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Opinião: depois de sorteio, obrigação do Brasil é ser semifinalista
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Sempre o Brasil é um dos favoritos pra vencer Copa do Mundo. Porém, na opinião deste blogueiro, Alemanha e França são mais candidatas ao título na Rússia. Os espanhóis estão no mesmo patamar dos brasileiros. A Argentina, apesar de tudo, vem em seguida.

Por esse raciocínio, o sorteio dos grupos do Mundial nesta quinta coloca nos ombros de Tite e de seus jogadores a obrigação de chegar às semifinais. Isso porque, se não acontecerem zebras, os pentacampeões enfrentarão adversários inferiores, na análise deste blogueiro, até trombar com a França numa provável disputa por vaga na final.

Num cenário sem surpresas na primeira frase, Neymar e seus companheiros passariam com tranquilidade por Costa Rica, Suíça e Sérvia. Depois, enfrentariam Suécia ou México nas oitavas de final. Vitória obrigatória contra qualquer um dos dois.

De novo, se der a lógica nos demais resultados, o Brasil jogaria com Colômbia, Bélgica ou Inglaterra. Nenhum dos três pode ser considerado adversário fácil mas, vejo o time de Tite como favorito. Os ingleses são os que preocupam mais, apesar da força belga.

Se Argentina, Alemanha e Espanha caminharem sem tropeçar, só podem enfrentar os brasileiros na final. Assim, a França seria a primeira grande dureza encarada pelo Brasil. Também no caso de as zebras não acontecerem, os franceses seriam favoritos nas quartas de final contra o Uruguai, em minha opinião.

Nesse exercício de futurologia, cair diante da França não seria vergonha ou tragédia para a seleção brasileira. Mas claro que a bola de cristal usada aqui é frágil. Ainda há tempo para seleções evoluírem, regredirem e perderem jogadores contundidos. O cenário pode mudar. Além disso, é difícil de imaginar um Mundial sem zebras.

 

 


Raquel Dodge envia denúncia contra Globo para MPF do Rio
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Raquel Dodge, procuradora-geral da República, encaminhou para o MPF-RJ (Ministério Público Federal do Rio de Janeiro) denúncia de três partidos contra a Globo. A acusação é de pagamento de propina na compra de direitos de transmissão das Copas do Mundo de 2026 e 2030, além de jogos da Libertadores e da Copa Sul-Americana. No Rio, a procuradoria vai decidir se abre investigação sobre o caso. A emissora nega irregularidades e disse que não pode comentar o assunto por não ter sido notificada ou informada oficialmente.

A representação havia sido enviada por PT, PDT e PSOL para a Procuradoria Geral da República como parte de um pacote de medidas contra a rede de TV. O documento se baseia nas acusações feitas por Alejandro Burzaco durante o julgamento de José Maria Marin e outros cartolas em Nova York. Ele afirma que Globo, Televisa e sua empresa, a Torneos e Competencias, pagaram juntas 15 milhões de euros em propinas para assegurar os direitos de transmissão dos Mundias de 2026 e 2030, além de edições da Libertadores e da Sul-Americana.

Por meio de sua assessoria de comunicação, o MPF-RJ informou ao blog que “no momento, a representação está no setor jurídico responsável pela distribuição e designação de procurador. Somente um membro (procurador) poderá fazer a avaliação da representação”.

Ao justificarem o pedido de investigação, os partidos lembram que na constituição brasileira não há previsão de crime de corrupção privada, porém afirmam que pela legislação o serviço prestado por emissoras de TV mediante concessão governamental é considerado de interesse público, o que justificaria a ação da procuradoria. Eles sustentam também que a investigação pode descobrir a prática de outros crimes previstos pelas leis nacionais, como sonegação de impostos, lavagem de dinheiro e delitos contra a livre concorrência.

Em outro trecho do documento, é citada lei que prevê incentivos fiscais para emissoras que comprarem direitos de transmissão de eventos esportivos internacionais. O mecanismo permite que 70% do direito devido em impostos pela remessa de quantia ao exterior para a aquisição desses direitos fique com a emissora, desde que ela invista em produção nacional com a participação de uma produtora independente. Assim, sustentam os partidos, se comprovada a propina, a isenção fiscal teria sido concedida baseada em uma fraude.

Além da PGR, o trio partidário acionou o CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), pedindo que a Globo seja investigada por suposto crime de ordem econômica. Ele teria ocorrido por ter sido dificultada a participação de outras emissoras no processo de concorrência.

