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DIS tenta mudar na Justiça decisão que livrou Neymar de acusação de fraude
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A DIS tenta na Justiça espanhola alterar decisão que livrou na semana passada Neymar, seus pais e a empresa da família da acusação de terem cometido fraude com suposta simulação contratual na transferência do jogador para o Barcelona.

Na última segunda, os advogados da empresa ligada ao grupo Sonda entraram com um pedido de esclarecimento por parte de José de la Mata Amaya, juiz responsável pela retirada da acusação, por entenderem que ele não poderia mudar a decisão da Quarta Seção da Audiência Nacional, em Mardi, que reabriu o caso em setembro de 2016, determinando que houvesse julgamento. Em Julho do mesmo ano o próprio  Amaya tinha decidido pelo arquivamento do processo por entender que Neymar e seus familiares não cometeram crime.

Respeitando a determinação para reabrir o processo, na sexta passada, o mesmo juiz fez a abertura do julgamento oral, mas só acusou Neymar e seus pais de crime de corrupção em negócios.

“A primeira instância não pode mudar a decisão tomada em segunda instância. Ele só tinha que abrir o julgamento e deixar o novo juiz decidir. Agora pedimos para o próprio juiz (Amaya) se manifestar sobre o assunto. Se ele não entender que estamos certos, vamos levar o pedido para a segunda instância”, afirmou ao blog Paulo Nasser, advogado da DIS.

A defesa de Neymar comemorou o fato de a acusação de simulação contratual ser rechaçada. Para Davi Tangerino, um dos advogados que trabalham para o jogador, a decisão afasta a possibilidade de Neymar ser preso. Ele avalia que em caso de condenação por corrupção o atleta pode ser condenado a no máximo dois anos de reclusão, pena pedida pela promotoria, além de multa. A Justiça espanhola prevê que o juiz pode evitar a prisão do condenado se ele for réu primário (caso de Neymar e seus pais) e a condenação for de até dois anos. Com uma hipotética condenação também por fraude, a pena aumentaria.

A punição para o crime do qual Neymar é acusado pode ser até quatro anos de detenção, o que supera o tempo máximo para a suspensão da prisão. Tangerino, no entanto,crê, que não há possibilidade de Neymar ser condenado por um período maior do que o pedido pela promotoria. “Para nós a decisão foi muito positiva”, afirmou o advogado de Neymar ao blog.

Os representantes da DIS pensam de maneira diferente em relação à possibilidade de o atacante do Barcelona ser preso. “Pedimos cinco anos de prisão para ele. E isso pode acontecer, sim. Vemos esse otimismo (da defesa de Neymar) como uma tentativa de manipulação da imprensa”, declarou o advogado da empresa.

Por sua vez, Tangerino disse que não poderia comentar sobre o fato de a empresa contestar a decisão que livrou Neymar da acusação de simulação de contrato porque só os advogados espanhóis do jogador podem falar sobre o tema. Porém, é sabido que o estafe e Neymar também acusa a DIS de tentar manipular a opinião pública.

A empresa do grupo Sonda alega que a simulação contratual ocorreu para que ela não recebesse os 40% referentes aos direitos econômicos de Neymar que ela detinha. Parte da fraude teria ocorrido com acordos paralelos que aumentaram os créditos do Santos junto ao Barcelona, como a prioridade dada ao Barça sobre jogadores da base do clube brasileiro e a promessa de realização de amistoso na Vila Belmiro. O juiz Amaya não concordou com os argumentos da empresa. Afirmou que os contratos adicionais são normais no futebol e têm conteúdo técnico e econômico específico.

 


Santos estuda oferecer como garantia em ação dinheiro vinculado ao Barça
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O Santos estuda oferecer à Justiça espanhola créditos que acredita ter junto ao Barcelona como garantia caso seja condenado a pagar multa em ação referente à venda de Neymar para o time espanhol.

O clube precisa apresentar fiança no valor de 4.304.533 euros (R$ 14,9 milhões). Se for absolvido da acusação de cometer simulação contratual na venda do atacante, o alvinegro resgata a garantia dada.

