manipulação para favorecer um determinado candidato, mas alega ter elementos para afirmar que o sistema utilizado era frágil e vulnerável. O diretor da Telemeeting, porém, nega a possibilidade de violações.

Além de Citadini, a equipe de Paulo Garcia, segundo colocado na eleição, também aponta supostas irregularidades. O candidato entrou com uma ação criminal na Justiça contra a Telemeeting.

 


Suspeita em eleição coloca em xeque plano de Andrés para imagem corintiana
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Durante sua campanha para voltar à presidência do Corinthians, Andrés Sanchez colocou como importante meta resgatar a credibilidade do clube, abalada na opinião dele. A estratégia é gerar notícias positivas que ajudem a atrair patrocinadores a fim de aumentar as receitas do clube. Porém, logo na primeira semana de trabalho da nova diretoria, esse plano foi colocado em xeque com ação proposta na Justiça pelo opositor Paulo Garcia. Segundo candidato mais votado, ele acionou criminalmente a Telemeeting Brasil, empresa responsável pelas urnas eletrônicas usadas no pleito, alegando irregularidades que podem ter alterado o resultado.

Assim, diferentemente do que Andrés planejava, o Corinthians voltou a ficar exposto no noticiário de forma desconfortável. Há na diretoria quem entenda que a suspeita na eleição possa afastar potenciais patrocinadores.

“Toda ruptura da ordem desagradará a classe empresarial. Mas você provando que é mera dor de cotovelo (de quem perdeu a eleição), a situação reverte e bola pra frente”, disse Luis Paulo Rosenberg, diretor de marketing corintiano ao blog. Ele respondia se o fato de a eleição ter sido colocada sob suspeita atrapalha seu trabalho no clube.

Um dos maiores desafios do dirigente é negociar os naming rights da Arena Corinthians. A avaliação de dirigentes é de que notícias sobre supostas falhas na construção e obras que não teriam sido realizadas pela Odebrecht prejudicaram a comercialização até aqui. As informações sobre o clube ter dificuldade para quitar o financiamento de R$ 400 milhões junto ao BNDES para bancar parte da construção também entram no pacote. A construtora alega ter cumprido o contrato na íntegra.

Nos próximos dias, mais barulho deve ser feito por conta da suspeita na eleição corintiana. Antonio Roque Citadini, terceiro colocado na votação, espera a conclusão de um laudo feito por sua equipe sobre o pleito para decidir se também aciona a Telemeeting judicialmente. A empresa nega irregularidades e possibilidade de manipulação do resultado.

 


Rejeição a Andrés valoriza Paulo Garcia e contratação de impacto
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Em 2009, Andrés Sanchez foi reeleito presidente do Corinthians com 1.029 votos de vantagem sobre o segundo colocado, Paulo Garcia. Neste sábado (3), ele voltou à presidência do clube contabilizando o apoio de 401 eleitores a mais do que Garcia, de novo quem ficou mais perto do líder. Além disso, a soma de votantes do vice-lider com os do  terceiro colocado (Antonio Roque Citadini) é maior do que a votação do novo comandante do clube. Esse cenário, somado à nova composição do conselho, com o crescimento da oposição, força os situacionistas a buscarem acordos com adversários.

Não foi por acaso que em sua primeira entrevista após retomar o poder o petista falou da necessidade de pacificar o clube, prometendo adotar bons projetos de outros candidatos. Assim, abriu caminho para novas alianças.

Neste momento, o apoio mais cobiçado, conforme apurou o blog, é o de Garcia. O dono da Kalunga tem bom relacionamento com Andrés. Foi o maior doador da campanha dele a deputado federal. Também emplacou aliados na gestão de Roberto de Andrade. Seus dois candidatos a vice vieram da antiga diretoria: Flávio Adauto (futebol) e Emerson Piovezan (finanças). Paulo é irmão do empresário de jogadores Fernando Garcia, ex-conselheiro corintiano e amigo de Andrés.

Essas afinidades facilitam a aproximação, mas é preciso convencer o grupo de Garcia de que vale embarcar numa gestão que começa o mandato com forte rejeição, sem o apoio de 66,1% dos eleitores. Um atrativo é oferecer apoio na próxima eleição, promessa difícil de ser cumprida por conta do desejo de antigos aliados de Sanchez de sentarem na cadeira mais sedutora do Parque São Jorge.