Outra investigação foi pedida ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. Nesse caso, em tese, a apuração poderia culminar com a cassação da concessão dada pelo governo para a Globo.

PT, PDT e PSOL tentam suspender contratos da Globo referentes a duas Copas

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Brasil faz história: foi último a tratar Blatter como chefe de Estado
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“Você acha que estou contente protegendo pessoas que eu queria prender?” A pergunta que ouvi de um policial federal encarregado de escoltar dirigentes da Fifa durante a Copa do Mundo do ano passado ilustra o constrangimento que sobra neste momento para o governo brasileiro.

A renúncia de Joseph Blatter, combinada com a prisão de uma leva de cartolas, entre eles José Maria Marin, deve ser o ponto final na carreira de uma geração de dirigentes sufocados por denúncias de corrupção e alcançados pelas garras do FBI.

As investigações nos Estados Unidos levaram três anos. Ou seja, já aconteciam antes da “Copa das Copas”. Mesmo assim, boa parte dos envolvidos teve tratamento de chefe de Estado durante a Copa das Confederações e o Mundial do Brasil. Batedores e carros com policiais federais escoltavam Blatter, Jérôme Valcke e José Maria Marin, entre outros envolvidos no escândalo de corrupção na Fifa.

A proteção, bancada com dinheiro público, era garantida por lei. Foi só uma das exigências que fizeram o Brasil ficar de joelhos até levar um chute no traseiro dado por Valcke, agora chutado para o centro das investigações.

O vexame de estender o tapete vermelho e deixar essa turma conviver até com a presidente do país não é o único. Ficou chato também para as autoridades nacionais que não deram conta nem dos brasileiros envolvidos na história toda.

Coube ao FBI investigar propinas que teriam sido pagas pela Traffic pelos direitos de transmissão da Copa do Brasil. Assim, no meio de uma investigação que envolve Copas do Mundo, apareceu uma competição nacional, e ela tinha que ser daqui.

No novo capítulo do que parece um seriado sobre mafiosos, Blatter renunciou com pinta de confissão de culpa. Pelo jeito, nunca mais vai desfilar por aí como se fosse presidente de um país, não de entidade afundada na lama da corrupção. A última vez que teve esse privilégio numa Copa do Mundo foi no Brasil, que coleciona, assim, mais uma “marca histórica” para acompanhar o 7 x 1 diante da Alemanha.


Corinthians reclama de demora da Fifa para arrumar Itaquerão após Copa
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O Corinthians se queixa nos bastidores de que Fifa e COL (Comitê Organizador Local) demoram para consertar todos os estragos feitos em seu estádio durante a Copa do Mundo. E que essa lentidão é um dos fatores que impedem o clube de explorar o inteiro potencial da arena.

Os reparos dos danos provocados principalmente pela instalação e retirada de material usado durante o Mundial foram avaliados em aproximadamente R$ 950 mil. Nessa conta também está o custo para deixar setores do estádio como eram antes. São áreas que não foram quebradas, mas transformadas para a Copa.

Por sua vez, o COL admite que ainda existem consertos a serem feitos, porém alega que a maioria deles foi realizada. Pelas contas do comitê, ele e a Fifa já gastaram cerca de R$ 600 mil na reforma. Ou seja, mais de 60% do serviço foi executado.

De acordo com o departamento de comunicação do COL, tudo que era de responsabilidade direta da Fifa já foi reparado. Faltam obras que estão na conta dos parceiros da entidade. O processo é mais lento porque cada empresa precisa reconhecer que é a responsável pelo dano para então contratar os serviços de reparo.

O combinado com o Corinthians é que o clube não recebe dinheiro para colocar seu estádio em ordem. A Fifa faz a contratação das empresas que vão trabalhar no local e paga para elas.

A entidade internacional afirma entender a pressa do clube e estuda bancar o que falta das obras para depois cobrar seus parceiros, acelerando os trabalhos.

Não foi só a casa corintiana que sofreu com o Mundial. Todos os estádios terminaram a competição precisando de reparos. Porém, Maracanã e Itaquerão tiveram mais problemas porque as intervenções neles foram maiores.

Em Itaquera, o saldo foi de paredes, portas, escadas e áreas destinadas às lanchonetes estragadas, entre outros problemas.


Um mês depois do Mundial, Curitiba finaliza licitação de obra da Copa
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Na última terça, quase um mês após a final do Mundial, o Diário Oficial da União divulgou resultado de licitação de obra da Copa do Mundo em Curitiba. Só agora foi definida a empresa que vai construir a Central de Atendimento ao Turista no Jardim Botânico.

