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Estafe de Neymar rejeita projeto de reaproximação de presidente do Santos
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O estafe de Neymar não vê chance de o jogador reatar relações com o Santos caso José Carlos Peres leve adiante seu projeto de retirar o nome do atacante e do pai dele de recurso que move no CAS também contra o Barcelona. O alvinegro pede suspensão de seis meses para o jogador além de uma multa de R$ 55 milhões de euros (R$ 239,7 milhões).

A ação foi proposta pela diretoria comandada por Modesto Roma Júnior sob a alegação de irregularidades na transferência do astro para o Barça.

Na avaliação de gente que cuida da carreira do camisa 10 da seleção brasileira, o presidente santista só fala em desistir do processo porque perdeu em primeira instância e não teria chances de reverter a derrota (isso na opinião da equipe de Neymar).

Nessa linha de raciocínio, a reaproximação só teria sido possível se a desistência tivesse ocorrido antes da decisão da Fifa favorável ao jogador.

Pouco depois de Peres assumir a presidência, ele chamou um integrante da equipe de Neymar para conversar sobre fazer as pazes. Na ocasião ouviu que seria necessária uma retratação pública, que nunca houve.

Peres nega que sua intenção seja motiva pela derrota inicial. Mesmo antes de assumir a presidência o dirigente prometeu se esforçar para reconstruir a relação com o ex-jogador Santista. Ele adota o discurso de que o clube precisa se relacionar bem com todos os seus ídolos.

Para a atual diretoria, a proximidade com Neymar pode ajudar o alvinegro até a atrair patrocinador.

Porém, entre os que trabalham com Neymar prevalece a tese de que o Santos desrespeitou quem eles consideram ser o maior ídolo da história do clube depois de Pelé e que isso é imperdoável.

A postura destoa do otimismo adotado por Peres depois de ele tentar se aproximar do jogador durante o período em que chefiou a delegação da seleção brasileira em Londres, gerando um “climão” com o atacante. A atual diretoria sustenta que só entrou com o recurso para não perder o prazo estipulado e correr o risco de prejudicar seus pedidos em relação ao Barcelona.


Projeto de Peres para retirar Neymar de ação enfrenta resistência no Santos
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A ideia de José Carlos Peres de apresentar ao Conselho Deliberativo do Santos um projeto para retirar o nome de Neymar e do pai do jogador de recurso contra ambos e o Barcelona no CAS (Corte Arbitral do Esporte) sofre rejeição de parte significativa dos conselheiros.

A contrariedade vem especialmente da oposição. Está baseada principalmente na tese de que o clube já gastou muito com advogados até aqui para desistir de parte do processo. E também pelo entendimento de que Neymar deve dinheiro ao alvinegro e precisa pagar. O argumento é de que ele, seu pai e Barcelona teriam fraudado a negociação relativa à transferência do atleta para diminuir a participação do Santos na venda. Os três negam terem cometido irregularidades.

A ação foi movida na gestão de modesto Roma Júnior, Nela, foi pedida suspensão de seis meses para o jogador, além de pagamento de multa no valor de 55 milhões de euros (cerca de R$ 239,7 milhões). A Fifa rejeitou o pedido. Então, já como presidente, Peres entrou com o recurso no CAS.

O presidente tentou se aproximar do jogador durante o período em que foi chefe da delegação brasileira em Londres, na última semana, na preparação para a Copa do Mundo. A tentativa gerou um “climão” com Neymar.

Peres encomendou um parecer jurídico para saber se pode excluir o atacante e seu pai do recurso. Se obtiver sinal verde dos advogados, ele pretende levar o assunto para o Conselho Deliberativo. No entanto, o cartola sabe que enfrentará resistência.

Em tese, o presidente não precisaria levar o tema para o conselho. Por isso, parte da oposição acusa o cartola de querer deixar para os opositôes o ônus de manter a briga com o jogador. Ele nega que seja essa a intenção.


Justiça espanhola cobra garantia de R$ 37 mi do Santos em ação da DIS
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A Justiça da Espanha cobra do Santos a apresentação de uma garantia em dinheiro no valor de aproximadamente 8,8 milhões de euros (cerca de R$ 37 milhões). O montante se refere a uma fiança bancária (depósito em juízo) exigida em maio do ano passado pelos espanhóis para assegurar que o clube teria como pagar eventual condenação em processo movido pela DIS relativo à transferência de Neymar para o Barcelona.

