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Arquivo : Dorival Júnior

Cinco problemas que se repetem no São Paulo
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Em cerca de dois anos e meio como presidente do São Paulo, Carlos Augusto de Barros e Sila, o Leco vê  problemas se repetirem incomodamente. A falta de solução causa mudanças constantes na comissão técnica e na diretoria, mas a maioria não surte o efeito esperado. Abaixo, veja cinco desses problemas recorrentes.

1 – Erros em campo

Passes errados e falhas individuais, especialmente na defesa, são problemas que perseguem o São Paulo nas últimas temporadas. Rogério Ceni e Dorival Júnior caíram sem encontrar solução. Diego Aguirre já viu em sua estreia que terá dificuldade para se livrar deles.

2 – Substituto de Rogério Ceni no gol

A aposentadoria do ídolo deixou uma preocupante lacuna no gol tricolor. Dênis, Sidão e Renan Ribeiro não conseguiram se firmar na posição. Jean, a bola da vez, sofreu um baque ao sair catando borboleta no cruzamento que gerou o gol da vitória contra o São Caetano. A falha foi pontual e está longe de indicar que ele não é o cara certo pra posição. Mas é preciso ver como o goleiro vai reagir ao golpe.

3 – Inconstância de Cueva

A trajetória do peruano no Morumbi é marcada por altos e baixos. Ele alterna grandes partidas (cada vez menos) com atuações apagadas. Constantemente recebe críticas de cartolas e membros da comissão técnica por suposta falta de comprometimento. Em janeiro, num momento de atrito com a diretoria, o jogador chegou a pedir para não atuar contra o Mirassol. Depois pediu desculpas e voltou o time. Ele já tinha sido multado por atrasar em seis dias sua reapresentação à equipe no início da temporada. O camisa 10 foi substituído por Marcos Gilherme no primeiro confronto das quartas de final e não participará do segundo, nesta terça, no Morumbi, por estar com a seleção peruana.

4 – Trocas na comissão técnica

Os últimos dois treinadores contratados por Leco foram demitidos com menos de nove meses no cargo. Ceni ficou seis meses e Dorival Júnior oito. Diego Aguirre assinou contrato por nove meses e perdeu na estreia para o Azulão comandado por Pintado. O treinador adversário é um dos que simbolizam as trocas na comissão técnica tricolor. Auxiliar que deveria ser fixo, ele foi afastado após a chegada Dorival. Por sua vez, Aguirre, depois do começo ruim, certamente já será pressionado se o São Paulo não conquistar a vaga para as semifinais. De quebra, ele tem a sombra de André Jardine, auxiliar que encanta parte considerável dos conselheiros.

5 – Busca por diretor de futebol que resolva os problemas com rapidez

O rodízio de diretores e executivos no departamento de futebol é uma das características da administração de Leco. Já passaram pelos cargos nomes como Ataíde Gil Guerreiro, Gustavo Oliveira, Luiz Cunha e Vinícius Pinotti. Atual diretor remunerado, Raí ainda não conseguiu solucionar com rapidez antigos problemas. A contratação de Aguirre, mais por vontade sua e de Lugano do que do restante da diretoria, aumenta a pressão sobre o ex-jogador.

 

 

 


Seis desafios de Aguirre no São Paulo
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1 – Fazer reforços renderem

Uma das principais missões de Diego Aguirre como novo técnico do São Paulo é fazer decolar Nenê, Diego Souza e Valdivia, contratações consideradas importantes pela diretoria. Dorival Júnior entrou em rota de colisão com a direção, entre outros motivos, por considerar Nenê e Diego lentos para seu esquema de jogo.

2 – Domar Cueva

Grande desafio para o novo técnico tricolor será lidar com o furacão peruano. Tirar a imagem que pelo menos parte da diretoria tem de falta de comprometimento do atacante e arrancar dele uma regularidade em alto nível são as missões.

3 – Calibrar a pontaria do time

Os erros nas finalizações prejudicaram o São Paulo sistematicamente nesta temporada. Dorival chegou a dizer que técnico não faz gol. Ele caiu sem solucionar o problema.

4 – Driblar a falta de paciência da diretoria

A julgar pelo histórico recente da direção tricolor, Aguirre corre contra o tempo para se estabilizar no cargo. Rogério Ceni foi demitido com seis meses de trabalho. Dorival durou dois meses a mais. Ou seja, os resultados precisam vir logo.

