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Arquivo : Carlos Leite

Balanço corintiano indica R$ 9,3 mi em empréstimos de Bertolucci e Leite
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O balanço financeiro do Corinthians relativo a 2017 registra empréstimos por meio de contratos de mútuo com os empresários Carlos Leite e Giuliano Bertolucci. Em 31 de dezembro, o clube tinha a pagar por essas operações cerca de R$ 4,1 milhão para o primeiro e aproximadamente R$ 5,2 milhões ao segundo.

Os dados apresentados no documento mostram que a maior parte do dinheiro emprestado ao clube veio de agentes, apesar de eles cobrarem taxas altas em relação às instituições financeiras que fizeram operações semelhantes com o alvinegro.

No final do ano passado, eram R$ 10,9 milhões em empréstimos a serem pagos até 31 de dezembro de 2018. Dessa quantia, R$ 9,3 milhões vieram dos dois agentes.

Entre essas operações, a taxa de juros mais alta é cobrada por Leite: 1,94% ao mês. Bertolucci cobrou 1,5% ao mês. Como comparação, o BicBanco pediu 1,45% ao mês pelo empréstimo de R$ 1,1 milhão.

“São empréstimos anteriores. O problema é que assinamos os contratos lá atrás, e os juros caíram. Honramos os contratos. Hoje, com empresário não dá pra fazer”, afirmou Emerson Piovesan, ex-diretor financeiro do clube.

Segundo ele, os valores referentes a Leite estão relacionados a dois empréstimos. O agente se envolveu em polêmica na última eleição corintiana por causa de R$ 200 mil pertencentes a ele e que entraram nas contas do clube. Recibo mostrado pelo blog indica que a quantia foi usada para quitar mensalidades de sócios inadimplentes para eles poderem votar. A comissão eleitoral da agremiação enviou a documentação referente à transferência ao Ministério Público e à Receita Federal.

Na ocasião, o empresário afirmou não ter bancado taxa para associados, mas disse que havia feito novo empréstimo para o Corinthians.

Cássio, Mateus Vital, Fágner e Matheus Matias são jogadores ligados a Leite no Corinthians. Assim como Bertolucci, ele é amigo longa data de Andrés Sanchez, vencedor do pleito.

Entre as diversas negociações que Betolucci fez com o Alvinegro está a contratação de Jô para disputar a temporada passada.

Os dois empresários não aparecem com os nomes pelos quais são mais conhecidos no mercado. Giuliano é apontado apenas com outro de seus sobrenomes: Pacheco. Já seu colega é identificado como Carlos Alberto C. Leite Coutinho. Abreviado está o sobrenome Cardoso. Piovesan confirmou que as referências são aos dos dois agentes. O blog não conseguiu falar com os empresários por telefone.

Com Diego Salgado, do UOL, em São Paulo

 


Opinião: eleição mostra que Corinthians é maior adversário dele mesmo
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Os problemas envolvendo a eleição presidencial corintiana ilustram de maneira exemplar como muitas vezes em sua história o Corinthians teve ele mesmo como seu principal adversário. Interesses pessoais ou de grupos políticos são colocados acima do que é melhor para o clube, que sangra.

As lambanças na eleição geraram pelo menos seis ações na Justiça, além de uma representação no Ministério Público e outra na receita federal. O alvinegro sai do processo eleitoral com a imagem abalada e até sem saber se o resultado anunciado na votação corresponde à realidade. O clima de desconfiança em nada ajuda uma instituição que busca patrocinadores e tem uma dívida superior a R$ 1 bilhão pela construção de seu estádio para pagar.

Os problemas começaram com a injustificável decisão da diretoria de dar desconto de 50% para os associados inadimplentes regularizarem suas situações. A promoção foi cancelada pela comissão eleitoral com o argumento de que o estatuto veta qualquer tipo de anistia a partir de 12 meses antes da eleição. A correria de candidatos para colocar associados em dia foi vista pela comissão como tentativa de compra de votos. Mais um tiro na imagem corintiana.

O mau cheiro aumentou com o envolvimento do empresário Carlos Leite no episódio. Como revelou o blog, recibo de devolução de dinheiro indica que ele enviou R$ 200 mil para o clube quitar taxas de sócios inadimplentes. A comissão eleitoral enviou a papelada da operação para Ministério Público e Receita Federal.

O golpe de misericórdia veio com as suspeitas de que irregularidades no sistema de votação podem ter adulterado o resultado do pleito. Paulo Garcia acionou na Justiça a Telemeeting Brasil, responsável pelas urnas eletrônicas alegando irregularidades. A empresa nega a possibilidade de ter havido manipulação do resultado.

