Blog do Perrone

Arquivo : Caixa Econômica

Rosenberg x Citadini expõe dúvidas no Corinthians sobre dívida por arena
Comentários Comente

Perrone

Reunião do Conselho Deliberativo do Corinthians no último dia 23 teve educado embate entre Luís Paulo Rosenberg, diretor de marketing, e Antônio Roque Citadini, um dos candidatos de oposição à presidência derrotados por Andrés Sanchez em fevereiro. A discussão foi sobre uma das maiores preocupações de conselheiros corintianos atualmente: como pagar a dívida gerada pela construção da arena alvinegra?

A postura de cada um simboliza como situação e oposição têm expectativas diferentes sobre o desenrolar do caso. A diretoria tenta transmitir otimismo e confiança de que tudo vai se resolver favoravelmente para a agremiação. Já o diagnóstico da oposição é de uma situação extremamente delicada.

Rosenberg falou antes do opositor na reunião. Discorreu sobre necessidade de renegociar contratos assinados pelo clube em relação ao estádio diante de um período de recessão no país posterior à assinatura deles e pela dificuldade de conseguir negociar os naming rights.

O diretor declarou que a estratégia da diretoria é primeiro cumprir cláusulas que não vinham sendo cumpridas, especialmente voltar a pagar as parcelas do financiamento de R$ 400 milhões intermediado pela Caixa junto ao BNDES. Segundo ele, isso já foi feito e não há prestação atrasada. Depois seriam buscadas melhorias no contrato a favor do clube.

Em seguida, a direção conversaria com a Odebrecht a respeito de um acordo sobre parte das obras que não teriam sido feitas ou tenham sido mal executadas, apesar de a construtora negar que isso tenha ocorrido. Rosenberg disse ainda que a arena voltaria a ser gerenciada pelo departamento de marketing do Corinthians, como ele havia planejado, não com uma estrutura independente.

Ao pegar o microfone, Citadini lembrou que o clube quer refazer contratos com os quais a agremiação concordou. Ou, em outras palavras, o mesmo grupo que está no poder com Andrés Sanhcez, idealizador da arena ao lado de Rosenberg, quer mudar o que assinou.

Depois, o opositor colocou em dúvida que a Caixa aceite mudanças que beneficiem o clube. Citou uma auditoria que teria sido encomendada pelo banco e que colocaria obstáculos para eventuais alterações. Também falou sobre haver eleição presidencial no país neste ano, o que pode implicar em mudança na diretoria da Caixa a partir de 2019. Segundo ele, isso faz com que seja difícil os atuais responsáveis pelo banco assumirem responsabilidades num tema delicado. Citadini vê um otimismo exagerado de Rosenberg e aposta em dificuldade maior do que a prevista por ele para melhorar a situação. Para o oposicionista, diante do cenário atual, resta aos conselheiros acreditarem num milagre.

O diretor de marketing respondeu que esperava ser criticado quando estipulasse metas tímidas a serem alcançadas, e não altas (o que ele acredita ser o caso agora).

No final, a maioria dos conselheiros deixou a reunião como entrou. Com dúvidas sobre como o clube vai se virar para pagar a dívida pela construção de sua casa própria.


Como Corinthians e Odebrecht tentam reverter decisão sobre dívida por arena
Comentários Comente

Perrone

No último dia 22, Corinthians e Odebrecht deram o primeiro passo para se defenderem da sentença na qual a Justiça Federal do Rio Grande do Sul determinou o pagamento imediato da dívida com a Caixa Econômica referente  ao financiamento de R$ 400 milhões feito junto ao BNDES

As duas partes apresentaram embargos declaratórios (instrumento jurídico que pede esclarecimentos sobre determinado ponto da senteça). A alegação é de que juíza Maria Isabel Pezzi Klein não teria levado em consideração na sua decisão um laudo de avaliação atualizado dos terrenos da sede corintiana dados como garantia de pagamento do empréstimo.