Mas a agremiação também precisa apresentar outra caução em conjunto com Barcelona, Odílio Rodrigues, ex-presidente do Santos, Josep Maria Bartomeu, ex-presidente do Barça, e Sandro Rosell, que também presidiu o time espanhol. O valor coletivo é de 4.513.024 euros (R$ 15,7 milhões).

“Eu me informei com o departamento jurídico do clube. Essa garantia não precisa ser um depósito em dinheiro. Pode ser um imóvel ou até os créditos que temos junto ao Barcelona, como a premiação pela indicação de Neymar a melhor jogador do mundo ou a quantia referente ao amistoso que eles se comprometeram a fazer com o Santos no Brasil”, disse Modesto Roma Júnior.

O presidente santista afirmou que os advogados do clube vão analisar qual a possibilidade de a Justiça espanhola aceitar essas garantias.

No caso da premiação pela participação de Neymar na escolha do melhor do mundo pela Fifa em 2015, o valor é de 2 milhões de euros (R$ 6,9 milhões). A quantia, no entanto, foi depositada em juízo. O Barcelona alegou que como a atual diretoria do Santos contestou na Fifa os contratos firmados na venda de Neymar, o bônus não pode ser pago até haver uma decisão final sobre o imbróglio.

Já em relação ao amistoso, também acertado na transferência de Neymar, o contrato diz que o jogo deve acontecer enquanto o brasileiro atuar pelo Barça. Se ele mudar de time antes da partida, os catalães precisam pagar ao Santos 4,5 milhões de euros (R$ 15,6 milhões).

A decisão da Justiça espanhola determina que quem não apresentar as fianças em cinco dias terá bens bloqueados em valor correspondente ao exigido.

Porém, Modesto disse não estar preocupado. “O prazo só começa a valer depois da notificação. Nem fomos notificados ainda, isso deve demorar um mês para acontecer”, declarou o dirigente.

Neymar e seus pais, acusados de cometerem crime de corrupção em negócios, terão que oferecer garantia no valor de 66,6 mil euros cada (R$ 232 mil) . A N&N, empresa da família, precisa apresentar garantia de 9,6 mil euros (R$ 33,4 mil).

O estafe do atacante considerou uma vitória ele, seus pais e a empresa deles não terem sido citados por crime de fraude contratual, ao contrário do que pretendia a DIS, empresa que detinha 40% dos direitos econômicos do jogador e se sentiu lesada na transação.

 


Prisão? ‘Neymar já tem idade para responder pelo que faz’, diz executivo
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Entrevista com José Barral, presidente do Grupo Sonda, detentor da DIS, empresa que pede na Justiça cinco anos de prisão para Neymar, seus pais e demais envolvidos na venda do jogador do Santos para o Barcelona.

Blog – A empresa não teme ficar com uma imagem antipática junto ao público ao pedir a prisão de um ídolo de tantos torcedores?

José Barral – Eu até tinha essa dúvida. Mas é básico, se eu ou você fizermos algo errado, temos que responder por isso. Por que o ídolo não tem que responder? Tem que responder também. E é importante dizer que não somos nós que queremos a prisão do Neymar. A lei pede isso. Espero que as pessoas entendam que não é a nossa vontade. Os advogados me explicaram que não poderíamos denunciar os crimes que denunciamos sem pedir a prisão porque a legislação espanhola prevê a prisão. Não é uma questão simples de a DIS se sentir prejudicada. Quando Neymar fez esse contrato (acordo para se transferir) impediu negociações futuras de outros clubes. Isso é chamado na Espanha de estafa de mercado, ele atrapalhou o mercado.

Blog – Como imagina que será a reação dos torcedores à decisão da empresa de pedir a prisão do Neymar e que, independentemente disso, ele seja impedido de jogar?

