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Opinião: São Paulo insiste na arriscada estratégia de agradar à torcida
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Perrone

A reunião entre torcedores e jogadores do São Paulo na última semana indica que a diretoria tricolor não aprendeu com erros cometidos na tentativa de agradar aos fãs do clube.

Geralmente, atletas não gostam de ter que dar explicações aos torcedores. E costumam se sentir ainda mais incomodados quando são tiradas satisfações dentro do local de trabalho e com anuência da direção.

Além do natural risco de gerar descontentamento, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, deixou membros do Conselho de Administração são-paulino contrariados com o que acreditam ser exposição desnecessária dos jogadores perante a torcida.

O episódio é a repetição da estratégia de tomar medidas simpáticas à torcida adotada outras vezes por Leco sem sucesso.

Foi assim, por exemplo, na decisão de contratar Lugano, claramente sem condições de ser titular, na tentativa de reconquistar o apoio dos torcedores para o time, além da aposta na liderança do zagueiro. Essa era a teoria, mas na prática o São Paulo ficou com um reserva de luxo enquanto não consegue arrumar sua zaga desde o início do ano. E o contrato do uruguaio ainda foi renovado, apesar de ele ser pouco aproveitado.

A contratação de Rogério Ceni, realizada em período de campanha eleitoral (Leco nega cunho político), também foi extremamente popular entre os torcedores. Porém, com a demissão do ex-goleiro em apenas cerca de seis meses, a escolha se revelou uma ação sem sólido planejamento. A impressão que fica, é que na oportunidade a diretoria fechou os olhos para os riscos da decisão de dar sua prancheta para um estreante. Assim como tampou os ouvidos para alertas dos membros do Conselho de Administração sobre a possibilidade de efeitos colaterais provocados pelo encontro entre atletas e torcedores.

Se jogadores podem ter ficado constrangidos com a cobrança feita especialmente por membros de torcidas organizadas, o mesmo pode acontecer com Dorival Júnior se for colocada em prática a ideia de Muricy Ramalho prestar consultoria técnica informal.

O atual treinador diz concordar com a medida, mas não é estranho o fato de a diretoria ter dito que Dorival considerava desnecessária a ajuda externa de um profissional do ramo? Muricy foi convidado mediante forte pressão de torcedores, sócios e conselheiros que entregaram para Leco um abaixo-assinado pedindo a contratação do ex-treinador como coordenador. Mais uma vez fica no ar o cheiro de que a direção continua confiando no populismo como forma de administrar o clube.

Esse estilo pode conduzir Leco a dois tipos de situação. Na primeira, se a equipe se salvar, do rebaixamento, torcedores, sócios e conselheiros irão dizer que a direção só não rebaixou a equipe porque eles interferiram. Até aí, tudo bem, pois não é vergonha contar com ajuda para fazer o melhor pelo clube.

No segundo caminho, o presidente afundaria com a torcida para a Série B. Daí poderá dizer que não errou sozinho e que fez o que os torcedores pediam, o que de nada adiantará.

O problema, na opinião deste blogueiro, é que já há casos concretos em que o a decisão de atender ao anseio popular atropelou o bom senso gerando resultados amargos para o tricolor. Ou seja, a diretoria repte uma estratégia que não tem dado certo. E, no momento em que o novo estatuto prega o profissionalismo, a influência de quem não é pago para tomar decisões, só aumenta.


Para Conselho de Administração, SPFC expôs atletas em reunião com torcida
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Com José Eduardo Martins, do UOL, em São Paulo

Para membros do Conselho de Administração do São Paulo a diretoria do clube expôs jogadores ao permitir na última quarta uma reunião deles com torcedores no Centro de Treinamento.

Integrantes do órgão acreditam que a atitude pode gerar descontentamento dos atletas com a direção. Os cartolas contrários à  ideia avaliam que, além de deixar o elenco exposto a cobranças de membros de torcidas organizadas, entre outros torcedores, a atitude pode fazer com que o grupo perca confiança na diretoria. A análise é de que a equipe pode se sentir traída pelos cartolas com a permissão para ser questionada pela torcida dentro de seu ambiente de trabalho.