5 – Voltar a vencer clássicos

O São Paulo perdeu os três jogos que fez contra Corinthians, Palmeiras e Santos nesta edição do paulista. Os fracassos seguidos contra o principais rivais constrangem a torcida. Já a diretoria vê falta de confiança dos atletas diante dos adversários mais ferrenhos.

6 – Reconstruir a relação com a torcida

Em 2017, o apoio vindo das arquibancadas foi o ponto alto tricolor na luta contra o rebaixamento no Brasileiro. Em 2018 as vaias e protestos têm sido constantes. Para estancar a irritação dos fãs, Aguirre precisa rapidamente fazer com que as atuações do time seduzam os torcedores.


Opinião: São Paulo erra ao dar contrato curto para Aguirre
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Tudo que o São Paulo não precisava era de um treinador com garantia de apenas nove meses. Assinar contrato só até dezembro com Diego Aguirre significa que a diretoria tricolor continua imediatista. Tudo bem que Dorival Júnior tinha assinado por 17 meses e ficou pouco mais da metade desse período no cargo. Mas o prazo combinado com seu sucessor não mostra preocupação com a implantação de uma estrutura de trabalho contínua. A menos que ele só esteja esquentando o banco para André Jardine assumir em 2019. No entanto, nesse caso seria melhor já dar a prancheta para o novato.

A impressão é de que a principal intenção com Aguirre é dar um choque instantâneo no elenco. E o futuro? Seja o que Deus quiser. Se ele for bem pode assinar um novo contrato no final do ano, mas se não for, de novo, os são-paulinos terão que recomeçar do zero. Ou da metade do caminho, se o auxiliar Jardine for escolhido como herdeiro de Aguirre.

Primeiro, o novo treinador precisa sobreviver mais do que seus antecessores. Rogério Ceni caiu com seis meses de trabalho. Dorival durou cerca de oito meses.

Além de mostrar que não pensa a longo prazo em Aguirre, a diretoria tricolor dá motivos para sua torcida ficar com um pé atrás. O torcedor tricolor pode se perguntar por que ofereceram um contrato curto ao técnico? A direção desconfia da capacidade de quem acabou de contratar?

O compromisso só até dezembro com o novo treinador, também pode ser sinal de uma inversão preocupante. Será que em vez de Raí mudar o pensamento de seus chefes, os cartolas é que estão mudando as convicções do ex-jogador? Afinal, até aqui, o que se sabia era que o ex-meia defendia trabalhos mais duradouros.


Vitórias dão tempo a Dorival, mas insatisfação continua
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Com as vitórias sobre CRB (2 x 0) e Linense (2 x 1), Dorival Júnior deu um “nó tático” na ala da diretoria mais irritada com seu trabalho. O desempenho do time nos dois jogos não foi compatível com o que seus críticos esperam. Mas vencendo é impossível demitir o treinador.

Diante do CRB, para parte da direção, o time mostrou melhoras, mas falhou por não fazer mais gols e definir de vez a vaga na próxima fase da Copa do Brasil.

Já o triunfo do último domingo sobre o Linense, de virada e com gol nos acréscimos, foi com uma dificuldade que dirigentes tricolores condenam diante de equipes com orçamentos menores. Os cartolas já disseram a Dorival que não há espaço para perda de pontos em confrontos com esses clubes. Em Lins, apesar da vitória, o São Paulo sofreu de maneira que destoa do plano traçado pela direção.

Porém, se a forma como os últimos resultados foram conquistados não matou as insatisfações contra o treinador no Morumbi, as vitórias dão tempo a Dorival. Ele passa a ter uma nova oportunidade para fazer a equipe apresentar um rendimento que cale seus críticos na próxima quinta contra o Palmeiras, na arena do rival.


Dorival ganha elenco e sombra ao mesmo tempo
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A diretoria do São Paulo está extremamente descontente com Dorival Júnior. Mesmo assim, optou por manter o treinador no cargo após o empate sem gols com a Ferroviária, no último domingo. O que mais pesou para a decisão, conforme apurou o blog, foi o pedido de jogadores para que o comandante continue.

Com a manutenção, automaticamente, a direção divide a responsabilidade com os atletas, que passam a ser mais cobrados. Os dirigentes também evitam o risco de serem acusados de prejudicar a preparação do time antes do jogo com o CRB, nesta quarta, pela Copa do Brasil, em caso de fiasco.

O posicionamento de Raí, defensor da tese de que treinadores precisam de tempo para trabalhar, também pesou.