Barral – Não sei te dizer como as pessoas vão reagir. Estamos num momento diferente no Brasil, em que as pessoas estão vendo tudo de errado que acontece no país. E a inabilitação dele para jogar vale só para a comunidade europeia. Fizemos isso para não afetar totalmente o Neymar. Mas também tivemos que fazer porque a legislação exige. É uma lei nova essa de corrupção privada na Espanha. Está sendo usada pela primeira vez. Não sabemos como será a reação (dos espanhóis).

Blog – Então mesmo se for condenado a não jogar e se não for preso ele pode defender a seleção brasileira numa Copa do Mundo?

Barral – Não sei te explicar os detalhes, os advogados é que sabem. Mas só pedimos a inabilitação para o mercado europeu.

Blog – A transferência foi tocada pelo pai do Neymar. O processo não poderia ser contra ele sem envolver o jogador?

Barral – Ninguém aqui está questionando o Neymar como jogador, que é fantástico. Discutimos o que foi feito fora de campo. Tenho uma filha que tem a mesma idade do Neymar. Ela é psicóloga. Não consigo controlar minha filha, você acha que o pai conseguia controlar o Neymar? Ele tem que assumir a responsabilidade do que fez como homem. Ele é pai de família, não está na idade de dizer que a culpa é dos outros. Vivemos num mudo em que as pessoas assumem responsabilidades muito cedo. Ele era emancipado com 17 anos. Não acredito que hoje alguém consiga decidir por um jovem de 17, 18 anos, ainda mais um jovem com a independência financeira que ele tem. (Neymar está com 24 anos e sua transferência começou a ser negociada quando ele tinha 19).

Blog – Então vocês se sentem enganados pelos dois, pai e filho.

Barral – Claro, pelos dois. A gente se sentiu enganado, ludibriado por tudo o que aconteceu. Não estamos fazendo nada diferente do que buscar nosso direito. Cabe à Justiça dizer se temos razão. (Neymar, seus pais e os demais envolvidos negam irregularidades na negociação).

Blog – Quanto a DIS pede para receber pela transferência do Neymar?

Barral –  Entre 24,8 milhões e 25 milhões de euros. Os valores superiores a isso comentados pela imprensa são cobrados como multa pelo Ministério Público e não são para nós.

Blog – Não teme que o risco de ser preso ou de ser impedido de jogar atrapalhe o desempenho do Neymar?

Barral – O Sonda não pode se preocupar com isso. Ele como profissional tem que saber o que foi feito de errado ou não e assumir a responsabilidade. Cabe a ele saber lidar com isso. Espero que não prejudique porque como jogador ninguém tem nada a reclamar dele.

Blog – Ainda é possível um acordo para que a ação seja retirada, se a família do Neymar aceitar pagar uma quantia para a DIS, por exemplo?

Barral – Nesse momento não porque não depende só da DIS e do Neymar. O Ministério Público está envolvido e teria que aceitar.


Disputa com DIS na Justiça fez Neymar ser intimado em estádio na Rio-2016
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Como parte de um processo em segredo de Justiça movido no Brasil pela DIS, braço esportivo do Grupo Sonda e que se sentiu lesado na transferência de Neymar para o Barcelona, o principal jogador da seleção brasileira olímpica precisou assinar uma intimação em plena Arena Corinthians. O fato ocorreu em 13 de agosto, dia da vitória por 2 a 0 sobre a Colômbia, pelas quartas-de-final da Rio-2016.

Neymar estava no vestiário quando soube da presença no estádio do oficial de justiça Sebastião Carlos Cintra de Campos Filho, que entregou a intimação ao jogador. O objetivo do mandado entregue após pedido da DIS à Justiça era evitar o risco de prescrição de eventuais crimes cometidos na venda do atleta. A empresa detinha 40% dos direitos econômicos do atacante e acredita que o valor da transação foi maquiado para que ela recebesse menos do que tem direito.

Na partida contra os colombianos, Neymar foi caçado em campo, se irritou e levou cartão amarelo por dar pontapé em Roa. Depois, abriu o placar com um belo gol de falta.

O blog tentou ouvir o atacante por meio de assessoria de imprensa para saber, na opinião dele, até que ponto receber uma intimação no estádio o incomoda e pode atrapalhar seu desempenho, mas não obteve resposta até a publicação deste post.