Segundo colocado na eleição, Garcia não deve ser condenado pelo corintiano por ter recolocado o clube num noticiário indesejado. Ele está certo em buscar a Justiça se acredita ter sido prejudicado. Errados estão todos os que contribuíram para o lamaçal que cobriu a eleição. O dono da Kalunga tem sua parcela de culpa por ter financiado o pagamento de taxas para sócios inadimplentes.

O conjunto da obra eleitoral mostra que ninguém prejudica mais o Corinthians do que diretores, conselheiros e sócios que contribuem para fazer o clube passar vergonha. Nem o mais maldoso dos palmeirenses seria tão eficiente na missão de fazer mal ao alvinegro.


‘Caso Carlos Leite’ no Corinthians vai para a Receita Federal
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A comissão eleitoral do Corinthians decidiu enviar para a Receita Federal um dossiê sobre as operações financeiras entre o empresário Carlos Leite e o clube durante o período eleitoral alvinegro.

Como revelou o blog, o agente, amigo do candidato situacionista a presidência Andrés Sanchez, enviou R$ 200 mil para a conta do clube e recebeu um “troco” de cerca de R$ 51,6 mil. A devolução foi acompanhada de um recibo, publicado pelo blog nesta sexta (2), com a justificativa de que o dinheiro sobrou da quitação de taxas de manutenção de sócios com os R$ 200 mil enviados pelo empresário.

O órgão responsável por cuidar da eleição corintiana, que acontece neste sábado, trata o pagamento de taxas para associados inadimplentes regularizarem suas situações na expectativa de poder votar como compra de voto. Porém, a comissão não tem poder para julgar e eventualmente punir Leite, pois ele não é associado. Mas entende que as operações devem ser analisadas para a Receita Federal para que ela verifique se houve irregularidades, como sonegação de impostos ou algum tipo de fraude.

A ideia do grupo é enviar o material na próxima segunda-feira. No pacote, deve estar cópia do recibo da devolução. A intenção também é enviar documentos sobre outros R$ 300 mil usados para o pagamento de taxas de sócios inadimplentes. Nesse caso, a comissão não sabe afirmar quem repassou o dinheiro.

Como mostrou o blog, Leite sustenta que fez um empréstimo de R$ 200 mil para o Corinthians sem relação com os sócios inadimplentes. A transação não foi confirmada por Emerson Piovezan, diretor financeiro na ocasião e candidato à vice-presidente na chapa de Paulo Garcia. O empresário não respondeu porque assinou um recibo que cita o uso de seu dinheiro para o acerto dos sócios.

Leite representa, entre outros jogadores, Cássio, Fágner e Camacho. Depois do envio dos R$ 200 mil, o clube ainda contratou outro atleta agenciado por ele, o promissor Mateus Vital.

O imbróglio começou depois que a diretoria deu desconto de 50% para associados em atraso regularizarem suas situações e terem direito a voto. A comissão não autorizou que eles participem do pleito citando o estatuto do clube que proíbe anistias a partir de 12 meses antes da votação.


Recibo indica que Carlos Leite bancou taxas para sócios do Corinthians
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Documento obtido pelo blog indica que os R$ 200 mil enviados pelo empresário Carlos Leite ao Corinthians foram usados para o pagamento de taxas de sócios inadimplentes que passariam a ter direito a voto na eleição do próximo sábado. Trata-se de um recibo no valor R$ 51.635, datado de 4 de dezembro e referente a uma devolução de dinheiro feita ao agente. Juntas, estão as assinaturas dele e de uma funcionária do alvinegro.

Os cerca de R$ 51 mil sobraram do total enviado para o pagamento em favor dos associados, segundo o documento.

Em papel timbrado da agremiação, o recibo contradiz a versão dada anteriormente pelo agente ao blog. Amigo de Andrés Sanchez, candidato à presidência pela situação, ele havia negado que tivesse dado dinheiro para o pagamento de taxas de associados em atraso. Declarou ter feito um empréstimo ao clube com contrato de mútuo.

“Estamos efetuando a devolução de R$ 51.635 referentes ao depósito de R$ 200 mil na conta… do Sport Club Corinthians Paulista, através da Caixa Econômica Federal, conforme comprovante anexo. Tal devolução deve-se à sobra de dinheiro usado para pagamento de manutenções de sócios do clube que foram efetuadas nos dias 1,2 e 3/12/2017”, diz o recibo.

