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‘Best’: Modric eleito é reconhecimento ao jogo coletivo
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Perrone

A escolha de Modric como melhor do Mundo no prêmio “Best”, promovido pela Fifa, indica a valorização do jogo coletivo em relação ao talento individual.

Na última temporada, o croata brilhou menos com jogadas individuais do que os concorrentes Cristiano Ronaldo e Salah, vencedor na categoria gol mais bonito. Porém, as estatísticas mostram que Modric participou mais das partidas de suas equipes. Foi maestro, carregador de piano, correndo incansavelmente, e habilidoso.

Obviamente, a premiação não levou em conta só a Copa do Mundo da Rússia, mas a principal competição da modalidade ajuda a entender as diferenças entre os principais postulantes ao posto de melhor jogador do momento.

CR7 foi o artilheiro de Portugal com 4 gols. Salah, que só jogou duas partidas, deixou o Mundial como goleador máximo do Egito após balançar as redes duas vezes. Modric foi apenas o terceiro a marcar mais gols pela Croácia com dois tentos.

Cristiano Ronaldo e Salah foram ainda os jogadores que mais acertaram finalizações em média por suas seleções. Modric ficou em quinto entre os atletas de seu país no Mundial.

O croata, no entanto, assume o topo da lista de sua seleção em quesitos que indicam maior participação no jogo. Ele foi quem mais acertou passes pela equipe com média de 55,3 acertos por jogo. CR7 e Salah foram superados por nove companheiros nesse quesito.

Modric ainda mostra sua importância para a Croácia liderando o ranking de cruzamentos certos de sua seleção durante o Mundial com média de 1,4 por jogo.

Os números (do site Footstats) ajudam a demonstrar como o croata consegue equilibrar talento e espírito coletivo. Ele foi menos agudo do que CR7, Salah e outros concorrentes. Mas foi mais constante. Sua vitória no “Best”, assim como o segundo lugar da Croácia no Mundial, resgata a importância do jogador habilidoso que sabe usar seu talento em prol do time.


Opinião: atuação de Neymar em vitória reforça erro de Tite na Copa
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A boa atuação de Neymar na vitória do PSG por 3 a 1 sobre o Angers, neste sábado, reforça a opinião deste blogueiro de que Tite errou feio com o principal jogador da seleção brasileira na Copa da Rússia.

O bom desempenho do astro brasileiro na partida do Campeonato Francês foi resultado principalmente de uma mudança de função. Thomas Tuchel, novo treinador do Paris Saint-Germain, o colocou para atuar como armador, o articulador central de jogadas da equipe. Assim, foi mais participativo, distribuiu o jogo, prendeu menos a bola e, consequentemente, sofreu menos faltas.

Em solo russo, Tite teimou em deixar Neymar plantado na esquerda. Isso limita a exploração das qualidades de um atleta de alto potencial.

Como ponta, o camisa 10 da seleção dependia da aproximação de outros jogadores, principalmente do lateral, para tabelar. E isso aconteceu menos do que devia, sobretudo quando Marcelo esteve em campo.

Isolado, Neymar se limitava a partir para as jogadas individuais. Os adversários dobravam ou até triplicavam a marcação, o que fazia as chances de sucesso do brasileiro serem reduzidas. Perder a bola ou sofrer a falta eram os desfechos mais prováveis.

Deixar um cara do nível de Juninho, como ele é chamado pelo pai, fixo na esquerda equivale chamar o chef Alex Atala para cozinhar na sua casa e pedir apenas que ele corte as cebolas. Desperdício puro.

Tuchel indica entender que Neymar é mais útil como 10 do que como 11. Sendo o homem da criação. Tite deveria se inspirar no trabalho do colega e reprogramar o estilo de jogo de seu atleta mais talentoso na seleção.


