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Arquivo : Carlos Leite

Por explicações, comissão eleitoral chama agente e ex-diretor corintiano
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A comissão eleitoral do Corinthians chamou o empresário Carlos Leite e o ex-diretor de futebol Eduardo Ferreira. O órgão quer pedir explicações sobre a suposta quitação de taxas para a regularização de sócios inadimplentes. Com os pagamentos eles poderiam votar na eleição presidencial alvinegra em 3 de fevereiro. A convocação foi confirmada ao blog por Miguel Marques e Silva, presidente da comissão. Porém, Ferreira, nega que tenha sido convocado.

Em relação ao agente de Cássio, Fágner e Camacho a intenção é perguntar, principalmente, porque ele enviou no final de novembro R$ 200 mil ao clube e se o dinheiro foi mandado para quitar taxas de inadimplentes. Segundo Silva, uma funcionária do Corinthians afirmou em depoimento que a quantia foi enviada com esse fim.

Ao blog, Leite negou essa versão e declarou que emprestou os R$ 200 mil ao clube sem saber como o dinheiro foi usado. Uma cópia do contrato deve ser pedida a ele, apesar de a comissão não ter poder para obrigar o empresário a comparecer e nem para aplicar eventuais punições já que ele não é sócio da agremiação.

“Mandaram uma mensagem me convidando para ir lá. Vou responder que irei quando tiver tempo. Estamos no meio de uma janela de transferências e não posso priorizar esse assunto agora”, declarou Leite no final da tarde desta sexta-feira.

O desejo da comissão era ouvir o empresário já na próxima segunda, mesmo dia para o qual Ferreira foi chamado para dar explicações à comissão, de acordo com a versão de Silva. O conselheiro, no entanto, não especificou qual o caso de quitação de taxas que motivou a intenção de ouvir o ex-diretor de futebol, homem de confiança de Andrés Sanchez e candidato à reeleição ao conselho.

Ferreira negou ter sido convocado. Disse que pediu para conversar neste sábado com o presidente da comissão para tirar dúvidas em relação a candidatos ao conselho por sua chapa.

A investigação no clube começou por conta da suspeita de que candidatos à presidência bancaram taxas de sócios inadimplentes. Paulo Garcia foi o único dos postulantes a admitir a prática.

Por ordem da diretoria, foi dado desconto de 50% para os devedores normalizarem suas situações. Mas a comissão tirou da lista de votantes todos os beneficiados com a promoção alegando que o estatuto alvinegro proíbe anistias a partir de um ano antes da eleição. Por sua vez, a direção defende a tese de que a anistia só se configuraria com o perdão total da dívida.

 


Corinthians ainda deve cerca de R$ 3,7 mi por empréstimo de Carlos Leite
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Protagonista de polêmica na campanha eleitoral do Corinthians, o agente Carlos Leite ainda é credor do clube no valor de R$ 3.763.000 referentes a empréstimo registrado no balanço financeiro do clube de 2016.

A quantia foi emprestada no final de 2016 com a previsão de ser paga em 30 dias, mas até agora não foi quitada. Emerson Piovesan, diretor financeiro do clube à época da operação, confirmou ao blog a dívida. Segundo ele, porém, o pagamento está previsto para ser feito até o final de janeiro. O cartola deixou o cargo para ser candidato à vice-presidente na chapa de Paulo Garcia no pleito marcado para 3 de fevereiro.

De acordo com o balanço corintiano, o agente de Cássio, Fágner e Camacho cobra juros de 1,94% ao mês. A taxa é superior à cobrada do clube por instituições financeiras. O documento registra que o BIC Banco, por exemplo, cobrou juros de 1,45% ao mês. O BCV/BMG acordou taxas de 1,86% e 1,63% ao mês.

Leite afirma que no final de 2017 fez outro empréstimo no valor de R$ 200 mil com a promessa de que receberia o pagamento em 30 dias. O envio do dinheiro para a conta do Corinthians virou alvo de uma investigação no clube. A comissão eleitoral identificou a operação enquanto apurava a suspeita de que candidatos pagaram para sócios inadimplentes regularizarem suas situações e poderem votar.