O documento citado por Corinthians e Odebrecht  mostraria que os dois terrenos em que ficam a sede do clube e o estádio do Parque São Jorge são suficientes para cobrir o valor da dívida. Há também outras garantias dadas pela Odebrecht.

A intenção é fazer com que a juíza leve em consideração o laudo citado nos embargos e que com base nele altere sua decisão desistindo de pedir o pagamento antecipado. Caso a decisão seja mantida, clube e Odebrecht irão recorrer em segunda instância.

Em trecho da sentença, Maria Isabel argumenta que imóveis sofrem depreciações com o tempo, enquanto os juros do financiamento aumentam constantemente o valor do débito. Assim, ela conclui que as duas propriedades corintianas valiam suficientemente para cobrir o financiamento de R$ 400 milhões em 2013. Mas que a hipoteca delas não deve bastar para quitar o débito atual.

No processo, a juíza faz referência a um laudo de avaliação dos imóveis apresentado pela Caixa em junho de 2017 mas com data base de 24 de maio de 2013.  O documento avalia a área em que está o estádio Parque São Jorge em R$ 193 milhões. Já o terreno da sede social do Corinthians aparece com valor de R$ 222 milhões. Os dois juntos, então, atingiam na ocasião R$ 415 milhões. No processo, a dívida é calculada em cerca de R$ 475 milhões, apesar dos pagamentos já efetuados. O aumento se deve a juros e a um período de inadimplência.

Durante a ação, o Ministério Público Federal chegou a pedir a reabertura do prazo para a apresentação de provas a fim de que uma nova avaliação dos imóveis fosse feita. O pedido foi negado pela juíza.


O que Corinthians contesta em ação por R$ 400 milhões de financiamento
Comentários Comente

Perrone

Em entrevista ao blog, Fabio Trubilhano, novo diretor jurídico do Corinthians, explicou os pontos com os quais o clube discorda na decisão da Justiça Federal-RS, que exige o pagamento antecipado da dívida de R$ 400 milhões referente a financiamento junto ao BNDES. O dinheiro foi obtido via Caixa Econômica Federal para cobrir gastos com a construção do estádio corintiano.

Abaixo, veja os principais temas abordados pelo advogado.

Estratégia

Trubilhano contou que o primeiro passo será apresentar embargos declaratórios contestando alguns procedimentos eventualmente adotados pela juíza Maria Isabel Pezzi Klein. Nessa fase, o objetivo não é questionar o julgamento do mérito. Podem ser abordados, por exemplo, falta de clareza ou omissão em algum ponto da sentença.

“Ainda estamos estudando. Mas uma possibilidade é mostrar que a ação popular pedia a anulação do contrato de financiamento. E ela decidiu pelo pagamento antecipado da dívida. Isso não fazia parte do pedido”, disse o diretor.

O embargo será julgado pela mesma juíza. Se for rejeitado, então, o clube deve recorrer contra a decisão em segunda instância.

Bloqueios e penhoras

A decisão judicial determina que a Caixa Econômica tome providências para ser ressarcida o que leva ao entendimento de que as garantias de pagamento serão executadas. “Mas é preciso ficar claro que não há risco de restrição ao patrimônio do Corinthians antes de recorrermos. Por enquanto, não vai haver bloqueio de nenhuma conta e nem penhora dos terrenos do Parque São Jorge. Houve bloqueio durante o processo, mas foi derrubado antes de eu ser diretor. Nós temos confiança de que vamos reverter a decisão em segunda instância”, declarou Trubilhano.

Risco de a Caixa não receber

Para determinar o pagamento antecipado da dívida por parte de Corinthians, Odebrecht, SPE Arena Itaquera e Jorge Fontes Hereda, ex-presidente da Caixa, a juíza argumenta que houve falta de pagamento do financiamento. Ela também usa os números para sustentar que o modelo de negócios proposto para gerar recursos é ineficiente para quitar a dívida. Até 8 de maio de 2017, de acordo com dados do processo, tinham sido pagos R$ 59,2 milhões. Só que deste montante apenas R$ 14,67 milhões foram para a dívida principal. O restante acabou corroído por juros. A magistrada entende que o banco aceitou repassar o dinheiro diante de uma promessa de receitas futuras projetadas sem consistência.

