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Primeira reunião para discutir situação de Felipe Melo termina sem acordo
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Com Bruno Grossi, do UOL, em São Paulo

Terminou sem acordo nesta segunda a primeira reunião entre Palmeiras e Felipe Melo para discutir a situação do volante, afastado do time por Cuca.

No encontro com um dos advogados do jogador, Alexandre Mattos deixou abertas várias possibilidades, como emprestar o atleta gratuitamente, facilitar eventual venda e pagar parte dos salários e até dar férias para ele agora. Mas, o diretor executivo ouviu do representante de Melo que o atleta pretende receber pelo menos parte do que tem direito até o final do contrato de três anos pela rescisão.

Felipe tem salário superior a R$ 300 mil por mês e ganhava bônus cada vez que entrava em campo. Ele ainda tem direito a R$ 8,4 milhões em luvas, dos quais já tinha recebido R$ 1,4 milhão ao ser afastado.

O argumento dos advogados do jogador é que ao deixar o volante treinando separadamente dos demais, o clube deu motivo para que ele consiga a rescisão na Justiça. Por meio de uma ação, Melo pode tentar fazer com que a agremiação pague o que falta pagar em salários até o final do compromisso, além de procurar receber os direitos de imagem. Isso porque a alegação do estafe de Felipe é de que o Palmeiras descumpriu o acordo por não dar a ele as mesmas condições de trabalho dadas aos colegas, praticando assédio moral. O clube nega ter cometido irregularidades.

Mattos também ouviu que o volante não quer depender da vontade de outros times para definir seu futuro. Isso derruba a solução por meio de empréstimo ou venda. O entendimento no estafe do jogador é de que enquanto o atleta estiver vinculado ao alviverde será mais difícil conseguir interessados.

Outra percepção é de que quanto mais demorar para sair um acordo mais fortes serão os argumentos para pedir a rescisão na justiça. Mas a conversa inicial foi amistosa e ainda há o interesse das duas partes em uma saída amigável.

Um novo encontro deve acontecer ainda nesta semana.

Como revelou o blog, o jogador já notificou o clube sobre o suposto descumprimento de contrato.

Felipe Melo detona Cuca em áudio vazado e revela ofertas de outros times


Muita sondagem e nada concretizado. A situação de Felipe Melo
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No famoso áudio em que Felipe Melo comentava seu problema com Cuca no Palmeiras, ele dizia que nunca esteve tão fácil para o Flamengo contar com seu futebol. Cerca de dez dias depois de seu afastamento, porém, não está nada fácil para o volante definir seu futuro.

Até o momento em que este post foi publicado, não havia nenhuma negociação bem encaminhada, de acordo com pessoas próximas ao jogador. As mesmas fontes alegam que são inúmeras sondagens pelo atleta. A maioria de clubes brasileiros. Algumas conversas estão acontecendo, mas nenhuma está perto de se concretizar numa transferência.

Nem mesmo o Galatasaray, ex-time turco do brasileiro e que imediatamente deixou aberta a possibilidade do retorno dele, enviou proposta.

As explicações para a demora são os vencimentos do jogador considerados altos para o mercado brasileiro e a promessa de Alexandre Mattos, executivo palmeirense, de que a liberação não seria facilitada, o que sugere uma alta pedida para aceitar a transferência.

Não existe nem uma definição se o volante será emprestado ou negociado definitivamente.

 


Palmeiras pode perder Felipe Melo na Justiça? Advogados divergem
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O fato de o Palmeiras anunciar que Felipe Melo não jogará mais pelo time e de deixar o jogador treinando separadamente dos demais dá brecha para ele pedir a rescisão do contrato na Justiça, saindo sem pagar nada? E as ofensas feitas pelo volante ao técnico Cuca em mensagem de voz que circulam nas redes sociais? Elas dão o direito do clube de demitir o volante por justa causa? O blog ouviu quatro advogados sobre o assunto e não há consenso.

Dois especialistas avaliaram que o atleta pode e já deveria ter acionado o clube por assédio moral. Nesse caso, além da rescisão, pediria o pagamento de seus salários até o fim do contrato, no final de 2019. Um deles, junto com outro dos consultados, entende também que o clube pode estudar a demissão por justa causa do atleta por causa do áudio em que, mesmo sem citar o nome de Cuca, classifica o treinador como covarde e mau caráter.