Segundo Miguel Marques e Silva, presidente da comissão eleitoral, uma funcionária do clube afirmou em seu depoimento que o dinheiro de Leite foi enviado para pagar taxas de associados inadimplentes. O empresário nega. Sustenta que fez um empréstimo e que não sabe como a verba foi usada. Por sua vez, Piovesan nega que o clube tenha tomado R$ 200 mil emprestados junto ao empresário. Agora a comissão deve questionar o presidente Roberto de Andrade sobre a operação financeira com o agente.

A investigação a respeito dos pagamentos começou depois de a diretoria anunciar desconto de 50% para os inadimplentes normalizarem suas situações. O estatuto do clube proíbe anistia financeira a sócios a partir de um ano antes da eleição. A comissão eleitoral, então, tirou da lista de votação quem se beneficiou da promoção. A diretoria argumenta que a anistia só se caracterizaria com o perdão total da dívida.

 


Envio de R$ 200 mil de agente para Corinthians tem novas investigações
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A transferência de R$ 200 mil do empresário Carlos Leite para os cofres do Corinthians será alvo de novas investigações no clube. A Comissão Eleitoral estuda um pacote de medidas para tentar esclarecer o episódio. Há também a possibilidade de o assunto virar alvo do Conselho Deliberativo.

De acordo com Miguel Marques e Silva, presidente da comissão, o órgão analisa convocar o presidente Roberto de Andrade e o diretor financeiro à época da operação, Emerson Piovezan, para falarem sobre o caso. A principal meta é ouvir da diretoria porque o depósito foi feito. Segundo Silva, funcionária do clube afirmou que o dinheiro foi enviado para regularizar a situação de sócios inadimplentes, como revelou o blog. Assim, eles poderiam votar na eleição presidencial marcada para 3 de fevereiro.

No entanto, Leite afirma que fez um empréstimo com contrato de mutuo ao clube e não sabe como a verba foi utilizada. Já Piovezan nega que o Corinthians pegou essa quantia emprestada junto ao empresário de Cássio, Fágner e Camacho. Pelo menos por meio do departamento financeiro.

A comissão está disposta a indagar ao presidente do clube se ocorreu o empréstimo sem a ciência de Piovezan. Em caso positivo, a ideia é solicitar uma cópia do contrato. Se foi tomado dinheiro emprestado para regularizar a situação de parte dos sócios inadimplentes, a direção terá que explicar porque deu privilégio a uma parcela de sócios. Também terá de se defender da suspeita de mau uso do dinheiro corintiano.

Por meio da assessoria de imprensa do clube, o blog indagou por e-mail a Andrade se o empréstimo foi realizado. Até as 23h43 desta sexta não havia obtido resposta.

Os conselheiros que cuidam do caso gostariam de ouvir Leite pessoalmente, mas não têm poder para convocar o agente já que ele não é associado do Corinthians. “Não sou obrigado a ir, mas se me chamarem eu vou”, disse o empresário ao blog. Ele declara estar interessado em elucidar o assunto.

A movimentação financeira foi descoberta porque a comissão eleitoral passou a investigar quem havia pago pela quitação de taxas referentes a sócios inadimplentes. O órgão decidiu que o desconto dado pela diretoria é considerado anistia, que é proibida pelo estatuto alvinegro a partir de 12 meses antes da eleição.


R$ 200 mil do agente Carlos Leite entram no Corinthians e geram polêmica
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Os cofres do Corinthians receberam recentemente R$ 200 mil do empresário de jogadores Carlos Leite. Ao blog, o agente afirmou que emprestou essa quantia para o clube numa operação registrada em contrato. Ele respondia à indagação sobre polêmica eleitoral que envolve a movimentação financeira. Porém, Emerson Piovezan, diretor financeiro à época, nega que a operação tenha sido feita. Pelo menos por sua área.

O depósito foi identificado em investigação da comissão eleitoral corintiana.  Segundo a apuração realizada pelos conselheiros, a verba teria sido enviada para regularizar a situação de sócios inadimplentes a fim de que eles pudessem votar na eleição presidencial marcada para 3 de fevereiro. No entanto, essa versão é veemente rechaçada pelo agente dos corintianos Cássio, Fágner e Camacho, entre outros atletas de diversos times.

“Comprovamos que o Carlos Leite fez o depósito em dinheiro. A funcionária do clube responsável por receber os pagamentos disse no depoimento dela na comissão que o dinheiro em nome dele foi dado para pagar as taxas de regularização de sócios inadimplentes”, afirmou o conselheiro Miguel Marques e Silva, presidente da comissão eleitoral corintiana.

