Blog do Perrone

Arquivo : Carlos Augusto de Barros e Silva

Opinião: Raí já tem como desafio blindar Dorival
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O início do São Paulo no Campeonato Paulista com uma derrota e um empate coloca na “timeline” de Raí como grande desafio lutar pela sobrevivência de Dorival Júnior no cargo de técnico da equipe.

A precoce queda de Rogério Ceni em 2017, após apenas cerca de seis meses de trabalho, dá uma ideia do tamanho da paciência do presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco.

Não há neste momento no Morumbi sinais de fritura de Dorival, mas o próprio treinador acusa a pressão ao falar em mudar seu planejamento após apenas dois jogos.

Uma das motivações da contratação de Raí como diretor executivo de futebol foi colocar no cargo alguém com perfil técnico, não político. Vinícius Pinotti, antecessor do ex-meia, não fez carreira na modalidade esportiva, é sócio do clube e foi um importante aliado do presidente.

Caso Dorival não faça o time engrenar rapidamente, será inevitável a pressão pela troca da comissão técnica. Em tese, o executivo deve brigar pela manutenção do projeto até o fim da temporada. Mudanças no meio do caminho costumam deixar a viagem mais turbulenta.

Assim, o desafio de Raí já começou. Cabe a ele dar as melhores condições possíveis para o técnico, ajudar na solução de problemas, inclusive os táticos, e abafar os eventuais corneteiros de plantão. Evitar declarações desastrosas que jogam mais pressão na comissão técnica, frequentes no passado tricolor, já é um bom começo.


Ala de organizada do São Paulo cita reuniões secretas com Leco. Clube nega
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O racha entre membros da Independente do interior e da capital abriu uma ferida que incomoda conselheiros do São Paulo: a relação da diretoria com a direção da torcida.

Em publicação numa rede social, a filial de Campinas da organizada apontou existirem encontros sigilosos entre a direção da uniformizada e o presidente são-paulino, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco. O objetivo do post era comentar problemas ocorridos entre as duas alas na estreia da equipe na Copa São Paulo na semana passada.

“Só porque não concordamos com vocês somos os errados da história? E as reuniões secretas com o Leco e a diretoria do SPFC? Qual o fundamento?”, diz trecho da postagem da Independente Campinas. O texto não dá explicações sobre os supostos encontros.

Procurada, a assessoria de imprensa do São Paulo negou que tenham ocorrido reuniões sigilosas  do presidente do clube e de diretores com a cúpula da torcida.

Por meio de mensagem de celular, o blog perguntou ao presidente da Independente, Henrique Gomes de Lima, o Baby, se as reuniões secretas com Leco aconteceram e qual o tema delas. Porém, ele não respondeu. Apenas encaminhou postagem na qual a diretoria da uniformizada dá sua versão para o desentendimento com associados do interior e faz críticas a ele.

No clube, conselheiros oposicionistas têm criticado o que chamam de proximidade entre a direção e a maior uniformizada tricolor. Sustentam que os cartolas deveriam manter neutralidade em relação à torcida uniformizada, que já invadiu o centro de treinamento da equipe sendo acusada de roubar material esportivo e agredir jogadores.

O bom relacionamento do clube com torcedores organizados foi simbolizado na última rodada do Brasileirão do ano passado. Antes do empate em um gol com o Bahia, as escolas de samba da Independente e da Dragões da Real desfilaram em volta do gramado do Morumbi. Leco e Baby foram fotografados juntos. O registro navegou nos celulares de conselheiros legendado por críticas da oposição à boa relação do cartola com o torcedor que estava envolvido na invasão do CT.

Em novembro, a diretoria tricolor já havia recepcionado a Independente e outros torcedores no Centro de Treinamento para ouvir sugestões deles para o clube. O encontro, porém, não teve nada de secreto.


Opinião: cinco ameaças ao trabalho de Raí como diretor do São Paulo
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Ao aceitar o cargo de diretor-executivo do São Paulo, Raí topou andar sobre um campo minado. O blog listou cinco armadilhas que podem explodir a passagem do ídolo pelo Morumbi como cartola. Confira abaixo.

