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Arquivo : Arnaldo Tirone

Conselho do Palmeiras fará sindicância sobre comissão para agente errado
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Perrone

Com José Edgar de Matos, do UOL, em São Paulo

O Conselho Deliberativo do Palmeiras vai abrir sindicância para apurar possíveis responsabilidades de dirigentes no caso envolvendo o pagamento de comissão pelo volante Wesley. A operação feita em 2012, durante a gestão de Arnaldo Tirone, foi parar na Justiça com o clube acusado de não pagar os valores devidos a um agente envolvido no negócio. Em sua defesa, os cartolas alviverdes alegaram ter pago o empresário errado. 

Na ocasião, o alviverde pagou R$ 1,3 milhão de comissão a Maickel Portela, que seria representante daempresa MKT Brasil. Porém, neste mês, a Justiça determinou que o clube pagasse a mesma quantia para Renee Pinheiro, que se apresentou como dono da empresa e alegou que o dinheiro nunca foi pago para ela. Ou seja, o Alviverde teria feito o acerto com o empresário errado.

Ao blog, Tirone afirmou que o Palmeiras tratou do caso com o agente que tinha autorização do Werder Bremen (time vendedor) e que o clube deve mesmo fazer uma apuração para esclarecer os fatos. O ex-presidente disse ainda que também está apurando o episódio e que, se o clube pagou a quem não devia, o recebedor precisa devolver o dinheiro. Leia a entrevista com ele no fim do post.

A derrota na Justiça incomodou conselheiros especialmente porque o juiz Gustavo de Carvalho afirmou não ser minimamente crível que um clube como o Palmeiras pudesse agir de maneira tão “amadora” no tocante a uma de suas atividades mais corriqueiras, a contratação de jogadores. Ele afirma ainda que não há elementos nos autos que indiquem que Portela, “se é que recebeu algo”, agiu em nome da empresa.

Indignados, membros da nova oposição palmeirense, formada por conselheiros que tentaram barrar a candidatura de Leila Pereira a uma cadeira no Conselho Deliberativo, alegando irregularidade na candidatura, passaram a cobrar a abertura de sindicância sobre o caso.

“Já pedi ao departamento jurídico que me apresente todos os documentos referentes a essa situação. Assim que eu receber, vou formar a comissão de sindicância. Ela vai apurar o que aconteceu e apresentar sua decisão ao Conselho Deliberativo, que vai decidir o que fazer”, disse ao blog Seraphim Carlos Del Grande, presidente do órgão.

Entre as medidas que podem ser tomadas, estão punições a quem for considerado culpado pelo prejuízo ao Palmeiras e pedido de ressarcimento de dinheiro na Justiça.

Abaixo, leia entrevista feita por troca de mensagens pelo celular com Tirone sobre o assunto.

Blog – Qual a sua opinião sobre a decisão do presidente do Conselho de abrir sindicância para apurar o motivo para o Palmeiras pagar o empresário errado na compra de Wesley?

Arnaldo Tirone – Não tenho nada contra a abertura de sindicância para apurar os fatos. Muito pelo contrário, uma apuração aprofundada e realizada com isenção vai esclarecer todos os pontos. O Palmeiras deve apurar, sim, esses fatos.

Blog – O que o senhor achou da decisão do Juiz obrigando o Palmeiras a pagar de novo a comissão e dizendo não ser crível o pagamento errado?

Tirone – Ainda não tenho visão integral do processo e por isso não consigo dizer em que contexto essa frase foi dita. Já pedi para o meu advogado levantar integralmente o processo e, quando eu tiver essa visão, vou poder me manifestar. Também estou levantando informações com todos os que estiveram diretamente ligados a essa contratação. O fato é que o Palmeiras tratou com o empresário que tinha autorização do Werder Bremen para negociar o Wesley.

Blog – O que aconteceu para o pagamento ser feito ao agente errado?