“Não dei dinheiro para ninguém. Com a minha experiência, você acha que eu ia me envolver em eleição de clube?”, declarou o empresário.

Em conversa com este blogueiro na última quarta (27), Leite também afirmou que poderia ter feito um empréstimo nesse valor ao clube e assegurou que levantaria a informação. No dia seguinte, ele declarou que em 30 de novembro emprestou R$ 200 mil para o Corinthians mediante um contrato de mutuo, operação legal. “Empresto dinheiro para clubes que me pedem. Mas é tudo legal, com contrato de mutuo. Agora, não sei o que o clube faz com o dinheiro. Se tem clube que usa para pagar mensalidade atrasada de sócio, eu não sei”, afirmou no contato inicial.

“Empréstimo? Que empréstimo?”, respondeu Piovezan por mensagem de celular ao ser indagado sobre o tema. “Não procede essa sua informação. Não houve nada em relação ao clube, digo na área financeira, nesse sentido”, completou o cartola. Piovezan deixou a diretoria de finanças para ser candidato à vice-presidência pela chapa de Paulo Garcia.

Leite já fez empréstimo para o Corinthians antes. A operação constou em balanço do clube. O empresário também negou que tenha feito depósito em dinheiro. “Foi uma transferência eletrônica da minha conta para a conta do clube. Vou interpelar judicialmente essa funcionária que teria dito que foi em dinheiro”, declarou o agente. Depois da publicação da primeira versão deste post, o agente enviou por celular foto do comprovante de uma transferência de R$ 200 mil da sua conta para a do clube na tarde do dia 30 de novembro.

A comissão eleitoral não tem poder para convocar o agente para depor, já que ele não é sócio.

A investigação aconteceu porque a comissão considerou ilegal promoção feita pela diretoria no início de dezembro para dar desconto de 50% aos inadimplentes que quisessem ficar em dia. Dessa forma, eles poderiam votar no pleito. A  iniciativa foi anunciada em 1º de dezembro, um dia depois da data em que Leite declara ter feito o empréstimo.

O estatuto corintiano proíbe anistia para associados a partir de um ano antes da eleição. Mas a diretoria entendeu que o desconto não configurava anistia. Ela só seria caracterizada com o perdão total da dívida. No entanto, a comissão discordou da tese e barrou os anistiados da eleição. A partir daí passou a investigar quem foram os responsáveis por efetuar os pagamentos para saber se as verbas entraram nos cofres e se candidatos estavam bancando sócios, que são eleitores.

Paulo Garcia foi o único postulante à presidência que confirmou ter bancado regularizações.

No caso do título familiar, o desconto era de R$ 600.


Corinthians paga juros mais altos para agente de atletas do que para banco
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O Corinthians publicou seu balanço de 2014 com uma informação importante sobre o relacionamento do clube com empresários. O documento mostra as condições em que foram feitos dois empréstimos com empresas de agentes de jogadores.

A RC Consultoria, que tem Carlos Leite como um dos sócios, emprestou R$ 2 milhões ao alvinegro com cobrança de 1,50% de juros ao mês. A taxa é superior à cobrada por outras instituições financeiras. Ao Itaú, o clube paga 1,10% de juros por mês por ter levantado R$ 11.499.000 na instituição. Das operações relatadas no balanço e que não levam em conta CDI (Certificado de Depósito Interbancário), o que facilita a comparação, apenas empréstimos junto ao BCV e ao BMG apresentam taxas maiores: 1,85% e 1,63% ao mês.

Entre outros jogadores, Leite agencia Cássio e Gil.

Há também o registro de uma operação com “Luiz Fernando Menezes – LFM”. Foram emprestados R$ 3 milhões com juros de 1,39% ao mês. De acordo com membro da diretoria, essa quantia foi conseguida com Luiz Fernando Menezes Garcia, empresário de jogadores e conselheiro do clube licenciado desde fevereiro. Fernando Garcia, como é mais conhecido, cuida da carreira e tem participação nos direitos de atletas, como Malcom.

Diretor financeiro na ocasião em que as transações foram feitas, Raul Corrêa da Silva, disse ao blog considerar qualquer taxa de juros abaixo de 2% ao mês boa. E afirmou que os juros bancários inferiores aos das negociações com empresários foram frutos de demoradas negociações. Assim, na opinião dele, valeu a pena pagar taxas mais altas e conseguir o dinheiro mais rapidamente.

