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Arquivo : Dorival Júnior

Opinião: os quatro principais responsáveis pela evolução do São Paulo
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Hernanes

A chegada do meio-campista colocou a equipe em outro patamar. O São Paulo passou a ter um jogador que decide partidas, mantém a regularidade e combina experiência e força emocional para enfrentar o momento desesperador de luta contra o fantasma da B. Ele contagiou tecnicamente e emocionalmente os companheiros.

Diretoria

Conseguiu reforçar a equipe após a saída de atletas negociados. Além de Hernanes, Petros foi uma contratação de alto nível. Jogadores contratados no início do ano também se destacam, como Jucilei e Lucas Prato. O volante esteve quase sempre bem. Já o atacante evoluiu junto com a equipe. Os acertos, porém, não mudam o fato de que a direção foi a principal responsável pela situação delicada. Tudo começou com a decisão de montar um planejamento com o estreante Rogério Ceni e depois dar pouco tempo para ele desenvolver seu trabalho. A inexperiência do ex-goleiro como técnico foi questionada, mas todos sabiam que ele estreava estreando na profissão.

 Torcida

Organizadas hostilizando os jogadores e as arquibancadas do Morumbi às moscas. Esse histórico são-paulino em momentos de futebol ruim foi deixado de lado. O torcedor lotou jogos e até treino. Não esperou o clube ser rebaixado para dar demonstração de força. O apoio da massa ajudou os jogadores a terem calma para saírem do buraco.

Dorival Júnior

Custou, mas o treinador deu padrão de jogo à equipe. Nas últimas partidas conseguiu acabar com os erros infantis na defesa (bata na madeira, tricolor). A equipe também passou a ser mais objetiva no ataque. A atuação na vitória contra o Santos foi digna de time que briga pelo título.


Dorival enfrenta campanha de parte de conselheiros por sua demissão
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Acabou o prazo de Dorival Júnior para arrumar o time. Essa é a opinião de parte dos conselheiros do São Paulo que cobra a demissão do treinador. Da mesma forma, há membros do Conselho Deliberativo que querem a saída do diretor executivo de futebol Vinícius Pinotti.

Não corrigir antigas falhas, incapacidade de fazer a equipe evoluir, mesmo com tempo para treinar devido à parada no Brasileirão, e o fato de o tricolor permitir o empate contra a Ponte Preta após estar vencendo por 2 a 0 são usados como argumentos contra o treinador.

“Demos todo apoio ao Dorival, mas tudo tem limite. Chega do Dorival, o time não se encontrou com ele. E os resultados mostraram que o desempenho dele foi pífio”, disse o opositor Newton Luiz Ferreira, o Newton do Chapéu. As afirmações foram feitas em mensagem enviada a seus contatos por telefone celular.

“Eu contrataria o Leão como treinador e o Muricy como coordenador”, completou o oposicionista no texto. Indagado pelo blog sobre Dorival, Ferreira respondeu: “Dei dois meses para avaliar o trabalho dele, mas depois de hoje (sábado no jogo com a Ponte) não dá mais. Técnico é como vendedor, a análise é simples, pelos resultados”, disse.

Newton não cita Pinotti, mas há no conselho quem entenda que o executivo perdeu a blindagem que tinha. Parte de conselheiros influentes entendia que ele não podia responder por problemas de planejamento ocorrido antes de maio, quando assumiu o cargo. No entanto, politicamente, Pinotti já enfrentava críticas por ocupar um cargo executivo sem antes ter exercido função profissional no futebol.

Sócio do clube, ele era dirigente do departamento de marketing e foi um importante aliado de Leco na campanha pela reeleição presidencial neste ano.

Vale lembrar que os conselheiros não têm poder de decisão em relação à permanência ou não de técnicos e diretores. Porém, a opinião da maioria costuma ser analisada pelos presidentes de clubes.


Para parte da direção do SPFC Dorival é mais hábil com atletas do que Ceni
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Com José Eduardo Martins, do UOL, em São Paulo

Para pelo menos parte da diretoria do São Paulo Dorival Júnior tem mostrado mais habilidade na relação com os jogadores do que Rogério Ceni.