1 – Pressão política

Uma das missões de Raí é sobreviver à máquina de moer diretores de futebol na qual se transformou o São Paulo. Entre dirigentes remunerados e conselheiros, desde que Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, assumiu a presidência do clube,  sete cartolas entraram e saíram do futebol são-paulino. Boa parte deles sofreu com a pressão de conselheiros e colegas de direção que queriam suas saídas. Nessa lista estão Ataíde Gil Guerreiro, Gustavo Vieira de Oliveira, sobrinho do ex-jogador, e Vinícius Pinotti.

2 – Falta de autonomia

Em sua primeira entrevista como novo homem forte do futebol são-paulino, Raí disse ter recebido carta branca para atuar. Porém, alguns de seus antecessores tiveram dificuldade para agir como queriam. Em junho de 2016, Luiz Antônio da Cunha, pediu demissão do cargo de diretor de futebol depois de uma ordem sua para Gustavo Vieira, então diretor executivo de futebol, ser ignorada. Cunha determinou que o funcionário do clube interrompesse a negociação para contratar Cueva. Não queria que o São Paulo gastasse dinheiro antes de definir a permanência de Maicon. Acabou pedindo demissão. A saída de Vinícius Pinotti, a quem Raí substitui, também envolve um suposto caso de falta de autonomia. A versão do lado do ex-dirigente é de que ele não gostou de saber de uma reunião do presidente tricolor com representantes do Cruzeiro para supostamente negociar a venda de Lucas Pratto. Leco nega o episódio. Já a versão de aliados do presidente é de que Pinotti se reuniu com Jair Ventura, técnico do Botafogo, pensando em contratá-lo para o lugar de Dorival Júnior. Isso sem o conhecimento do presidente. Pinotti nega a afirmação.

3 – Rodízio de treinadores

Também em sua fala inicial como dirigente tricolor, Raí disse que uma de suas prioridades é criar uma identidade de jogo que independa de treinadores. A tarefa é árdua num clube que não tem dado muito tempo para seus técnicos implementarem um estilo na equipe. Desde outubro de 2015, Leco demitiu  Doriva, Ricardo Gomes e Rogério Ceni. A paciência da diretoria com o ex-goleiro, por exemplo, durou apenas seis meses. Com Leco como presidente,  Edgardo Bauza também segurou a prancheta tricolor. Eles saiu para assumir a seleção da Argentina. A era do atual mandatário ainda teve os interinos Milton Cruz, Pintado e André Jardine.

4 – Força das organizadas

Raí volta ao Morumbi num momento em que as torcidas uniformizadas estão em alta com o presidente do clube. Nos últimos meses elas ganharam espaço e têm sido atendidas em pelo menos parte de seus pedidos. Foi assim no auge da ameaça de rebaixamento no Brasileiro, em setembro, quando os torcedores se reuniram com jogadores, membros da comissão técnica e dirigentes no CT são-paulino. Esse tipo de encontro não combina com o perfil técnico do novo executivo, apesar de ele ser um dos principais ídolos da torcida.

5 – Resistência ao profissionalismo

Em 2002, Raí teve passagem de apenas cerca de três meses como coordenador de futebol do São Paulo. Pediu demissão alegando dificuldades para trabalhar por conta do amadorismo no futebol brasileiro. Nesta sexta, em sua entrevista coletiva, o ex-jogador declarou que o momento atual é diferente porque o clube busca o profissionalismo, de acordo com seu novo estatuto. Porém, na prática, essa profissionalização não foi integral. Parte da diretoria executiva nomeada por Leco deu espaço para conselheiros, justamente o que a mudança estatutária pretendia coibir. Pinotti, antecessor de Raí, era questionado até por aliados de Leco por não ser um profissional do futebol. O ex-dirigente é empresário, sócio do clube, foi diretor de marketing, emprestou dinheiro para a agremiação e ocupou papel importante durante a campanha de Leco.

