Blog do Perrone

Arquivo : assembleia

Promotor vê manobra ardilosa da CBF para reduzir poder de clubes
Comentários Comente

Perrone

Para o promotor Rodrigo Terra, do Ministério Público do Rio, a CBF adotou “manobra ardilosa para reduzir o poder de participação dos clubes e consequentemente dos torcedores na gestão do desporto”. A afirmação está escrita na ação civil pública proposta por ele contra a confederação. Por meio dela, o MP pede a anulação da assembleia feita em março sem a presença das agremiações. A reunião deu peso maior de voto para as federações na eleição presidencial da entidade. Também é solicitado, primeiro liminarmente e depois definitivamente, o afastamento de todos os diretores. Um interventor seria nomeado pela Justiça para conduzir novas eleições. A CBF nega irregularidades.

Terra também quer que a entidade presidida por Marco Polo Del Nero seja condenada a pagar R$ 100 mil para compensar dano moral coletivo sofrido por torcedores consumidores. O dinheiro seria repassado ao fundo de reconstituição de bens lesados.

Em outro trecho da ação, revelada pelo UOL, Terra declara que “foi violando o princípio da transparência e da boa-fé que a entidade ré realizou assembleia, que sem contar com o colégio eleitoral obrigatório (faltaram os clubes), sequer convocado, viabilizou a perpetuação da atual direção no poder”.

Na ocasião, a CBF convocou apenas as federações alegando se tratar de reunião administrativa. Porém, alterou as regras eleitorais dando peso três para os votos das entidades estaduais, dois para os dos times da Série A e um para os das equipes da segunda divisão. Antes só votavam federações e clubes da elite.

Golpe

Pelo novo formato, as federações passam a ter 80 votos contra 60 dos clubes. De acordo com o promotor, a manobra impede a alternância de poder na confederação, já que os clubes jamais serão maioria diante das federações. Ele lembra que as entidades estaduais têm histórico de atender aos desejos da CBF.

Segundo Terra, a manobra foi “um verdadeiro golpe na transparência e na boa fé, que devem animar a atuação dos fornecedores de serviço”, no caso a confederação.

Ele também rebate argumento apresentado pela confederação durante o inquérito alegando que o fato de os clubes não terem questionado formalmente o procedimento de convocação e as mudanças estatutárias prova que não houve irregularidade. Os protestos foram apenas verbais. Para o promotor, é irrelevante existir ou não questionamento sobre a lisura da assembleia.

A ação teve origem em representação do deputado Otávio Leite (PSDB-RJ) sobre o tema.

Autonomia da CBF

O membro do MP ainda sustenta que sua ação não fere a autonomia de uma entidade privada. “Não há autonomia para a prática de ilegalidade”, escreveu ele. Terra também explica que pretende anular um ato que feriu o Estatuto do Torcedor, o Código de Defesa do Consumidor, a Lei Pelé e a Constituição. O objetivo é fazer valer a participação do consumidor (torcedor) na gestão do esporte por meio dos clubes ao qual são associados. Toda sua argumentação leva em conta que a CBF é prestadora de serviços e que os torcedores são consumidores. Assim, o Ministério Público está no seu papel de regular essa relação.

Outro lado

Por sua vez, a confederação emitiu nota nesta segunda na qual dizia reafirmar sua absoluta convicção de que a convocação e as decisões tomadas na assembleia obedeceram a todos os procedimentos previstos em lei. “Opinião avalizada por pareceres de alguns dos juristas mais importantes deste país”. Disse ainda reiterar sua tranquilidade em relação à tramitação do processo e à decisão do poder judiciário. Até então, a entidade não tinha sido notificada sobre a ação.


Cartolas tentam união contra CBF, mas são vistos com descrença por colegas
Comentários Comente

Perrone

Dirigentes dos principais clubes do país batem cabeça na tentativa de reagir à mudança estatutária na CBF que reduziu o poder de voto deles diante das federações.

Parte dos cartolas tenta marcar reunião para decidir uma postura coletiva contra Marco Polo Del Nero, mas é vista com descrença por outros colegas. Os descrentes não enxergam capacidade de união na classe, além de entenderem que não há como fazer a entidade voltar atrás na decisão que deu peso três aos votos das federações, dois aos dos times da Série A e um aos da B. Isso sem convocar as equipes para a assembleia que definiu a alteração.

O ato foi irregular, segundo o deputado federal Otávio Leite (PSDB), porque, de acordo com sua interpretação, a Lei Pelé obriga a convocação das agremiações para as assembleias da confederação presidida por Del Nero.

No grupo de dirigentes que tentam combinar uma estratégia também existem divergências. Elas estão basicamente concentradas entre entrar com uma ação na Justiça para anular a assembleia ou fazer pressão política para tentar minar o presidente da CBF. A segunda opção é a preferida pelos que defendem uma postura firme, mas não acreditam em mudança pela via judicial.

Flamengo e Santos estão entre os clubes que tentam marcar um encontro de dirigentes para discutir o assunto. Atlético-MG e Grêmio fazem parte dos que não acreditam na capacidade dos clubes de se unirem a fim de tentar mudar a situação, embora estejam indignados com a CBF.

O gremista Romildo Bolzan Júnior, descontente com o fato de os clubes não terem sido chamados para a assembleia, avalia que era previsível que Del Nero fosse tentar mudar o estatuto para manter as federações com mais poder, mas acredita que os dirigentes não se mobilizaram para tentar impedir a manobra. Agora é tarde, na opinião dele. “Esta conversa de mudança estava correndo havia mais de um ano. Mas nós (clubes) não soubemos reagir. Antes de reclamarmos precisamos identificar nossos defeitos”, declarou Bolzan ao blog.