O diretor jurídico, no entanto, discorda que seja impossível quitar o débito.

“Hoje, não há inadimplência. E com o novo acordo que vamos fazer (mudando condições de pagamento) vai ficar melhor. O fato de tentarmos uma renegociação não significa que pelo modelo atual a dívida é impagável”, afirmou Trubilhano.

SPE

A Juíza entende que Corinthians e Odebrecht criaram a SPE (Sociedade de Propósito Específico) Arena Itaquera numa simulação para receber o dinheiro. Ela entende que a empresa preenche os requisitos para a constituição de uma SPE. Também assegura que a Caixa não poderia financiar R$ 400 milhões para uma empresa com capital de R$ 1 mil.

“Mas acontece que não é o capital da SPE que vai pagar a dívida. Ela vai ser paga com as garantias dadas. O TCU (Tribunal de Contas da União) atestou que as garantias valem mais do que a quantia financiada. Então, não existe risco para a Caixa”, argumentou o diretor corintiano. Ele também sustenta que a SPE foi criada de forma regular.

Concorrência

Outro ponto questionado pela juíza é o fato de a SPE receber dinheiro público e repassar para a Odebrecht que é uma das donas da empresa sem concorrência. Ela defende que a obra fosse feita pela construtora que apresentasse as melhores condições.

“O programa de financiamento usado não prevê licitação. Nenhum dos estádios  financiados precisou fazer. Seguimos as regras do BNDES”, rebateu o diretor jurídico.


Juíza vê indício de fraude e pede mais investigação sobre Arena Corinthians
Comentários Comente

Perrone

Para a juíza federal Maria Isabel Pezzi Klein há indícios de fraude na operação de repasse de R$ 400 milhões do BNDES via Caixa Econômica para a construção da Arena Corinthians que precisam ser investigados por outros órgãos. Ela também pede que os financiamentos feitos às demais arenas da Copa-14 sejam alvos de investigações.

A afirmação faz parte da decisão judicial que determina que Corinthians, Odebrecht, a SPE Arena Itaquera S/A e Jorge Fontes Hereda, ex-presidente da Caixa, quitem dívida referente a R$ 400 milhões financiados para o estádio corintiano. O valor do débito deve ser acrescido de juros. A magistrada do Rio Grande do Sul determina que a Caixa tome todas as providências para ser ressarcida. Vale lembrar que uma série de garantias foi dada para o pagamento. Entre elas, estão dois terrenos em que fica o Parque São Jorge, sede do Corinthians. O contrato prevê que a área pode ser hipotecada pela Caixa em caso de inadimplência.

As partes envolvidas negam irregularidades e vão recorrer (leia as notas de Odebrecht e Corinthians no final do post).

Em trecho da decisão, a juíza diz que detectou na operação “a existência de fortes indícios de práticas fraudulentas feitas sob a aparência de uma contratação formalizada. Tais evidências e indícios, no entanto, deverão – e assim espero – ser devidamente investigados pelas autoridades competentes para o combate à macrocriminalidade.  As autoridades competentes (MPF, TCU, Polícia Federal), por certo, não se restringirão às irregularidades relativas a esta contratação (referente à Arena Corinthians), mas de todo o programa governamental denominado BNDES Pró Copa Arenas 2014”.

Ela explica que outras instituições devem fazer as novas investigações, pois elas extrapolariam o objeto da ação popular em questão.

Uma das falhas apontadas por Maria Isabel no caso do estádio alvinegro é a falta de concorrência para definir a construtora que faria a obra. A juíza argumenta que a Odebrecht já tinha construído boa parte da arena quando o financiamento foi liberado. Por meio de uma SPE (Sociedade de Propósito Específico) a verba de origem de um banco público acabou beneficiando a Odebrecht, que recuperou parte dos seus gastos com a obra e criou a empresa com o Corinthians.