 


Até aliados criticam Leco por declarações sobre Ceni
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Carlos Augusto de Barrros e Silva, o Leco, sofre críticas até de parte de seus aliados pelo ataque ao trabalho de Rogério Ceni como treinador em entrevista ao site “Chuteira FC”.

Sob a condição de não terem seus nomes publicados, três conselheiros alinhados com o presidente são-paulino criticaram a atitude dele. As queixas são principalmente duas. A primeira, sobre a decisão de dar a entrevista. O entendimento é de que o cartola deveria ter se recusado a falar com o site para não se expor no momento em que o time luta contra o rebaixamento e às vésperas do clássico com o Corinthians. O silêncio seria uma forma de evitar situações que pudessem respingar na equipe.

O segundo argumento é o de que, a partir da decisão de dar a entrevista, Leco deveria ter evitado falar sobre Rogério. Seu posicionamento deveria ter sido de comentar o presente e o futuro. Esquecer o passado seria uma estratégia para não reabrir feridas. Depois da publicação das declarações do presidente, Ceni escreveu em sua conta no Facebook: “não se deixe enganar pelos cabelos brancos, pois os canalhas também envelhecem”.

Os críticos de Leco também afirmam que o presidente não deveria atacar um dos maiores ídolos do São Paulo. Quem defende o dirigente diz que ele separa o goleiro do treinador na hora de fazer suas críticas e que algumas pessoas no Morumbi não entendem essa diferenciação.

Já a oposição soma as afirmações sobre Rogério ao episódio em que o conselheiro Pedro Mauad acusa Leco de agressão depois do empate com o Corinthians.

Procurado por meio da assessoria de imprensa do São Paulo, Leco não comentou as críticas até a publicação deste post.

 


Opinião: São Paulo insiste na arriscada estratégia de agradar à torcida
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A reunião entre torcedores e jogadores do São Paulo na última semana indica que a diretoria tricolor não aprendeu com erros cometidos na tentativa de agradar aos fãs do clube.

Geralmente, atletas não gostam de ter que dar explicações aos torcedores. E costumam se sentir ainda mais incomodados quando são tiradas satisfações dentro do local de trabalho e com anuência da direção.

Além do natural risco de gerar descontentamento, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, deixou membros do Conselho de Administração são-paulino contrariados com o que acreditam ser exposição desnecessária dos jogadores perante a torcida.

O episódio é a repetição da estratégia de tomar medidas simpáticas à torcida adotada outras vezes por Leco sem sucesso.

Foi assim, por exemplo, na decisão de contratar Lugano, claramente sem condições de ser titular, na tentativa de reconquistar o apoio dos torcedores para o time, além da aposta na liderança do zagueiro. Essa era a teoria, mas na prática o São Paulo ficou com um reserva de luxo enquanto não consegue arrumar sua zaga desde o início do ano. E o contrato do uruguaio ainda foi renovado, apesar de ele ser pouco aproveitado.

A contratação de Rogério Ceni, realizada em período de campanha eleitoral (Leco nega cunho político), também foi extremamente popular entre os torcedores. Porém, com a demissão do ex-goleiro em apenas cerca de seis meses, a escolha se revelou uma ação sem sólido planejamento. A impressão que fica, é que na oportunidade a diretoria fechou os olhos para os riscos da decisão de dar sua prancheta para um estreante. Assim como tampou os ouvidos para alertas dos membros do Conselho de Administração sobre a possibilidade de efeitos colaterais provocados pelo encontro entre atletas e torcedores.

Se jogadores podem ter ficado constrangidos com a cobrança feita especialmente por membros de torcidas organizadas, o mesmo pode acontecer com Dorival Júnior se for colocada em prática a ideia de Muricy Ramalho prestar consultoria técnica informal.

O atual treinador diz concordar com a medida, mas não é estranho o fato de a diretoria ter dito que Dorival considerava desnecessária a ajuda externa de um profissional do ramo? Muricy foi convidado mediante forte pressão de torcedores, sócios e conselheiros que entregaram para Leco um abaixo-assinado pedindo a contratação do ex-treinador como coordenador. Mais uma vez fica no ar o cheiro de que a direção continua confiando no populismo como forma de administrar o clube.