Outro ponto levantado é que a direção teria dado um sinal de fraqueza e que, se o time reagir a partir de agora, as uniformizadas podem usar o fato para dizer que só com a intervenção delas o clube escapou do rebaixamento para a Série B do Brasileiro. O encontro foi idealizado pelos torcedores uniformizados.

Três dos nove integrantes do Conselho de Administração confirmaram que em reunião do órgão na última terça a preocupação com a reação dos atletas foi manifestada para o presidente do clube, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco. O cartola, no entanto, defendeu o diálogo com os torcedores.

Apesar da insatisfação demonstrada por parte de seus colegas com o encontro, Raí que integra o órgão, participou ativamente da reunião.

“A administração do São Paulo Futebol Clube compete ao Conselho de Administração, um poder de deliberação colegiada, e à diretoria eleita, auxiliada pela diretoria executiva”, diz o site do clube.


Conselho de Administração do SPFC vai avaliar executivos de Leco por metas
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Com José Eduardo Martins, do UOL, em São Paulo

O Conselho de Administração (CA) do São Paulo finaliza um modelo para avaliar e eventualmente afastar diretores executivos que não rendam o esperado. Eles serão cobrados para atingir metas que ainda estão sendo estipuladas. Corrente no órgão defende que as principais sejam cortes de aproximadamente 12% em nas despesas de seus setores e aumento das receitas no mesmo número.

A definição de regras para avaliar os dirigentes remunerados está entre as prioridades do CA porque há discordância em relação ao fato de o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, indicar conselheiros para a direção executiva no lugar de profissionais independentes da vida política tricolor. São os casos de Rodrigo Gaspar, diretor executivo administrativo, Elias Barquete Albarello, diretor executivo financeiro, e Eduardo Rebouças, diretor executivo de infraestrutura. Vinícius Pinotti, que comanda o futebol, não é membro do conselho, mas foi um importante colaborador da campanha de Leco enquanto atuava no marketing do clube.

O estatuto diz que os diretores executivos devem ter notório saber em sua área de atuação.

Para não cair numa discussão sem fim com o presidente sobre a competência dos indicados, o Conselho de Administração decidiu implantar os sistema de cobrança de resultados a partir de um plano de ação que deve ser apresentado por cada dirigente remunerado.

A ideia do CA é dar até dezembro para os executivos, contratados neste ano, cumprirem as primeiras metas. Quem não conseguir deverá ter a sua substituição recomendada para Leco.

O estatuto do São Paulo já prevê a abertura de procedimento para apurar a responsabilidade do executivo que estourar o orçamento previsto em sua área por mais de 5%.

Em relação à rejeição à indicação de dirigentes remunerados que são influentes na política tricolor, Leco tem se defendido alegando que todos os nomes foram aprovados pelo CA.

Em breve, a diretoria deve apresentar publicamente relatório sobre os 100 primeiros dias da atual gestão para mostrar o que tem sido feito em cada área.

 

 


Conselho de Administração do SPFC adota medida por transparência
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Na avaliação de membros do Conselho de Administração (CA) do São Paulo falta ao clube ser transparente em relação às decisões do órgão. Seus membros assinaram termo de confidencialidade se comprometendo a não comentar sobre o que é decidido pelo grupo.

A insatisfação deu origem à reivindicação de que o clube se manifeste oficialmente sobre os principais temas debatidos pelo CA. Assim, ficou decidido no encontro da última quinta-feira que serão publicados no site oficial tricolor resumos sobre cada reunião. O primeiro material pode ser divulgado já nesta segunda.

A medida, no entanto, não revoga a cláusula de confidencialidade. Os conselheiros mantém o compromisso de não revelarem detalhes das sessões.

Além do pedido por mais transparência, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, ouviu na reunião de quinta solicitação de explicação sobre os motivos que o levaram a aceitar o pagamento de multa rescisória de R$ 5 milhões para Rogério Ceni, técnico estreante.