O balanço corintiano aponta ainda R$ 4,9 milhões emprestados pela Federação Paulista, mas não há registro de juros cobrados.

Ao todo, foram detalhados empréstimos no valor de R$ 50,9 milhões em 2014, contra R$ 34,9 milhões no ano anterior.

Outra informação revelada pelo documento é de que em 31 de dezembro foram dados como garantias dos empréstimos aval do então presidente Mário Gobbi, receitas futuras e notas promissórias no valor de R$ 8,5 milhões.

Em 2014, o déficit operacional futebol corintiano foi de R$ 21,4 milhões contra um superávit de R$ 18,1 milhões em 2013. A receita operacional do departamento caiu de R$ 266,3 milhões no ano retrasado para R$ 217 milhões na temporada passada.

Contribuiu fortemente para a queda o fato de toda a receita com a venda ingressos na arena do clube ficar numa conta separada para pagar a construção do estádio. Assim, a arrecadação com bilheteria foi de apenas R$ 6,9 milhões diante de R$ 32 milhões anotados em 2013.

No entanto, as despesas operacionais do departamento de futebol caíram de R$ 248,2 milhões para R$ 238,4 milhões.

Abaixo, veja reprodução do trecho do balanço corintiano que trata dos empréstimos.

Reprodução

 


Empresário Carlos Leite é novo “parceiro” do Flamengo
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Colaborou Paulo Passos, do UOL Esporte

As contratações do volante Elias (ex-Corinthians) e do meia-atacante Gabriel (ex-Bahia) foram feitas por intermédio do agente Carlos Leite, empresário dos dois jogadores.

Ele se aproximou da nova diretoria do Fla e trabalha na busca de outros reforços. Procurado pelo blog, o agente não respondeu se ajudou financeiramente o clube, que reclama da falta de dinheiro para contratar. E nem se é o dono de metade dos direitos de Gabriel, já que o Flamengo ficou com uma fatia de 50%.

O empresário, porém, confirmou que continuará participando da montagem do time. “A ideia é fazer um trabalho parecido com o que fizemos no Corinthians, uma parceria”, disse. E negou que as duas operações tenham sido casadas.

No alvinegro, Leite foi um dos responsáveis pela formação da equipe após a queda para Série B. Tudo começou com a contratação de Mano Menezes, seu cliente. A parceria trouxe resultados, como o sucesso de Elias e de Mano no Parque São Jorge. Mas gerou protestos da oposição pela quantidade de atletas empresariados pelo mesmo agente do então treinador do time.

No Flamengo, o empresário volta a atuar ao lado de Paulo Pelaipe, dirigente remunerado. Os dois ficaram próximos quando o cartola estava no Grêmio. Na ocasião, Mano Menezes era o treinador do time na Série B.


Quatro titulares de Mano têm ligação com seu agente
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Do time titular da seleção brasileira no amistoso com a França, três atletas são empresariados por Carlos Leite, agente de Mano Menezes. Ele cuida das carreiras de André Santos, Lucas e Renato Augusto.

Elias não tem contrato com o empresário, mas Leite colocou dinheiro na vinda dele para o Corinthians e intermediou a sua recente venda para o Atlético de Madrid.

O número é expressivo num universo de 11 atletas. Mas nenhum dos quatro pode ser considerado perna de pau ou provocar revolta por estar no time nacional. Elias e Lucas, homem de confiança do treinador, são os que têm mais chances de se manter na seleção até 2014. Lucas aproveitou bem as oportunidades que teve até aqui. A transferência do volante do Grêmio para a Europa foi uma das primeiras grandes negociações da carreira de seu empresário.

Renato Augusto é o que mais tem a provar e para quem a convocação foi mais significativa. Será titular logo em sua primeira chamada. E, apesar de já jogar na Alemanha, uma simples convocação para a seleção aumenta o valor dos direitos econômicos do atleta.

Carlos Leite foi para Paris acompanhar de perto seus pupilos. Para lá também embarcou o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez. Mas a viagem de um não tem nada a ver com a de outro. Segundo a assessoria de imprensa do Corinthians, o cartola foi conversar com a CBF e a Fifa sobre o estádio de Itaquera, além de se reunir com gente da Nike.


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