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Arquivo : contratações

Mesmo descontente com crítica de Ceni, diretoria não vai rebater técnico
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A diretoria do São Paulo discordou da crítica de Rogério Ceni ao vaivém de atletas no time e não gostou da atitude do treinador.

Porém, a decisão é não rebater o técnico publicamente para evitar polêmica e uma crise escancarada. Ao mesmo tempo, os cartolas vão continuar assegurando a permanência dele no cargo.

Mas, internamente, fica claro o distanciamento entre direção e técnico. Nesse cenário, é possível afirmar que ele não está mais tão firme no posto como antes.

Após a derrota por 1 a 0 contra o Atlético-PR, em Curitiba, ele afirmou que times vencedores se mantêm. “O clube pensa em estar com o pagamento em dia, em cuidar das finanças, mas também agora em trazer jogadores. Só que agora precisamos fazer com que eles se adaptem e que o esquema se adapte ao que eles oferecerem. Talvez seja necessário mudar o sistema de jogo”, afirmou o técnico.

Para a direção, no entanto, não há erro. Com sua estratégia, o clube busca priorizar as finanças, mas sem enfraquecer a equipe. Por isso traçou como meta usar parte do dinheiro das vendas para pagar dívidas e outra (menos do que 50%) em reforços. A estratégia resultou no vaivém criticado por Ceni.


Pior paulista no Brasileirão-16, SPFC foi o que mais investiu em reforços
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Em 2016, o São Paulo foi o último colocado entre os times paulistas na classificação do Campeonato Brasileiro com o décimo lugar. A posição destoa da condição de clube do Estado que mais gastou com contratações no ano passado.

Os balanços das agremiações referentes a 2016 mostram a liderança são-paulina no quesito custos de reforços apesar de o tricolor ter receita superior apenas em relação ao Santos.

O time do Morumbi registrou em R$ 89.373.000 o custo com aquisições de direitos econômicos de oito atletas. Campeão brasileiro, o Palmeiras anotou em R$ 87.397.000 essa despesa. O gasto do vice-campeão Santos foi bem menor: R$ 44.575.000. Já o Corinthians, que terminou o brasileiro em sétimo, colocou em seu balanço que a o custo com contratações e vendas de jogadores foi de R$ 69.937.000.

“Não dá pra fazer essa conta (de quanto o clube gastou) sem olhar as receitas que tivemos. Não fizemos nenhuma loucura. Só contratamos quando tínhamos entrada de dinheiro correspondente para cobrir os gastos”, disse Adilson Alves Martins, diretor financeiro do São Paulo.

De fato, a receita operacional bruta (sem desconto de impostos e encargos) do departamento de futebol foi superior aos custos dos reforços. Ela atingiu R$ 337.213.000. O valor, no entanto, é inferior às arrecadações brutas obtidas na mesma modalidade por Corinthians (R$ 458.295.000) e Palmeiras (R$ 410.618.000). O futebol santista apresentou receita bruta de R$ 254.985.000.

O gasto são-paulino com contratações foi puxado pela compra do zagueiro Maicon junto ao Porto. Ele está registrado no balanço em R$ 43.675.000. Quase a metade do total investido em reforços. “Mas o Porto se comprometeu a comprar dois jogadores da nossa base (Inácio e Luizão) pagando 3 milhões de euros por 50% de cada um. Então, na prática, não temos que pagar R$ 43,6 milhões”, disse o diretor financeiro do clube. Como mostrou o blog do Rodrigo Mattos, o São Paulo ainda precisa desembolsar cerca de R$ 15 milhões para quitar a compra do zagueiro.

Os direitos econômicos de Maicon foram comprados num momento crucial para o clube. O empréstimo dele vencia durante a disputa da Libertadores. Se a compra não fosse feita, o beque não poderia disputar as semifinais. Naquele momento, o jogador era tido como principal líder da equipe por torcida e dirigentes. Ele acabou expulso no primeiro jogo do mata-mata contra o Atlético Nacional (Colômbia). Na partida de volta, o São Paulo foi eliminado.

 


Corinthians vai reagir aos reforços de peso do Palmeiras? Nāo, diz cartola
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Acompanhar o noticiário sobre a atual janela de transferências é uma tortura para os corintianos.

De um lado assistem ao Palmeiras anunciar nomes de peso e disputados por grandes clubes, como Guerra, Felipe Melo e Michel Bastos, além de tentar Pratto ou Borja para o ataque.

Enquanto isso, os alvinegros, incrédulos, sāo informados de que até agora o clube se reforçou com jogadores bem menos badalados, como Jô, que estava parado, Paulo Roberto, reserva no Sport, Luidy e Kazim.

No meio do caminho ainda há o Santos que busca um atacante medalhāo, tenta Robinho e já tentou Barcos e Luis Fabiano.

A Fiel, entāo pergunta: “o Timāo nāo vai reagir e trazer jogadores com status semelhante ou superior aos do Palmeiras e de outros rivais?”.