“Nessa linha, se acaso fosse possível imaginar uma política pública que justificasse financiamentos para construções ou reformas de estádios de futebol pertencentes às empresas privadas, o mínimo que deveria ter sido respeitado seria um amplo certame que identificasse quais seriam as construtoras e empreiteiras que se habilitariam com as melhores propostas”, afirma trecho da decisão judicial. A magistrada também argumenta que o que ocorreu na preparação para a Copa foi um direcionamento  para determinadas construtoras. No caso da arena corintiana, para a Odebrecht.

Ela ainda sustenta que a empresa criada não é de fato uma SPE. Ou seja, teria havido apenas uma simulação para conseguir o financiamento sem garantias concretas de que a Caixa receberia o dinheiro. Maria  Isabel usa úmeros para defender que o modelo de negócio não era viável. De acordo com informação constante no processo, em 8 de maio de 2017, tinham sido pagos cerca de R$ 59,2 milhões dos R$ 400 milhões. Dessa verba, R$ 14,69 milhões foram usados na dívida principal e o restante para quitar juros.

O período de inadimplência de Corinthians e Odebrecht em relação ao financiamento também faz parte da argumentação.

Abaixo, veja as notas enviadas ao blog por Corinthians e Odebrecht sobre a decisão.

“O Sport Club Corinthians Paulista reafirma a lisura e a regularidade jurídica do processo de financiamento efetuado para a construção da Arena Corinthians. Entre as diversas provas presentes nos autos, destaca-se que o próprio banco repassador, Caixa Econômica Federal, e o Tribunal de Contas da União se manifestaram pela regularidade do repasse, apresentando pareceres consistentes e inequívocos. Sendo assim, o Corinthians informa que fará uso dos recursos judiciais cabíveis para reverter a decisão de primeira instância”.

 

“A Construtora Norberto Odebrecht S/A lamenta a informação, pois ficou demonstrado nos autos do processo a plena legalidade do processo de financiamento para a construção da Arena Corinthians, em São Paulo, por meio do programa Pró Copa Arenas. A Odebrecht, que é parte na ação popular, apresentará os devidos recursos nas instâncias superiores após a intimação formal e ciência da íntegra da decisão.”

 

 


Em reunião estafe da Caixa relata pressão para cobrar Corinthians por arena
Comentários Comente

Perrone

Em reunião com a direção do Corinthians na última segunda (5), representantes da Caixa Econômica contaram sofrerem cobrança interna e externa para serem mais duros na exigência de que o contrato de financiamento da arena do clube seja cumprido rigorosamente, sem atrasos.

Conforme apurou o blog, o discurso foi de que a pressão existe porque o banco não adotou as medidas previstas contratualmente nos momentos em que o acordo foi descumprido. O fundo responsável pelo estádio chegou a ficar aproximadamente um ano e meio sem pagar as prestações enquanto discutia mudanças no financiamento. A Caixa concordou com o não pagamento evitando sanções previstas. A principal delas é executar garantias de pagamento dadas no acordo por Odebrecht e Corinthians. No caso do clube, há o terreno do Parque São Jorge comprometido.

Na última segunda, a “Folha de S. Paulo” e “O Globo” noticiaram que a Caixa ameaçou executar as garantias, o que o clube nega ter ocorrido. A medida drástica seria justificada por esse cenário de pressão relatado na reunião da qual participou Luis Paulo Rosenberg, diretor de marketing corintiano.

Também segundo apuração do blog, parte da pressão externa vem do Banco Central, que supervisiona as atividades das instituições financeiras do país.

O blog tentou falar com os representantes do banco que participaram do encontro, mas assessoria de imprensa da Caixa respondeu que por lei não pode comentar assuntos que envolvam o contrato.

Independentemente do estádio corintiano, a Caixa vive momento delicado por causa de acusações de corrupção contra dirigentes do banco feitas pelo Ministério Público Federal.