Tirone – Como já te disse, estou apurando para não cometer injustiças. Mas o fato para mim é muito simples: se o Palmeiras pagou a quem não devia, quem recebeu tem que pagar para o Palmeiras.

 


‘Vi contratações piores que a do Wesley no Palmeiras’, diz ex-presidente
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Leia abaixo entrevista concedida ao blog por Arnaldo Tirone, ex-presidente do Palmeiras.

O senhor disse no COF (Conselho de Orientação e Fiscalização) que não pediu para Antenor Angeloni (empresário e presidente do Criciúma) assinar a garantia bancária dada ao Werder Bremen para o Palmeiras contratar Wesley?

Nunca pedi nada pra ele. O MOP (sistema pelo qual torcedores ajudariam na compra do volante), para poder operar, tinha que estar com o jogador no nome do Palmeiras. Mas o clube não tinha as garantias que o Werder Bremen pedia. Então ,ele [Angeloni] foi lá e deu a garantia. Mas não temos nenhum documento lá disso, não tem nada assinado. Ele fez isso visando ter lucro com o jogador.

Muitos conselheiros, torcedores e alguns jornalistas consideram que a compra do Wesley foi a pior contratação da história do Palmeiras. O jogador custou R$ 23 milhões (Angeloni cobra cerca de R$ 20 milhões na Justiça alegando que pagou ao Werder Bremen e não foi ressarcido) e saiu de graça para o São Paulo porque seu contrato acabou. Concorda que foi o pior negócio?

Não concordo. Na época ele tinha ido muito bem no Santos, saiu muito bem pra Alemanha. O Palmeiras não tinha condições de contratar o jogador, então tentou o Mop. Não concordo mesmo que foi o pior negócio de todos os tempos. O jogador foi muito bem até por um período na gestão do atual presidente. Foi muito bem na Série B. No ano passado, ele foi bem até a metade da temporada, depois, fizeram muita polêmica, começaram a falar que foi a pior negociação de todos os tempos e acho que isso deu uma desanimada nele. A indecisão sobre ele renovar acho que também atrapalhou um pouco. Mas não concordo que foi a pior contratação.

Viu contratações piores no Palmeiras?

Vi, mas não vou dizer nomes, não vou ficar falando.

O senhor acha que na época o Wesley valia mais de R$ 20 milhões?

Não acho que valia. A primeira vez me ofereceram, em 2011, ele viria por empréstimo com parte do valor do passe mas o clube endureceu e quis só vender, daí desistimos. Em 2012, ofereceram o jogador, um investidor traria, mas na hora roeu a corda, e aí pareceram essas pessoas do MOP que tinham negócio montado no São Paulo e que não deu certo. Daí trouxeram a ideia pro Palmeiras, e nós tentamos.

Então o senhor achava que não valia mais de R$ 20 milhões, mas contratou?

Não é que não valia, é que o Palmeiras não tinha esse dinheiro. O problema foi a crença de que o negócio vingaria, mas não vingou. A gente acreditava que a torcida iria abraçar a ideia do MOP, mas não abraçou. Naquele momento o departamento de futebol achou que era importante para o time.

O Palmeiras deveria ter renovado com o Wesley?

Não sei o que aconteceu, não falei com o Wesley pra saber porque ele não renovou. Então, não quero entrar nesse mérito.

O senhor se arrepende de ter contratado Wesley?

Não me arrependo. Achei que era correto, na vida não acertamos tudo. Naquele momento fizemos a coisa certa. Wesley não deu certo em termos porque foi muito aproveitado pelo time.

O Palmeiras não deve pagar o que o Angeloni pede na Justiça?

É uma questão jurídica, acho que o Palmeiras tem que brigar pelos direitos dele. Tem que analisar tudo com calma.

Incomoda quando dizem que foi a pior contratação da história?