Estafe de Neymar fala em novo contrato contra tese de imagem desvalorizada
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A imagem de Neymar está desvalorizada depois da Copa da Rússia por conta da avalanche de críticas sofridas pelo jogador nas redes sociais? O estafe do atacante assegura que não. Internamente, o discurso é de que ele continua sendo procurado por possíveis patrocinadores. Como prova, a equipe que cuida do jogador do PSG fala em apresentar brevemente um novo contrato de peso.

O nome do parceiro é mantido em sigilo, mas o negócio está em fase de finalização, segundo garante fonte próxima ao atleta.

Neymar tem motivado piadas diárias nas redes sociais, principalmente por conta de suas quedas durante os jogos do Mundial. Injustiça, na opinião do estafe dele. A queixa é de que no lugar de imprensa e torcedores debaterem a ausência de punição para parte dos adversários que fazem falta no brasileiro, a discussão gira em torno de quanto o titular da seleção brasileira sente ou finge sentir dores.

O principal lance usado como exemplo é o pisão do mexicano Layún no brasileiro durante a partida entre as duas seleções nas oitavas de final do último Mundial. Neymar foi criticado por rolar no gramado depois da agressão. No entanto, a avaliação no entorno do jogador é de que as críticas deveriam ser para o árbitro pela não expulsão do agressor.

O estafe do brasileiro também acredita que ele merecia estar entre os dez melhores jogadores do mundo escolhidos recentemente pela Fifa.

A tese é de que ele fez uma boa Copa para quem ficou cerca de três meses parado por causa de uma cirurgia no pé. A análise sobre a atuação de Neymar no último jogo da seleção na competição, contra a Bélgica, também é positiva. Um passe açucarado para Philippe Coutinho, que perdeu a chance de empatar o jogo, entra na argumentação.

Nessa linha de raciocínio, as atuações de Neymar no Mundial servem para mantê-lo valorizado, na opinião de gente que trabalha para ele.

A avaliação vai na contramão do que pensa a maioria dos torcedores e comentaristas brasileiros. Por isso, a eventual concretização de um novo acordo comercial é vista por gente do estafe de Neymar como uma resposta triunfal aos críticos.


Quase ausência de fãs brasileiros negros e pardos na Rússia constrange
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Foi muito bonita a festa da torcida brasileira na Copa da Rússia. Músicas novas, batucada e animação. Mas um olhar atento revela algo constrangedor: as quase ausências de negros e pardos. Era assim sempre que havia uma aglomeração de brasileiros. Quase todos eram brancos. Muitas vezes todos eram. Nos estádios, a maior parte das exceções fazia parte das famílias dos atletas.

Em Kazan, um dia antes da derrota para a Bélgica, este blogueiro demorou cerca de 10 minutos para encontrar um negro na torcida que fazia festa para os jogadores na chegada ao hotel. No grupo de 23 atletas que retribuía protocolarmente à calorosa recepção aparentemente havia mais negros do que nas centenas de torcedores.

A quase totalidade de brasileiros brancos em Mundiais fora do país não é novidade. Mas indica nossa incapacidade de diminuir o abismo social e econômico que faz o Brasil sangrar. Já vivemos copas do Mundo com nossa economia forte, fraca e mais ou menos. Sempre fomos representados quase só por brancos. Mas parar, olhar e pensar diante de uma multidão de turistas praticamente sem negros e pardos nos constrange e preocupa como cidadãos. Ou pelo menos deveria causar sentimentos que nos façam refletir sobre isso.

A presença quase que totalitária de brancos não reflete a cara do país. Segundo dados disponíveis no site do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Pesquisa), em 2017 a maioria dos brasileiros declarava se considerar parda. Foram 96.946.000 moradores de diferentes regiões do país se dizendo pardos, e 90.379.000 afirmando serem brancos. Outros 17.835.000 se identificaram com a cor preta (é assim que está na pesquisa, cor preta, não raça negra).