Paulo Roberto Colnaghi Ribeiro, presidente do IMT (Instituto Municipal do Turismo) de Curitiba, culpa a burocracia pelo atraso na obra, que terá recursos do Ministério do Turismo. A contratação divulgada no Diário Oficial é no valor de R$ 439.500.

“Infelizmente, a burocracia é muito grande. Mas ficou combinado com o Ministério do Turismo que o que fosse legado para o turismo permaneceria”, declarou Ribeiro. Segundo ele, há ainda mais quatro obras da Copa para serem concluídas na cidade. “A gente tem a reforma da Praça Espanha, que já começou, acessibilidade nas estações da linha turismo, temos sinalização turística, que permaneceu no PAC da Copa, e reforma de 25 pontos da linha turismo. Independentemente de não terem ficado prontas para Copa, essas obras formam um legado importante porque ficam para a vida inteira”, disse o presidente do IMT.

Em nota enviada ao blog, o Ministério do Turismo, por meio de sua assessoria de imprensa, afirmou que “por decisão do GECOPA (Comitê Gestor do Governo Brasileiro para a Copa do Mundo), as obras de infraestrutura turística que integram a Matriz de Responsabilidade da Copa do Mundo terão continuidade”. A nota diz ainda que “o entendimento é que a execução desses projetos constitui legado para moradores e turistas”

 


Levir tenta mudar após Copa. E Mano Menezes mostra resistência
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Duas entrevistas coletivas de treinadores se destacaram na rodada do fim de semana do Brasileirão. Foram concedidas por Levir Culpi, do Atlético-MG, e Mano Menezes, do Corinthians. Os dois citaram a repercussão da Copa do Mundo deste ano no futebol brasileiro.

Levir afirmou, após a vitória sobre o Atlético-PR por 3 a 1, que depois do Mundial passou a ser grande a cobrança pública por atitudes inovadoras por parte dos técnicos nacionais, uma pressão para que seja reproduzido aqui o que dá certo na Europa. Embalado por esse sentimento, disse ter abolido a concentração no Galo, emblematicamente logo após a saída de Ronaldinho Gaúcho.

Enquanto Culpi mostrou vontade de fazer algo diferente diante da pressão da imprensa e de torcedores sobre os técnicos nacionais, Mano rebateu as cobranças. Após o sexto empate do Corinthians no Brasileiro, dessa vez contra o Coritiba, sem gols, o treinador considerou descabida a comparação entre Mundial e campeonato nacional. Veja abaixo a as declarações que mostram a maneira distinta de pensar dos dois treinadores em relação a o mesmo assunto.

Comecei a ver algumas notícias, já tinha pensado nisso, usei até. Mas as notícias da seleção, da Copa do Mundo, que precisa renovar, que precisa fazer muita coisa, estudar o que está sendo feito na Europa. Como o Ronaldinho saiu, eu queria que fosse um divisor de águas a saída do Ronaldo para começar um novo ciclo, foi uma coisa que coloquei para eles depois da saída do Ronaldo”.

Levir Culpi, técnico do Atlético-MG

O pessoal está pensando na Copa. Todo jogo agora é ruim. Não estamos mais jogando a Copa. A Copa reuniu os melhores jogadores, os melhores tudo do mundo. E uma preparação de quatro, oito anos. A preparação para essa competição é diferente”.

Mano Menezes, técnico do Corinthians


MP questiona Marin após postagem de Joana Havelange sobre roubo na Copa
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Na última quarta-feira, o Ministério Público do Rio de Janeiro enviou notificação para José Maria Marin, presidente do COL e da CBF. O promotor Rubem Vianna pediu que ele apresente documentos sobre a constituição do Comitê Organizador Local e que mostrem as fontes de receita do órgão.

Vianna faz investigação após receber representação do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ) em relação à polêmica postagem de Joana Havelange, diretora do COL, no Instagram. Ela compartilhou a afirmação: “não vou torcer contra [a Copa] até porque o que tinha que ser gasto, roubado, já foi”.

Freixo argumentou que o COL recebeu verba pública para organização do Mundial e equiparou o cargo de Joana ao posto de funcionária pública. Disse ainda que a afirmação compartilhada por ela relata roubo nos gastos de dinheiro público e pede investigação para averiguar se houve crime.

Vianna afirmou ao blog, por e-mail, que em apuração inicial constatou que o COL não recebe verbas públicas, mas que só irá decidir se prossegue com a investigação depois da resposta de Marin. Ele deu dez dias para o cartola se manifestar.