Quem pensa assim acredita que o atual treinador caminha para conquistar a confiança do elenco de maneira que seu antecessor não conseguiu.

Este blogueiro ouviu de membro da diretoria que Ceni “se derrubou”, principalmente, por falhar no trato com os atletas. Ele não teria conseguido fazer os jogadores acreditarem em seu esquema tático e nem correrem por ele por falta de empatia.

A análise sobre o trabalho do ex-treinador passa pela maneira dura como ele tratava os atletas em algumas ocasiões. Há exemplos como o dia em que Ceni deu bronca nos jogadores e chutou um quadro usado para passar informações no vestiário no intervalo da derrota por 2 a 0 para o Corinthians na seminfinal do Paulista. Parte do objeto caiu em cima de Cícero.

Porém, a diferença entre o técnico anterior e o atual é mais ilustrada por integrante da diretoria com Cueva. O relato é de que internamente Ceni mais cobrava do que apoiava o peruano. O jogador chegou a demonstrar insatisfação ao ser substituído na vitória por 2 a 0 sobre o Avaí no Morumbi.

Já Dorival é descrito como capaz de equilibrar apoio e cobranças ao peruano. Um exemplo citado é de que logo de cara ele afirmou para Cueva que o atleta seria o seu “camisa 10”, o cara, mas que para isso precisaria diminuir seu percentual de gordura.

Outro caso que pontua a diferença na relação dos dois treinadores com os jogadores está relacionada aos parentes dos atletas. Ceni não demonstrava simpatia com a visita de familiares de seus comandados ao centro de treinamento. Cícero, por exemplo, desagradou ao ex-goleiro quando levou seu filho ao local de trabalho. Com Ceni no comando, as visitas de parentes rarearam. Desde a chegada de Dorival, no entanto, elas voltaram a acontecer.

O entendimento de parte da  direção é de que o atual treinador ainda precisa de mais tempo para construir um relacionamento forte com o elenco, mas que já superou o antecessor em termos de cativar os comandados e usar isso para aumentar a entrega deles durante as partidas.

Na última reunião do Conselho Deliberativo tricolor, Vinícius Pinotti, diretor executivo de futebol, afirmou que faltou inteligência emocional para Rogério em sua passagem pelo clube como técnico.


SPFC luta contra queda em meio a fim de plano que reduz força de técnico
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No final de maio do ano passado, com o time nas semifinais da Libertadores, Gustavo Vieira de Oliveira, então diretor executivo do São Paulo, celebrava o início de um projeto a longo prazo para o clube. O plano previa o fortalecimento da comissão técnica fixa tricolor, a efetivação de um modo de jogar que seria aplicado também nas categorias de base e a diminuição do poder do treinador. Entre outros benefícios para a agremiação, ele previa que as trocas de treinadores seriam menos traumáticas. Sairia o comandante, ficaria a maioria da comissão, e o novo trabalho não começaria do zero.

Hoje, pouco mais de um ano depois, vítima da combinação entre política conturbada e maus resultados em campo, o sistema idealizado pelo filho do ex-jogador Sócrates está aniquilado.

Em meio a uma de suas maiores crises técnicas e da luta contra o rebaixamento no Brasileiro, o São Paulo enfrenta praticamente tudo que o plano do ex-dirigente queria evitar: instabilidade técnica e tática, mudanças radicais na comissão técnica e  treinadores com amplos poderes.

Em setembro do ano passado, golpeado pela eliminação na Libertadores e por uma forte pressão política contra seu mentor, o projeto de Gustavo começou a virar pó com a saída dele. O presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, que havia abençoado o planejamento do executivo, não resistiu às cobranças de conselheiros e diretores, trocando o ex-dirigente por Marco Aurélio Cunha.

Seguidas mudanças na direção de futebol e no comando técnico também ocorreram. Depois da saída (contra a vontade da diretoria) de Edgardo Bauza, que simbolizava o projeto de diminuição do poder de treinadores no Morumbi, passaram pelo comando técnico Ricardo Gomes e Rogério Ceni antes da chegada do atual treinador, Dorival Júnior, sem contar os interinos.