A assessoria de imprensa do clube alvinegro confirmou ao blog que a cobrança foi feita, porém negou que já tenha ocorrido pedido de bloqueio de contas. A ordem para que os santistas apresentem a garantia em espécie chegou no começo do mês.

Ainda segundo o departamento de comunicação da agremiação, a diretoria anterior não apresentou a garantia. Por isso, houve a nova determinação da Justiça espanhola para que ela seja apresentada agora em dinheiro. O caso está sob os cuidados de advogados que representam o clube no Brasil e na Espanha. A nota emitida pelo Santos não informa qual o prazo para cumprimento da ordem.

Procurado pelo blog, Modesto Roma Júnior, presidente santista na ocasião em que a fiança foi exigida incialmente, negou que não tenha apresentado as garantias. “Apresentamos bens para penhora, mas não lembro os detalhes agora. Não sei o que aconteceu depois, não estou mais acompanhando o caso”, declarou o ex-presidente.

Em 2017, a Justiça da Espanha determinou que o Santos apresentasse fiança de 4.304.000 euros. O clube brasileiro também deveria dividir com Odílio Rodrigues, presidente à época da negociação, Sandro Rosell e Josep Maria Bartolomeu, ex-presidente e atual da agremiação catalã, e Barcelona outra garantia de 4.513.000 euros. A assessoria do Santos não soube informar se no valor cobrado agora está também a fiança que envolve outras partes.

A DIS acionou a Justiça da Espanha por acreditar que houve uma manobra entre Santos, Neymar, Neymar pai e Barcelona para repassar para a empresa menos do que ela fazia jus na transferência como detentora de parte dos direitos econômicos do atacante.

Abaixo, leia nota enviada ao blog pelo departamento de comunicação do Santos sobre o assunto.

“O Santos FC esclarece que o caso refere-se aos autos do processo criminal apresentado pela D.I.S perante a Justiça espanhola. Meses atrás, quando solicitado que Santos e Barcelona apresentassem espontaneamente garantia financeira, a gestão anterior optou por não fazê-lo. Com isso, agora, há determinação da justiça espanhola para que se faça, sem que se trate, contudo, de bloqueio do valor. O montante para garantia é de EUR 8.817.557,00, correspondente ao vínculo estabelecido pelo Tribunal espanhol. O processo ainda está sob cuidado de escritórios especializados que defendem os interesses do Santos no Brasil e na Espanha”.

Com Samir Carvalho, do UOL, em Santos


Neymar foi o segundo jogador que mais rendeu ao Santos em 2017
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Vendido pelo Santos em 2013, Neymar foi o segundo jogador que mais rendeu aos cofres do clube em 2017. De acordo com o balanço financeiro do alvinegro referente a 2017, ele só fica atrás de Thiago Maia, negociado na temporada anterior com o Lille, da França.

As demonstrações financeiras da agremiação apresentam a relação de valores obtidos com venda e empréstimos de atletas, além de “outros mecanismos” em 2017. Estão registradas 17 operações. No total foram arrecadados R$ 78.632.000. Desse montante, cerca de R$ 32,07 milhões foram pagos ao Santos por causa da transferência do atacante do Barcelona para o PSG. O dinheiro é relativo ao mecanismo de solidariedade, criado pela Fifa para dar porcentagens de negociações a clubes formadores dos futebolistas.

Já a venda de Thiago Maia para os franceses colocou nas mãos dos santistas R$ 35.899.000. A quantia corresponde aos 70% dos direitos econômicos que pertenciam ao clube. Vale lembrar que, segundo o conselho fiscal do Santos, a agremiação se comprometeu a pagar cerca de R$ 4 milhões ao empresário Giuliano Bertolucci pela negociação, além de aproximadamente R$ 1,7 milhão para a MJF Publicidade, empresa da família Figer, de tradicionais agentes.

A Fifa determina que em cada venda de atleta 5% do valor pago sejam destinados aos clubes que participaram da formação do jogador entre 12 anos e  23 anos. A fatia de cada um é proporcional ao tempo em que ficaram com o jovem.