“Se o clube admitiu que não vai contar mais com o jogador, já foi configurado assédio moral. E se admitiu que vai colocar para treinar longe dos outros, eu entraria com ação alegando que houve violação do direito de ocupação efetiva (que proíbe a manutenção arbitrária do trabalhador em inatividade). Colocar o jogador para treinar separadamente é como mandar o seguinte recado: ‘você vai ficar largado. Pede para sair. Se não pedir, sua vida vai ser um inferno'”, afirmou João Chiminazzo. Ele foi o único dos advogados que não pediu para ficar no anonimato por razões profissionais.

Chiminazzo esclareceu que nesse caso, pediria que o clube pagasse os salários de Felipe até o final do contrato. Para ele, o Palmeiras não pode demitir o jogador por justa causa por entender que o alvo do volante foi o treinador. Só Cuca poderia acionar a Justiça contra o atleta.

Vale lembrar que a demissão por justa causa deixaria o atleta livre para acertar com outro clube, apesar de nesse caso ser possível a agremiação cobrar dele a multa rescisória por suposta configuração de rescisão contratual.

Para os dois advogados que entendem não haver neste momento como Felipe alegar que houve assédio moral e que está sendo impedido de trabalhar tudo depende de como será o tratamento dado a ele nos próximos dias. O argumento é o de que deixar o jogador treinando longe dos demais profissionais não chega a ser um problema. A opinião é de que o assédio só seria configurado no caso de repetidas situações constrangedoras para o jogador ou ações discriminatórias. Por exemplo: proibir o atleta de usar determinadas instalações do centro de treinamento. Tais medidas poderiam ser vistas como pressão do empregador para forçar o empregado a pedir a rescisão do contrato.

Se o Palmeiras deixar os treinos isolados se arrastarem por muito tempo, pode, na opinião dos advogados, dar brecha para a alegação de assédio moral. Nos julgamentos sobre acusações desse tipo de conduta, a Justiça leva em conta principalmente a repetição do ato e a intenção do empregador de desestabilizar emocionalmente o empregado a fim de forçar o funcionário a deixar o emprego.

O volante treinou pela primeira vez sem seus colegas na última terça.

Um dos quatro especialistas que conversaram com o blog, opinou que a melhor solução para as duas partes é o acordo para a saída do atleta. Em definitivo ou por empréstimo. Isso porque qualquer decisão na Justiça tende a ser mais demorada do que uma saída amigável. E os dois lados teriam trabalho para produzir suas provas. Não seria simples o jogador comprovar o assédio moral ou que está sendo impedido de exercer suas funções. Também não seria simples para o Palmeiras emplacar a justa causa e querer receber dinheiro do volante, além do fato de deixar Felipe livre para negociar com outro clube.

 


Afastamento de Felipe Melo também aumenta pressão sobre Mattos
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A cobrança para Cuca fazer o Palmeiras avançar na Libertadores aumentou depois do afastamento de Flipe Melo anunciado por ele, mas o treinador não é o único que sofre pressão maior após o episódio. Alexandre Mattos está na mesma situação.

Internamente, os problemas com o volante são avaliados como parte dos erros de planejamento que teriam sido cometidos pelo diretor executivo. Felipe é visto como mais uma contratação cara negociada pelo dirigente que não rendeu o esperado. Borja é outra. Com Michel Bastos, não tão caro, eles formam um trio trazido pelo cartola e visto com resistência pelo treinador.

De maneira geral, conselheiros e até gente do departamento de futebol entendem que Mattos montou um time caro e que não corresponde aos investimentos. O fato de Cuca fazer restrições a contratações tão badaladas serve para sustentar o argumento.

Recentemente, antes do imbróglio com Felipe Melo, o dirigente ainda viu Leila Pereira, patrocinadora do clube por meio da Crefisa e da FAM (Faculdade das Américas), diminuir o tom na defesa dele. Em entrevista ao canal ESPN Brasil, ela disse que não considera o diretor intocável. Para o Esporte Interativo, ela havia afirmado que reveria seus investimentos se Mattos fosse demitido. Agora, a empresária declarou que confia no dirigente e precisa conhecer melhor um eventual substituto antes de fazer novos investimentos. Mas deu a entender que não tentaria interferir caso o clube decidisse pela demissão do cartola.