Foram diversas as transformações de filosofia de jogo enfrentadas pela equipe, ao contrário do que previa o projeto de Gustavo.

Com a chegada de Rogério para a temporada de 2017, foi abandonada a ideia do treinador com poderes limitados. Ele trouxe dois auxiliares estrangeiros e filosofias próprias para implantar no clube.

Ceni não aguentou aos seguidos fracassos do time. Viu um de seus assistentes pedir as contas dias antes dele ser demitido.

Em seguida, veio o golpe fatal no sistema de estabilidade idealizado anteriormente. A comissão técnica fixa, antes vista como fundamental, foi parcialmente destruída. Acabaram demitidos o preparador físico José Mário Campeiz e o treinador de goleiros Haroldo Lamounier, alvos de pressão de conselheiros.

O auxiliar técnico permanente, Pintado, também não resistiu e foi convidado para atuar na integração entre as categorias de base e o time principal. Ele era fundamental no antigo projeto para diminuir o poder dos treinadores. Cabia a ele dialogar com os técnicos e trabalhar pela filosofia do clube.

Dorival chegou com um auxiliar, um analista de desempenho, um preparador físico e ainda indicou um preparador de goleiros. Ou seja, a ideia de as trocas no comando provocarem menos traumas no clube e não representarem o recomeço do zero também foi sepultada.

A atual diretoria, comandada pelo mesmo presidente que avalizou as ideias de Gustavo e com Vinícius Pinotti como executivo, nega interferência política nas trocas realizadas. Internamente, são feitas críticas à decisões do passado, da época em que o filho de Sócrates estava no comando e que estariam sendo corrigidas agora.


Opinião: empate justo no Morumbi. São Paulo está no mesmo nível do lanterna
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Difícil achar algo que tranquilize o torcedor do São Paulo no empate em dois gols com o Atlético-GO nesta quinta no Morumbi. O resultado justo mostra a realidade do futebol tricolor neste momento: está em pé de igualdade com o lanterna do Brasileirão.

O time do Morumbi jogou como candidato ao rebaixamento e mostrou que o estreante Dorival Júnior terá enorme trabalho para fazer a equipe apresentar um futebol decente.

O segundo gol do Atlético, marcado por Everaldo, de calcanhar em meio a três defensores rivais, simboliza a bagunça que é o São Paulo em campo atualmente.

Organizar taticamente o time, acabar com falhas infantis, melhorar a pontaria, aprimorar o preparo físico dos jogadores… Trabalho não falta pelo que se viu no Cícero Pompeu de Toledo.

Nesse cenário, o futuro para o torcedor são-paulino é assustador. No momento, não dá pra esperar nada além de passar boa parte do campeonato lutando contra o rebaixamento.


Cinco desafios de Dorival Júnior para evitar a queda do São Paulo
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Dorival Júnior assume hoje o comando do São Paulo com a missão de evitar o rebaixamento do clube, penúltimo colocado no Campeonato Brasileiro. Abaixo, veja os cinco principais desafios do treinador para obter sucesso na missão.

1 – Acabar com falhas infantis na defesa

Desde o início da temporada, Rogério Ceni tentou sem sucesso acabar com bobas falhas individuais no sistema defensivo são-paulino que prejudicaram o time em diversas partidas. Não conseguiu. A bomba agora está no colo de Dorival.

 

2 – Aumentar o poder de fogo do ataque

Em 12 rodadas, o São Paulo marcou 12 gols. Apenas quatro times têm um desempenho ofensivo pior: Atlético-GO (9), Avaí (7),  Coritiba (11), que joga nesta segunda com o Sport, e Vitória (11).

3 –  Acabar com falta de comprometimento

A diretoria tricolor não cita nomes, mas acredita que existem jogadores descompromissados com o clube e que estão prejudicando o time. Os cartolas preferem citar os que são exemplos de comprometimento: Lucas Pratto, Rodrigo Caio e Jucilei.