O fato de os brancos terem mais condições de fazer uma viagem cara como essa não é culpa de quem teve dinheiro para realizar um sonho e seguir a seleção em território russo. Esse cara não merece ser demonizado, rotulado de coxinha ou levar na cara outras expressões preconceituosas. A culpa é do país como um todo, que cotidianamente dá de ombros para a desigualdade social dramática instalada em nossas cidades. O mais triste é que não há como vislumbrar mudança nesse cenário nem a longo prazo.

 


Opinião: Tite terá que lidar com pressão maior se ficar na seleção
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A CBF quer continuar com Tite. Por sua vez, o treinador já indicou que a ideia de permanecer na seleção brasileira o agrada. Porém, caso renove seu contrato, o técnico viverá uma fase de mais pressão do que enfrentou até aqui.

Tite é um dos comandantes do time nacional menos criticados após uma queda em Copa do Mundo. Aparentemente, a maior parte da torcida e da imprensa aprovam a sequência de seu trabalho.

Mas as críticas existem. Como por exemplo por não dar a vaga de Gabriel Jesus para Firmino. Os deslizes em solo russo serão anotados por torcedroes e profissionais da imprensa no prontuário de Tite. Assim, ao contrário de quando assumiu a seleção com a “ficha limpa”, ele carregará alguns desgastes desta Copa do Mundo para a sua nova fase no comando da equipe nacional, se de fato ficar.

Isso significa que sua margem de erro sem fortes cobranças será menor. A situação fica mais difícil pelo fato de a Copa América de 2019 ser no Brasil. O fator casa aumenta a cobrança por um título.

Na CBF, a pressão também deve crescer já que ele teve praticamente tudo o que quis e não trouxe o caneco.

É natural que a capacidade de resistir à pressão seja menor depois de uma eliminação em quartas de final de Mundial. Agora é bem maior a parcela da torcida que vê Tite como o melhor ou um dos melhores treinadores brasileiros, mas não como um dos mais eficientes do mundo.

O tom professoral e a fala que parece ensaiada, também tendem a enjoar o torcedor a longo prazo. Tite precisará mudar seu jeito de se comunicar com a torcida, principal referência da cúpula da CBF para tomar decisões.

Dentro de campo, o técnico terá como uma de suas dificuldades renovar a equipe em alguns setores, principalmente nas laterais. Não será fácil preparar substitutos para Daniel Alves e Marcelo, dois dos maiores joadores da posição na seleção em todos os tempos. Reformular também representa risco de bater de frente com parte dos atletas que defenderam o Brasil na Rússia. E não é segredo que Tite gosta de ficar abraçado com jogadores de sua confiança. Ele precisará aumentar a sua dose de desapego.

Existe também o outro lado da relação de confiança entre jogadores e treinadores. Será que depois dos erros que cometeu na Rússia e da difculdade em sair da armadilha peparada pelos belgas nas quartas de final não abalaram a fé dos jogadores no técnico? Confiança no treinador é algo fundamental para um time ser vencedor.

Toda essa combinação fará de Tite, caso renove com a CBF, um técnico da seleção brasileira mais semelhante a seus antecessores. Sem a beatificação que ganhou até chegar à Copa do Mundo, ele ficará mais exposto às cobranças.


Derrota para Bélgica teve momentos de 7 a 1 e reação tardia
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A eliminação brasileira nas quartas de final da Copa da Rússia com a derrota por 2 a 1 para a Bélgica teve momentos que lembraram a goleada por 7 a 1 sofrida para a Alemanha nas semifinais de 2014. Foi assim no primeiro tempo, desde o gol de abertura do placar. Na etapa final, após as mudanças feitas por Tite, o Brasil reagiu, algo que não aconteceu em 2014. Mas não foi o suficiente.

O nervosismo após o primeiro gol lembrou a tremedeira brasileira na tragédia no Mineirão. De novo a equipe entrou em pane. Mas dessa vez levou apenas mais um gol.