Apesar de se segurar no cargo, Dorival está longe de ter estabilidade assegurada. Dificilmente ele sobreviverá a um eventual novo tropeço. Antes do jogo contra o time de Araraquara, a diretoria já havia deixado claro para o funcionário que entendia não haver mais espaço para o clube perder pontos diante de equipes com orçamentos inferiores.

Ao mesmo tempo em que ganha o apoio do elenco, Dorival passa a conviver com a sombra de André Jardine. O treinador das categorias de base deve ser anunciado como membro da comissão técnica. Parte da diretoria entende que é importante ele viver a rotina do time principal para minimizar danos caso o treinador seja demitido e haja demora para a contratação de um substituto. Assim, a presença de Jardine na comissão técnica daria fôlego para a direção no caso de a demissão de Dorival ser consumada. Imediatamente, ele assumiria como interino. Seu trabalho é reconhecido pela torcida, o que em tese daria tranquilidade para a busca de um comandante mais experiente.


Falta de gols aumenta irritação da diretoria do São Paulo
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Em 9 jogos no Campeonato Paulista, o São Paulo fez sete gols, média de 0,7 por partida. No empate com a Ferroviária, o ataque passou em branco e aumentou a irritação da diretoria com a dificuldade do time em balançar as redes.

Os tricolores fizeram até aqui só a metade dos gols anotados pelos rivais Palmeiras e Santos no Estadual. O time do Morumbi está bem atrás também do Corinthians, autor de 13 gols.

Nos últimos jogos, a equipe são-paulina tem criado chances, mas pecado pela falta de pontaria.

A escassez de gols já gerou bronca pública de Dorival nos atletas. Ele afirmou que treinador não faz gol. A diretoria não gostou e repreendeu o treinador internamente. Na avaliação da direção, em última instância o técnico é responsável. Esse é um dos motivos que aumentam a possibilidade de queda do comandante.

A situação ficou especialmente delicada após o empate com o clube de Araraquara porque a diretoria havia dito a Dorival que não via mais espaço para perda de pontos contra equipes com menor orçamento. A conversa, porém, não teve efeito prático.

Como mostrou o UOL Esporte, apesar da insatisfação com o trabalho do técnico, a tendência é que ele seja mantido no cargo após reunião de rotina com a diretoria nesta segunda. O fato de o time já jogar na quarta com o CRB pela Copa do Brasil é um ponto favorável a permanência. O tempo seria curto para o time se reorganizar antes de um jogo importante.

Até aqui, o posicionamento de Raí tem sido fundamental para segurar o treinador. Ele defende a tese de que técnicos precisam de tempo para desenvolver seus trabalhos. Porém, os sinais no Morumbi de que Dorival está muito próximo do fim da linha são cada vez mais fortes.


Diretoria do São Paulo não aceita mais perder pontos para pequenos
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Um dos principais incômodos da diretoria do São Paulo em relação ao trabalho de Dorival Júnior é a perda de pontos para equipes que investiram muito menos na formação de seus elencos. O entendimento é de que não há mais espaço para tropeços diante de pequenos. E o treinador já sabe que a direção pensa assim. Por isso, o jogo com a Ferroviária, domingo (25), no Morumbi, tem grande importância para o futuro do técnico no clube.

No Campeonato Paulista, os tricolores já entregaram seis pontos para São Bento e Ituano nas derrotas por 2 a 0 e 2 a 1, e outro para o Novorizontino no empate sem gols. O fato de, mesmo com a campanha irregular a equipe liderar seu grupo ao lado da Ponte Preta, com dez pontos, não acalma os dirigentes. A avaliação é de que pela diferença orçamentária e, consequentemente, no nível de contratações, o São Paulo tem a obrigação de passar convincentemente pelos rivais menores.

Conforme mostrou o UOL Esporte, apesar de a diretoria valorizar as contratações que fez, Dorival diverge de algumas delas, como as de Nenê e Tréllez. Pelo menos no caso do ex-vascaíno, os cartolas não entendem a rejeição.

Além do desempenho fraco diante de alguns pequenos, dirigentes se queixam dos “brilharecos” da equipe. São alguns minutos de bom futebol que Dorival não consegue prolongar com o passar dos treinamentos.

Essa falta de evolução gera outro desconforto. A diretoria começa a se preocupar com o Campeonato Brasileiro. Há o temor de que a demora para o time evoluir faça com que o São Paulo comece o torneio nacional atrás de seus principais adversários.

Mesmo insatisfeita, a diretoria manteve até aqui o seu desejo de ter uma postura diferente da adotada com Rogério Ceni, demitido apenas cerca de seis meses após ser contratado. Em meio às cobranças de conselheiros e treinadores para derrubar o técnico, a direção preferiu falar tudo o que pensa do trabalho dele para o próprio e ouvir as queixas do funcionário também.

