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Arquivo : Copa da Rússia

Opinião: Neymar precisa melhorar na disciplina e nos passes
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O último amistoso do Brasil antes da Copa, neste domingo (10), contra a Áustria, serviu, entre outras observações, para mostrar a boa evolução de Neymar e, ao mesmo tempo, em que o atacante precisa melhorar.

Na opinião deste blogueiro, um dos pontos mais preocupantes não tem nada a ver com a recuperação em relação à cirurgia no pé enfrentada por ele. Está ligado à disciplina. Calmo em quase toda a partida, ele bateu boca com austríacos e levou o único cartão amarelo do Brasil.

Na Copa da Rússia, Neymar enfrentará marcadores mais chatos e determinados a provocar sua irritação. Por isso, os poucos momentos de descontrole na vitória por 3 a 0 merecem a atenção de Tite.

O atacante também precisa ser mais constante. Fez um primeiro tempo apagado. Mas isso se explica pelo fato de ele ainda estar recuperando a forma física.

Falta jogar mais com Marcelo. Tabelas entre dois jogadores da qualidade deles são letais. Mas é preciso que o lateral jogue mais do que contra a Áustria.

Números do Footstats mostram que Neymar precisa caprichar mais nos passes. Ele foi quem mais errou nesse fundamento no time de Tite. Foram 10 erros. O recorde de perdas de bola na partida também foi dele: 14.

Por outro lado, o atacante do PSG mostrou que já começa a retomar seu papel de protagonista, apesar de Philippe Coutinho ser quem mais brilhou. Neymar foi o brasileiro com mais posse de bola (11,7% do total). Foi quem mais acertou dribles (2) e sofreu faltas (8) entre os comandados de Tite.

Mas claro, nada melhor para ilustrar sua recuperação do que os dois gols marcados nos amistosos finais da seleção. O outro foi no triunfo por 2 a 0 sobre a Croácia.


Opinião: Tite acerta ao priorizar versatilidade na seleção brasileira
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Não há jogador na lista de convocados de Tite para a Copa do Mundo que não mereça estar nela.

Como o treinador da seleção brasileira argumentou, existem atletas que mereciam ser chamados, mas perderam espaço para outros que, no entendimento dele podem ser mais úteis à equipe. Afinal, a seleção brasileira não é apenas uma competição entre quem é melhor no país em cada posição. E o técnico foi didático ao explicar seus critérios para formar a lista de 23 atletas. Nos casos de dúvida, ele priorizou os mais versáteis para aumentar seu leque tático. A decisão é acertada. A capacidade de mudar o esquema de jogo até sem precisar fazer substituições e contar com um atleta que possa atuar na posição de um companheiro lesionado, por exemplo, valem muito num Mundial.

Arthur, por exemplo, na minha opinião, é melhor do que Taison, escolhido por Tite. Mas o jogador do Shakhtar Donetsk pode ser mais útil taticamente do que o gremista, justamente por ser mais versátil, qualidade citada pelo treinador na entrevista seguinte ao anúncio dos convocados. Ele também usou a experiência como um dos critérios de desempate entre os concorrentes, pois mencionou o currículo internacional de Taison. Outra explicação compreensível.

Entre os outros jogadores que ficaram com as últimas vagas disponíveis, Geromel merecia estar na Rússia muito mais do que Rodrigo Caio. Faz tempo que ele é mais regular do que o são-paulino. Cássio está no mesmo nível do santista Vanderlei, mas de novo encontramos uma coerência na opção feita por Tite. Como em uma série de casos, ele escolheu um jogador com quem conviveu mais, portanto, conhece melhor. Fagner está na mesma situação. O lateral corintiano e Danilo eram as melhores opções a partir da ausência de Daniel Alves, na opinião deste blogueiro.

Nesse cenário, não vejo motivos para criticar a convocação feita por Tite. E ficou evidente o esforço do comandante para tentar evitar uma onda de críticas pela não convocação de um determinado atleta, embora não tenha deixado claro quem ele crê que pudesse causar tal sentimento. Graças ao seu didatismo ao justificar a montagem da seleção, ele deve alcançar o objetivo.

 


Opinião: depois de sorteio, obrigação do Brasil é ser semifinalista
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Sempre o Brasil é um dos favoritos pra vencer Copa do Mundo. Porém, na opinião deste blogueiro, Alemanha e França são mais candidatas ao título na Rússia. Os espanhóis estão no mesmo patamar dos brasileiros. A Argentina, apesar de tudo, vem em seguida.

Por esse raciocínio, o sorteio dos grupos do Mundial nesta quinta coloca nos ombros de Tite e de seus jogadores a obrigação de chegar às semifinais. Isso porque, se não acontecerem zebras, os pentacampeões enfrentarão adversários inferiores, na análise deste blogueiro, até trombar com a França numa provável disputa por vaga na final.