No cálculo de 2017 sobre negociações, o Santos contabiliza apenas o dinheiro já recebido. Por exemplo, se o atleta está sendo pago em prestações anuais, as parcelas futuras aparecerão nas próximas demonstrações financeiras.

No quadro denominado “contas a receber de negociações de atletas” estão anotados R$ 308 mil como parte do mecanismo de solidariedade relativo à venda de Paulo Henrique Ganso do São Paulo para o Sevilla. Essa quantia não tinha sido paga até 31 de dezembro. Aparecem como já pagos 170 mil euros (R$ 698,3 mil em valores atuais) pela mesma operação.

O balanço ainda não foi publicado e pode sofrer mudanças porque as contas referentes a 2017 foram rejeitadas nesta segunda pelo conselho deliberativo do clube. O ex-presidente Modesto Roma Júnior tem 15 dias para apresentar explicações e fazer eventuais correções.

 


Contas do Santos têm empréstimo de agente e dívida de boca com Robinho
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Nesta segunda (26), o conselho deliberativo do Santos vota se aprova as contas do clube referentes a 2017, último ano de Modesto Roma Júnior na presidência. O conselho fiscal da agremiação preparou parecer recomendando que os conselheiros reprovem as contas. Valores que envolvem Robinho, dinheiro emprestado por um influente empresário e até o direito do alvinegro receber uma pequena fatia relativa à venda de Neymar para o PSG fazem parte da celeuma.

Se houver reprovação, Modesto poderá apresentar explicações e fazer eventuais correções no balanço. O documento, então, voltaria ao conselho fiscal para uma nova avaliação e encaminhamento novamente ao conselho deliberativo. Caso seja mantida a reprovação, Modesto e seus diretores podem ser punidos com advertência, suspensão e até expulsão (possibilidade considerada remota por conselheiros).

O ex-presidente nega irregularidades. “Esse parecer é uma análise política e não técnica”, afirmou Modesto.

Já o atual presidente, José Carlos Peres, tem posição diferente. “Concordo com o parecer. O mais preocupante é que a gestão anterior entregou o clube com terríveis problemas financeiros, mas, com essa marca maravilhosa, levantaremos o clube rapidamente”, declarou o dirigente.

Abaixo conheça cinco pontos importantes dos 18 citados no parecer do conselho fiscal.

Empréstimo com empresário

Em um dos argumentos que embasam sua indicação pela reprovação das contas, o conselho fiscal cita que o Santos, na gestão de Modesto, fez empréstimos junto ao um agente que detém direitos econômicos dos jogadores e que outras “fatias” de atletas são dadas como garantia. Essa parte do relatório não revela o nome do parceiro. Porém, documentos anexados a ele e obtidos pelo blog, mencionam que o alvinegro pegou dinheiro emprestado com Giuliano Bertolucci.

Um dos principais empresários brasileiros e com influência na Europa, ele atua em diversas negociações ao lado do iraniano Kia Joorabchian, peso pesado internacional do ramo.

O empréstimo foi de R$ 6.163.000. De acordo com o conselho fiscal, além de se comprometer a pagar o valor até 31 de dezembro, o clube cedeu para Bertolucci exclusividade em eventuais vendas de Thiago Maia e Vítor Bueno. O agente receberia 8% de cada negociação.

O francês Lille comprou Thiago por 14 milhões de euros (cerca de R$ 57,1 em valores atuais). Ainda conforme dados anexos ao parecer, o Santos teve direito a 9,8 milhões de euros (R$ 40 milhões atualmente) por deter 70% dos direitos do atleta. Dessa quantia, foram separados aproximadamente R$ 4 milhões para a empresa Bertolucci Assessoria e Propaganda a título de intermediação. Porém, o conselho fiscal afirmou que o clube arcou integralmente com esse montante, sendo que sua responsabilidade seria apenas sobre 70%. Os outros 30% deveriam ser descontados do atleta, que também tinha participação nos direitos.

Bertolucci ainda não recebeu de volta o dinheiro do empréstimo. A dívida aparece no balanço, ainda não publicado, no valor de R$ 6.338.000 na relação de débitos com terceiros. O documento aponta que Thiago também não recebeu a sua parte (cerca de R$ 14,4 milhões).