Para o presidente do Grêmio, mais do que uma ação pontual contra a CBF, sua classe precisa mudar a cultura de desunião que já resultou na implosão do Clube dos 13 e causou praticamente o mesmo na Primeira Liga.

Enquanto os dirigentes não se acertam, Otávio Leite, relator do Profut, lei que refinanciou a dívida fiscal dos clubes e alterou a Lei Pelé dando poder de voto na CBF também aos times da Série B, estuda como ir à Justiça para anular a assembleia. Antes da alteração na legislação só votavam times da primeira divisão e entidades estaduais, todos tinham o mesmo peso. Porém, as federações estavam em maior número no colégio eleitoral, o que assegurava mais poder a elas.


Enquanto procura técnico, SPFC vê até Dilma ser usada em nova ‘guerra’
Comentários Comente

Perrone

Enquanto procura um substituto para o técnico Edgardo Bauza, o São Paulo vive uma disputa política tão acirrada que parece que o clube irá escolher seu novo presidente no próximo sábado. Na verdade, a briga é pelos votos do associado para aprovar ou não uma reforma estatutária e referendar ou não todas mudanças no estatuto do clube desde 2003, o que pode encerrar uma disputa na Justiça até agora desfavorável para a situação, que tem poucas chances de reverter o quadro.

A briga tem gerado situações inusitadas e envolvido até personagem distante do Morumbi, como a presidente afastada Dilma Rousseff. Os dois lados se organizaram nas redes sociais, há ataques oposicionistas com vídeos enviados por celular e até já existe uma vítima que não faz parte do clube. Um colaborador da rádio Jovem Pan que perdeu sua vaga em um programa. Abaixo veja os lances mais curiosos dessa briga.

Fora do ar

Num grupo de conselheiros no wathsapp, membro da oposição postou uma entrevista com um colega, Olten Ayres de Abreu Júnior, defendendo o voto contra a reforma estatutária e o referendo. O entrevistador fala como se estivesse no programa do jornalista Flávio Prado na Rádio Jovem Pan. Só que a conversa nunca foi exibida na emissora e nem será. Situacionistas acusam a oposição de forjar uma entrevista para apresentar seu ponto de vista. Por sua vez, os oposicionistas suspeitam de que membros da situação agiram na emissora para impedir a veiculação da conversa e ainda conseguiram o afastamento do colaborador da rádio, um jovem que pediu para não ter a história publicada neste espaço. Ao blog, por e-mail, o jornalista Wanderley Nogueira disse que a entrevista foi feita por um dos colaboradores do programa de Prado sem autorização ou solicitação da emissora. E que quando Prado tomou conhecimento de que o áudio estava em redes sociais informou ao colaborador que não seria mais necessária sua participação no programa.

Leco igual a Dilma?

Também nas redes sociais, a oposição veiculou vídeo no qual a presidente afastada Dilma Rousseff aparece pedalando. Em seguida, são comparadas as pedaladas fiscais das quais ela é acusada e as pedaladas jurídicas, termo criado pelos opositores para batizar a assembleia marcada por Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, presidente são-paulino. A oposição alega que a única intenção do dirigente é fazer com que os sócios aprovem mudanças estatutárias feitas sem o consentimento deles para tentar encerrar ação na Justiça que anula todos os atos administrativos do clube desde 2004 por causa de alterações no estatuto que não passaram pelo voto dos associados. O processo pode anular o mandato de Leco e dos conselheiros causando a nomeação de um interventor. A situação responde classificando o vídeo de “mais uma baixaria” da campanha feita pelo opositores. E sustenta que objetivo principal da diretoria é mudar o estatuto para modernizar o clube.

Aidar dos dois lados

Outra situação curiosa envolve o ex-presidente Carlos Miguel Aidar, que renunciou no ano passado após uma série de denúncias. Numa das peças produzidas pela oposição ele aparece como defensor do “sim”, voto defendido por Leco. Só que a situação divulgou uma mensagem de celular atribuída ao ex-presidente na qual ele pede para um conselheiro dizer no clube que votará pelo “não”. Aidar não atendeu às ligações do blog. Mensagem enviada a ele sobre o assunto foi visualizada e não respondida.

Vira-casaca

Em outro vídeo divulgado pela oposição, Luiz Antônio da Cunha, que pediu demissão do cargo de diretor de futebol, declara que votará pelo não. O apoio do ex-dirigente foi um dos mais comemorados pelo grupo oposicionista.


Assembleia de SP autoriza empréstimo de R$ 360 mi para região do Itaquerão
Comentários Comente

Perrone

A Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou nesta terça projeto de lei que permitirá ao Governo do Estado fazer um empréstimo de até R$ 360 milhões para investir na região do futuro estádio do Corinthians.

A nova lei permite que o governo assine contratos de empréstimos com instituições financeiras internacionais e com as que são controladas pela União para investir em projetos específicos. Um deles é o Polo Institucional de Itaquera,.

O governo se comprometeu a investir na região R$ 397,9 milhões. Mas até agora, com a Copa do Mundo próxima,  só colocou R$ 37,9 milhões.  Por isso, houve esforço para aprovar rapidamente o projeto que permite os empréstimos internacionais. Ao todo, contando outras regiões, operações de R$ 3,3 bilhões devem ser feitas para permitir investimentos em transporte na cidade.

De acordo com o Diário Oficial de São Paulo desta quarta, o governo estadual avalia que 7,4 milhões de moradores serão beneficiados com as obras viárias na área em que está sendo construído o estádio corintiano.

O orçamento das obras na região já estourou em R$ 52 milhões. O custo, incluindo investimentos da prefeitura e do governo, está estimado agora em 530,2 milhões.


< Anterior | Voltar à página inicial | Próximo>