Pelo histórico de divergências, uma composição com o terceiro colocado na eleição é menos provável. Porém, durante a campanha, Luis Paulo Rosenberg admitiu ao blog que tenta unir Sanchez e Citadini. Rosenberg deve assumir o marketing do “Timão”, como ele gosta de se referir ao Corinthians.

Na mesma entrevista ao blog, Rosenberg elogiou Felipe Ezabella, quarto colocado no pleito. Ex-integrande do grupo de Andrés, porém, ele criticou duramente as gestões do movimento Renovação e Transparência, o que, em tese, dificulta uma união.

Para ter uma vida mais tranquila na presidência, Andrés ainda terá de reconquistar o apoio de parte da torcida, que um dia já foi quase unanimemente a seu favor. A demonstração da repulsa de uma ala dos torcedores foi vista logo após a vitória do deputado federal. Fãs do time que conseguiram entrar no clube chegaram a jogar cerveja no vencedor, que precisou se refugiar num banheiro e sair escondido do Parque São Jorge.

Pelo menos a maioria que hostilizou Andrés dentro do local de votação, não usava camisas de torcidas organizadas, mas entoava músicas cantadas por elas. “Ladrão, devolve o Coringão pro povão”, foi um dos cânticos. O refrão ofensivo dá a senha para Andrés amenizar a ira: uma política de controle de preço dos ingressos nos setores mais populares da arena.

Na oposição, a expectativa é de que a partir de segunda-feira Andrés comece a colocar em prática um pacote de ações em busca de maior governabilidade e popularidade. Uma das medidas, apostam os opositores, é a contratação de reforço impactante com a ajuda de um dos empresários com quem o novo presidente mantém boa relação. Reforços de peso fazem parte do currículo do dirigente, responsável por Ronaldo e Roberto Carlos vestirem a camisa corintiana. Também são historicamente eficientes calmantes para torcedores agitados.

 


Opinião: Andrés deve agradecer aos opositores por vencer
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Mesmo cambaleante por vários processos aos quais responde e pelo alto custo da arena idealizada por ele, entre outros fatores, Andrés Sanchez voltou à presidência do Corinthians neste sábado (3). O deputado federal deve a vitória principalmente a seus opositores, incapazes de se unir pelo interesse deles de barrar a continuidade do grupo Renovação e Transparência no poder.

O placar da eleição mostra como a realidade seria diferente se Sanchez não tivesse quatro adversários. Ele ganhou o pleito com 33,9% dos votos. A soma das porcentagens aproximadas obtidas por Paulo Garcia (22,9%) e Antonio Roque Citadini (22%) daria para derrotar Andrés ainda que alguns apoios se perdessem pelo caminho. Nessa conta podem entrar os 7,6% do eleitorado que ficou com Romeu Tuma Júnior, já que ele fez parte do mesmo grupo oposicionista de Citadini e Garcia por muito tempo.

Para vencer, a oposição tradicional nem precisaria dos votos conquistados por Felipe Ezabella (12,6%), dissidente da ala comandada por Sanchez.

O retorno do petista é o preço que os opositores pagaram por preferirem sonhar em sentar na cadeira de presidente a compartilhar uma gestão que acreditassem poder ser melhor para o clube do que a de Andrés. A política do “eu” perdeu para ele (o deputado).

Pelo esfacelamento do grupo oposicionista, a vitória de Andrés era esperada. Aliados dele já pregavam antes da eleição um tom conciliador com outros grupos para melhorar a governabilidade a partir da eleição. Só que da maneira como a oposição facilitou a ressureição de Sanchez no clube vai cheirar mal se um ou mais dos derrotados aceitarem de alguma forma participar da administração.

 


Cúpula corintiana se recusa a contestar liminar de Garcia e gera revolta
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A diretoria do Corinthians decidiu não tentar cassar as liminares obtidas na Justiça que recolocaram Paulo Garcia e Eduardo Caggiano Freitas na disputa da eleição do próximo sábado (3) e gerou nova polêmica na política alvinegra.