“O clube precisava de dinheiro e pegamos emprestado com o Bertolucci. Ele cobrou juros bem menores do que os de banco. Não pagamos porque não tivemos dinheiro”, disse Modesto. Sobre o Santos ter arcado sozinho com 8% de comissão, o ex-presidente afirmou que isso ocorreu porque há uma disputa na judicial envolvendo empresários pelos 30% que pertenciam ao atleta. “O valor teve que ser descontado só do Santos até que a questão na Justiça se resolva”, declarou.

Acerto de boca com Robinho

O conselho fiscal aponta em sua análise que dos R$ 3.294.614 que o Santos se comprometeu a pagar em acordo para quitar dívida com Robinho, em junho de 2017, cerca de R$ 1,4 milhão não aparece nos contratos firmados com o atleta. No trato, a quantia está registrada como diferença de remuneração.

“Segundo informações de representantes do departamento contábil e jurídico, em reunião de esclarecimentos com membros do conselho fiscal, teria sido um acordo verbal entre o presidente (à época Modesto) do CG (comitê de gestão) e o atleta, sem qualquer formalização”, diz documento anexo ao parecer.

O ex-presidente confirma que havia acertado verbalmente o pagamento dessa quantia com o Robinho. “Foi para completar a diferença entre o que ele recebia no Milan e no Santos”, disse Modesto.

Para o conselho fiscal é “descabido o pagamento de qualquer valor, por menor que seja sem documento de suporte”.

Mecanismo de solidariedade por Neymar

O parecer contrário à aprovação das contas menciona ressalva feita ao balanço de 2017 do Santos pela empresa de auditoria Macso Legate referente à quantia recebida pelo clube pela transferência de Neymar do Barcelona para o PSG.

Em dezembro, a auditoria identificou dívida de R$ 1,7 milhão com a empresa Quantum Solutions Limited, com sede em Malta. Segundo análise dos auditores contratados pela diretoria, o débito se refere à intermediação para que o alvinegro recebesse quantia referente ao mecanismo de solidariedade pela nova transferência de Neymar.

“Exceto por algumas trocas de correspondências eletrônicas, até o encerramento de nossos trabalhos, não obtivemos documentação, como relatórios ou documentos formais entre a Quantum e o PSG que atestem a efetiva prestação de serviços de intermediação”, diz a ressalva assinada pelos auditores. “Não sei que outro documento teria (para a empresa de auditoria examinar)”, afirmou Modesto. Ele nega irregularidade na operação e sustenta que é uma exigência da legislação francesa contratar uma empresa para intermediar o recebimento da quantia relativa ao mecanismo de solidariedade.

O conselho fiscal alega que em janeiro foi informado pelo departamento jurídico do clube, já sob a batuta do novo presidente, sobre supostas irregularidades nessa operação. O órgão, então, recomendou que o conselho deliberativo exigisse o bloqueio do pagamento. O caso foi encaminhado para comissão de inquérito e sindicância do clube.

Endividamento

Outro argumento usado para pedir a reprovação das contas pelo conselho fiscal é de que a dívida do clube foi superior a 10% da receita orçada para 2017, o que teria ferido o estatuto santista. O órgão alega que o endividamento no período foi de R$ 49,7 milhões. A quantia, segundo o relatório, equivale a 15,57% da receita prevista no orçamento.

O artigo 89 do estatuto do clube diz que o limite de 10% só pode ser ultrapassado se o novo endividamento for feito para substituir financiamentos anteriores e sob condições mais favoráveis. “Não houve irregularidade porque o aumento passou de 10% por causa do acordo para pagar a dívida com a Doyen (empresa responsável por levar Leandro Damião ao Santos). Respeitamos o estatuto porque foi para substituir uma dívida com condições melhores”, declarou o ex-presidente.

Apesar da polêmica, a dívida total do Santos caiu de R$ 206 milhões em 2016 para R$ 202 milhões em 2017. De acordo com o balanço financeiro, houve superavit contábil de R$ 2,9 milhões em 2017.