A aposta é de que esse jogo da verdade faça o time evoluir diante da Ferroviária. Se isso não acontecer e novos pontos forem desperdiçados diante de um adversário com poderio financeiro menor, poderá ficar em xeque a decisão dos cartolas de prolongar a permanência de Dorival no Morumbi.


Campanha contra Dorival pressiona Raí por solução
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A pressão de torcedores e conselheiros do São Paulo pela demissão de Dorival Júnior também deixa Raí pressionado. Não no sentido de ser demitido, mas de resolver a situação com rapidez.

Internamente, a diretoria do clube dá sinais de irritação com o trabalho de Dorival Júnior. Inicialmente, porém, o plano de Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, é deixar o executivo Raí descascar o abacaxi.

Ao contratar o ex-jogador como dirigente remunerado, o presidente sinalizou que sua interferência no futebol seria menor. Então, coube a Raí a missão de colocar o time nos trilhos. Porém, até agora isso não aconteceu.

A equipe vive problemas semelhantes aos de antes de sua chegada.

O ápice da pressão sobre o treinador é a prova de fogo para o ex-atleta. Ele sairá desgastado do episódio se Leco acabar batendo o pênalti sobre o futuro de Dorival.

 


Opinião: Raí já tem como desafio blindar Dorival
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O início do São Paulo no Campeonato Paulista com uma derrota e um empate coloca na “timeline” de Raí como grande desafio lutar pela sobrevivência de Dorival Júnior no cargo de técnico da equipe.

A precoce queda de Rogério Ceni em 2017, após apenas cerca de seis meses de trabalho, dá uma ideia do tamanho da paciência do presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco.

Não há neste momento no Morumbi sinais de fritura de Dorival, mas o próprio treinador acusa a pressão ao falar em mudar seu planejamento após apenas dois jogos.

Uma das motivações da contratação de Raí como diretor executivo de futebol foi colocar no cargo alguém com perfil técnico, não político. Vinícius Pinotti, antecessor do ex-meia, não fez carreira na modalidade esportiva, é sócio do clube e foi um importante aliado do presidente.

Caso Dorival não faça o time engrenar rapidamente, será inevitável a pressão pela troca da comissão técnica. Em tese, o executivo deve brigar pela manutenção do projeto até o fim da temporada. Mudanças no meio do caminho costumam deixar a viagem mais turbulenta.

Assim, o desafio de Raí já começou. Cabe a ele dar as melhores condições possíveis para o técnico, ajudar na solução de problemas, inclusive os táticos, e abafar os eventuais corneteiros de plantão. Evitar declarações desastrosas que jogam mais pressão na comissão técnica, frequentes no passado tricolor, já é um bom começo.


Opinião: os quatro principais responsáveis pela evolução do São Paulo
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Hernanes

A chegada do meio-campista colocou a equipe em outro patamar. O São Paulo passou a ter um jogador que decide partidas, mantém a regularidade e combina experiência e força emocional para enfrentar o momento desesperador de luta contra o fantasma da B. Ele contagiou tecnicamente e emocionalmente os companheiros.

Diretoria

Conseguiu reforçar a equipe após a saída de atletas negociados. Além de Hernanes, Petros foi uma contratação de alto nível. Jogadores contratados no início do ano também se destacam, como Jucilei e Lucas Prato. O volante esteve quase sempre bem. Já o atacante evoluiu junto com a equipe. Os acertos, porém, não mudam o fato de que a direção foi a principal responsável pela situação delicada. Tudo começou com a decisão de montar um planejamento com o estreante Rogério Ceni e depois dar pouco tempo para ele desenvolver seu trabalho. A inexperiência do ex-goleiro como técnico foi questionada, mas todos sabiam que ele estreava estreando na profissão.

 Torcida

Organizadas hostilizando os jogadores e as arquibancadas do Morumbi às moscas. Esse histórico são-paulino em momentos de futebol ruim foi deixado de lado. O torcedor lotou jogos e até treino. Não esperou o clube ser rebaixado para dar demonstração de força. O apoio da massa ajudou os jogadores a terem calma para saírem do buraco.

Dorival Júnior

Custou, mas o treinador deu padrão de jogo à equipe. Nas últimas partidas conseguiu acabar com os erros infantis na defesa (bata na madeira, tricolor). A equipe também passou a ser mais objetiva no ataque. A atuação na vitória contra o Santos foi digna de time que briga pelo título.