4 –  Melhorar a preparação física

Também na visão da direção, há jogadores em má forma física. Pelo menos desde maio havia pressão de conselheiros e dirigentes pela demissão do preparador físico José Mário Campeiz, que aconteceu agora. Dorival trouxe seu preparador físico de confiança, Celso Resende.

5 – Acelerar o entrosamento do time reformulado

Na derrota contra o Santos, o São Paulo mostrou sentir a falta de entrosamento entre novos jogadores com o restante da equipe. Acelerar adaptação de Jonatan Gomez, Petros e Arboleda e a formação de um padrão do jogo estão entre as missões mais importantes de Dorival.

 

 


Dorival combina com SPFC que foge da queda, não com o que briga por títulos
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O currículo de Dorival Júnior tem tudo a ver com o momento vivido pelo São Paulo. O treinador tem se especializado em assumir times que têm como maior ambição no momento se afastar da zona de rebaixamento. E é esse o principal desejo são-paulino atualmente.

Porém, a especialidade do substituto de Rogério Ceni não combina com a maior parte da trajetória tricolor, recheada de títulos importantes ou pelo menos do status de quem sempre quer ser o primeiro. É verdade que não é isso que tem acontecido nos últimos anos. Como é verdade que Dorival foi vice-campeão brasileiro com o Santos em 2016.

Ao escolher Dorival, o São Paulo ataca o presente, sem pensar num futuro condizente com seu passado vitorioso. Decisão compreensível diante do fato de a equipe estar na zona de rebaixamento do Brasileirão.

Mas é difícil imaginar que Dorival tenha vida longa no Morumbi, apesar de seu contrato ir até o final de 2018. Caso cumpra a missão de salvar o time do rebaixamento, não será surpresa se a diretoria chegar à mesma conclusão que o Palmeiras chegou em 2014. No final daquele ano, o alviverde demitiu Dorival logo após o técnico evitar a queda da equipe para a Série B. A decisão deixou claro que ele não era considerado o comandante ideal para projetos mais ambiciosos.

Nesse cenário, o desafio do novo técnico são-paulino não é só manter a agremiação na elite do Brasileiro. Mas convencer seus patrões de que pode levar o clube a grandes conquistas.


Suspeita de “igrejinha” e jogadores pouco aproveitados desafiam Levir Culpi
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Identificar se de fato existe uma “igrejinha” no elenco e recuperar jogadores pouco aproveitados, alguns com salários considerados altos no clube, estão entre os principais desafios de Levir Culpi no Santos.

Conselheiros suspeitam de uma “panelinha” no grupo que seria formada por atletas evangélicos e teria como líder o atacante Ricardo Oliveira. A suspeita dessa divisão no grupo começou no Campeonato Paulista, após jogadores se recusarem a dar entrevistas depois de baterem o Red Bull como forma de protesto contra a demissão de Sérgio Dimas, então gerente de futebol do clube. A desconfiança é de que o movimento foi liderado por atletas evangélicos.

Membros do conselho que acreditam em racha no vestiário afirmam que a força dos evangélicos só aumentou desde então. Os jogadores negam existir “igrejinha”.

Internamente, há a expectativa de que Levir identifique e resolva o problema.

Outra esperança é de que o treinador transforme em úteis para equipe jogadores que perderam espaço no clube como Vecchio, Cléber, Rodrigão e Fábian Nogueira.

Vecchio já voltou contra o Botafogo por decisão do interino Elano. O meia teve problemas de relacionamento com Dorival Júnior e foi deixado de lado pelo técnico. Além de ser visto como capaz de melhorar o meio-campo do time, o argentino tem um salário considerado alto para quem não é aproveitado. São cerca de R$ 220 mil mensais.

Cléber chegou a ter sua saída para o São Paulo tratada, mas o negócio esfriou. Ele havia sido contratado como reforço de peso para a defesa.

Uma ala de conselheiros influentes do Santos não considerava Levir o melhor técnico disponível no mercado, porém, aprovou sua contratação por considerar que ele tem pulso firme para resolver os problemas que acreditam existir no elenco e fazer as mudanças necessárias no time.