Esse estilo pode conduzir Leco a dois tipos de situação. Na primeira, se a equipe se salvar, do rebaixamento, torcedores, sócios e conselheiros irão dizer que a direção só não rebaixou a equipe porque eles interferiram. Até aí, tudo bem, pois não é vergonha contar com ajuda para fazer o melhor pelo clube.

No segundo caminho, o presidente afundaria com a torcida para a Série B. Daí poderá dizer que não errou sozinho e que fez o que os torcedores pediam, o que de nada adiantará.

O problema, na opinião deste blogueiro, é que já há casos concretos em que o a decisão de atender ao anseio popular atropelou o bom senso gerando resultados amargos para o tricolor. Ou seja, a diretoria repte uma estratégia que não tem dado certo. E, no momento em que o novo estatuto prega o profissionalismo, a influência de quem não é pago para tomar decisões, só aumenta.


Dorival enfrenta campanha de parte de conselheiros por sua demissão
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Acabou o prazo de Dorival Júnior para arrumar o time. Essa é a opinião de parte dos conselheiros do São Paulo que cobra a demissão do treinador. Da mesma forma, há membros do Conselho Deliberativo que querem a saída do diretor executivo de futebol Vinícius Pinotti.

Não corrigir antigas falhas, incapacidade de fazer a equipe evoluir, mesmo com tempo para treinar devido à parada no Brasileirão, e o fato de o tricolor permitir o empate contra a Ponte Preta após estar vencendo por 2 a 0 são usados como argumentos contra o treinador.

“Demos todo apoio ao Dorival, mas tudo tem limite. Chega do Dorival, o time não se encontrou com ele. E os resultados mostraram que o desempenho dele foi pífio”, disse o opositor Newton Luiz Ferreira, o Newton do Chapéu. As afirmações foram feitas em mensagem enviada a seus contatos por telefone celular.

“Eu contrataria o Leão como treinador e o Muricy como coordenador”, completou o oposicionista no texto. Indagado pelo blog sobre Dorival, Ferreira respondeu: “Dei dois meses para avaliar o trabalho dele, mas depois de hoje (sábado no jogo com a Ponte) não dá mais. Técnico é como vendedor, a análise é simples, pelos resultados”, disse.

Newton não cita Pinotti, mas há no conselho quem entenda que o executivo perdeu a blindagem que tinha. Parte de conselheiros influentes entendia que ele não podia responder por problemas de planejamento ocorrido antes de maio, quando assumiu o cargo. No entanto, politicamente, Pinotti já enfrentava críticas por ocupar um cargo executivo sem antes ter exercido função profissional no futebol.

Sócio do clube, ele era dirigente do departamento de marketing e foi um importante aliado de Leco na campanha pela reeleição presidencial neste ano.

Vale lembrar que os conselheiros não têm poder de decisão em relação à permanência ou não de técnicos e diretores. Porém, a opinião da maioria costuma ser analisada pelos presidentes de clubes.


Em carta, diretor do SPFC diz que ex-gerente levou R$ 1,5 mi em ‘caso U2’
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Carta encaminhada ao presidente do São Paulo, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, detalha como funcionaria o esquema de venda de ingressos inexistentes para shows no Morumbi. A mensagem foi escrita por Márcio Aith, diretor executivo de comunicação e marketing e principal responsável pela investigação. O trabalho culminou com a demissão por justa causa de Alan Cimerman, ex-gerente de marketing tricolor. O ex-funcionário nega as acusações.

“Em breve resumo, o Sr. Cimerman obteve ilegalmente, na conta pessoal de um familiar de primeiro grau, depósitos de pelo menos cerca de R$ 1,5 milhão”, diz trecho da carta redigida por Aith e repassada por Leco aos conselheiros.

De acordo com o relato, os depósitos foram feitos por terceiros a quem Cimerman havia prometido vender ingressos e alugar camarotes para os shows do U2 e de Bruno Mars no Morumbi.

O ex-gerente, por meio de seu advogado, Daniel Bialski, nega os depósitos em conta de familiar e afirma ter documentos que compravam a lisura de seus atos.