Não fico muito confortável, não me deixa satisfeito porque a história sempre tem dois lados. Alguma pessoas entendem que foi a pior, outras não. Tem outros jogadores que acho que não foram bons para o Palmeiras. Pro clube, cada um tem uma maneira de justificar o que não dá certo. Quem contratou não fui eu, foi o Palmeiras, por solicitação da comissão técnica. Existia uma grande solicitação da torcida. O Wesley era importante para o meio do Palmeiras. O time precisava se reforçar. No primeiro ano da minha gestão, quando vi que o time estava indo falei não vou fazer movimento grande para não onerar mais o clube. No segundo ano, achei que tinha quer reforçar o time. Tanto que contratamos o Henrique e deu lucro, falavam que era mau negócio e não foi. Só não vendemos o Barcos na minha gestão porque achamos que precisávamos dele pra fazer gols. Depois, ele saiu para o Grêmio num negócio com seis jogadores, que não sei como foi feito.

Estão colocando um carimbo na sua testa de pior negociação da história por questões políticas?

Podem colocar carimbo numa porção de coisas que possam acontecer no Palmeiras. O dirigente não acerta em tudo. Quando fui campeão da Copa do Brasil fui carimbado como campeão e depois como rebaixado. Agora é melhor tentar acertar do que não fazer nada. E a torcida pediu o jogador. O Wesley naquele momento tinha um apelo, então fizemos o que deveríamos fazer. Não ficaria de braços cruzados.


Ex-presidentes pedem para Palmeiras jogar “sem arma na cabeça”
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O blog ouviu três ex-presidentes do Palmeiras sobre a fase atual do time, lanterna do Brasileirão. Luiz Gonzaga Belluzzo, Arnaldo Tirone e Mustafá Contursi defendem um esforço para diminuir a pressão psicológica sobre a equipe. A seguir, o que cada um deles diz.

 

Luiz Gonzaga Belluzzo

 

Pressão pela saída de José Carlos Brunoro, principal executivo do clube

“Esse não é momento para ficar colocando culpa. Temos que nos concentrar em apoiar o time. Senão, o combustível nesse campeonato não vai ser bom, se houver esse bate-boca, essas brigas que infelicitam o clube há muitos anos. Temos que apoiar. Não adianta discutir se é o Brunoro, se é não sei quem. Temos que apoiar e só. Não tem jeito, o que nós vamos fazer? Temos que escapar disso, é o primeiro passo. Depois discutimos a eleição. A questão é o clube e a torcida que não podem ser submetidos outra vez ao desgosto de uma queda. O que tem que ser feito, quem sabe é quem está lá dentro. Não vou dar a ‘solucionática’ porque não sou disso”.

O time

“Não é pior do que muitos que estão na frente. Então, há o problema de estado de espírito, o time entra um pouco cabisbaixo. Não tem muito espaço pra fazer muita coisa. Quem é que você vai contratar? Talvez Ronaldinho Gaúcho, que tá dando sopa por aí. O que quero dizer é o seguinte: precisa botar esse time pra funcionar. Contra o Sport, começou bem. Aí tomou um gol e se desfez. Parecia o time do Brasil no 7 a 1. Se as pessoas pensam que estado de conflito no clube não passa para o vestiário, estão enganadas. Então você precisa fazer o gesto de confiança nos jogadores. As pessoas ficam falando mal do atleta no Twitter, essas coisas chegam no vestiário, esse tipo de atitude crítica só agrava situação”.

 

Arnaldo Tirone

 

Técnico

“Teve uma grande mudança no elenco, um técnico novo, que tem um currículo de treinador bem sucedido. Mas não depende só do técnico, não é ele que faz gol, não é ele que bate pênalti. Se o técnico estiver motivado, ele tem que continuar. Trocar de técnico, só se os resultados não aparecerem daqui pra frente. Acho que o próprio treinador não vai ter ânimo de continuar”.