Procurado pelo blog no final da tarde desta quinta (1º), Leite disse que precisava ver o documento para se manifestar, mas mostrou estranheza ao ser indagado sobre o assunto. Às 18h45, o blog enviou cópia do recibo para ele por celular mas não obteve resposta até as 11h16 desta sexta (2). O empresário também não atendeu mais aos telefonemas.

O recibo não revela quem foram os beneficiados com o dinheiro. Mas, como a quantia foi depositada na conta do clube, só a direção poderia ter acesso à ela. Em tese, isso associa os pagamentos a inadimplentes próximos ao grupo de situação.

O caso foi investigado pela comissão eleitoral do Corinthians que não conseguiu ouvir Leite. Na ocasião, ele afirmou que não poderia comparecer ao clube porque estava ocupado com a janela de transferências de jogadores para Europa. O empresário mora no Rio de Janeiro.

A diretoria havia feito uma promoção para sócios reativarem seus títulos com desconto de 50%. Porém, a comissão eleitoral tirou todos os beneficiados da lista de votantes sob a alegação de que o estatuto alvinegro proíbe anistias financeiras a partir de 12 meses antes da eleição.

Na mesma promoção, Paulo Garcia admitiu ter quitado taxas de associados. Sua candidatura à presidência foi impugnada pela comissão sob a alegação de compra de votos. Ele obteve liminar na Justiça e está na disputa. Já o empresário de Cássio, Fágner e Camacho não pode ser punido pela comissão por não ser sócio do clube. Depois de receber o dinheiro do agente, o Corinthians ainda contratou outro atleta ligado a ele, o promissor Mateus Vital.

No dia 29 de dezembro, o blog perguntou à assessoria de imprensa do presidente corintiano, Roberto de Andrade, se ele havia feito um empréstimo com Leite. A pergunta não foi respondida até agora. Indagado em entrevista coletiva nesta sexta pelo UOL Esporte, o presidente corintiano disse desconhecer o assunto.

Abaixo, veja cópia do recibo que indica que o dinheiro do agente foi usado para quitar taxas para sócios.

 


Por explicações, comissão eleitoral chama agente e ex-diretor corintiano
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A comissão eleitoral do Corinthians chamou o empresário Carlos Leite e o ex-diretor de futebol Eduardo Ferreira. O órgão quer pedir explicações sobre a suposta quitação de taxas para a regularização de sócios inadimplentes. Com os pagamentos eles poderiam votar na eleição presidencial alvinegra em 3 de fevereiro. A convocação foi confirmada ao blog por Miguel Marques e Silva, presidente da comissão. Porém, Ferreira, nega que tenha sido convocado.

Em relação ao agente de Cássio, Fágner e Camacho a intenção é perguntar, principalmente, porque ele enviou no final de novembro R$ 200 mil ao clube e se o dinheiro foi mandado para quitar taxas de inadimplentes. Segundo Silva, uma funcionária do Corinthians afirmou em depoimento que a quantia foi enviada com esse fim.

Ao blog, Leite negou essa versão e declarou que emprestou os R$ 200 mil ao clube sem saber como o dinheiro foi usado. Uma cópia do contrato deve ser pedida a ele, apesar de a comissão não ter poder para obrigar o empresário a comparecer e nem para aplicar eventuais punições já que ele não é sócio da agremiação.

“Mandaram uma mensagem me convidando para ir lá. Vou responder que irei quando tiver tempo. Estamos no meio de uma janela de transferências e não posso priorizar esse assunto agora”, declarou Leite no final da tarde desta sexta-feira.

O desejo da comissão era ouvir o empresário já na próxima segunda, mesmo dia para o qual Ferreira foi chamado para dar explicações à comissão, de acordo com a versão de Silva. O conselheiro, no entanto, não especificou qual o caso de quitação de taxas que motivou a intenção de ouvir o ex-diretor de futebol, homem de confiança de Andrés Sanchez e candidato à reeleição ao conselho.

Ferreira negou ter sido convocado. Disse que pediu para conversar neste sábado com o presidente da comissão para tirar dúvidas em relação a candidatos ao conselho por sua chapa.

A investigação no clube começou por conta da suspeita de que candidatos à presidência bancaram taxas de sócios inadimplentes. Paulo Garcia foi o único dos postulantes a admitir a prática.