“Os ingressos prometidos pelo Sr. Cimerman seriam desviados de lotes de ingressos de cortesia habitualmente entregues ao 33444


Opositor aponta gestão temerária no SPFC em ‘caso U2’ e pode ser punido
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Em sua conta no Facebook, Newton Luiz Ferreira, o Newton do Chapéu, candidato de oposição derrotado à presidência do São Paulo, pediu que dois cartolas atuais e um ex-dirigente sejam investigados no Conselho Deliberativo por gestão temerária. Por conta de sua atitude, ele virou alvo de pedido de abertura de procedimento disciplinar interno que pode culminar com uma suspensão do quadro de sócios superior a 270 dias.

O ato temerário, segundo Newton, foi a contratação de Alan Cimerman, demitido do cargo de gerente de marketing sob a acusação de venda de ingressos e camarotes inexistentes para shows no Morumbi. Ele foi demitido por justa causa, mas nega as irregularidades, que seriam relacionadas às apresentações de U2 e Brno Mars no estádio são-paulino.

A tese é de que como a empresa de Cimerman já era acusada de não pagar fornecedores das cerimônias de abertura e encerramento da Copa de 2014, ele não deveria ter sido contratado pelo São Paulo. O ex-gerente diz que o orçamento do COL (Comitê Organizador Local) estourou por causa de mudanças de última hora no programa e afirma que também levou calote do órgão.

A representação contra o opositor foi protocolada pelo conselheiro José Francisco Manssur, vice-presidente de comunicação e marketing do clube na época em que Cimerman foi contratado.

“A ficha corrida do Alan Cimerman era uma constatação cabal de que ele nunca deveria ter sido contratado pelo SPFC. O Leco, Manssur & Pinotti devem responder por gestão temerária”, afirmou Newton em sua página do Facebook, citando também o presidente do clube e o atual diretor executivo de futebol, que na ocasião era diretor de marketing.

O opositor também afirma que o sócio Rui Branquinho divulgou ter sido Manssur o responsável pela contratação de Cimerman. O ex-vice nega ter indicado Cimerman e que Branquinho tenha feito tal afirmação.

Em sua representação contra Newton, protocolada no último dia 18, Manssur diz que foi difamado e teve sua honra atacada pelo opositor. “O único responsável pelos danos que intentou cometer teria sido, supostamente, o ex-funcionário (Cimerman), que aliás foi demitido por justa causa pela atual gestão do São Paulo”, diz trecho do documento.

Pela avaliação inicial, o clube não teve prejuízo financeiro com o suposto esquema de venda ilegal de ingressos. Porém, pessoas e empresas que teriam comprado bilhetes e espaços em camarotes foram prejudicadas em pelo menos R$ 2 milhões nas contas do clube.

Para pedir punição a Newton, Manssur alega que ele feriu o artigo 10 do regimento interno do São Paulo. A regra citada prevê em sua letra “i” punição para sócios que veicularem expressões ofensivas ou desonrosas contra o clube ou membros de seus poderes em razão de suas atividades em qualquer meio de comunicação. A punição, após apuração e defesa do acusado, pode chegar a 270 dias e ser aumentada em 1/3 no caso de o infrator fazer parte de poderes do clube. É o caso de Newton, membro do Conselho Deliberativo.

Manssur protocolou outra representação semelhante citando postagem do opositor questionando as qualidades morais e éticas do ex-vice para assumir a função de produzir estudo sobre a separação das atividades sociais e do futebol do São Paulo.

Em nota endereçada aos sócios do clube na qual afirmou ter conhecimento do pedido de Manssur, Newton confirmou que entende ter havido gestão temerária e disse que seu grupo vai pedir uma reunião extraordinária do Conselho Deliberativo ouvir explicações da diretoria sobre o caso envolvendo Cimerman.