Na semana passada, a DIS conseguiu a reabertura do processo que move na Espanha contra os envolvidos na negociação, que negam ter cometido irregularidades.

 


São Paulo chega a acordo verbal para vender Ganso ao Sevilla
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O meia Paulo Henrique Ganso (Crédito: Zanone Fraissat-14.jun.2016/Folhapress)

O meia Paulo Henrique Ganso (Crédito: Zanone Fraissat-14.jun.2016/Folhapress)

São Paulo, DIS e Sevilla chegaram a um acordo verbal nesta sexta (15) para concretizar a transferência de Paulo Henrique Ganso. O negócio, porém, ainda não foi oficializado. “Estamos nos ‘finalmentes'”, disse ao blog Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, presidente do São Paulo, sem falar sobre os detalhes da operação.

O clube espanhol vai desembolsar pouco mais de 10 milhões de euros, e o pagamento deve terminar em 18 meses. A tendência é que o time brasileiro e a empresa fiquem com 4,5 milhões de euros cada. A DIS ainda pode manter uma participação nos direitos do jogador, por isso o clube do Morumbi pretendia uma fatia maior.  O restante vai para pagamento de comissão pela intermediação do negócio e para o atleta. Por contrato, ele tinha direito a 10% do valor da transferência, mas havia sinalizado que não cobraria sua parte para facilitar a negociação.

A DIS tem 68% dos direitos econômicos de Ganso, ficando 32% com o São Paulo. Porém, o acordo sobre uma nova divisão de valores era a única solução para a venda ser realizada. Caso contrário, Ganso ficaria livre em setembro do ano que vem, podendo assinar pré-contrato com outro clube seis meses antes.

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Política e acertos com Maicon e Cueva atrapalharam renovação de Ganso
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A decisão de Ganso de não renovar com o São Paulo é resultado de uma sucessão de fatos que começaram a ocorrer antes de aparecer a proposta do Sevilla. A demissão do diretor de futebol Luiz Antônio da Cunha e as negociações do clube por Cueva e Maicon ajudaram a abrir a porta de saída do Morumbi para Ganso. O meia já avisou para a diretoria que se não for vendido para a Espanha não renovará seu compromisso, válido até setembro do ano que vem.

No início de junho, o clube estava esperançoso em relação a renovação por meio de um plano capitaneado por Cunha. Ele chegou a oferecer R$ 400 mil mensais ao atleta, que recebe R$ 300 mil, e acenou com a possibilidade de Ganso ganhar luvas de 4 milhões de euros.

A intenção do dirigente era que a DIS, dona de 68% dos direitos econômicos do jogador, bancasse as luvas. O meia ainda teria a garantia de ser liberado entre o final de 2016 e o início de 2017 se o São Paulo recebesse uma oferta de 10 milhões de euros só pela fatia tricolor.

O empresário de Ganso, Giuseppe Dioguardi, achou os valores baixos e disse que o jogador não aceitaria renovar nessas condições. A DIS também não topou pagar integralmente as luvas, mas achou justo dividir a quantia com o São Paulo e se colocou à disposição para negociar.

Porém, um dia depois de as partes, incluindo Leco, se encontrarem para discutir o tema, a demissão de Cunha foi oficializada. Ele deixou a direção de futebol do São Paulo alegando não ter conseguido implantar seu método de trabalho. Um dos motivos foi não ter sido ouvido ao pedir que o clube não contratasse Cueva e se concentrasse na resolução da situação de Maicon, que estava no final de seu empréstimo.

A partir da saída de Cunha, o negócio com Ganso esfriou. Gustavo Vieira de Oliveira, executivo de futebol são-paulino, estava em Portugal cuidando da operação Maicon, e ninguém voltou a procurar o meia e a DIS para fazer uma nova oferta.