Por ordem da diretoria, foi dado desconto de 50% para os devedores normalizarem suas situações. Mas a comissão tirou da lista de votantes todos os beneficiados com a promoção alegando que o estatuto alvinegro proíbe anistias a partir de um ano antes da eleição. Por sua vez, a direção defende a tese de que a anistia só se configuraria com o perdão total da dívida.

 


Corinthians ainda deve cerca de R$ 3,7 mi por empréstimo de Carlos Leite
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Protagonista de polêmica na campanha eleitoral do Corinthians, o agente Carlos Leite ainda é credor do clube no valor de R$ 3.763.000 referentes a empréstimo registrado no balanço financeiro do clube de 2016.

A quantia foi emprestada no final de 2016 com a previsão de ser paga em 30 dias, mas até agora não foi quitada. Emerson Piovesan, diretor financeiro do clube à época da operação, confirmou ao blog a dívida. Segundo ele, porém, o pagamento está previsto para ser feito até o final de janeiro. O cartola deixou o cargo para ser candidato à vice-presidente na chapa de Paulo Garcia no pleito marcado para 3 de fevereiro.

De acordo com o balanço corintiano, o agente de Cássio, Fágner e Camacho cobra juros de 1,94% ao mês. A taxa é superior à cobrada do clube por instituições financeiras. O documento registra que o BIC Banco, por exemplo, cobrou juros de 1,45% ao mês. O BCV/BMG acordou taxas de 1,86% e 1,63% ao mês.

Leite afirma que no final de 2017 fez outro empréstimo no valor de R$ 200 mil com a promessa de que receberia o pagamento em 30 dias. O envio do dinheiro para a conta do Corinthians virou alvo de uma investigação no clube. A comissão eleitoral identificou a operação enquanto apurava a suspeita de que candidatos pagaram para sócios inadimplentes regularizarem suas situações e poderem votar.

Segundo Miguel Marques e Silva, presidente da comissão eleitoral, uma funcionária do clube afirmou em seu depoimento que o dinheiro de Leite foi enviado para pagar taxas de associados inadimplentes. O empresário nega. Sustenta que fez um empréstimo e que não sabe como a verba foi usada. Por sua vez, Piovesan nega que o clube tenha tomado R$ 200 mil emprestados junto ao empresário. Agora a comissão deve questionar o presidente Roberto de Andrade sobre a operação financeira com o agente.

A investigação a respeito dos pagamentos começou depois de a diretoria anunciar desconto de 50% para os inadimplentes normalizarem suas situações. O estatuto do clube proíbe anistia financeira a sócios a partir de um ano antes da eleição. A comissão eleitoral, então, tirou da lista de votação quem se beneficiou da promoção. A diretoria argumenta que a anistia só se caracterizaria com o perdão total da dívida.

 


Envio de R$ 200 mil de agente para Corinthians tem novas investigações
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A transferência de R$ 200 mil do empresário Carlos Leite para os cofres do Corinthians será alvo de novas investigações no clube. A Comissão Eleitoral estuda um pacote de medidas para tentar esclarecer o episódio. Há também a possibilidade de o assunto virar alvo do Conselho Deliberativo.

De acordo com Miguel Marques e Silva, presidente da comissão, o órgão analisa convocar o presidente Roberto de Andrade e o diretor financeiro à época da operação, Emerson Piovezan, para falarem sobre o caso. A principal meta é ouvir da diretoria porque o depósito foi feito. Segundo Silva, funcionária do clube afirmou que o dinheiro foi enviado para regularizar a situação de sócios inadimplentes, como revelou o blog. Assim, eles poderiam votar na eleição presidencial marcada para 3 de fevereiro.

No entanto, Leite afirma que fez um empréstimo com contrato de mutuo ao clube e não sabe como a verba foi utilizada. Já Piovezan nega que o Corinthians pegou essa quantia emprestada junto ao empresário de Cássio, Fágner e Camacho. Pelo menos por meio do departamento financeiro.

A comissão está disposta a indagar ao presidente do clube se ocorreu o empréstimo sem a ciência de Piovezan. Em caso positivo, a ideia é solicitar uma cópia do contrato. Se foi tomado dinheiro emprestado para regularizar a situação de parte dos sócios inadimplentes, a direção terá que explicar porque deu privilégio a uma parcela de sócios. Também terá de se defender da suspeita de mau uso do dinheiro corintiano.

Por meio da assessoria de imprensa do clube, o blog indagou por e-mail a Andrade se o empréstimo foi realizado. Até as 23h43 desta sexta não havia obtido resposta.