“Nāo”, responde André Luiz Oliveira, presidente em exercício do Corinthians.

“Nāo vamos entrar na pilha dos rivais por reforços. O torcedor precisa entender que vamos ter um time um pouco diferente este ano. A prioridade é arrumar a casa (colocar as finanças em dia). Vamos continuar contratando com calma, como tem feito o Flávio Adauto (diretor de futebol)”, disse André.

Entāo, com uma equipe modesta, o Corinthians nāo vai brigar pelo título brasileiro, certo?.

Errado, segundo o dirigente. “Vamos brigar pelo título brasileiro,mas as coisas serāo feitas sem desespero. Nāo vamos pagar R$ 600 mil pra nenhum jogador. Pode nāo dar certo e ainda inflacionar a folha salarial. É so lembrar do Pato”, declarou o cartola.

Entāo, como o Corinthians vai montar um time competitivo para o Brasileiro?

“Vamos terminar de reforçar a equipe sem fazer loucuras. Jogaremos o Paulista e veremos onde precisamos nos reforçar para o Brasileiro. Daí vamos arrumando o time, afirmou André.

Nesta segunda, ele devolve o cargo para Roberto de Andrade, que volta de férias pressionado a renunciar para nāo enfrentar um processo de impeachment.

 


Para contratar, São Paulo precisa se desfazer de jogadores
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Para contratar jogadores, o São Paulo tem que enxugar seu elenco. Em meio a dificuldades financeiras, o clube precisa reduzir despesas para poder investir em reforços.

Tanto para ter dinheiro a fim de comprar direitos econômicos ou simplesmente pagar os salários de novos jogadores, a direção precisará gerar recursos vendendo atletas ou apenas se livrando de salários atuais que correspondam ao valor a ser investido. Trocas que não aumentem a folha de pagamento também fazem parte dessa engenharia.

“O que tenho combinado com o Leco (Carlos Augusto de Barros e Silva, presidente são-paulino) é que só vamos contratar se tivermos receita para bancar a contratação. Se tem um jogador que não é aproveitado e custa R$ 1 milhão por ano, por exemplo, negociamos esse atleta e aí temos R$ 1 milhão para pagar outro. É assim que deve funcionar. Não podemos aumentar o elenco e a folha salarial”, disse Adilson Alves Martins, diretor financeiro do São Paulo.

Os planos do dirigente se encaixam com os de Rogério Ceni. O novo treinador afirmou que pretende trabalhar com um elenco menor do que o atual.


Santos teme que salários atrasados dificultem contratações
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Modesto Roma Júnior, novo presidente do Santos, teme que os frequentes atrasos salarias no clube em 2014 espantem jogadores que interessam e dificultem contratações.

Salários de outubro e novembro estão atrasados. Há também pelo menos dois meses de direitos de imagem vencidos.

O problema é que a fama de mal pagador se espalha rapidamente. A nova diretoria desconfia, por exemplo, que os atrasos pesaram na decisão do superintendente do Joinville, César Sampaio, que recusou o convite para ser gerente de futebol do clube.

Além de afugentar jogadores que interessam, o calote faz o Santos correr risco de perder atletas que estão no elenco. Com três meses de salários atrasados, eles podem acionar a justiça para se desligar do clube sem nada pagar. Em cinco de janeiro vencem as remunerações de dezembro.


São Paulo gasta R$ 144,3 milhões com reforços em três anos e só conquista um título
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O anúncio dos sete dispensados por Juvenal Juvêncio simboliza uma era de custos elevados e escassez de títulos. Entre 2010 e 2012, o São Paulo gastou R$ 144,3 milhões para pagar contratações. E conquistou apenas a Copa Sul-Americana.

Os últimos anos foram de uma escalada de gastos com reforços. A despesa com contratações subiu de R$ 18 milhões em 2010 para R$ 68,6 milhões em 2012, de acordo com o balanço do clube. Em 2011, o custo foi de R$ 57,7 milhões.

Também conforme dados oficiais, 28 jogadores custaram R$ 91,9 milhões ao São Paulo.

Enquanto a despesa com reforços quase quadriplicou desde 2010, a receita gerada pelo departamento de futebol cresceu 37%.

Pelo discurso de Juvenal, mais gastos serão feitos para reorganizar o time no segundo semestre.


Ao explicar situação do Palmeiras, presidente do clube diz ter contratado quem Felipão pediu
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Em reunião do Conselho Deliberativo do Palmeiras nesta segunda, Arnaldo Tirone foi cobrado para dar explicações sobre a derrocada do time no Brasileirão.

O presidente se defendeu alegando, sem citar nomes, que contratou os jogadores indicados por Felipão, mas alguns deles não deram certo.  Ou seja, o cartola acredita que fez o que estava ao seu alcance.

Tirone não atendeu aos telefonemas do blog para falar sobre o assunto.