O presidente deu justificativa semelhante à que já tinha dado em entrevista, afirmando que o ex-goleiro tinha medo de o opositor José Eduardo Mesquita Pimenta vencer a eleição e optar por sua demissão. Por isso pediu a previsão de multa como forma de se proteger.


Pagamento de multa a Rogério faz Leco ser cobrado internamente
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Com José Eduardo Martins, do UOL, em São Paulo

O fato de o São Paulo ter que pagar multa de R$ 5 milhões a Rogério Ceni por sua demissão gerou descontentamento em pelo menos três áreas no São Paulo. Os insatisfeitos estão na diretoria, no Conselho de Administração e no Conselho Deliberativo. No último caso, especialmente entre os opositores.

Na atual direção, há quem acredite que foi um erro da antiga diretoria de futebol e do presidente Carlos Augusto de Barros e Silva concordar com o pagamento de multa. Mas, nesse caso, não há barulho.

Já parte dos integrantes do conselho de administração mostra mais incômodo. A ala insatisfeita quer que Leco explique os motivos que levaram o clube a aceitar a inclusão da multa e pretende sugerir ao presidente que ele defina um padrão para os próximos contratos de treinador. Não é usual o clube estipular multas contratuais para seus técnicos. Os antecessores de Ceni demitidos receberam indenizações de um mês de salário. O sucessor dele, Dorival Júnior, tem previsão de multa equivalente a dois meses de pagamentos.

Os pedidos de explicação e a sugestão sobre a definição de um padrão deverão acontecer na próxima reunião do Conselho de Administração.

No órgão, também há quem queira informações sobre o afastamento de Pintado da comissão técnica da equipe principal. Existem membros que consideram que o Conselho de Administração não pode ser surpreendido com decisões importantes. A tese é de que eles só podem colaborar com o presidente se emitirem suas opiniões antes de tais medidas serem adotadas. Porém, os mais próximos a Leco discordam. Afirmam que se atos referentes ao departamento de futebol forem alvos de discussões, haverá lentidão nas ações. O clube poderia ser prejudicado.

Já no Conselho Deliberativo, o opositor Newton Luiz Ferreira, o Newton do Chapéu, e seus colegas tentam colher 50 assinaturas para que seja marcada uma reunião extraordinária do órgão. Entre outros temas, seriam cobradas explicações sobre os motivos que levaram o clube a concordar a incluir multa rescisória no contrato do ex-goleiro. Também seria pedido um balanço financeiro sobre as recentes vendas e contratações de jogadores. A medida é vista pela situação como meramente política.

O blog telefonou para o presidente são-paulino, mas ele não atendeu à ligação.

 


Vendas geram incertezas em conselho de administração do São Paulo
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As recentes negociações de jogadores feitas pelo São Paulo geram dúvidas no conselho de administração do clube. Membros do órgão não sabem dizer se elas aliviam as finanças sem prejudicar a disputa por títulos. Também existe incerteza sobre se as transferências estão encerradas ou outras ainda podem acontecer nesta janela europeia. Rodrigo Caio é um dos jogadores que despertam interesse de clubes estrangeiros.

O blog ouviu três dos nove membros desse conselho. Todos disseram que precisam de informações da diretoria para avaliar as negociações. Só um deles, Adilson Alves Martins, falou sem ter seu nome ocultado no post.

“Não sei dados concretos sobre a negociação e qual a finalidade do recurso, se será para amortizar dívida ou parte (vai ser usada) para investimento. Por isso não consigo responder”, disse Martins, que era diretor financeiro antes de entrar no conselho de administração, ao ser indagado sobre sua opinião em relação às vendas.

Ele foi o responsável pelo orçamento deste ano, que previa arrecadação de cerca de R$ 60 milhões com a negociação de atletas. De acordo com o blog do Marcel Rizzo, esse valor chegará a R$ 125 milhões, caso se confirmem as saídas de Luiz Araújo e Thiago Mendes.