Impostos não pagos

Segundo o parecer, a diretoria comandada por Modesto Roma Júnior pode ter cometido crime de apropriação indébita por reter valores de encargos trabalhistas na fonte e não recolher os impostos. O conselho fiscal alega que há R$ 12,9 milhões em impostos atrasados e que a quantia será acrescida de aproximadamente R$ 1,6 milhão referente a juros e correções.

“Foi uma opção de fluxo de caixa, e aconteceu nos últimos quatro meses. O Peres disse que pagou, então já tá pago. Não interessa se fui eu ou ele, o clube já pagou”, argumentou Modesto.

Com Samir Carvalho, do UOL, em Santos


Justiça manda Santos pagar empresas pela prioridade dada ao Barça por Giva
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Em primeira instância, a Justiça determinou que o Santos pague 959.940 euros (aproximadamente R$ 3,85 milhões), acrescidos de juros, para duas empresas que tinham participação nos direitos econômicos de Giva. O juiz Rafael Gouveia da Cruz Linardi entendeu que o alvinegro deve repassar essa quantia aos investidores por ter recebido, segundo dados do processo, 1,8 milhão de euros do Barcelona pela preferência de compra do atacante. A operação foi realizada simultaneamente à transferência de Neymar para a Espanha.

A sentença determina o pagamento de juros de 1% ao mês a partir de 25 de julho de 2013. Pelos cálculos do advogado das autoras da ação, Geraldo Fonseca, do escritório FVA advogados, o valor corrigido e com honorários hoje é de cerca de R$ 6,7 milhões.

Cabe recurso. O blog não conseguiu entrar em contato com a diretoria santista para falar sobre o assunto.

As empresas Gold Soccer e Aspire Sport AD alegam que detinham 53,33% dos direitos econômicos de Giva no momento em que o Santos negociou a prioridade com o Barça. Elas ajuizaram ação de cobrança porque não receberam porcentagem do valor pago ao Santos pelos espanhóis pela preferência. O alvinegro era dono de 20%. Os 26,6% restantes eram divididos igualmente entre as empresas Concretize e Ed Wood.

Durante o processo, os advogados santistas alegaram falhas na representação feita pelas empresas, mas o juiz não concordou com a alegação. Eles afirmaram ainda que o clube nada deve porque o contrato de Giva chegou ao fim. Ele deixou a Vila Belmiro de graça. O time do litoral paulista também não exerceu a opção de compra que tinha em relação à fatia pertencente às parceiras.

Porém, o juiz da 5ª Vara Cível de Santos entendeu que “resta inequívoco que o réu (Santos) promoveu transação financeira com o clube Barcelona no total de 1.800.000 euros”. Ele ainda ressalta que o alvinegro não contestou a informação de que recebeu essa quantia. Assim, sua conclusão é de que as empresas tem direito a 53,33% desse montante.

Essa não é a primeira polêmica envolvendo a prioridade do Barcelona para comprar os direitos de Giva. O clube catalão acionou a Fifa alegando que o Santos não poderia ter concedido a preferência se só tinha 20% dos direitos econômicos do atacante.

 

 


Barcelona já dá como certa contratação de Griezmann
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O Barcelona já da como certa a contratação de Antoine Griezmann na próxima janela de transferências na Europa, entre julho e agosto.

Os catalães definiram que irão pagar a multa contratual do atacante com o Atlético de Madri. São 100 milhões de euros (cerca de R$ 397,1 milhões).

Com o francês também há um entendimento sobre quanto ele irá ganhar no novo clube, por isso os espanhóis não acreditam que a negociação possa melar. O jogador está na lista de interesses do Manchester United.

Em termos comparativos, a multa por rompimento do contrato de Griezmann, válido até 2022, é inferior à metade dos 222 milhões de euros (aproximadamente R$ 882,5 milhões em valores atuais) pagos pelo PSG ao Barcelona para levar Neymar.

 


De olho no exterior, Dudu assina com agente que levou Neymar ao Barcelona
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Com Danilo Lavieri, do UOL, em São Paulo

O palmeirense Dudu decidiu trocar seus empresários. Após não renovar contrato com a OTB Sports, dos agentes Bruno Paiva e Marcelo Goldfarb, o atacante assinou compromisso com André Cury. Seu novo empresário é representante do Barcelona no Brasil e atuou na transferência de Neymar para a equipe catalã.