Após assegurar a permanência de Maicon, o São Paulo tentou retomar as conversas com o empresário de Ganso. Mas, nesse ponto, o estafe do meia estava chateado com o fato de a diretoria gastar 6 milhões de euros (mais porcentagens dos direitos econômicos de Lucão e Inácio) para comprar Maicon e pelo menos US$ 2 milhões para trazer Cueva depois de ter dito que não tinha como pagar as luvas de Ganso e nem oferecer um salário maior. A DIS também ficou incomodada. Ainda teve importante peso na decisão de Ganso o fato de seu estafe acreditar que pode conseguir luvas e salários bem melhores do que os oferecidos até então pelo São Paulo quando ficar livre do contrato atual.

A diretoria são-paulina, porém, discorda que as negociações com Maicon e Cueva tenham prejudicado as conversas com Ganso, e assegura que o presidente sempre foi a favor da extensão do contrato do meia. Para a direção tricolor, Ganso já tinha a intenção de deixar o clube ao final de seu contrato, antes das negociações com Maicon e Cueva.

Com o processo de renovação praticamente congelado, apareceu a proposta do Sevilla, revelada pelo blog. Ganso agiu rápido e avisou a diretoria que não iria renovar contrato se o se a transferência não fosse feita. Leco, então, indicou que fará o negócio, mas até a noite desta quinta o martelo não tinha sido batido. Clube e DIS não chegaram a um acordo sobre como seria a divisão dos 9.450.000 oferecidos pelo Sevilla em sua proposta.

O clube espanhol sinaliza que pode procurar outro jogador se o São Paulo não se resolver logo.


Com 9,45 mi de euros em jogo, Sevilla sinaliza ter cansado da novela Ganso
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(Crédito: Rubens Cavallari/Folhapress)

(Crédito: Rubens Cavallari/Folhapress)

Faz pelo menos quatro dias que o Sevilla apresentou uma nova oferta ao São Paulo no valor de 9.450.000 de euros por Paulo Henrique Ganso. Até a noite de quarta (13), os representantes dos espanhóis não tinham recebido uma resposta.

Antes disso, uma proposta de 8 milhões de euros foi recusada, como mostrou o blog em 28 de junho. A demora para o desfecho da negociação desagrada ao Sevilla, que sinalizou ao time brasileiro que sua paciência está no fim. A promessa é de partir para outra contratação caso o impasse não se resolva rapidamente.

A imprensa espanhola informa desde a semana passada que o clube tem interesse no meia Jesús Navas, do Manchester City, equipe para a qual foi vendido pelo Sevilla.

O principal entrave no caso de PH acontece porque o clube do Morumbi, dono de 32% dos direitos econômicos, quer ficar com 5,5 milhões de euros do total oferecido pelos espanhóis, o que obrigaria a DIS, braço esportivo do Grupo Sonda, a aceitar menos do que tem direito por sua fatia de 68%.

Na última terça, o meia se encontrou com Delcir Sonda, dono da empresa, José Barral, presidente do grupo, e Roberto Moreno, advogado e executivo da parceira do São Paulo nos direitos econômicos do atleta. Acompanhado de seu empresário, Giuseppe Dioguardi, o jogador ouviu de Delcir que o empresário considera pequena a quantia que o São Paulo quer deixar para a DIS. Porém, ao mesmo tempo, prometeu ajudar Ganso a realizar o sonho de se transferir para a Europa. Mas, antes da reunião, Moreno havia sinalizado para Dioguardi que a DIS não estava disposta a ceder, mesmo correndo o risco de perder o jogador de graça no ano que vem.

É exatamente essa a pressão que o Sevilla põe no São Paulo e em sua parceira ao mostrar cansaço com a demora. Ganso já avisou ao clube que não pretende renovar contrato se sua transferência para o time espanhol melar. Ele tem compromisso firmado até setembro do ano que vem e seis meses antes pode assinar pré-contrato com outro clube.

Nesse cenário, além de ver o meia sair sem deixar um centavo nos cofres tricolores, a diretoria corre o risco de ter de engolir a ida de Ganso para um grande rival. No mercado, Palmeiras, Corinthians e Flamengo são citados como equipes que tentariam assinar com o meia.