A facilidade com que os belgas chegavam na defesa brasileira foi digna dos alemães de quatro anos atrás. A repetição de erros sem que o Brasil conseguisse corrigir seu posicionamento também foi angustiantemente semelhante ao que aconteceu na Copa de 2014. Em Kazan, no primeiro tempo, os belgas sempre tinham dois atacantes pelo lado esquerdo da área brasileira. Um deles sempre livre.

Outro ponto que trouxe à mente o jogo fatídico de Belo Horizonte foi a demora para o treinador reagir, mexer na equipe e corrigir erros.

A diferença é que Tite acordou. Suas substituições deram resultado, o Brasil fez seu gol de honra e esteve muito perto de empatar. Aproveitando o espaço dado pelos belgas, a seleção atacou como nunca neste Mundial. Não adiantou.

Como Felipão, Tite caiu diante de uma forte equipe europeia. No caso do atual treinador, pelo menos, não é possível dizer que ele tenha subestimado a força do adversário. Desde antes de a Copa começar, ele ressaltou o poderio belga. Diferentemente deste blogueiro, que só acreditou na possibilidade de vitória da Bélgica depois do segundo gol em Kazan. Foi um erro.


Opinião: evolução faz Brasil ter obrigação de vencer a Bélgica
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Para parte considerável da imprensa mundial e torcedores, a Bélgica está entre as favoritas para vencer a Copa da Rússia. Este blogueiro discorda.

Os belgas têm sua melhor geração em todos os tempos. Reúnem talentos individuais, são fortes ofensivamente e coletivamente de modo geral.

O Brasil tem tudo isso em maior quantidade e com mais qualidade. Por isso, em minha opinião, a seleção de Tite tem a obrigação de vencer o duelo desta sexta (6) pelas quartas de final.

Além do talento individual de costume, desta vez, o Brasil é sólido taticamente e uma fortaleza na defesa.

Normalmente, a Bélgica entra contra o Brasil mais preocupada em não tomar gols. A preocupação continua, mas agora furar a defesa brasileira é missão complexa. Alisson só tomou um gol no Mundial. Os belgas levaram quatro. Dois só do Japão.

O Brasil empatou um jogo (Suíça), e a Bélgica venceu todos. Mas os brasileiros evoluíram de tal forma que são favoritos no confronto na opinião deste blogueiro.


Opinião: atuação da França mostra quanto Brasil precisa evoluir
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Desde antes de a Copa da Rússia começar, este blogueiro colocava a França como principal favorita ao título ao lado da Alemanha. Os atuais campeões deram vexame, mas os franceses aumentaram o favoritismo ao eliminar a Argentina com a vitória por 4 a 3 neste sábado.

A atuação francesa foi muito superior em relação ao que todas as equipes produziram até aqui.

Isso indica que o Brasil precisa melhorar muito para sair do território russo como hexacampeão.

Contra a Sérvia, o time de Tite mostrou uma animadora evolução. Enfim, fez uma grande partida na Copa. A tendência é melhorar ainda mais contra o México. Porém, neste momento, a expectativa é pessimista num eventual confronto com os franceses pelas semifinais.

É cedo para pensar na França. Primeiro é preciso passar pelo México e depois despachar o adversário das quartas. Ainda é necessário que os franceses cheguem na semifinal.

Mas é bom ter a França em mente como parâmetro de quanto a seleção brasileira precisa crescer.

O sistema defensivo montado por Tite é suficientemente sólido para oferecer mais resitência do que os argentinos diante da França. Porém até aqui o Brasil não encarou nenhum ataque com poderio semelhante ao francês.

Já ofensivamente, a seleção deixa muito a desejar em relação aos franceses. Melhorar na frente, com Gabriel Jesus desencantado, é o principal ponto contra os mexicanos. É nesse setor que o Brasil mais precisa diminuir a diferença para a França.


Opinião: Neymar precisa melhorar na disciplina e nos passes
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O último amistoso do Brasil antes da Copa, neste domingo (10), contra a Áustria, serviu, entre outras observações, para mostrar a boa evolução de Neymar e, ao mesmo tempo, em que o atacante precisa melhorar.