A explicação gerou mais críticas ao presidente. “Ele não deveria falar do treinador. Na verdade, a diretoria tem que agradecer ao Felipão. O Palmeiras só venceu a Copa do Brasil por causa do técnico. E se não fosse ele, o time já teria sido rebaixado no Brasileirão há muito tempo”, afirmou José Corona, conselheiro da oposição.

Procurada no final da noite desta segunda, a assessoria de imprensa de Felipão disse que não poderia ligar para o treinador, pois estava tarde. E pediu para o blog obter a relação de jogadores a que Tirone se refere para poder se pronunciar. Ainda segundo a assessoria, Felipão responderá “nominalmente pelos atletas que pediu e vieram, pois outros tantos não vieram.”


Presidente do Palmeiras deve pedir autorização de conselheiros antes de contratar
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 Antes de contratar para a próxima temporada, o Palmeiras deverá apresentar seus planos para o COF (Conselho de Orientação e Fiscalização) e pedir a aprovação do órgão. Pelo menos essa foi a recomendação que o presidente do clube recebeu nesta quarta.

Por unanimidade, o órgão aprovou a orientação para que Arnaldo Tirone detalhe as contratações, explicando como obterá recursos para pagar a conta. Ele deve fazer o mesmo antes de dar aumento a jogadores.

O COF alega que o orçamento do clube para 2012 já estourou, por isso quer ter certeza de que o Palmeiras terá condições de assumir novos compromissos até dezembro, ainda que os atletas atuem só em 2013. Mas a medida vale também para casos em que o pagamento será feito a partir do ano que vem. Há preocupação com o cresimento da dívida alviverde. Além disso, o clube terá eleição para presidente no início de 2013, e os cofistas querem evitar surpresas para o próximo presidente, se Tirone não for reeleito.

 Os membros do conselho avaliam que estão ajudando Tirone. Se barrarem uma contratação como a de Alex, por exemplo, a torcida não poderá culpar o presidente. E o clube ficará livre de dívidas que não pode pagar.

Presente na reunião, Tirone não se manifestou contra a decisão do COF.


Dívidas da gestão anterior deixam Corinthians sem dinheiro para contratar
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A diretoria do Corinthians sabe que precisa reforçar o time. Mas sofre com a falta de dinheiro para trazer jogadores de alto nível. Em público, ninguém se queixa. Mas, internamente, o discurso dos cartolas é de que dívidas e antecipações feitas pela administração anterior, capitaneada por Andrés Sanchez, deixaram o clube sem grana.

O balanço corintiano aponta que a dívida alvinegra aumentou R$ 56, 8 milhões em 2011. A principal justificativa dada pelos cartolas para o crescimento foi o investimento no patrimônio, como na repaginação do CT.

Curiosamente, apesar de não ter havido mudança na diretoria financeira, há a queixa de que o clube tem sido surpreendido com débitos que Mário Gobbi e os principais colaboradores do novo presidente desconheciam.

O problema afeta diretamente o time em campo, já que existe a necessidade de trazer um “matador” e pelo menos um volante reserva que tenha o mesmo nível dos titulares Paulinho e Ralf. Com o cofre zerado, porém, a missão fica com cara de milagre.

E o cinto está ainda mais apertado por causa da demora da atual administração em assinar com um novo patrocinador master. O dinheiro recebido como luvas poderia ser usado para trazer ao menos um bom jogador.

Tite sentirá o reflexo direto já na primeira partida das semifinais da Libertadores, nesta quarta, contra o Santos. Em vez de um centroavante consagrado, por exemplo, teve que se contentar em inscrever Romarinho na brecha dada pelo regulamento para melhorar o elenco.

Não há como ouvir o ex-presidente sobre o assunto, pois ele não fala com o blog.


Prefeitura e Corinthians enfrentam ao menos três ações na Justiça pelo Itaquerão
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Uma chuva de ações civis públicas é o novo obstáculo do Itaquerão. Só entre  4 de julho e 1º de agosto  foram iniciadas três ações contra a prefeitura paulistana e o Corinthians. Todas visam parar as obras.

Os processos questionam diferentes pontos. Um deles é a legalidade dos Cids, benefícios fiscais dados para quem investir em projetos relacionados ao estádio. A cessão de um terreno público para a construção de uma arena privada também é alvo.

É contestada ainda uma licença ambiental dada ao projeto com rapidez pouco comum e apesar de os dutos da Petrobras ainda não terem sido retirados do terreno.

As ações são movidas por diferentes autores. Até agora, nenhuma delas teve seus pedidos de liminares apreciados pela Justiça.

O blog apurou que já há um desconforto na área jurídica da prefeitura, que precisa se defender em todos os casos. E a situação pode ficar bem mais desagradável. Conselheiros corintianos trabalham com a informação de que mais uma série de ações está sendo preparada por gente contrária ao projeto.