Escândalo no SPFC: fiscalização eficiente ou contratação imprudente?
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A descoberta de um suposto esquema de venda irregular de ingressos e camarotes para shows no Morumbi é vista pela direção do São Paulo como prova de eficiência da diretoria executiva montada pelo presidente Carlos Augusto de Barros e Silva. A revelação é atribuída principalmente a Márcio Aith, diretor executivo de comunicação e marketing, que investigou o caso.

O fato é importante para a direção tricolor porque a montagem do corpo executivo sofre vários questionamentos por parte de membros do Conselho de Administração (que aprovou as indicações, segundo a diretoria) e do Conselho Deliberativo. A queixa é de que Leco indicou conselheiros com influência política no clube (não é o caso de Aith) e pessoas com bom relacionamento na direção para o cargo no lugar de contratar uma empresa especializada em identificar profissionais de alto nível para cada área.

A atual gestão tem orgulho de ter apontado a suposta fraude e demitido por justa causa o gerente de marketing Alan Cimerman, que nega as acusações.

Mas há um efeito colateral na demissão do funcionário. Integrantes do Conselho de Administração e membros da oposição tricolor afirmam que o desfecho do caso comprova o desleixo de cartolas da atual administração que confiaram em Cimerman.

O ex-gerente foi contratado no final de 2015, quando Leco já havia substituído Carlos Miguel Aidar, que renunciou após denúncias de irregularidades. Cimerman tinha a confiança de Vinícius Pinotti, então diretor de marketing e hoje diretor executivo de futebol.

A presença do ex-gerente no quadro de funcionários era fortemente questionada por conselheiros pelo fato de a Spirit, empresa dele, ser acusada por diversos fornecedores do COL (Comitê Organizador Local da Copa de 2014) de calote. O argumento é que o clube não poderia ter contratado alguém com esse histórico e de que a escolha foi imprudente.

Por sua vez, Cimerman alegou em entrevista à “Folha de S.Paulo” em 2016 que o estouro no orçamento a Copa aconteceu por causa de mudanças de última hora que encareceram as cerimônias de abertura e encerramento, responsabilizando o COL pelas dívidas. Afirmou também que o comitê devia a ele R$ 1,8 milhão.

 


Conselho de Administração do SPFC vai avaliar executivos de Leco por metas
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Com José Eduardo Martins, do UOL, em São Paulo

O Conselho de Administração (CA) do São Paulo finaliza um modelo para avaliar e eventualmente afastar diretores executivos que não rendam o esperado. Eles serão cobrados para atingir metas que ainda estão sendo estipuladas. Corrente no órgão defende que as principais sejam cortes de aproximadamente 12% em nas despesas de seus setores e aumento das receitas no mesmo número.

A definição de regras para avaliar os dirigentes remunerados está entre as prioridades do CA porque há discordância em relação ao fato de o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, indicar conselheiros para a direção executiva no lugar de profissionais independentes da vida política tricolor. São os casos de Rodrigo Gaspar, diretor executivo administrativo, Elias Barquete Albarello, diretor executivo financeiro, e Eduardo Rebouças, diretor executivo de infraestrutura. Vinícius Pinotti, que comanda o futebol, não é membro do conselho, mas foi um importante colaborador da campanha de Leco enquanto atuava no marketing do clube.

O estatuto diz que os diretores executivos devem ter notório saber em sua área de atuação.

Para não cair numa discussão sem fim com o presidente sobre a competência dos indicados, o Conselho de Administração decidiu implantar os sistema de cobrança de resultados a partir de um plano de ação que deve ser apresentado por cada dirigente remunerado.

A ideia do CA é dar até dezembro para os executivos, contratados neste ano, cumprirem as primeiras metas. Quem não conseguir deverá ter a sua substituição recomendada para Leco.

O estatuto do São Paulo já prevê a abertura de procedimento para apurar a responsabilidade do executivo que estourar o orçamento previsto em sua área por mais de 5%.

Em relação à rejeição à indicação de dirigentes remunerados que são influentes na política tricolor, Leco tem se defendido alegando que todos os nomes foram aprovados pelo CA.

Em breve, a diretoria deve apresentar publicamente relatório sobre os 100 primeiros dias da atual gestão para mostrar o que tem sido feito em cada área.