Pressão

“Quanto mais houver pressão sobre os jogadores, pior. O Palmeiras já perdeu no passado com essa pressão. Você trabalha com uma arma na cabeça, fica muito mais difícil para desempenhar o seu trabalho. O Palmeiras está num ano de centenário. Todo mundo cobra. Novos jogadores que chegaram, não conseguiram jogar o que parece que eles sabem. O fator psicológico interfere. Contra o Sport, o Palmeiras começou bem. Uma bola errada, um vacilo, tomou o gol. Isso influencia. Fora de casa mais ainda, e com o revólver na cabeça, porque o time está jogando pressionado”.

Rebaixamento em 2012

“Já passei por uma situação dessas. Naquela época, também foi muito complicado. Nós fizemos de tudo. O que a gente precisa nesses momentos é manter a calma, a atenção. Na minha época foi diferente porque a gente vinha de um título importante, que provocou um certo relaxamento no time. Além disso, perdemos nove ou dez jogadores contundidos. A tensão, a pressão de hoje é parecida com a que nós passamos, mas o momento é diferente porque o Brasileiro ainda tem 55% pra ser jogado”.

Contas para escapar

“Acho que a cada dois jogos tem que ganhar um. Daqui pra frente tem que ter dez ou 11 vitórias”.

Pressão pelo centenário

“O que aconteceu com a seleção? Também tinha essa pressão pra ser campeã mundial. O fator psicológico influenciou. Não sei se agora é parecida, mas o Palmeiras acumulou a pressão do centenário, que é dia 26, com esse momento do time. Todo mundo tinha uma expectativa, o Palmeiras tem que montar um time para o centenário… O atual presidente vem tentando fazer isso, na filosofia da atual diretoria. Ele contratou um técnico que eu também até contrataria. E esse técnico indicou vários jogadores. É complicado porque agora tem que dar certo, se trouxe os jogadores, tem que dar certo. Se chegar outro, técnico tem que aproveitar os jogadores que o clube tem. Tem que dar oportunidade para esses jogadores engrenarem.

O time

“O Palmeiras vem mostrando uma cara de time que quer jogar futebol, mas às vezes falta aquela confiança, entrosamento, falta aparecer aquela qualidade que parece que os jogadores têm. A torcida precisa ter paciência. A primeira coisa é o time não perder a motivação. Os jogadores precisam acreditar no trabalho, acreditar que podem vencer. E o técnico também”.

Pressão pela saída de Brunoro

“Uma época, o presidente Paschoal Giuliano, que foi vencedor, ganhou vários títulos com a segunda Academia, tinha um técnico que era muito amigo dele. Não sei se o Rubens Minelli ou o Oswaldo Brandão. O Palmeiras não vencia havia uns cinco jogos. Ele chamou o técnico e falou: ‘você é muito meu amigo, mas estão me cobrando. O time não está vencendo, além da torcida, a minha diretoria, o conselho estão me cobrando. Eu não posso ir embora. Quem tem que ir embora é você’. E mandou o cara embora. Então, não quero falar do Brunoro. Ele tem um passado na época da Parmalat. Quem tem que decidir é a diretoria. Brunoro tem pessoas contra e a favor. Quando contratei o César Sampaio também tinha gente que não queria a permanência dele. E mantive até o final”.

 

Mustafá Contursi

 

 Técnico

“Filosoficamente, sempre fui pela permanência do treinador em qualquer circunstância. No ano em que trocamos três, com uma equipe boa, em 2002, nós tivemos aquele percalço da Série B. Tivemos Murtosa, Vanderlei Luxemburgo e Levir Culpi. Acho que o treinador precisa ter tempo”.

As causas

“Os acontecimentos de agora não são um reflexo só do campo. Dificuldades econômicas, algumas coisas que não podem ser feitas por causa da falta de dinheiro… O fato é que o clube está desorganizado administrativamente e financeiramente. Enquanto isso não se equilibrar… Não vejo o Palmeiras, historicamente organizado, conseguir se organizar nessas dificuldades. Você tem percebido os meus comentários de anos de que enquanto o clube continuar com o desperdício, continuar com os histerismos momentâneos, com desequilíbrio financeiro, nós não vamos nos organizar. Não sei por qual motivos andamos fazendo investimentos em milhões de euros em jogador, se hoje a relação é só contratual. Não é só questão de contratar jogador, há um inchaço em todos os quadros do clube”.