De fato, o COL não recebeu dinheiro público, mas teve direito a isenções fiscais garantidas pela Lei Geral da Copa, o que não tira a gravidade da atitude de Joana.


Seleção encerrou Copa com um vexame por dia desde semifinal
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Desde o jogo com a Alemanha, a seleção brasileira protagonizou um vexame por dia em sua despedida da Copa do Mundo, a começar pela goleada de 7 a 1 sofrida no Mineirão, a maior da história do time nacional.

Um dia depois da partida, uma quarta-feira, Luiz Felipe Scolari e Carlos Alberto Parreira deram uma entrevista vexaminosa na qual o treinador atribuiu a derrota a seis minutos de apagão, ignorando problemas táticos e falhas na preparação. Parreira também se destacou ao ler a carta de uma torcedora, apresentada apenas como dona Lúcia, em apoio ao time nacional. A entrevista virou motivo de piadas por parte dos jornalistas.

Na quinta, o vexame foi protagonizado por José Maria Marin, presidente da CBF e do COL (Comitê Organizador Local). Ele foi à Granja Comary, mas não deu entrevista coletiva para falar sobre o fracasso e contar seus planos para o futuro da seleção. Enquanto o cartola se calou, Neymar, 60 anos mais novo do que o dirigente, concedeu entrevista coletiva e se saiu melhor do que Parreira e Felipão no dia anterior.

E não é que teve mais no dia seguinte. Felipão, Thiago Silva e o assessor de imprensa Rodrigo Paiva bateram papo diante de uma câmera de TV instalada em local autorizado pela Fifa e que captou o áudio ouvido na sala de imprensa do Mané Garrincha. Na conversa, Felipão disse, para espanto geral, que a seleção poderia ter feito quatro gols no segundo tempo do jogo com a Alemanha.

No sábado, veio a partida com a Holanda. De novo, a seleção passou vergonha ao perder de 3 a 0 e completar dez gols sofridos em dois jogos. Deixou a Copa com 14 gols tomados em sete jogos. Média de dois por partida.

Além disso, a disputa pelo terceiro lugar rendeu uma das imagens mais marcantes da segunda versão da família Scolari. Neymar, Hulk e Marcelo levantaram do banco de reservas e orientaram seus companheiros, deixando para trás Felipão, em pé e também falando com os atletas. Foi o ponto final de cinco dias seguidos de vexames e que encerraram de maneira melancólica a participação brasileira no Mundial em sua casa.


Antes de semi, Marin exibe poder: ‘Criei a lei de veto a convocações’
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Na véspera da semifinal entre Brasil e Alemanha, José Maria Marin, presidente da CBF e do COL (Comitê Organizador Local) da Copa, deu uma demonstração de poder sobre a comissão técnica da seleção brasileira. Em entrevista ao blog, em Belo Horizonte, ele lembrou espontaneamente que criou a “lei de veto”, pela qual obriga Felipão a apresentar com 48 horas de antecedência a relação de convocados para o time nacional.

O blog aproveitou o encontro com o dirigente num dos hotéis usados pela Fifa para confirmar a informação de que ele anda se queixando da ausência de Robinho na equipe de Luiz Felipe Scolari, isso por sentir a falta de um jogador mais experiente e achar que ele incrementaria o ataque brasileiro. Mas Marin preferiu não responder à pergunta.

Como de costume, o dirigente estava envolvido num ambiente que combinava mais com um cartola da Federação Paulista do que com o número 1 do COL. Ele estava sentado em volta de uma mesa no saguão, ao lado de Marco Polo Del Nero, mandatário da FPF, membro da Fifa e que vai assumir a CBF em abril do ano que vem. Por duas vezes, Del Nero interrompeu a entrevista para se manifestar. Porém, quando indagado pelo blog se era constrangedor para um dirigente da Fifa ouvir Felipão insinuar que a federação internacional não quer o Brasil campeão, não quis responder. “O presidente Marin já respondeu”, afirmou.

Perto dos dois, estava Reinaldo Carneiro Bastos, vice da Federação Paulista. Num sofá, de costas para os dois comandantes da CBF, estavam as mulheres de Marin, Bastos e uma moça aparentando menos de 30 anos, também integrante da comitiva.

Leia a seguir os principais trechos da entrevista com Marin.

Quem o senhor prefere no lugar do Neymar?

Eu não criei a lei de veto, com a lista de convocação entregue a mim 48 horas antes [das convocações]? Não vetei ninguém, então confio em todos, confio em quem entrar no lugar do Neymar.