Mattos enfrenta permanentemente a resistência de conselheiros, principalmente dos mais ligados ao ex-presidente Mustafá Contursi, por causa dos altos gastos no departamento do futebol, apesar de o dinheiro vindo das empresas de Leila financiar a maior parte dos reforços. O afastamento de Felipe Melo só aumentou os argumentos deles para fazer pressão pela demissão do dirigente remunerado já que o Palmeiras ficou com um jogador que custou caro e ganha muito sem poder ser aproveitado.


Opinião: todos erraram no caso Felipe Melo
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Na opinião deste blogueiro, o caso Felipe Melo é daqueles em que todos brigam e ninguém tem razão. Erros da diretoria, do jogador e de Cuca culminaram com o afastamento do volante.

A diretoria errou no planejamento. Ao demitir Eduardo Baptista e contratar Cuca assumiu o risco de ter um treinador incompatível com pelo menos parte do time montado. E a incompatibilidade entre Cuca e Felipe é evidente.

Além disso, os cartolas deram um passo incerto ao trazerem o ex-jogador da seleção brasileira. Suas qualidades são tão conhecidas quanto seu temperamento explosivo, difícil. Eles instalaram uma bomba-relógio no clube e não souberam desarmá-la.

Por sua vez, Cuca tinha a obrigação de se empenhar mais para aproveitar uma das principais contratações do alviverde nesta temporada. Técnico não pode simplesmente dizer que um jogador desse nível não se encaixa no seu esquema tático e deixar a direção ameaçada de tomar prejuízo. Ele deveria encontrar uma maneira de aproveitar Felipe.

Um bom exemplo é Jô no Corinthians. Fábio Carille conseguiu dele mais movimentação do que costumava ter para se encaixar em seu sistema de jogo. Obviamente, isso depende da vontade do atleta em mudar.

Cuca alegou em entrevista coletiva que se antecipou a uma crise ao afastar o volante, pois um jogador do porte dele na reserva se transformaria em problema. Se foi isso mesmo, a atitude não condiz com os deveres de um treinador de ponta. É parte do trabalho de um técnico competente administrar vaidades e crises.  Apenas tirar o abacaxi de seu colo é cômodo e fácil. Pra fazer isso, um treinador iniciante, mais barato, basta.

Já Felipe Melo falhou por não seguir à risca o que disse pouco depois de chegar ao clube. Ele prometera se sacrificar pelo Palmeiras. Aceitar a reserva sem criar problemas é um sacrifício. De acordo com a apuração do blog, na última sexta, o atleta reagiu mal ao saber que não seria relacionado para o jogo com o Avaí. A partir daí começou a discussão que agravou sua crise de relacionamento com o comandante. Trata-se de um atleta calejado a ponto de saber controlar suas insatisfações, mas não conseguiu.

O volante falhou ao não controlar seu temperamento. Não só neste episódio, mas desde que desembarcou no Palmeiras. Cada caso foi irritando Cuca, como a discussão do jogador com o preparador físico Omar Feitosa.

Felipe entrou no Palmeiras sem bater na porta. Fez o que lhe deu na telha. Não entendeu que não era soberano no clube e que deveria seguir regras comportamentais. Abusou no desejo de liderar e se impor. Agora paga o preço por bater de frente com quem conquistou a torcida antes dele.

Todos saíram perdendo com a sucessão de erros. E o maior perdedor nesse história, claro, é o clube.


Encostado por Cuca, Felipe Melo já tem nome trabalhado no Galatasaray
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Logo após saber do afastamento de Felipe Melo do jogo contra o Avaí neste sábado e que dificilmente o volante permanecerá no clube, o Galatasaray deixou aberta a possibilidade de trazer o brasileiro de volta. A um interlocutor do jogador, a direção do clube turco disse ter interesse no retorno. Primeiro, porém, é preciso que se resolva oficialmente a situação dele com o clube alviverde, que ainda não confirmou a decisão de negociar o atleta. Tudo depende do que os palmeirenses vão exigir em caso de transferência.

De acordo com gente próxima a Felipe, ficou claro numa conversa nesta sexta entre ele e Cuca, na presença do diretor executivo Alexandre Mattos, que o jogador não atuará mais pelo clube. Por essa versão, além  da questão técnica, o relacionamento entre ele e o treinador está deteriorado faz tempo.

Conforme apurou o blog, o volante não reagiu bem ao saber que seria barrado do jogo e iniciou-se uma discussão que ajudou a tornar improvável a permanência de Felipe no alviverde. Outro motivo é a convicção de Cuca de que Melo não é útil ao seu esquema tático. A assessoria de imprensa do jogador nega o desentendimento, mas o blog mantém a informação.