Próximos passos

“Agora é emergência, luta, muita calma, transmitir confiança ao elenco. Tem que definir quem são os atletas que têm que participar desses jogos, definir a formação titular, tem que ter uma ordem. Não vou fazer um tratado sobre futebol, porque sou cartola e cartola desprezível (risos). Quem tem que resolver isso são os profissionais”.

Pressão no centenário

“Não pressiona, acho que não. Sou muito frio nessas circunstâncias. É um ano como qualquer outro. Claro que é uma marca, mas não significa que é uma obrigação. As circunstâncias que foram comprometendo o centenário são dos últimos anos, não são de agora. Foram deteriorando até chegar nesse momento. Nada começou no dia primeiro de janeiro. Talvez até algumas coisas que venham da minha presidência. O centenário talvez seja a vítima”.


Palmeiras tem investigação sobre motivos para saída de Barcos
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Versões conflitantes sobre a saída de Barcos vão gerar investigação por parte do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização) do Palmeiras. Os integrantes do órgão decidiram confrontar os relatos da nova diretoria sobre a saída do argentino com declarações de seus antecessores.

Barcos já virou ídolo no Grêmio

O problema é que a atual direção diz que vendeu o principal ídolo do time porque corria o risco de perder o jogador de graça. Temia que ele entrasse com uma ação na Justiça para pedir rescisão alegando atrasos em seus vencimentos de outubro a janeiro.

Na direção oposta, o ex-presidente Arnaldo Tirone nega  atraso de quatro meses. Afirma que Paulo Nobre não tinha motivos para temer perder o atleta na Justiça.

Instalada a confusão, os membros do COF resolveram pedir documentos que ajudem a reconstruir a situação do argentino. Também querem ouvir dirigentes atuais e antigos para confrontar as versões.

A alegação de que Barcos saiu por causa das dívidas amenizou as críticas da torcida contra Nobre, que acabara de assumir a presidência. Os “cofistas” afirmam que o esclarecimento é fundamental para que seja possível analisar se a negociação foi boa ou ruim para o alviverde.


Conselho de Fiscalização do Palmeiras estuda “engessar” novo presidente como fez com Tirone
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Integrantes do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização) do Palmeiras querem “engessar” as ações do presidente Paulo Nobre como aconteceu no fim da administração de Arnaldo Tirone.

A ideia do grupo é convocar uma reunião do Conselho Deliberativo para tentar aprovar uma medida controladora. Ela obrigaria o novo presidente a apresentar garantias de que tem como pagar por novas contratações. Ele também teria que pedir autorização de uma trinca de “cofistas” antes de vender jogadores, fazer empréstimos e antecipar receitas.

Nos últimos dias de Tirone no cargo, o cartola teve dificuldades para contratar por causa das exigências feitas pelo COF.

No caso de Nobre, a ideia começou a ser discutida após a polêmica transferência de Barcos para o Grêmio antes que estivessem definidos os jogadores que seriam envolvidos na negociação como parte do pagamento.


Conselheiros do Palmeiras pedem abertura de processo para expulsar sócios que hostilizaram Tirone
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Conselheiros do Palmeiras pressionam a comissão de sindicância do clube a abrir um processo contra sócios que hostilizaram o ex-presidente Arnaldo Tirone neste sábado.

Eles pedem a expulsão desses associados. Pelo menos um deles já foi identificado. Curiosamente, a campanha tem o aval de muita gente que se voltou contra o ex-presidente depois de votar nele. Pregam que o clube precisa de ordem.

Porém, a inflamada defesa a Tirone revela também o instinto de preservação dos conselheiros. Como a partir da próxima eleição para presidente o associado terá direito a voto, eles temem virar peça decorativa no Palestra Itália.