Vale lembrar que quando o banco aceitou ser intermediário do financiamento de R$ 400 milhões liberados pelo BNDES para a construção da casa corintiana, o Governo Federal era comandado pelo PT. Sanchez já era filiado ao partido do qual hoje é deputado federal. A saída do Partido dos Trabalhadores do governo, porém, não é apontada pela direção corintiana como fator complicador na relação com a Caixa.

Fechar um novo acordo com o banco é uma das prioridades de Andrés, que voltou a presidência do clube no último sábado.

 

 


Por que a nova camisa do Corinthians foi apresentada sem patrocínios?
Comentários Comente

Perrone

Foto divulgada pela Nike

Foto divulgada pela Nike com a nova camisa do Corinthians

Reparou que Corinthians e Nike apresentaram a nova camisa do clube na última quinta sem a estampa dos patrocinadores do time? Por que será?

A resposta é uma boa notícia para os torcedores que preferem o uniforme sem as logomarcas de empresas. “As camisas são divulgadas da forma que são vendidas e, nesse caso, a Nike vende sem o patrocínio. Caso o consumidor queira aplicar o patrocínio, algumas lojas podem aplicar no local, da mesma forma que aplicamos nome e número”, disse ao blog a assessoria de imprensa da fabricante de material esportivo.

O departamento de marketing corintiano respondeu que a Nike preferiu fazer a apresentação com a camisa “limpa”, pois essa é uma das formas de comercialização, não a única. Afirmou também que, por contrato, o Corinthians não é obrigado a exibir patrocínios nos lançamentos de camisas.

A Tim, que expõe sua marca no número da camiseta, confirmou a informação do clube. Sua assessoria de imprensa declarou que o contrato obriga a aplicação da logomarca nas camisas que estão sendo usadas durante as partidas. Já a Caixa Econômica Federal, principal patrocinadora da equipe, não respondeu ao blog até a publicação deste post.

O blog não conseguiu entrar em contato com a Special Dog e a Winner Play, também parceiras do alvinegro.


São Paulo teme ser prejudicado por nova negociação da Caixa com Corinthians
Comentários Comente

Perrone

Corinthians e Caixa Econômica estão em plena negociação para assinar um novo contrato de patrocínio entre as partes. O antigo se encerrou na semana passada. À medida em que a conversa avança, provoca reflexos no Morumbi.

Dirigentes do São Paulo afirmam estarem negociando com o mesmo banco. Porém, acreditam que, se continuar no Corinthians, a Caixa não investirá na equipe tricolor.

Nesse cenário, cartolas são-paulinos declaram nos bastidores terem a informação de que Andrés Sanchez é o principal articulador das conversas com o banco desde que soube do interesse da Caixa no São Paulo.

Dirigentes corintianos asseguram que a iniciativa de retomar as conversas foi da Caixa, na quinta-feira da semana passada, um dia depois do encerramento do contrato, conforme mostrou o blog.

Apesar de dizerem já haver previsão de estrear outro anunciante na camisa entre março e abril, os alvinegros declaram que aceitaram retomar as conversas após pedidos da Caixa. Depois de um novo contato na última quinta, uma reunião foi marcada entre a diretoria do banco e o presidente corintiano, Roberto de Andrade, para a terça-feira passada.

As conversas tinham sido encerradas porque o clube queria receber R$ 7 milhões a mais do que os R$ 30 milhões por um ano estabelecidos no contrato encerrado. Novos valores estão sendo discutidos e mantidos em sigilo.

A direção corintiana nega que o interesse da Caixa no São Paulo tenha feito o clube a reavaliar sua posição. Mas conselheiros da oposição com trânsito na diretoria dizem que o risco de um acerto entre o banco e seu rival também motivou o Corinthians a retomar as tratativas.

