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Opinião: insistência com Jesus e Marcelo. Os erros de Tite
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Provavelmente você já ouviu que acidente de avião não tem uma causa. É consequência de vários fatores. Assim foi com a queda do Brasil diante da Bélgica nas quartas de final da Copa da Rússia. Abaixo, veja as falhas cometidas por Tite e que resultaram na eliminação da seleção brasileira.

Intensidade

Em sua entrevista coletiva antes do jogo pelas quartas de final , Tite voltou a falar sobre a importância dos treinos intensos. Horas depois, foi anunciado o corte de Danilo por ter se machucado sozinho na véspera do duelo com os belgas. Talvez, o trabalho no dia anterior à partida decisiva devesse ser mais leve, sem movimentações que colocassem em risco a integridade dos jogadores. Danilo já havia se machucado em outro treinamento. Renato Augusto ficou bom tempo no estaleiro por causa de uma sobrecarga muscular. Douglas Costa também sofreu lesão. Claro que ter jogadores lesionados atrapalhou a seleção. Douglas Costa, convocado em fase de recuperação, por exemplo, voltou a se machucar depois de entrar bem no time. Renato se destacou ao entrar no segundo tempo contra os belgas. Se não tivessem enfrentado lesões, eles teriam sido mais úteis.

Reação tardia

Tite demorou a reagir após o Brasil levar dois gols da Bélgica. Ele já deveria ter mexido no time no primeiro tempo para corrigir as falhas. Só fez alterações após o fim da etapa inicial, e a reação ficou pela metade. Fernandinho, por exemplo, deveria ter sido sacado antes de ir para o vestiário.

Insistência com Gabriel Jesus

Tite acreditou demais no discurso de que o centroavante brasileiro era muito importante taticamente sem a bola, marcando os adversários, mesmo sem fazer gols. Jesus foi mal em todos os jogos. Firmino sempre entrou bem. Deveria ter virado titular. O treinador não colocou em prática a meritocracia que tanto prega.

Insistência com Marcelo

O lateral-esquerdo titular do Brasil não fez partida boa na Rússia. Sua participação no desastre em Kazan foi crucial. Os belgas cansaram de explorar o lado esquerdo da defesa do Brasil. No primeiro tempo, quase sempre sobrou um belga por lá. Filipe Luís foi bem quando jogou. Atuou melhor do que Marcelo defensivamente e não foi pior do que o titular no ataque. Tite errou ao não fazer a troca.

 

 

 


Opinião: Colômbia é mais uma seleção a jogar melhor do que o Brasil na Copa
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A vitória da Colômbia por 3 a 0 sobre a Polônia neste domingo foi um convite à reflexão a respeito do futebol que a seleção brasileira tem apresentado na Rússia.

Os colombianos deram espetáculo derrotando um time mais forte do que a Costa Rica, adversário capaz de segurar o empate com o Brasil até os acréscimos.

A Colômbia nunca esteve entre as favoritas pra vencer o Mundial, diferentemente do Brasil. Porém, com sua atuação contra a Polônia, passou a ser mais um time na Rússia que fez pelo menos uma partida bem melhor do que a equipe de Tite.

No mesmo pacote estão Espanha, Portugal, França e Bélgica.

Assim, são pelo menos cinco seleções que já atingiram nível melhor do que o Brail na Copa. Não é  pouco.

Nesse cenário, é fundamental que os comandados de Tite façam uma grande atuação contra a Sérvia no encerramento da fase de grupos. É preciso chegar nas oitavas com mais confiança.


Opinião: estreia de CR7 torna missão de Neymar mais difícil
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A atuação de gala de Cristiano Ronaldo, autor dos três gols portugueses no empate desta sexta com a Espanha, torna ainda mais difícil a missão de Neymar de ser o cara da Copa da Rússia.

Por mais que o brasileiro pregue a importância do jogo coletivo é natural que se espere que ele brigue para ser o melhor do Mundial. É caminho para tentar ser o melhor do mundo.

Obrigatório lembrar que a imprensa espanhola cita a possibilidade de CR7 deixar o Real Madrid e ser substituído  pelo brasileiro. Ou seja, existe praticamente um confronto direto entre ambos.

Cristiano largou de maneira espetacular. Brilhou diante de um dos melhores times do mundo. Carregou Portugal nos ombros. Foi decisivo como os brasileiros esperam que Neymar seja.

Uma dificuldade para o camisa 10 de Tite brilhar tanto quanto o português é o fato de a seleção brasileira hoje depender menos dele do que Portugal de Cristiano.

Fundamental para Neymar tentar desbancar CR7 e Messi é o equilíbrio emocional. Se ele não discutir com os suíços em Rostov, neste domingo, já será um passo importante.

 


Opinião: fugir de marcação na defesa é maior desafio da seleção em Viena
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Mostrar, finalmente, estar preparada para se livrar da marcação em seu campo de defesa. Na opinião deste blogueiro, esta é a principal missão da seleção brasileira em seu último amistoso antes da Copa do Mundo, neste domingo, contra a Áustria, em Viena.

O problema é antigo. Porém, no jogo anterior, contra a Croácia, ficou claro que o Brasil sente muito a pressão na saída de bola. Foi assim principalmente no primeiro tempo, sem Neymar.

Tite sabe disso. Tanto que nos poucos minutos em que abriu os últimos treinos em Londres para a imprensa o trabalho mais realizado foi para fugir desse tipo de marcação.

Os treinamentos foram em campo reduzido, com marcação forte e cobrança para os jogadores sem a bola se movimentarem constantemente. É uma maneira de criarem opções para quem for fazer o passe.

Os defensores foram orientados a evitar saídas arriscadas lá atrás.

Tite também cobrou que a troca de passes seja constante. Isso pode cansar os adversários e abrir espaços.

Como não é segredo para ninguém que a seleção brasileira tem sofrido com a pressão em seu campo de defesa, a Áustria deve adotar a estratégia. Para o Brasil é melhor que seja assim. Daqui para frente testes só serão possíveis em treinos.


Opinião: Ao cutucar patrocinador, Tite mostra receio com individualismo
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Além de pensar em mais pessoas beneficiadas, Tite deu uma demonstração de quanto é meticuloso com a preparação da seleção brasileira ao cutucar a Mastercard, patrocinadora da CBF.

Em entrevista coletiva neste sábado (2) ,o treinador sugeriu que a cada gol de Brasil e Argentina a empresa dê alimentos para entidades assistenciais. A Mastercard prometeu doar 10 mil pratos de comida a cada gol de Messi e Neymar durante a Copa do Mundo.

Ao lembrar que futebol é coletivo e pedir o incentivo sempre que saírem gols, Tite age como o típico treinador cauteloso demais. Este blogueiro acredita que ele tem receio de que a busca por gols de Neymar atrapalhe a seleção. Seja pelo fato de o atacante querer ampliar os benefícios ao assistidos pela promoção ou por seus colegas decidirem colaborar abdicando de fazer os gols e passando a bola para o atacante.

É pouco provável que jogadores do nível de Neymar e seus companheiros percam o foco por causa de uma ação promocional. Tite certamente sabe disso. Porém, o técnico leva ao extremo seu papel de cuidar do time.


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