Enquanto São Paulo e DIS estão pressionados, Ganso está ansioso para realizar seu sonho europeu. Porém, ele tem ouvido de seu agente que se o negócio não der certo deverá ter um consolo financeiro. A projeção é de que mesmo se ficar no Brasil Paulo Henrique pode ganhar mais do que no Sevilla. Os espanhóis estão dispostos a pagar aproximadamente 2,2 milhões de euros por ano livres de impostos ao jogador. Mas não dariam luvas, pois teriam que desembolsar uma bolada na compra dos direitos. Quando ficar livre de seu compromisso atual, o meia pode pode conseguir luvas milionárias já que o comprador não terá que pagar ao São Paulo.

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Ganso coloca SPFC e DIS em xeque: é vender agora ou ter prejuízo maior
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(Crédito: Rubens Cavallari/Folhapress)

(Crédito: Rubens Cavallari/Folhapress)

O pedido de Ganso para ser negociado com o Sevilla iniciou um jogo de xadrez no qual o São Paulo já está em xeque. Ficou claro para a diretoria tricolor que, se o meia não tiver seu desejo de se transferir atendido, ele não irá renovar contrato, deixando o clube de graça em setembro do ano que vem.

A decisão do meia já era esperada pelo Sevilla, que agora coloca suas fichas num acerto entre DIS (braço esportivo do Grupo Sonda), detentora de 68% dos direitos econômicos do jogador, e São Paulo, dono de uma fatia de 32%, para o negócio ser concretizado.

O clube espanhol, que já teve uma oferta recusada pelo São Paulo, como revelou o blog, não aceita pagar mais do que 8 milhões de euros pelo atleta. Age dessa forma sob a justificativa de que seis meses antes do final de seu acordo atual poderá assinar um pré-contrato. Essa quantia é considerada baixa pela direção são-paulina por causa da porcentagem a que o time tem direito.

Os espanhóis acreditam que, após o lance dado por Ganso, São Paulo e DIS vão movimentar suas peças visando reduzir prejuízos. Nesse cenário, a expectativa é de que os são-paulinos tentem convencer a empresa a aceitar pouco menos do que teria direito para que as duas partes não fiquem de bolsos vazios em setembro.

Assim, do jeito que está o tabuleiro hoje, o jogo passou a ser uma disputa para ver quem perde menos dinheiro: DIS ou São Paulo, ou ainda se o Sevilla gasta mais do que planejou para ter o meia.

Em posição confortável está Ganso, que se for para o Sevilla deve receber o equivalente a R$ 683 mil mensais livres de impostos. Hoje ele ganha R$ 300 mil por mês. E, caso não seja vendido, o meia ainda terá grande chance de abocanhar uma bolada de um novo clube em setembro, já que o interessado não terá de pagar pelos direitos econômicos.

A situação marca uma reviravolta na relação entre Ganso, que topa ficar até o fim da Libertadores, e o clube paulista. Por cerca de três anos o jogador esperou renovar contrato e ganhar aumento. Mas, em meio a atuações irregulares, o São Paulo não bateu o pênalti.

O abacaxi acabou ficando com Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, eleito em outubro do ano passado para presidir o clube. Ele viu Ganso subir de produção e agora sente a ameaça de ver os R$ 16,4 milhões investidos no atleta em 2012 virarem pó. Numa negociação por 8 milhões de euros, como quer o Sevilla, os 32% tricolores equivalem a R$ 9,28 milhões.

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Ganso espera oferta salarial do SPFC e promete prioridade até fevereiro
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O meia Paulo Henrique Ganso comemora gol do São Paulo (Crédito: Ronny Santos/Folhapress)

O meia Paulo Henrique Ganso comemora gol do São Paulo (Crédito: Ronny Santos/Folhapress)

Em reunião na última segunda-feira, Giusepe Dioguardi, agente de Paulo Henrique Ganso, assegurou ao presidente do São Paulo, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, que não irá conversar com nenhum clube até o final de fevereiro do ano que vem, se o contrato do jogador não for renovado até lá.