No entorno do volante, Cuca é visto como um técnico que se incomoda com a influência do ex-jogador da seleção brasileira no elenco e a força dele no clube.  A avaliação também é de que o episódio em que Felipe discutiu com o preparador físico Omar Feitosa, em maio, num treinamento, está entre os episódios que contribuíram para corroer a relação entre comandante e comandado. Outro capítulo listado ocorreu depois de o Palmeiras eliminar o Internacional na Copa do Brasil mesmo perdendo por 2 a 1 em Porto Alegre. Técnico e jogador assimilaram o resultado de maneira diferente. Felipe exaltou o desempenho do time, enquanto Cuca criticou a atuação e se disse preocupado por ainda ter muito a corrigir.

Publicamente, no entanto, o treinador nunca se queixou da força do volante no clube.

Um exemplo da influência dele foi dado após a eliminação na Copa do Brasil diante do Cruzeiro, na última quarta-feira. Depois do jogo, num hotel em Belo Horizonte, Mattos, foi duramente cobrado por Carlos Degon, conselheiro ligado à Mancha Alviverde. Entre outras coisas, ele dizia que Felipe tem que jogar.

Já na última sexta, pelo menos parte dos jogadores soube da iminente saída de Melo, um dos líderes do elenco. O jogador é visto por companheiros como um defensor dos colegas.

No início de 2017, o volante assinou contrato de três anos com o Palmeiras. No Galatasaray, ele jogou entre 2011 e 2015.


Opinião: patrocinadores devem ser mais exigentes após fala de Cuca
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As declarações de Cuca sobre o time titular atual do Palmeiras ser mais fraco que o do ano passado e o pedido por um novo atacante convidam os donos da Crefisa e da FAM (Faculdade das Américas) a refletirem e questionarem a direção do clube.

Na opinião deste blogueiro, o casal José Roberto Lamacchia e Leila Pereira deve buscar respostas para as seguintes perguntas:

Como pode um time que trouxe para esta temporada Borja e Willian precisar tanto de mais um atacante?

Quem avaliou que Borja valia os cerca de R$ 32 milhões investidos pelos patrocinadores, fora ajuda com salários e luvas? Houve erro de avaliação?

Como pode um pacote de reforços que custou mais de R$ 70 milhões não ser suficiente para satisfazer o atual treinador? Cuca é exigente demais ou o Palmeiras pagou mais do que alguns jogadores valiam?

A direção do clube é criteriosa quando define quem contratar e quanto pagar ou age com desleixo quando se trata de dinheiro alheio?

Claro que os milhões são dos empresários e eles fazem o que bem entendem com cada nota. Mas ninguém, nem o mais rico e apaixonado dos torcedores, gosta de colocar freneticamente dinheiro em um saco sem fundo. E nem de dormir acreditando que investiu uma dinheirama num planejamento perfeito e acordar com alguém apontando falhas e pedindo ainda mais.

Nesse cenário, a fala de Cuca serve para os patrocinadores palmeirenses serem mais exigentes antes de assinarem os cheques. Afinal, ele têm duplo interesse: no próprio dinheiro e no clube do qual são também conselheiros.


Declarações de Cuca respingam em Alexandre Mattos
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As declarações de Cuca sobre o time titular do Palmeiras de hoje ser mais fraco em comparação com o do ano passado e a respeito de o clube precisar contratar mais um atacante respingaram em Alexandre Mattos. O treinador acabou colocando em xeque o planejamento feito para 2017, e o diretor-executivo de futebol é o principal responsável por ele.

Só que Mattos convive há tempos com pedidos de demissão feitos por conselheiros situacionistas, de diferentes correntes. A fala de Cuca fez com que a pressão voltasse. A maioria dos críticos considera que o dirigente gasta muito. Além dos valores desembolsados em troca de novos jogadores, eles também reclamam de pagamentos de comissões para empresários que consideram altos e foram negociados pelo cartola .

Na última quinta, motivado pela entrevista de Cuca após a derrota por 2 a 1 para o Internacional, que fez o time paulista avançar na Copa do Brasil, essa pressão ficou evidenciada com novo pedido para a diretoria demitir Mattos feito por Gilto Avallone, conselheiro da situação e membro do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização).