A decisão revoltou membros da comissão eleitoral, que recomendou as impugnações das duas candidaturas. Os pedidos tinham sido acatados pelo presidente do Conselho Deliberativo, Guilherme Strenger.

A indignação acontece principalmente porque Garcia, candidato à presidência, e Caggiano, postulante ao conselho, têm ligações com a atual gestão e receberam tratamento diferenciado em relação ao oposicionista Antonio Roque Citadini. O opositor, também concorrente ao posto máximo no clube, foi impugnado, obteve liminar para participar do pleito, mas viu a direção tentar derrubar a decisão judicial e fracassar.

Garcia indicou membros para a diretoria e tem em como candidatos a vice-presidentes em sua chapa dois ex-integrantes dela: Flávio Adauto, ex-diretor de futebol, e Emerson Piovesan, ex-diretor financeiro. Caggiano é diretor administrativo e um dos organizadores da chapa do situacionista Andrés Sanchez, candidato a presidente.

Luiz Alberto Bussab, diretor jurídico corintiano, afirmou ao blog, em mensagem pelo celular, que a decisão de não tentar cassar as liminares favoráveis a Garcia e Caggiano foi tomada por presidência e vice-presidência do clube.

O blog apurou que membros da comissão eleitoral acreditam que tal postura foi adotada não só para proteger dois candidatos que têm ligação com a diretoria, mas também por supostamente a direção avaliar que Garcia tirará votos de Citadini, hipoteticamente favorecendo Sanchez.

“Nada me surpreende porque todos estão me atacando desde o começo da campanha, o que mostra a força da nossa candidatura”, disse Citadini.

Miguel Marques e Silva, presidente da comissão eleitoral, afirmou que só soube da decisão da direção de não tentar cassar as liminares favoráveis a Garcia e Caggiano de maneira oficiosa. “Oficialmente, ninguém me falou nada. Mas não acho normal uma entidade que é acionada na Justiça não se defender”, afirmou ele.

Por meio da assessoria de imprensa do Corinthians, o blog questionou o presidente do clube, Roberto de Andrade, sobre ter decidido não tentar reverter o parecer da Justiça favorável aos dois candidatos, diferentemente do que fez em relação a Citadini. Porém, até as 23h46 desta terça, nenhuma resposta havia sido dada.

Já André Luiz Oliveira, primeiro vice-presidente do Corinthians, confirmou ter defendido que o clube não tente derrubar as duas liminares. “Não adianta tentar cassar porque não vai conseguir. As decisões estão bem fundamentadas, então é melhor deixar como está”, disse o dirigente.

Indagado porque então o clube agiu (sem sucesso) para anular a liminar que sustenta a candidatura de Citadini, o vice afirmou que os casos não podem ser comparados. “A Justiça deixou claro que a comissão eleitoral não podia fazer uma analogia com a legislação do país para impugnar as candidaturas de Paulo e Caggiano. Agora, o Citadini não pode assumir o clube se ganhar, então entenderam que precisavam questionar a Justiça”, declarou André.

Citadini teve sua impugnação pedida pela comissão eleitoral apoiada no entendimento de que ele não pode acumular os cargos de membro do Tribunal de Contas do Estado e de presidente alvinegro, se vencer o pleito. Em primeira instância, ele não obteve a liminar, conseguida após recurso. Prevaleceu a tese de que disputar a eleição não equivale a acumular cargos. A irregularidade só ocorreria em caso de vitória.

Já Garcia foi impugnado por conta da acusação de compra de votos por admitir que pagou para sócios inadimplentes regularizarem suas situações e poderem votar. O estatuto do clube é omisso em relação a tal procedimento, mas a comissão usou a legislação eleitoral brasileira para tomar sua decisão.

O desconto de 50% na taxa para os associados em atraso ficarem em dia foi considerado ilegal pela comissão e eles foram retirados da lista de votantes. Caggiano é apontado pela comissão como idealizador da promoção.

 


‘Ganho facilmente na Justiça’, diz Garcia sobre candidatura no Corinthians
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Guilherme Strenger, presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, deve anunciar nesta segunda (29) se acolhe pedido de impugnação da candidatura de Paulo Garcia feito pela comissão eleitoral do clube. O candidato, porém, já se preparou para buscar na Justiça o direito de concorrer à presidência no próximo dia 3.