Já os são-paulinos reclamam de que Andrés estaria tendo comportamento semelhante ao que teve quando brigou para tirar o Morumbi da Copa de 2014 e alavancar o projeto do estádio de seu time, que acabou sendo palco da abertura do Mundial. Como não fala com o blog, o ex-presidente do Corinthians não pôde ser ouvido.

ATUALIZAÇÃO: Andrés emitiu uma nota oficial sobre o post, que será reproduzida abaixo. Mas nenhuma informação será modificada. Este blogueiro, aliás, acrescenta que, apesar de dizer que não é mais responsável pelo Corinthians, o deputado constantemente dá entrevistas para falar de temas importantes do clube. Em tempo, para este blogueiro, tem coisa na vida que é melhor não merecer. A gente até sente orgulho.

Existem coisas muito estranhas no noticiário do futebol. Primeiro, quando o assunto envolve o Corinthians tentam colocar na minha conta várias posições do clube. Erram. Não sou mais responsável pelo Corinthians. Existe um presidente de fato e de direito muito atuante. O clube está bem representado.

As pessoas que o dirigem sabem o que é importante para o Corinthians continuar evoluindo. Mas, alguns blogueiros, que mais parecem ocupar espaço de porta voz de um clube coirmão, insistem em colocar nas minhas costas o fato de um patrocinador optar em continuar negociando com o Corinthians sua permanência na camisa do clube.

É bom lembrar que este patrocinador máster está no clube há mais de três anos.

Para deixar bem claro, esse é um poder que não tenho. Nem no clube e muito menos no patrocinador.

Um blogueiro diz que não respondo para ele. Não respondo para esse cidadão porque não merece meu respeito.

Já o outro blogueiro nem me perguntou sobre essa informação e publicou o que ouviu sabe-se lá onde.

E aí, eu tenho que ficar desmentindo esse tipo gente.

LAMENTÁVEL!!!

Andrés Sanchez


Até loja da Nike gerou desavença no estádio do Corinthians
Comentários Comente

Perrone

Atraso na construção de uma loja da Nike engrossa a lista de problemas de relacionamento entre os parceiros na arena do Corinthians e ajuda a frear o potencial de receita da casa alvinegra.

Antes mesmo de o estádio ser construído, o Corinthians se comprometeu contratualmente com a Nike a dar um espaço na arena para que a empresa explorasse a venda de uniformes do clube.

Porém, o fundo que controla o estádio e que tem representantes da Odebrecht, da Caixa Econômica e do Corinthians entendeu que o alvinegro não tinha o poder de assinar um contrato diretamente com outra empresa. O entendimento é o de que todos os acordos precisam passar pelo fundo. Ou seja, o compromisso assumido com a Nike não teria validade.

Dirigentes corintianos chegaram a dar como certo que a fornecedora de material esportivo havia desistido de continuar brigando pela loja e que não queria mais se instalar no estádio.

Indagada pelo blog se a empresa havia desistido da loja, a assessoria de imprensa da fábrica respondeu o seguinte: “a Nike não comenta planos de expansão de lojas e reitera a excelente relação com o Sport Club Corinthians Paulista. A marca reforça ainda que estuda várias possibilidades para alavancar a marca do clube no Brasil e internacionalmente”.

Segundo uma fonte ligada à grife esportiva e outra vinculada ao fundo de investimentos, um acordo foi selado, e a loja vai sair do papel.

A assessoria de imprensa do Corinthians para a arena disse que a administração do estádio nunca foi informada sobre o cancelamento e que o projeto segue como inicialmente.

A Odebrecht deixou o espaço reservado para o ponto de vendas, mas é a Nike que tem a obrigação de erguer as paredes e providenciar o acabamento.

A fornecedora de uniformes paga royalties ao Corinthians pela venda de produtos ligados ao time, assim, a demora para a inauguração trava mais uma fonte de receitas do estádio. O clube reclama que não consegue explorar algumas propriedades, como camarotes, por causa do atraso na conclusão das obras da arena. A previsão agora é de que o estádio fique completo só em abril.


< Anterior | Voltar à página inicial | Próximo>