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Arquivo : Antonio Roque Citadini

Oposição corintiana tem mais um candidato: Osmar Stabile
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Depois de Antônio Roque Citadini, foi a vez do conselheiro Osmar Stabile se declarar candidato à presidência do Corinthians em 2018. Assim, se o cenário não mudar até lá, a oposição terá pelo menos dois postulantes ao cargo.

Há cerca de três meses, Stabile lançou o slogan “stabilize”, que indicava o desejo de se candidatar. Neste sábado, porém, o blog recebeu mensagem dele na qual dizia: “vem aí Osmar Stabile presidente do Corinthians”.

Em seguida, confirmou a candidatura respondendo à indagação deste blogueiro por texto pelo celular. “Sim, sou candidato, fechado. Estou trabalhando as redes sociais. Estou enviando vídeos para 758 pessoas”.

Mas há espaço para mais de uma candidatura oposicionista? Isso não favorece a situação, que espera lançar Andrés Sanchez? “Acho que cada um dá os seus pulos. Não tenho compromisso com ninguém que se candidata. Somente tenho compromisso com a instituição Corinthians e meus eleitores”, declarou o oposicionista.

Sobre a diretriz de sua campanha, Stabile disse que vai trabalhar para implantar uma gestão moderna e participativa, que preserve a instituição.

Ele foi vice-presidente de esportes terrestres durante a gestão de Alberto Dualib e um dos candidatos derrotados por Sanchez no pleito de 2007.


Vice do Corinthians decide apoiar opositor Citadini em eleição
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Acaba de ser dado um lance importante no jogo eleitoral do Corinthians. Luis Paulo Rosenberg, primeiro vice-presidente do clube, saiu do muro e passou a incentivar o opositor Antonio Roque Citadini a ser candidato à presidência, em fevereiro.

Citadini se desentendeu com seu grupo, que já lançou oficialmente o opositor Paulo Garcia. Nos últimos dias, Roque, como o conselheiro é mais chamado no Parque São Jorge, vem tentando ganhar musculatura para viabilizar sua candidatura.

A decisão de Rosenberg esfarela ainda mais o grupo situacionista, que tem como candidato Roberto de Andrade, ex-diretor de futebol. Ilmar Schiavenato já havia deixado seu cargo de diretor social para se lançar candidato.

Em conversa com este blogueiro, Rosenberg explicou a decisão de entrar na canoa de Citadini dizendo que “o segmento esclarecido do clube merece um candidato que queira servir ao Corinthians, não se servir dele”.

O movimento de Rosenberg é um golpe para Andrés Sanchez. O atual vice foi um dos principais cartolas da gestão do ex-presidente e idealizador do projeto do estádio corintiano, hoje controlado por Sanchez, mentor da candidatura de Andrade.


Citadini se afasta de campanha da oposição no Corinthians
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Antonio Roque Citadini, vice-presidente de futebol do Corinthians entre 2001 e 2004, decidiu deixar a coordenação da campanha da principal ala da oposição à presidência do clube. Ele era um dos articuladores da candidatura ao lado de Fran Papaiordanou.

Citadini resolveu se afastar depois de ouvir em sua casa, na última quarta-feira, que Paulo Garcia pretendia ser candidato. Osmar Stábile, outro componente do grupo, não via com bons olhos a possível candidatura de Citadini, que era um dos mais cotados. Os dois nunca se deram bem. Citadini não vê qualidade nos correligionários do desafeto. Chegou até a entrar na conta de um conselheiro de oposição no Facebook para desmentir que faria parte de uma chapa com Sábile.

Agora, o ex-vice de futebol tem sido aconselhado a montar uma nova chapa de oposição. Ele também pode fazer uma composição com dissidentes da atual situação, com quem deve se reunir na próxima terça. Inicialmente, o encontro seria para discutir a união da chapa opositora com o pré-candidato Ilmar Schiavenato, ex-diretor social do clube. Outra possibilidade estudada por Citadini é votar em Garcia, mas sem fazer campanha para ele.