Em sua página na internet (“Nosso Palmeiras”), depois de escrever que Mattos tem que ser demitido imediatamente, ele diz que o clube está ultrapassando a marca de R$ 80 milhões em gastos com contratações nesta temporada, responsabiliza o diretor pela despesa e emenda: “como explicar a declaração do técnico de que o time do ano passado era melhor?”.

Gilto já havia cobrado a saída de Mattos quando Eduardo Batista foi demitido. Também na ocasião, internamente, mais membros do conselho faziam pressão interna pela demissão. O blog, então, procurou o diretor para ouvir sua opinião sobre as críticas e até hoje não obteve resposta.

O efeito que a nova pressão terá depende em muito da atuação de Mustafá Contursi, nome mais influente da política palmeirense e que apoia a atual gestão, mas historicamente é contra altos gastos. Por enquanto, ele se mantém em silêncio em relação ao diretor. O mesmo não acontece com alguns de seus aliados políticos, caso de Gilto.


Opinião: em Chapecó, melhor elenco do Brasil não justificou seu preço
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Na opinião deste blogueiro, Cuca fez bem em poupar parte de seus titulares do jogo em Chapecó. Afinal, o alto investimento feito em contratações não foi para ter um só time forte, mas dois. O objetivo é fazer com que o rendimento seja semelhante independentemente de quem está em campo. Isso permite disputar com tranquilidade uma competição longa como o Brasileirão e ter condições de brigar por mais de um título na temporada.

Só que em seu primeiro teste de força no Brasileiro, o time misto do Palmeiras decepcionou ao perder para a Chapecoense por 1 a 0 fora de casa. Não que o time de Chapecó seja fraco. Pelo contrário, é organizado e já tinha conseguido um empate em São Paulo contra o Corinthians. Mas, com o elenco que tem, o Palmeiras deve ser cobrado por vitórias quando enfrenta equipes mais modestas, seja onde for.

Prass, Michel Bastos, Tchê Tchê, Roger Guedes e Willan formam uma base suficientemente forte para brigar por três pontos fora de casa contra a Chape. Claro que o fato de ser apenas o terceiro jogo com Cuca atrapalha, mas os que entraram em campo estão devendo. A equipe escalada tinha obrigação de fazer muito mais do que se preocupar prioritariamente em se defender, como quem se contenta com o empate.

 Jogar para empatar fora de casa e acabar perdendo por 1 a 0 é para quem tem um time muito mais barato do que o atual campeão brasileiro. O dono do melhor elenco do Brasil, pelo menos na opinião deste blogueiro, precisa fazer muito mais.


Opinião: Cuca foi no mínimo deselegante com Baptista
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Ao decidir voltar para o Palmeiras apenas cinco meses após deixar o clube, Cuca foi no mínimo deselegante com Eduardo Baptista. Na opinião deste blogueiro seu modo de agir beirou a falta de ética. Isso porque a partir do momento em que o retorno foi sacramentado, aumentou a certeza de que seu “fantasma” foi determinante para queda do ex-treinador alviverde.

Conselheiros pressionavam a direção pela demissão de Baptista alegando, entre outros motivos, que Cuca estava disposto a voltar. Tivemos a confirmação de que estava mesmo. Não era papo furado de corneteiro.

Ainda que o atual campeão brasileiro não tenha conversado com a diretoria palmeirense antes da queda de seu sucessor, acabou fazendo muito mal a quem estava no comando do time.

Após deixar o Palmeiras, Cuca deveria ter tido a elegância de colaborar para que o novo escolhido tivesse paz para trabalhar. Seria elegante mostrar publicamente desapego ao cargo e no momento de fritura de Baptista se posicionar firmemente no sentido de não ter interesse em retornar ao alviverde. Claro que não da boca pra fora. Cuca deveria ter seguido seu plano original de ficar afastado do futebol por mais tempo porque do jeito como as coisas aconteceram é possível imaginar que ele sempre planejou um breve retorno.

Apesar de não ter feito o time render o que deveria, Baptista enfrentou algo próximo à covardia. Trabalhou desde o primeiro dia com a faca em seu pescoço. Em nome da gentileza, Cuca poderia ter ajudado a afastar o punhal de seu sucessor.

Na minha opinião, a imagem do novo velho técnico palmeirense foi arranhada no episódio. Fica a figura de um profissional que com sua postura pressionou um colega empregado e na primeira oportunidade agarrou o emprego de volta. Acredito que seria mais ético recusar o convite do Palmeiras em respeito a Baptista. Afinal, o plano não era ficar mais tempo parado?