“Tenho certeza que ganho facilmente na Justiça. Consultei especialistas em legislação eleitoral e eles afirmam que a impugnação seria absurda”, declarou o candidato.

A recomendação do veto à candidatura dele ocorreu por causa do episódio em que o dono da Kalunga admitiu ter pago taxas de regularização para sócios inadimplentes, que poderiam, assim, votar em fevereiro. Os pagamentos foram feitos com 50% de desconto por conta  de uma promoção idealizada pela diretoria. Mas a comissão eleitoral tratou o benefício como anistia, proibida pelo estatuto alvinegro a partir de 12 meses antes da votação. Desta forma, os beneficiados com a redução de preço foram excluídos da lista de votantes.

Ao justificar a decisão de tentar barrar Garcia, a comissão fez uma analogia com as leis brasileiras e classificou o gesto do candidato como compra de votos. Uma gravação em que Antônio Rachid, secretário-geral do clube, diz que Garcia pagará taxas de quem votar nele também foi usada para sustentar a decisão.

Como o estatuto corintiano não menciona veto a candidatos pagarem taxas aos associados, a comissão fez a analogia com a legislação do país, o que é contestado por Garcia.

“Os especialistas que consultei afirmam que vale o estatuto do clube”, declarou o candidato. Ele também cita eventos como churrascos e café da manhã oferecidos por outros candidatos a sócios para se defender. “Se fizerem essa analogia com as leis eleitorais, então todos devem ser impugnados. Não tem eleição”, disse ele.

Outro ponto de sua defesa é que, se os associados beneficiados com os pagamentos feitos por ele estão impedidos de votar, não existe infração para ser punida.

Sobre ter quitado as taxas com cartão de crédito, Garcia afirma que quis “mostrar para todos o que estava acontecendo no clube. Produzi uma prova de propósito para deixar claro o que sempre aconteceu nas eleições do Corinthians. Todos os candidatos fazem isso”.

O pleito já virou assunto de Justiça por causa da impugnação da candidatura do opositor Antonio Roque Citadini. Mas ele conseguiu uma liminar para poder disputar a eleição e segue no páreo.

 

 


Confissão e legislação complicam Paulo Garcia em eleição corintiana
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A Comissão Eleitoral do Corinthians planeja anunciar até a próxima segunda sua decisão sobre excluir ou não da disputa Paulo Garcia, candidato à presidência na eleição do próximo dia 3.  A tendência no final da tarde desta quinta (25) era de o órgão optar pela impugnação, que precisa passar pelo crivo do presidente do Conselho Deliberativo, Gulherme Strenger.

O blog apurou que pesam contra Garcia, principalmente, o fato de ele assumir que pagou para sócios inadimplentes regularizarem suas situações e poderem votar e a legislação eleitoral brasileira, contrária a benefícios dados por candidatos a eleitores. Pelo menos parte dos integrantes do órgão considera o dono da Kalunga réu confesso.

O episódio está ligado à promoção feita pela diretoria corintiana, que deu 50% de desconto na taxa de regularização dos associados inadimplentes. Eles acabaram excluídos da lista de votantes pela comissão.

Após o vazamento de um áudio em que Antônio Rachid, secretário geral do clube, afirma que Garcia pagará a taxa para quem pretender votar nele, o candidato assumiu que chegou a bancar alguns associados. Ele deu entrevista afirmando que quitou as taxas com cartão de crédito em sinal de transparência. Na ocasião, declarou que se trata de uma prática tradicional no alvinegro e não proibida pelo estatuto.

A comissão analisou entrevistas concedidas por ele durante o processo.

De fato, o estatuto do Corinthians não menciona a proibição de candidatos pagarem mensalidades ou taxas para sócios. Porém, há entre integrantes da comissão o entendimento de que em caso de omissão nas regras do clube deve ser feita uma analogia com as leis do país. Assim, o gesto de Garcia se assemelharia ao de um candidato ao parlamento que oferecesse vantagens a eleitores, o que é proibido por lei.