O compromisso do meia com o clube do Morumbi termina em setembro de 2017. A partir de seis mantes antes do fim do acordo, ele está livre para assinar pré-contrato om outras equipes.

Durante o almoço, que teve também a presença de Luiz Antônio da Cunha, agora ex-diretor de futebol são-paulino, o São Paulo tentou obter a garantia de que Ganso aceitaria um contrato de cinco anos com o clube, além de ouvir a pretensão salarial do jogador. Não conseguiu.

Pepinho, como é conhecido o empresário, respondeu que o tempo de contrato vai depender do salário oferecido. Quanto maior o prazo, maior será a remuneração pretendida, procedimento normal no mercado da bola. O agente agora espera o São Paulo apresentar uma proposta salarial. Ganso recebe cerca de R$ 300 mil mensais.

Antes, porém, o clube do Morumbi, precisa definir detalhes do novo acordo com a DIS, de detentora de 68% dos direitos econômicos do atleta. Roberto Moreno, representante da empresa, também participou do almoço. O entendimento entre clube e parceira está bem encaminhado. Pelas novas regras da FIFA, não é mais permitido que empresas tenham participação em direitos dos jogadores. Mas as partes entendem que como se trata de renovação de contrato feito antes da proibição, não há irregularidade.

Na semana passada, Cunha, que pediu demissão nesta terça, afirmou que Pepinho e a DIS já tinham concordado com o modelo de negócio, o que incluiria o tempo de contrato, mas não é o que o agente disse ao clube na segunda. Também na última semana, Ganso afirmou estar otimista sobre a renovação.

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‘Sinto alívio. Neymar pai era herói’, diz executivo que se sentiu enganado
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Em fevereiro do ano passado, José Barral, presidente do Grupo Sonda, disse ao blog que a negociação de Neymar com o Barcelona tinha sido para enganar a DIS, empresa controlada pelo grupo comandado por ele.

Nesta semana, a Justiça espanhola abriu processo contra Neymar, seu pai e mais três dirigentes, após queixa-crime apresentada pela DIS. Ela tinha 40% dos direitos econômicos do jogador e quer receber essa fatia do contrato de 40 milhões de euros assinado entre o clube espanhol e a empresa dos pais do atacante, além de outros valores. A acusação é de fraude nos acordos que selaram a transferência do craque.

Veja abaixo depoimento dado pelo executivo ao blog, nesta quinta, sobre o assunto. Ele disse que não poderia falar sobre detalhes do processo porque é o advogado da empresa quem cuida do caso. Neymar e seu pai sempre negaram irregularidades.

“Continuo com a minha opinião de antes. A negociação foi feita para enganar a DIS, com certeza. Agora, acho estranho dizer que o Santos foi enganado. Certamente, alguém no Santos sabia o que estava acontecendo, não a instituição.

A sensação com a decisão da Justiça espanhola de abrir o processo não é de gratificação, é de alívio. De ver que vale a pena você fazer as coisas da maneira correta. Se você faz do jeito errado, uma hora aparece. Se tem crime, uma hora é descoberto. Veja o que está acontecendo.

Não quero ser político, mas acho que a abertura do processo é importante para as pessoas aprenderem a cumprir contrato nesse país. Ninguém no Brasil cumpre contrato.

Também é importante porque aqui falam que tudo no futebol é culpa do empresário, mas não enxergam que às vezes tem outras estruturas nesse meio que atrapalham. Tem empresário bom e ruim como em todos os setores.

Mas, infelizmente, no Brasil tratam o ídolo de uma maneira um pouco equivocada. Nunca é culpa do jogador. O pai dele era tratado como herói, e a DIS falando que estava sendo enganada, mas ele era herói por ganhar o que ganhou. A gente não quer atingir o ídolo Neymar. A DIS só entende que uma parte do que foi negociado pertence a ela, e é isso que estamos buscando. Quem gosta de mexer com futebol acabar enganado é uma coisa que não pode acontecer mais. Espero que a ação seja o começo de uma mudança.”