O senhor sente a falta de um jogador mais experiente, como o Robinho?

Aí vou parar de falar com você. Não vou entrar em particularidades. Já está bom para a seleção chegar numa semifinal, contra a Alemanha, um dos melhores times da competição, sem o Neymar… [Del Nero interrompe com irritação: “Você não quer o Brasil campeão”? Respondo que estou trabalhando].

Nosso foco é o título, mas respeitamos todos os adversários.

O que o senhor acha de o Felipão reclamar constantemente da arbitragem e insinuar que a Fifa não quer o Brasil hexacampeão nesta Copa?

Só posso dizer que a CBF tomou todas as medidas que acha necessárias. [Tentou, em vão, anular o cartão amarelo que tirou Thiago Silva da semifinal e não conseguiu uma punição para o colombiano Zuñiga].

Mas concorda que a Fifa não quer o Brasil campeão aqui?

Prefiro não me manifestar.

Vai conversar com o Felipão assim que acabar a Copa sobre a possível permanência dele?

Nosso foco é conquistar o título Mundial, sobre o futuro vamos falar depois.

Depois da Copa do Mundo, o senhor pode renunciar para que Marco Polo Del Nero, seu vice-presidente, já assuma a CBF e ganhe tempo para fazer as mudanças que quiser?

[Del Nero balança a cabeça para os lados e bate nas duas pernas em tom de reprovação da pergunta e diz: “Nós estamos sempre juntos, sou vice dele”.]
Nosso foco é a Copa, outras coisas vamos discutir depois. Mas nunca renunciei a um cargo. Respeito quem já renunciou, mas nunca fiz isso.

Como presidente do COL, qual sua avaliação sobre a Copa do Mundo no Brasil?

Nossa avaliação é de que foi muito boa.

Mas aconteceram alguns problemas, de segurança, por exemplo.

É um evento muito grande, natural que aconteça uma coisa ou outra. Mas no geral a Copa foi muito boa.


Empresa quer folga para gramado do Itaquerão na Copa
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A empresa responsável pelo gramado do estádio do Corinthians quer que a Fifa cancele treinos no local nas vésperas das partidas. O pedido visa evitar o desgaste do campo.

Roberto Gomide, presidente da World Sports, que plantou e cuida da grama da arena corintiana, disse que já fez um pedido para o COL (Comitê Organizador Local) e a Fifa preservarem o campo, cancelando treinamentos um dia antes dos jogos. O Mineirão, por exemplo, não terá treinos de Brasil e Chile na véspera do confronto deste sábado.

“Existem alguns e-mails enviados por nós atestando a importância da preservação dos gramados e de diminuir os treinos. Eles responderam que vão avaliar, mas estamos aí para o que precisarem”, afirmou Gomide.

Por sua vez, o departamento de comunicação do COL respondeu ao blog que “não recebeu pedidos de cancelamento e que os treinos continuarão acontecendo no estádio da partida”.

Segundo Gomide, em cada jogo, o gramado recebe impacto de três atividades. Isso porque cada time faz um treinamento na véspera, além do aquecimento minutos antes do jogo. Ele afirmou ainda que a seleção uruguaia foi a que mais desgastou o campo.

“O problema é que os treinos são concentrados. Você pega 22 jogadores e coloca na frente do banco de reservas fazendo treino físico, qualquer gramado do mundo vai sentir. Mas o do Corinthians não sentiu, a bola está rolando perfeitamente e ele está visualmente bom. O que existe é um desgaste normal. Temos 19 eventos em cima de um gramado em menos de 20 dias”, declarou Gomide.

Segundo ele, a seleção uruguaia foi a que mais desgastou o gramado do Itaquerão por ter feito um treino físico puxado. Gomide também respondeu às críticas feitas por Jorge Sampaoli, técnico do Chile, antes de enfrentar a Holanda em São Paulo. O treinador discursou contra treinos nas vésperas dos jogos. Disse que o gramado do estádio de Itaquera está deteriorado e que a Fifa não deveria permitir um jogo importante num campo “tão ruim”.

“A colocação dele em relação a preservar o palco do jogo é absolutamente válida. Só que a hora que ele fala que o gramado está totalmente desgastado, não é a realidade. Pelos comentários que passam para nós, da Fifa e dos jogadores, nosso gramado está sendo considerado um dos melhores da Copa”, rebateu o executivo.

Nesta quinta, Coreia do Sul e Bélgica se enfrentam na arena corintiana. Três jogos já aconteceram lá e mais dois ainda serão realizados, um nas oitavas-de-final e outro nas semifinais.