Esse pensamento foi colocado em prática pela comissão ao impugnar a candidatura do diretor administrativo do clube, Eduardo Gaggiano Freitas, ao conselho.

A iniciativa de dar desconto aos sócios inadimplentes, considerada anistia, que é proibida no clube 12 meses antes da eleição, foi atribuída a ele. O cartola também teria feito articulações para o pagamento a associados em atraso.

Na decisão que o impugnou, a comissão eleitoral afirmou que o estatuto do clube é regido pelas leis do país. E que não é necessário que todos os crimes previstos na constituição apareçam no estatuto. O órgão classificou o caso de Caggiano como corrupção eleitoral, citando o artigo 299 do código eleitoral brasileiro. Ele prevê quatro anos de prisão para quem oferecer ou receber dinheiro ou outra vantagem em troca de voto.

Assim, é difícil que a comissão não use a mesma legislação ao decidir sobre Garcia. Pessoas próximas ao candidato, porém, afirmam que se ele for impugnado, irá recorrer à Justiça.

Antonio Roque Citadini, também postulante ao cargo, teve sua candidatura impugnada, mas está na disputa graças a uma liminar. Sua exclusão havia sido baseada no entendimento de que ele não poderá acumular o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado com a presidência alvinegra, se for eleito. A liminar, no entanto, foi concedida sob o argumento de que a simples candidatura não corresponde ao exercício dos dois cargos.

 

 


Corinthians consulta Justiça sobre o que fazer se Citadini for eleito
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A diretoria do Corinthians fará uma consulta formal à Justiça para saber que atitude tomar se Antonio Roque Citadini ganhar a eleição presidencial no próximo dia 3.

O opositor teve sua candidatura impugnada pela comissão eleitoral alvinegra sob o argumento de que não poderia acumular os cargos de membro do TCE-SP (Tribunal de Contas do Estado) e de presidente de associação esportiva.

Em primeira instância, à Justiça negou liminar para que ele pudesse disputar o pleito enquanto o processo tramita. Porém, o candidato recorreu e obteve decisão que o permite participar da disputa, se a liminar não for cassada até lá. O entendimento é de que, enquanto concorre ao posto, Citadini não exerce cargo diretivo. Assim, não comete irregularidade.

A decisão gerou um impasse, já que a posse do novo presidente ocorre imediatamente após a contagem dos votos. Não daria tempo, por exemplo, para ele se desligar do TCE.

“Se eu for eleito, assumo e aguardo a decisão da Justiça. Ou quem eles vão colocar na presidência? E eu vou respeitar o que a Justiça decidir”, declarou Citadini ao blog. Ele tem tempo de serviço para se aposentar. Ao blog do Marcel Rizzo, o oposicionista afirmou que pode pedir uma licença, mas que não pensa em se afastar definitivamente do TCE.

Para membros da comissão eleitoral, no entanto, ele não pode ser empossado se ainda estiver vinculado ao tribunal de contas.

Diante do cenário de incertezas, a diretoria decidiu consultar o desembargador José Luiz Mônaco da Silva, que concedeu a liminar, para saber qual deve ser o procedimento em caso de vitória de Citadini.

A decisão de fazer a consulta foi confirmada ao blog por Luiz Alberto Bussab, diretor jurídico do Corinthians e candidato à reeleição no Conselho Deliberativo em chapa que apoia Felipe Ezabella à presidência.

“A Justiça, tanto em primeira quanto em segunda (instâncias), já decidiu que (Citadini) não pode acumular (cargos). Isso é pacífico. O que se discute agora é apenas se pode disputar. O juiz de primeira, liminarmente, não permitiu. O de segunda permitiu, mas deixou claro que não pode acumular. Portanto, o nobre desembargador deve elucidar a questão sobre a posse em caso de vitória uma vez que não pode acumular cargos”, declarou Bussab. Ele não respondeu se o clube tenta derrubar a liminar.

O candidato impugnado discorda do dirigente e entende que ainda pode conseguir judicialmente o direito de ocupar os dois cargos, além da hipótese de se afastar do TCE.

Em resposta ao UOL Esporte, por meio da assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de São Paulo, o desembargador responsável pela liminar afirmou que Citadini não poderá permanecer nos dois cargos se ganhar a votação e terá que fazer outro pedido à Justiça.