Opinião: quatro pontos em que Carille foi superior a rivais
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Em seu primeiro trabalho como treinador, o corintiano Fábio Carille conquistou o campeonato paulista. Claro que não ganhou sozinho, além dos jogadores contou com a importante ajuda do assistente Osmar Loss. Óbvio também que ainda é um técnico em formação. Em termos de análise, é justo que se compare seu desempenho com os de colegas que comandaram os outros grandes do Estado na competição. Na opinião deste blogueiro, ele superou os rivais em pelo menos quatro fatores. Veja abaixo.

Defesa

Já na pré-temporada, Carille mostrou um sistema defensivo forte. Foi o primeiro setor da equipe arrumado por ele. O trabalho resultou no time menos vazado do Paulista com 11 gols sofridos. Novato como o corintiano, Rogério Ceni teve como sua maior dificuldade fazer o São Paulo tomar menos gols. O clube do Morumbi viu suas redes serem balançadas 23 vezes.

Organização tática

A equipe de Carille foi a mais organizada taticamente entre as quatro grandes. Baptista, Ceni e Dorival não conseguiram o mesmo equilíbrio entre ataque e defesa, nem eficiência tática semelhante à alcançada pelo corintiano.

Vestiário sob controle

Carille não enfrentou rebeldias de atletas e conviveu com um vestiário em paz. Cristian fez reclamações públicas, mas o alvo foi a diretoria. Já Eduardo Baptista, demitido na semana passada pelo Palmeiras, teve que tentar explicar que não havia crise entre alguns jogadores. Felipe Melo discutiu com Roger Guedes num treino. Borja se irritou ao ser substituído no segundo jogo contra a Ponte Preta pelas semifinais, e o treinador respondeu em entrevista dizendo que o atacante foi contratado a peso de ouro, mas não estava rendendo o esperado. Para conselheiros do clube, Baptista perdeu o controle do vestiário, e alguns atletas não corriam por ele.

Força fora de casa

Nas semifinais e na final, Carille fez o Corinthians jogar para vencer fora de casa. Mais do que isso. A postura foi de quem queria resolver o confronto já no primeiro duelo. Tanto que o alvinegro venceu o São Paulo no Morumbi por 2 a 0, e a Ponte Preta por 3 a 0 em Campinas. O Santos de Dorival Júnior não conseguiu mostrar no interior a mesma força que exibe na Vila Belmiro e perdeu da Ponte por 1 a 0. No Palmeiras, a apatia da equipe e a falta de poder de reação na derrota como visitante diante do alvinegro campineiro por 3 a 0 foram motivos que contribuíram para a demissão de Baptista.


Presidente do Santos tenta convencer Dorival de que não existem ‘sombras’
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O presidente do Santos quer aproveitar os dias de convivência com Dorival Júnior no Peru para tentar convencer o treinador de  que a sombra de Vanderlei Luxemburgo ou de outro técnico não ronda a Vila Belmiro.

Modesto Roma Júnior pretende conversar muito com Dorival antes da partida desta quinta contra o Sporting Cristal, pela Libertadores, com a intenção de acalmar o treinador que, como noticiou o UOL Esporte, acredita que há um trabalho de pessoas no clube para promover o retorno de Vanderlei Luxemburgo.

“Enquanto eu for presidente, o Luxemburgo não trabalha no Santos. Acho que a época dele já passou. Não existe treinador melhor do que o Dorival disponível no mercado”, afirmou Modesto ao blog.

Ele deve repetir esse discurso ao técnico, além de já ter dito algo semelhante para o empresário de Dorival, Edson Khodor, que procurou o dirigente para saber se procedia o interesse em Luxa.

No caso específico de uma troca por Luxemburgo, o blog apurou que Modesto tem usado o discurso de que nem Marcelo Teixeira, ex-presidente e alinhado com o atual mandatário defende o retorno do treinador, com quem trabalhou no clube.

Apesar da defesa feita por Modesto, Dorival recebe muitas críticas de conselheiros situacionistas. Também na contramão do discurso do presidente, conforme mostrou o UOL Esporte, Levir Culpi está no radar do alvinegro.