O clima de incerteza em relação a quanto as negociações podem afetar a força da equipe agora ou num futuro próximo, já que jovens talentosos foram vendidos, acontece principalmente porque a diretoria não explicou ao conselho de administração as operações e seus objetivos. Isso só vai acontecer na próxima reunião do órgão, dia 12 de junho.

Elias Barquete Albarello, diretor financeiro do São Paulo, disse ao blog que não poderia comentar a situação financeira da agremiação e nem as vendas de jogadores sem antes falar aos conselhos do clube.

O sentimento dos outros dois membros do conselho de administração ouvidos é de que existe urgência em melhorar a saúde financeira tricolor, mas há receio de que a competitividade do time seja afetada. Um deles afirmou que não adianta a diretoria fazer dinheiro com jovens promissores e manter no time atletas com altos salários e rendimento abaixo do esperado. Wesley foi citado como exemplo.

David Neres, Augusto Galván e Lyanco estão entre os jogadores negociados desde janeiro.

 


Conselho de Administração do São Paulo tenta blindar Rogério Ceni
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Com José Eduardo Martins, do UOL, em São Paulo

Reunião do Conselho de Administração do São Paulo na noite desta segunda (15) mostrou que apesar dos maus resultados recentes Rogério Ceni não balança no cargo. Pelo menos se os cartolas se mantiverem fiéis ao que conversaram entre eles no encontro. A decisão foi de que todos vão apoiar o treinador.

O futebol não estava entre os temas centrais da sessão, que durou cerca de 2 horas e 15 minutos, mas foi discutido, e o grupo demonstrou grande preocupação com a fase atual do time. Porém, além do apoio a Rogério, ficou decidido também demonstrar confiança no diretor executivo de futebol, Vinicius Pinotti.

Entre os membros do Conselho de Administração estão o ex-jogador Raí, o presidente do clube, Carlos Augusto de Barros e Silva e o candidato de oposição derrotado na última eleição, José Eduardo Mesquita Pimenta.

O órgão também elaborou um cronograma para ouvir o planejamento de cada diretor executivo. Os conselheiros assinaram um termo de confidencialidade por meio do qual se comprometeram a não falar publicamente sobre os temas debatidos.

Enquanto o Conselho de Administração tenta dar sustentação a Rogério, a segunda maior torcida organizada do clube faz críticas ao treinador. A Dragões da Real questionou em sua página na internet se o técnico é “incaível” e deu a ele o título de bola murcha do time na derrota tricolor por 1 a 0 diante do Cruzeiro no último domingo pela primeira rodada do Brasileirão.


Novo round eleitoral no Flamengo aciona polícias militar e civil
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O processo eleitoral no Flamengo tem um novo confronto entre situação e oposição. O presidente do Conselho Fiscal, Leonardo Ribeiro, enviou ofício aos conselheiros informando que quer reforço policial para a reunião que homologará as chapas candidatas.

No comunicado, ele pede para o Conselho de Administração enviar requerimento ao 23º Batalhão da Polícia Militar, para 14ª Delegacia de Polícia e “demais órgãos de segurança pública”. O objetivo é solicitar proteção aos membros do órgão no próximo dia 8, quando discutirão as homologações.

Ele usa um post com  conteúdo ofensivo para justificar a medida. E alega que o suposto autor é um sócio que mora no interior e integra a oposição.

O texto, sem assinatura, foi publicado em blog mantido por opositores e fala na possibilidade de um complô para que a candidatura de Wallim Vasconsellos seja impugnada. E promete que os votos serão divulgados para a torcida saber quem se posicionou contra. “Não é uma ameaça, é uma promessa”, diz o manifesto, já retirado do blog. Um palavrão foi escrito para dizer que o grupo não será derrotado no tapetão nem a pau.

Colaboradores de Wallim dizem que nenhuma ameaça foi feita e que o presidente do Conselho Fiscal tomou uma atitude política.


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