Num cenário sem surpresas na primeira frase, Neymar e seus companheiros passariam com tranquilidade por Costa Rica, Suíça e Sérvia. Depois, enfrentariam Suécia ou México nas oitavas de final. Vitória obrigatória contra qualquer um dos dois.

De novo, se der a lógica nos demais resultados, o Brasil jogaria com Colômbia, Bélgica ou Inglaterra. Nenhum dos três pode ser considerado adversário fácil mas, vejo o time de Tite como favorito. Os ingleses são os que preocupam mais, apesar da força belga.

Se Argentina, Alemanha e Espanha caminharem sem tropeçar, só podem enfrentar os brasileiros na final. Assim, a França seria a primeira grande dureza encarada pelo Brasil. Também no caso de as zebras não acontecerem, os franceses seriam favoritos nas quartas de final contra o Uruguai, em minha opinião.

Nesse exercício de futurologia, cair diante da França não seria vergonha ou tragédia para a seleção brasileira. Mas claro que a bola de cristal usada aqui é frágil. Ainda há tempo para seleções evoluírem, regredirem e perderem jogadores contundidos. O cenário pode mudar. Além disso, é difícil de imaginar um Mundial sem zebras.

 

 


Opinião: na Bolívia, seleção brasileira comprova boa preparação
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Conforme se aproxima a Copa do Mundo da Rússia, a seleção brasileira aumenta a impressão de que já está bem preparada para a competição, apesar de ainda poder e precisar evoluir. Isso foi reforçado no empate sem gols nesta quinta com a Bolívia.

O futebol do time comandando por Tite não foi brilhante. Ficou um pouco abaixo de sua média, porém foi uma boa apresentação.

Os brasileiros dominaram praticamente toda a partida, mas esbarraram na boa atuação do goleiro Lampe, autor de pelo menos cinco defesas difíceis, e em seus erros de finalização. A seleção também mostrou variação de jogadas, com alternância de trocas de passes e lançamentos. A solidez na marcação fez com que os bolivianos tivessem apenas uma grande chance ao acertarem a trave no primeiro tempo.

Por tudo isso, o jogo na altitude de La Paz não foi tão sofrido como costuma ser para o Brasil. Nada de jogadores desabando sem ar no campo, o que também é prova de uma preparação bem feita. O saldo é o aumento da sensação de que a seleção está em boas mãos e no caminho certo para fazer um Mundial pelo menos decente. Faltando pouco menos de um ano para a Copa, o time é organizado e competitivo, algo que não conseguiu durante toda a competição de 2014, por exemplo.


Preparador explica que deslocamento e clima não preocupam Brasil na Copa
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Em seu planejamento para a Copa da Rússia, a comissão técnica da seleção brasileira concluiu que deslocamentos entre as sedes e diferenças de temperaturas de uma cidade para a outra não preocupam. Por isso a escolha da base da equipe de Tite terá pouco a ver com a localização e muito com a estrutura do local e da cidade.

“A maior viagem que uma seleção pode ter que fazer durante a competição é de cerca de três horas e meia de voo, entre Kaliningrado e Ecaterinburgo. Como na Copa tudo é feito com avião fretado, não existe aquele desgaste de aeroporto, por isso serão viagens simples, dentro do que já estamos acostumados. Não existe nenhuma preocupação especial” afirmou ao blog, Fábio Mahseredjian, preparador físico da seleção.

Diferentemente do que aconteceu na Copa de 2014, quando a seleção deixou o frio de sua concentração em Teresópolis para encarar temperaturas bem mais altas, como em Fortaleza, a expectativa para 2018 é de pequenas variações.

“Com a temperatura não temos nenhuma preocupação porque a previsão é de que ela varia entre 18 graus e 22 graus nas cidades dos jogos durante a Copa. Bem mais tranquilo do que acontece no Brasil em que muitas vezes você joga no frio do Sul na quarta-feira e no calor do Nordeste no domingo. A atenção que vamos ter na Rússia é só com a umidade (relativa do ar), que sempre temos”, afirmou o preparador.

Sem prever dificuldades com deslocamento e temperatura, o alvo da comissão técnica passou a ser uma grande cidade russa para receber o QG da seleção. “Estamos pensando na estrutura e no interior da Rússia as coisas são mais duras”, disse Mahseredjian.

A estratégia, coloca Moscou e São Petersburgo naturalmente como favoritas para se transformarem em casa do time do Tite. São as duas maiores cidades russas.

Na semana passada, Mahseredjian e Edu Gaspar, coordenador técnico da seleção, estiveram em São Petersburgo avaliando instalações disponíveis.

A comissão técnica quer garantir também conforto aos familiares dos jogadores que irão acompanhar o Mundial, o que é mais fácil em cidades com melhor estrutura.


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