 


Justiça nega liminar para Citadini voltar a disputar eleição corintiana
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Em decisão tomada nesta sexta (19), a Justiça negou pedido de liminar feito por Antonio Roque Citadini para cancelar a impugnação de sua candidatura à presidência do Cornithians. O juiz Luís Fernando Nardelli deu 15 dias para o clube apresentar sua resposta sobre a contestação do opositor. Porém, o pleito está marcado para o próximo dia 3 de fevereiro. Cabe recurso.

A comissão eleitoral do Corinthians entendeu que por ser membro do TCE (Tribunal de Contas do Estado) Citadini é equiparado a magistrados, que não podem exercer cargos  de direção em associações que não sejam de classe.

O oposicionista alegou na ação, entre outros fatos, que, se for eleito, pode se aposentar para assumir a presidência. O juiz, porém, entendeu não haver tempo hábil para isso, pois a posse acontece imediatamente após a contagem dos votos.

A decisão também sustenta que na campanha Citadini se apresenta como apto a assumir o cargo e que tem uma agenda cheia, marcada por entrevistas e conversas com eleitores “em detrimento da circunspecção e discrição que devem rondar a vida do magistrado”.

A alegação do candidato de que a impugnação deve ser anulada já que foi avalizada por um magistrado (Guilherme Strenger, presidente do Conselho Deliberativo) também não foi aceita. Para o juiz, o desembargador não exerce cargo executivo no Corinthians, por isso não há irregularidade.


Citadini aciona Justiça para concorrer à presidência do Corinthians
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Antonio Roque Citadini entrou com uma ação na Justiça nesta quarta (17) para tentar anular decisão que impugnou sua candidatura à presidência do Corinthians. Em caráter liminar, ele pede “imediata expedição de ordem judicial para a suspensão dos efeitos” da impugnação a fim de poder participar do pleito marcado para 3 de fevereiro. O oposicionista requer a anulação no julgamento definitivo do caso.

“Meus advogados entenderam que era melhor entrar com a ação na Justiça primeiro. Depois vamos ver o que fazer no clube também”, afirmou o oposicionista ao blog.

A comissão eleitoral do Corinthians entendeu que ele não pode se candidatar por ser membro do TCE (Tribunal de Contas do Estado). A decisão cita legislação que equipara integrantes do órgão a magistrados, que são proibidos de ocupar cargos administrativos como o de presidente de clube.

Citadini alega em entrevistas que há jurisprudência favorável à candidatura de conselheiros do tribunal. Sustenta que o estatuto corintiano não impede que membros do TCE disputem a presidência. Assim, afirma que a contestação deveria ter sido apresentada ao Tribunal de Contas do Estado.

Na ação, os advogados do candidato alegam que se há algum entendimento de que ele não pode acumular os cargos, não existe acúmulo até Citadini vencer a votação. Argumentam que concorrer à presidência não fere a legislação sob nenhum ponto de vista. Assim, ele poderia disputar o pleito e, em caso de vitória, decidir imediatamente após a apuração deixar o TCE para assumir o clube. O conselheiro já tem tempo de serviço para se aposentar no tribunal.

A defesa do oposicionista também diz que se prevalecer a tese de veto a magistrados exercerem cargos em clubes, há outro motivo para anular a impugnação ao candidato. Isso porque Guilherme Strenger, presidente do Conselho Deliberativo e que acolheu a impugnação, é desembargador. A alegação é de que magistrados não podem presidir conselhos de clubes quando devem assumir o comando se houver vacância na presidência e nas vice-presidências. É o que prevê o estatuto alvinegro. Assim, a impugnação teria sido referendada por quem não poderia estar no cargo. A atuação de Miguel Marques e Silva, presidente da comissão eleitoral e magistrado, também é contestada.

Designado para analisar o pedido, o juiz Luciano Gonçalves Paes Leme se declarou suspeito para cuidar do caso “por motivo de foro íntimo”. Assim, o processo foi enviado ao juiz Luís Fernando Nardelli.

Estão na briga pela presidência Andrés Sanchez, Felipe Ezabella, Paulo Garcia e Romeu Tuma Júnior.