Outro ingrediente que reforça a caça aos que esculacharam Tirone é a escalada de violência no clube, que teve até cadeiradas no ano passado. Como escrevi aqui, o ex-presidente precisou da ajuda de seguranças para ir embora após eleição do Conselho.


Pelas contas de ex-presidente do Palmeiras, R$ 1,4 mi economizado com dispensas bancaria Riquelme e mais reforços
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Pelas contas do ex-presidente  Arnaldo Tirone, o  Palmeiras poderia contratar Riquelme sem passar aperto. Ele calcula ter enxugado a folha de pagamento em R$ 1,4 milhão com a dispensa de jogadores, além da troca de Felipão por Gilson Keina.

Para Tirone, como Riquelme ganharia cerca de R$ 450 mil mensais, o clube poderia trazer o argentino e ainda sobraria pouco menos de R$ 1 milhão por mês para gastar com salários de outros jogadores.

Na opinião deste blogueiro, Paulo Nobre acertou ao desistir do argentino. Não só por causa da falta de dinheiro no Palestra Itália.  Abortada a operação, a diretoria evita ciúmes de jogadores que tiveram pagamentos de direito de imagem atrasados.


Para cartola do Palmeiras, fim de proteção a Valdivia e cautela com Riquelme fazem time correr mais
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“Foi só a nova diretoria mostrar que não vai proteger o Valdivia e indicar que não quer o Riquelme para o time correr mais. Está explicado o rebaixamento.” A afirmação  é de um cartola palmeirense que participou da gestão de Arnaldo Tirone e que prefere não ser identificado.

A tese é de que a mão mole da antiga direção em relação a Valdivia e o interesse em Riquelme, já no final do ano passado, “desmotivaram” o elenco.  Jogadores que estavam sempre em campo não se conformavam com o fato de o chileno ganhar mais e ter suas mancadas perdoadas pela diretoria.

Para piorar, os direitos de imagem atrasaram. Mesmo assim, os cartolas foram atrás de Riquelme.  Os atrasos se acumulavam enquanto Arnaldo Tirone estava na argentina para negociar com o ex-jogador do Boca. Já a equipe estreava mal no Paulista.

Nas primeiras horas de seu mandato, Paulo Nobre deixou claro que as dificuldades financeiras do clube poderiam afastar Riquelme.

Ao mesmo tempo, Valdivia perdeu seus padrinhos na diretoria. Ouviu recados do técnico e do presidente e viu a contratação de José Carlos Brunoro, que num passado recente fez críticas ao chileno. Em seguida, o time venceu o Oeste por  3 a 1.

O mesmo dirigente acredita que se Felipão tivesse sido mantido, o time não cairia, porque ele tem mais experiência para lidar com a insatisfação dos boleiros do que Gilson Kleina. Se bem que depois da Copa do Brasil Scolari não conseguiu harmonizar o vestiário.

Scolari à parte, a avaliação é de que com medidas simples e óbvias o novo presidente conseguiu injetar ânimo na equipe em poucas horas, algo que a antiga diretoria não fez nos meses finais do Brasileirão.


Novo presidente do Palmeiras já tem R$ 8 milhões de contas de dezembro atrasadas para pagar
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De cara, Paulo Nobre terá um problema de aproximadamente R$ 8 milhões para resolver no Palmeiras. Esse é o valor de contas que venceram em dezembro e não foram pagas, conforme apurou o blog.

“O COF (Conselho de Orientação e Fiscalização) recomendou que a gente não antecipasse mais receitas. Avisei que não conseguiria pagar algumas contas”, afirmou ao blog o ex-presidente do clube Arnaldo Tirone.

“Todos antecipam receitas e, se o próximo presidente não antecipar, vai ter que colocar dinheiro do próprio bolso para tocar o clube”, completou o ex-dirigente.