Cury confirmou a negociação ao blog. Sua empresa, a Link Assessoria Esportiva, assegurou o direito de representar o jogador nos próximos dois anos.

“A única coisa que o Dudu me pediu foi para trazer uma proposta boa do exterior no final do ano, de preferência da Europa. Uma proposta que seja boa para ele e para o Palmeiras. Mas antes ele quer ganhar tudo pelo Palmeiras neste ano”, afirmou Cury.

Além de trabalhar para o Barça, o agente tem trânsito em outros clubes. Ele intermediou a transferência de Paulo Henrique Ganso para o Sevilla, por exemplo.

O vínculo de Dudu com a OTB terminou no último dia 23. A proximidade do final do acordo havia despertado o interesse de outros agentes em contar com o atleta.

Valorizado, o jogador não chegou a um acordo com a empresa para a renovação. A reportagem procurou a OTB e a assessoria de imprensa de Dudu, porém as duas partes disseram que não se manifestariam sobre o assunto.


Opinião: Willian encara Messi e pede espaço entre os melhores do mundo
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Willian encarou Messi em pé de igualdade no empate em um gol entre Chelsea e Barcelona nesta terça pela Champions League, na Inglaterra.

O brasileiro brilhou mais do que o argentino. Carimbou a trave duas vezes, abriu o placar e deu literalmente o sangue após levar uma bolada no rosto. Porém, Messi, mesmo mais discreto, aproveitou uma boa chance para empatar a partida e impediu que a festa do jogador da seleção brasileira fosse completa.

Os dois deram aula sobre o que deve fazer um líder de time. Willian tentando decidir a todo instante. E decidindo. Messi, decidindo, mesmo num dia de atuação apagada, pelo menos para seus padrões.

No final, o empate deixa o Barcelona com um ligeiro favoritismo por decidir a vaga em casa. O jogo também confirmou que Willian merece espaço entre os melhores jogadores da atualidade. Não é só por hoje, claro. Faz tempo que joga em alto nível. Está entre os grandes, sem dúvida.  Sorte de Tite.


Por que Neymar tentou anular colaboração do MPF com Justiça da Espanha?
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Sem sucesso, os advogados de Neymar tentaram impedir que o material enviado pelo Ministério Público Federal de São Paulo fosse usado em processo contra o jogador, seus pais e as empresas da família na Espanha. Eles são acusados de corrupção entre particulares por conta da transferência do jogador do Santos para o Barcelona. Todos negam terem cometido irregularidades.

A frustrada tentativa de anular os efeitos da remessa oficial de cópias de e-mails supostamente comprometedores foi revelada pelo jornal “O Estado de S.Paulo” e confirmada pelo blog.

A assessoria de imprensa do jogador informou que não vai se manifestar sobre o assunto porque o caso corre sob segredo de Justiça. Porém, o blog apurou que o estafe do atleta alega ter feito a tentativa porque considera que as cópias de e-mails enviadas para os espanhóis não têm a ver com o caso na Europa.

Outro argumento é de que o processo está em fase final e não é o momento de serem anexados novos elementos. Há ainda a alegação de que as informações compartilhadas faziam parte de um processo por suposta sonegação de impostos arquivado no Brasil e que não deveriam mais ser usadas.

Apesar de admitir a tentativa de anular a cooperação do MPF com os espanhóis, o estafe de Neymar sustenta que as mensagens eletrônicas são irrelevantes. Seriam apenas conversas de um ex-funcionário, antes de deixar de trabalhar para o jogador, com representantes do atacante sobre questões de trabalho sem irregularidades.

Porém, reportagem publicada pelo “O Estado de S.Paulo” afirma que os e-emails registrariam conversas sobre acertos para sonegar impostos.

Conforme mostrou a mesma publicação, os advogados de Neymar pediram a anulação do compartilhamento de informações entre as autoridades dos dois países sob a alegação de que foi feito de maneira ilegal. O pedido de liminar para a anulação, no entanto, foi indeferido. O mesmo ocorreu com solicitação para que a Justiça espanhola fosse informada sobre a existência do processo pedindo a nulidade.