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Opinião: destaque do Corinthians na Copinha, Oya é desafio para Carille
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Fábio Carille esteve em Itu para assistir a vitória do Corinthians por 4 a 1 sobre o Sinop-MT, no último sábado (5) e viu Fabrício Oya marcar seu terceiro gol em dois jogos nesta Copa São Paulo. O treinador corintiano tem motivos de sobra para pensar sobre o futuro do destaque alvinegro na competição.

Aos 19 anos, o meia faz sua quarta e última apresentação no torneio sub-20. Então, caberá a Carille decidir o que o clube deve fazer com sua revelação nos próximos meses.

Obviamente, Oya não é um jogador pronto. Precisa ser lapidado. Também não merece carregar o status de craque, pelo menos por enquanto. Porém é o atleta de maior potencial no atual time corintiano na Copinha. Deve ser tratado com boa vontade pela comissão técnica da equipe profissional e pela diretoria alvinegra.

O meia tem bom passe, inteligência na armação de jogadas, faz assistências e gols. Ainda é especialista em cobranças de escanteios e faltas, características importantes para definir jogos.

Como ocorreu recentemente com Pedrinho, há no Parque São Jorge e em parte da imprensa quem diga que Oya não tem força muscular para aguentar o tranco no profissional. Porém, faz parte da tarefa da comissão técnica saber alternar o trabalho de ganho muscular com a maturação em campo.

É mais interessante para o clube, cuidar metodicamente da evolução de Oya, dando aos poucos oportunidades para ele na equipe de cima, do que terceirizar o serviço para uma agremiação pequena do futebol brasileiro, como o alvinegro faz constantemente. A temporada é longa e desgastante, sempre haverá espaço para dar chance a um jovem promissor como Oya.

Será desafiador para Carille entender as necessidades do meia. E do Corinthians, mas não só a curto prazo. Os resultados imediatos são fundamentais para a sobrevivência dos treinadores, no entanto, preparar jogadores com potencial para se tornarem grandes e pensar no que o clube pode ganhar lá na frente são características dos treinadores de ponta.

 


Revolta de cartola e numerada mista aumentam riscos na Copinha
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É forte o cheiro de confusão na final da Copa São Paulo entre Corinthians e Santos, neste sábado. A rivalidade entre os finalistas já seria um ingrediente natural para preocupar os responsáveis pela segurança. Mas o risco aumenta com a revolta em público de dirigentes do Santos e a venda de cadeiras numeradas para as duas torcidas, sem divisão.

Em nota enviada à Federação Paulista e publicada no site do clube, o presidente em exercício do Santos, Odílio Rodrigues, diz que o ato da FPF de dar mais ingressos ao Corinthians, tratado como mandante, gera repercussões. E que, assim, o rival deve ser responsabilizado legalmente por eventuais conflitos. Tal declaração pode pilhar ainda mais torcedores santistas. Situação mais grave para os que vão dividir as cadeiras numeradas com corintianos. Nesse cenário, dificilmente a decisão passará em branco em termos de segurança.

Vale registrar que, apesar da queixa do Santos de receber 2.780 ingressos a menos do que adversário, por volta das 11h desta sexta ainda havia bilhetes à venda, sem fila, para os santistas no Pacaembu. E aglomeração entre corintianos que sonhavam conseguir um ingresso de numerada.


Para discutir código de ética na base, SPFC se recusa a analisar acusações
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São Paulo encara cobranças na base Foto: Leandro Moraes/UOL

O São Paulo aceita analisar um código de ética para as negociações de jogadores das categorias de base, mas se recusa a discutir episódios passados. Assim, a direção do clube do Morumbi aguarda que agremiações descontentes entreguem um documento com a proposta de um pacto.

Porém, segundo a direção são-paulina, a peça não será analisada se exigir pedido de explicações de casos recentes ou reparação financeira a clubes que perderam jogadores para a equipe paulista.

Para os representantes de Juvenal Juvêncio que foram à reunião com clubes que ameaçam boicotar a Copa São Paulo se o time do Morumbi participar, no encontro ficou claro até por parte da Federação Paulista, que a ideia é tratar apenas das situações futuras. A reunião aconteceu nesta segunda na sede da FPF.

O entendimento no Morumbi é de que um código de ética não tem muito como avançar na questão. Isso porque os são-paulinos se recusariam a se comprometer a não contratar jogadores que estejam “livres”. Eles alegam que só recebem atletas que não têm compromissos com outras equipes, ainda que tenham se desligado na Justiça. Assim, declaram que são infundadas as acusações de assédio.

Vitória, Sport, Fluminense, Vasco, Botafogo, Flamengo, Atlético-MG, Cruzeiro, Coritiba e Corinthians fazem parte do grupo que ameaça o boicote.


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