A insatisfação é tão grande que Roque, como é chamado no Parque São Jorge, não está disposto nem a entregar para a campanha de Garcia dados que coletou para a candidatura. Ele tem um cadastro com cerca de três mil sócios e manda diariamente e-mails para alguns deles. Inclusive, já enviou um texto sobre o ocorrido na última quarta. Seu pensamento agora é de que agora, o restante do grupo terá que organizar a candidatura sozinho.

Os demais apoiadores de Garcia, no entanto, consideram natural que o candidato passe a assumir a linha de frente no lugar de Citadini. E não acreditam em racha da oposição, pois não houve bate-boca entre Roque e Garcia, apesar das posições contrárias. Esperam que o ex-vice retorne à campanha, que estava na rua faz tempo, mesmo sem candidato definido.

No começo de 2014, Citadini disse a Garcia que a oposição precisava se organizar melhor de que nas outras vezes em que o colega foi candidato e cuidou da organização. Por isso assumiu as costuras políticas ao lado de Fran, combinando que a definição do postulante à presidência seria mais tarde. Com o passar do tempo, Garcia não foi para a trincheira, causando a expectativa de que Roque seria o candidato.

Enquanto trabalhava na campana, Citadini enxergava pontos falhos em Garcia e externou a preocupação ao grupo. Dizia que, se fosse candidato, ele teria dificuldades para explicar a doação de mais de R$ 300 mil à campanha do situacionista Andrés Sanchez a deputado federal.

Outro problema apontado por ele é o fato de Luis Fernando Garcia, irmão de Paulo, ser dono de uma empresa que agencia jogadores e ter atletas no Corinhtians. A Luis Fernando Assessoria, por exemplo, adquiriu pelo menos 40% dos direitos econômicos de Malcom (depois teria repassado 5% para outra empresa). Assim, aos olhos de Citadini, Garcia seria um candidato de oposição que teria que defender algumas ações da situação, como as negociações com seu irmão. Por sua vez, Roque poderia atacar livremente o fato de o clube negociar jogadores da base com empresários e até conselheiro, caso de Luis Fernando e que configura relação proibida pelo estatuto alvinegro.

Uma das bandeiras de Citadini é o fim das negociações dos direitos de jogadores da base e a diminuição do número de comissões pagas a empresários.

Nesse cenário, a missão de Paulo é mostrar que sua campanha tem musculatura para sobreviver sem Citadini e com o peso da doação de uma de suas empresas para Andrés somado à carga de ter um irmão empresário e conselheiro com jogadores no Corinthians. A eleição acontece em fevereiro de 2015.


Principal cabo-eleitoral de presidente corintiano se aproxima de líder da oposição
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O empate sem gols entre Vasco e Corinthians pela Libertadores, na semana passada, serviu de pano de fundo para a aproximação de líderes dos grupos até então mais distantes na política corintiana.

Prela primeira vez, o opositor Antonio Roque Citadini abriu as portas de sua casa para receber André Luiz de Oliveira, o André Negão, um dos homens de confiança de André Sanchez. Um abismo político separava ambos.

O encontro foi interpretado por conselheiros corintianos como mais um sinal de que seguidores de Andrés Sanchez não falam mais a mesma língua do atual presidente, Mário Gobbi.

André é visto no clube como principal puxador de votos de Gobbi. Foi seu cabo-elitoral a pedido de Andrés, mas perdeu o cargo de diretor administrativo na nova gestão. Está fora da diretoria por não ser afinado com o presidente. Caso supere antigas divergências com Citadini, ele pode construir com a oposição uma nova e forte ala, já apelidada de “chapão”.

“Foi só um jantar, fui lá para comer uma galinhada e assistir ao jogo. Não conversamos sobre política, por enquanto”, disse André ao blog, deixando no ar a possibilidade de uma composição no futuro.

“Sei que as pessoas falam na formação de uma nova chapa já pensando na próxima eleição, mas não existe nada disso. Recebi pconselheiros de todas as correntes na minha casa, e o André foi um deles”, afirmou Citadini.

Apesar da aproximação, ninguém quer falar de política publicamente antes de a Libertadores terminar. A oposição teme ser acusada de gerar uma turbulência capaz de atingir o elenco e levar a culpa em caso de eliminação.


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