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Opinião: Tite acerta ao priorizar versatilidade na seleção brasileira
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Não há jogador na lista de convocados de Tite para a Copa do Mundo que não mereça estar nela.

Como o treinador da seleção brasileira argumentou, existem atletas que mereciam ser chamados, mas perderam espaço para outros que, no entendimento dele podem ser mais úteis à equipe. Afinal, a seleção brasileira não é apenas uma competição entre quem é melhor no país em cada posição. E o técnico foi didático ao explicar seus critérios para formar a lista de 23 atletas. Nos casos de dúvida, ele priorizou os mais versáteis para aumentar seu leque tático. A decisão é acertada. A capacidade de mudar o esquema de jogo até sem precisar fazer substituições e contar com um atleta que possa atuar na posição de um companheiro lesionado, por exemplo, valem muito num Mundial.

Arthur, por exemplo, na minha opinião, é melhor do que Taison, escolhido por Tite. Mas o jogador do Shakhtar Donetsk pode ser mais útil taticamente do que o gremista, justamente por ser mais versátil, qualidade citada pelo treinador na entrevista seguinte ao anúncio dos convocados. Ele também usou a experiência como um dos critérios de desempate entre os concorrentes, pois mencionou o currículo internacional de Taison. Outra explicação compreensível.

Entre os outros jogadores que ficaram com as últimas vagas disponíveis, Geromel merecia estar na Rússia muito mais do que Rodrigo Caio. Faz tempo que ele é mais regular do que o são-paulino. Cássio está no mesmo nível do santista Vanderlei, mas de novo encontramos uma coerência na opção feita por Tite. Como em uma série de casos, ele escolheu um jogador com quem conviveu mais, portanto, conhece melhor. Fagner está na mesma situação. O lateral corintiano e Danilo eram as melhores opções a partir da ausência de Daniel Alves, na opinião deste blogueiro.

Nesse cenário, não vejo motivos para criticar a convocação feita por Tite. E ficou evidente o esforço do comandante para tentar evitar uma onda de críticas pela não convocação de um determinado atleta, embora não tenha deixado claro quem ele crê que pudesse causar tal sentimento. Graças ao seu didatismo ao justificar a montagem da seleção, ele deve alcançar o objetivo.

 


Estafe de Henrique vê versatilidade como trunfo para convencer Felipão
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A véspera da convocação da seleção brasileira para a Copa do Mundo foi de otimismo para o estafe que cuida da carreira do zagueiro Henrique, do Napoli. Naor Malaquias, um dos empresários do jogador, crê que seu cliente ganhou mais trunfos para convencer Felipão por ter atuado em três posições desde que desembarcou no futebol italiano.

“Aqui nos últimos cinco jogos ele atuou como lateral-direito. Foi campeão da Copa da Itália como lateral. Na primeira partida pelo Napoli ele jogou de zagueiro, depois como volante. Essa versatilidade é importante num campeonato curto como a Copa do Mundo”, disse Naor.

Ele espera ainda que um belo gol marcado pelo beque na vitória de 4 a 2 sobre o Catania tenha impressionado o técnico da seleção brasileira, que treinou o zagueiro também no Palmeiras.

Porém, interlocutor de Felipão, disse ao blog ter visto o treinador mais impressionado nos últimos tempos com Miranda, do Atlético de Madrid. Ele, Henrique e o cruzeirense Dedé são os mais cotados para ficar com a última vaga na zaga. Scolari acabará com o mistério às 11h30 desta quarta.


Convocação destoa de pressão sofrida por Pato no Corinthians
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A convocação de Pato para a seleção brasileira contrasta com o momento vivido pelo atacante no Corinthians não só dentro de campo. A pressão sobre ele no clube é maior do que em relação a Tite, que não consegue fazer o time voltar a jogar bem, e do que sobre seus colegas.

Nos bastidores, pelo menos um companheiro de equipe faz críticas ao desempenho de Pato. Também em conversas eservadas, dirigentes do clube afirmam desconfiar de que o atacante não interage com o elenco. Por essa versão, gostos, costumes e preocupações diferentes em relação à média dos jogadores do time fazem com que ele se sinta deslocado. A crença é de que isso estaria atrapalhando seu rendimento.

A pressão também existe por causa dos R$ 40,5 milhões investidos na compra de Pato. A cada fraca atuação diminui a esperança dos cartolas de recuperar o investimento. Menos mal para os dirigentes corintianos que ele está sendo lembrado por Felipão. No mercado internacional, convocações para a seleção brasileira valorizam até atletas que estão apagados em seu clubes.


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