Os conselheiros que cuidam do caso gostariam de ouvir Leite pessoalmente, mas não têm poder para convocar o agente já que ele não é associado do Corinthians. “Não sou obrigado a ir, mas se me chamarem eu vou”, disse o empresário ao blog. Ele declara estar interessado em elucidar o assunto.

A movimentação financeira foi descoberta porque a comissão eleitoral passou a investigar quem havia pago pela quitação de taxas referentes a sócios inadimplentes. O órgão decidiu que o desconto dado pela diretoria é considerado anistia, que é proibida pelo estatuto alvinegro a partir de 12 meses antes da eleição.


R$ 200 mil do agente Carlos Leite entram no Corinthians e geram polêmica
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Os cofres do Corinthians receberam recentemente R$ 200 mil do empresário de jogadores Carlos Leite. Ao blog, o agente afirmou que emprestou essa quantia para o clube numa operação registrada em contrato. Ele respondia à indagação sobre polêmica eleitoral que envolve a movimentação financeira. Porém, Emerson Piovezan, diretor financeiro à época, nega que a operação tenha sido feita. Pelo menos por sua área.

O depósito foi identificado em investigação da comissão eleitoral corintiana.  Segundo a apuração realizada pelos conselheiros, a verba teria sido enviada para regularizar a situação de sócios inadimplentes a fim de que eles pudessem votar na eleição presidencial marcada para 3 de fevereiro. No entanto, essa versão é veemente rechaçada pelo agente dos corintianos Cássio, Fágner e Camacho, entre outros atletas de diversos times.

“Comprovamos que o Carlos Leite fez o depósito em dinheiro. A funcionária do clube responsável por receber os pagamentos disse no depoimento dela na comissão que o dinheiro em nome dele foi dado para pagar as taxas de regularização de sócios inadimplentes”, afirmou o conselheiro Miguel Marques e Silva, presidente da comissão eleitoral corintiana.

“Não dei dinheiro para ninguém. Com a minha experiência, você acha que eu ia me envolver em eleição de clube?”, declarou o empresário.

Em conversa com este blogueiro na última quarta (27), Leite também afirmou que poderia ter feito um empréstimo nesse valor ao clube e assegurou que levantaria a informação. No dia seguinte, ele declarou que em 30 de novembro emprestou R$ 200 mil para o Corinthians mediante um contrato de mutuo, operação legal. “Empresto dinheiro para clubes que me pedem. Mas é tudo legal, com contrato de mutuo. Agora, não sei o que o clube faz com o dinheiro. Se tem clube que usa para pagar mensalidade atrasada de sócio, eu não sei”, afirmou no contato inicial.

“Empréstimo? Que empréstimo?”, respondeu Piovezan por mensagem de celular ao ser indagado sobre o tema. “Não procede essa sua informação. Não houve nada em relação ao clube, digo na área financeira, nesse sentido”, completou o cartola. Piovezan deixou a diretoria de finanças para ser candidato à vice-presidência pela chapa de Paulo Garcia.

Leite já fez empréstimo para o Corinthians antes. A operação constou em balanço do clube. O empresário também negou que tenha feito depósito em dinheiro. “Foi uma transferência eletrônica da minha conta para a conta do clube. Vou interpelar judicialmente essa funcionária que teria dito que foi em dinheiro”, declarou o agente. Depois da publicação da primeira versão deste post, o agente enviou por celular foto do comprovante de uma transferência de R$ 200 mil da sua conta para a do clube na tarde do dia 30 de novembro.

A comissão eleitoral não tem poder para convocar o agente para depor, já que ele não é sócio.

A investigação aconteceu porque a comissão considerou ilegal promoção feita pela diretoria no início de dezembro para dar desconto de 50% aos inadimplentes que quisessem ficar em dia. Dessa forma, eles poderiam votar no pleito. A  iniciativa foi anunciada em 1º de dezembro, um dia depois da data em que Leite declara ter feito o empréstimo.

O estatuto corintiano proíbe anistia para associados a partir de um ano antes da eleição. Mas a diretoria entendeu que o desconto não configurava anistia. Ela só seria caracterizada com o perdão total da dívida. No entanto, a comissão discordou da tese e barrou os anistiados da eleição. A partir daí passou a investigar quem foram os responsáveis por efetuar os pagamentos para saber se as verbas entraram nos cofres e se candidatos estavam bancando sócios, que são eleitores.

Paulo Garcia foi o único postulante à presidência que confirmou ter bancado regularizações.

No caso do título familiar, o desconto era de R$ 600.