Na opinião deste blogueiro, um dos pontos mais preocupantes não tem nada a ver com a recuperação em relação à cirurgia no pé enfrentada por ele. Está ligado à disciplina. Calmo em quase toda a partida, ele bateu boca com austríacos e levou o único cartão amarelo do Brasil.

Na Copa da Rússia, Neymar enfrentará marcadores mais chatos e determinados a provocar sua irritação. Por isso, os poucos momentos de descontrole na vitória por 3 a 0 merecem a atenção de Tite.

O atacante também precisa ser mais constante. Fez um primeiro tempo apagado. Mas isso se explica pelo fato de ele ainda estar recuperando a forma física.

Falta jogar mais com Marcelo. Tabelas entre dois jogadores da qualidade deles são letais. Mas é preciso que o lateral jogue mais do que contra a Áustria.

Números do Footstats mostram que Neymar precisa caprichar mais nos passes. Ele foi quem mais errou nesse fundamento no time de Tite. Foram 10 erros. O recorde de perdas de bola na partida também foi dele: 14.

Por outro lado, o atacante do PSG mostrou que já começa a retomar seu papel de protagonista, apesar de Philippe Coutinho ser quem mais brilhou. Neymar foi o brasileiro com mais posse de bola (11,7% do total). Foi quem mais acertou dribles (2) e sofreu faltas (8) entre os comandados de Tite.

Mas claro, nada melhor para ilustrar sua recuperação do que os dois gols marcados nos amistosos finais da seleção. O outro foi no triunfo por 2 a 0 sobre a Croácia.


Opinião: Tite acerta ao priorizar versatilidade na seleção brasileira
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Não há jogador na lista de convocados de Tite para a Copa do Mundo que não mereça estar nela.

Como o treinador da seleção brasileira argumentou, existem atletas que mereciam ser chamados, mas perderam espaço para outros que, no entendimento dele podem ser mais úteis à equipe. Afinal, a seleção brasileira não é apenas uma competição entre quem é melhor no país em cada posição. E o técnico foi didático ao explicar seus critérios para formar a lista de 23 atletas. Nos casos de dúvida, ele priorizou os mais versáteis para aumentar seu leque tático. A decisão é acertada. A capacidade de mudar o esquema de jogo até sem precisar fazer substituições e contar com um atleta que possa atuar na posição de um companheiro lesionado, por exemplo, valem muito num Mundial.

Arthur, por exemplo, na minha opinião, é melhor do que Taison, escolhido por Tite. Mas o jogador do Shakhtar Donetsk pode ser mais útil taticamente do que o gremista, justamente por ser mais versátil, qualidade citada pelo treinador na entrevista seguinte ao anúncio dos convocados. Ele também usou a experiência como um dos critérios de desempate entre os concorrentes, pois mencionou o currículo internacional de Taison. Outra explicação compreensível.

Entre os outros jogadores que ficaram com as últimas vagas disponíveis, Geromel merecia estar na Rússia muito mais do que Rodrigo Caio. Faz tempo que ele é mais regular do que o são-paulino. Cássio está no mesmo nível do santista Vanderlei, mas de novo encontramos uma coerência na opção feita por Tite. Como em uma série de casos, ele escolheu um jogador com quem conviveu mais, portanto, conhece melhor. Fagner está na mesma situação. O lateral corintiano e Danilo eram as melhores opções a partir da ausência de Daniel Alves, na opinião deste blogueiro.

Nesse cenário, não vejo motivos para criticar a convocação feita por Tite. E ficou evidente o esforço do comandante para tentar evitar uma onda de críticas pela não convocação de um determinado atleta, embora não tenha deixado claro quem ele crê que pudesse causar tal sentimento. Graças ao seu didatismo ao justificar a montagem da seleção, ele deve alcançar o objetivo.