Até o fim do mês, de acordo com estimativa do COF, serão pelo menos mais R$ 7 milhões de contas vencidas chegando às mãos do novo presidente.


Tirone deixa conta de R$ 16,3 milhões da compra de Wesley para sucessor pagar
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Quem vencer a eleição desta noite no Palmeiras terá uma série de dívidas feitas pelo antecessor, Arnaldo Tirone, para pagar. Uma das maiores contas que sobrarão para Décio Perin ou Paulo Nobre é o pagamento dos direitos econômicos de Wesley.

A atual diretoria parcelou a compra, no valor de cerca de 6 milhões de euros (R$ 16,3 milhões), em três prestações. E a primeira só vence em junho deste ano.

A dívida é resultado daquela operação feita por uma empresa para arrecadar junto à torcida os milhões necessários para a compra. A campanha levantou apenas cerca de R$ 800 mil, que nem acabaram sendo cobrados pelo clube. Foi só uma das ações desastrosas que marcaram a administração de Tirone, campeão da Copa do Brasil. Confira outras atitudes do cartola que deram o que falar:

Maikon Leite – Com medo de o Santos pagar a multa prevista no pré-contrato feito por seus antecessores com o atacante, Tirone fez um novo acordo. Aumentou o salário prometido ao jogador e ofereceu mais cerca de R$ 1,5 milhão de luvas.

Tietagem – Após vitória do Palmeiras sobre o Santos, na Vila Belmiro, o presidente palmeirense foi para o CT alvinegro, onde parte dos jogadores tinha deixado seus carros. Obteve permissão para entrar numa área reservada com seu filho e amigos do jovem que queriam autógrafos de um rival: Neymar.

Demissão fantasma – Por mais de uma vez, anunciou a seus colaboradores que afastaria o vice Roberto Frizzo do futebol. Chegou a fritar o cartola publicamente, mas seguiu com ele até o fim.

Voto caipira – Em reunião na Federação Paulista, provavelmente distraído, votou junto com os times do interior que queriam renda dividida nos mata-matas da competição. Deu a vitória aos pequenos. Os grandes defendiam 60% da renda para os vencedores dos jogos.

Mão no fogo – Autorizou a entrega de cópias de contratos de marketing do clube para uma profissional que prometeu apresentar um projeto para o Palmeiras. Ela acabou sendo acusada de usar os documentos como garantia para levantar dinheiro com investidores e de não ter quitado a dívida. Nada de projeto.

Cadeira vazia – Não apareceu na reunião do Conselho Técnico do Campeonato Paulista. Frizzo também não participou do encontro.

Cancelado – O Palmeiras receberia uma homenagem pelo título da Copa do Brasil na festa de encerramento do Brasileirão. Os organizadores cancelaram a ação alegando que o presidente do clube não chegou com a antecedência necessária. Tirone, por sua vez nega. Diz que chegou cedo e ficou até o fim do evento.

Quem manda? No auge da fritura de César Sampaio, enviou o funcionário Marcos Bagatela para acertar a contratação de Gilson Kleina. Depois da contratação, o interlocutor mudou. Passou a ser Sampaio, que voltou a se entender com o presidente. Kleina não deve ter entendido nada.

Pé na areia – Um dia após o rebaixamento do time para a Série B, foi fotografado pela revista Veja na praia do Leblon, no Rio. Chegou a negar em entrevista que estivesse lá, depois admitiu o passeio.

Barbeiragem – Se recusou a receber diante das câmeras carro da Chevrolet, patrocinadora do Paulistão, e concorrente da Kia, parceira alviverde. Mais tarde, retirou o veículo. Estava no banco de passageiros, enquanto um de seus diretores assumiu o volante. O motorista bateu o automóvel antes de sair do estacionamento.

 Saideira – A três dias do final de seu mandato foi para a Argentina apresentar uma proposta para Riquelme. O contrato está sendo redigido e deve ser entregue para seu sucessor decidir o que faz.