Corinthians paga juros mais altos para agente de atletas do que para banco
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O Corinthians publicou seu balanço de 2014 com uma informação importante sobre o relacionamento do clube com empresários. O documento mostra as condições em que foram feitos dois empréstimos com empresas de agentes de jogadores.

A RC Consultoria, que tem Carlos Leite como um dos sócios, emprestou R$ 2 milhões ao alvinegro com cobrança de 1,50% de juros ao mês. A taxa é superior à cobrada por outras instituições financeiras. Ao Itaú, o clube paga 1,10% de juros por mês por ter levantado R$ 11.499.000 na instituição. Das operações relatadas no balanço e que não levam em conta CDI (Certificado de Depósito Interbancário), o que facilita a comparação, apenas empréstimos junto ao BCV e ao BMG apresentam taxas maiores: 1,85% e 1,63% ao mês.

Entre outros jogadores, Leite agencia Cássio e Gil.

Há também o registro de uma operação com “Luiz Fernando Menezes – LFM”. Foram emprestados R$ 3 milhões com juros de 1,39% ao mês. De acordo com membro da diretoria, essa quantia foi conseguida com Luiz Fernando Menezes Garcia, empresário de jogadores e conselheiro do clube licenciado desde fevereiro. Fernando Garcia, como é mais conhecido, cuida da carreira e tem participação nos direitos de atletas, como Malcom.

Diretor financeiro na ocasião em que as transações foram feitas, Raul Corrêa da Silva, disse ao blog considerar qualquer taxa de juros abaixo de 2% ao mês boa. E afirmou que os juros bancários inferiores aos das negociações com empresários foram frutos de demoradas negociações. Assim, na opinião dele, valeu a pena pagar taxas mais altas e conseguir o dinheiro mais rapidamente.

O balanço corintiano aponta ainda R$ 4,9 milhões emprestados pela Federação Paulista, mas não há registro de juros cobrados.

Ao todo, foram detalhados empréstimos no valor de R$ 50,9 milhões em 2014, contra R$ 34,9 milhões no ano anterior.

Outra informação revelada pelo documento é de que em 31 de dezembro foram dados como garantias dos empréstimos aval do então presidente Mário Gobbi, receitas futuras e notas promissórias no valor de R$ 8,5 milhões.

Em 2014, o déficit operacional futebol corintiano foi de R$ 21,4 milhões contra um superávit de R$ 18,1 milhões em 2013. A receita operacional do departamento caiu de R$ 266,3 milhões no ano retrasado para R$ 217 milhões na temporada passada.

Contribuiu fortemente para a queda o fato de toda a receita com a venda ingressos na arena do clube ficar numa conta separada para pagar a construção do estádio. Assim, a arrecadação com bilheteria foi de apenas R$ 6,9 milhões diante de R$ 32 milhões anotados em 2013.

No entanto, as despesas operacionais do departamento de futebol caíram de R$ 248,2 milhões para R$ 238,4 milhões.

Abaixo, veja reprodução do trecho do balanço corintiano que trata dos empréstimos.

Reprodução

 


Empresário Carlos Leite é novo “parceiro” do Flamengo
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Colaborou Paulo Passos, do UOL Esporte

As contratações do volante Elias (ex-Corinthians) e do meia-atacante Gabriel (ex-Bahia) foram feitas por intermédio do agente Carlos Leite, empresário dos dois jogadores.

Ele se aproximou da nova diretoria do Fla e trabalha na busca de outros reforços. Procurado pelo blog, o agente não respondeu se ajudou financeiramente o clube, que reclama da falta de dinheiro para contratar. E nem se é o dono de metade dos direitos de Gabriel, já que o Flamengo ficou com uma fatia de 50%.

O empresário, porém, confirmou que continuará participando da montagem do time. “A ideia é fazer um trabalho parecido com o que fizemos no Corinthians, uma parceria”, disse. E negou que as duas operações tenham sido casadas.

No alvinegro, Leite foi um dos responsáveis pela formação da equipe após a queda para Série B. Tudo começou com a contratação de Mano Menezes, seu cliente. A parceria trouxe resultados, como o sucesso de Elias e de Mano no Parque São Jorge. Mas gerou protestos da oposição pela quantidade de atletas empresariados pelo mesmo agente do então treinador do time.

No Flamengo, o empresário volta a atuar ao lado de Paulo Pelaipe, dirigente remunerado. Os dois ficaram próximos quando o cartola estava no Grêmio. Na ocasião, Mano Menezes era o treinador do time na Série B.