Blog do Perrone

Arquivo : Flamengo

Valor para venda e salário atual de Mariano dificultam ida ao São Paulo
Comentários Comente

Perrone

Imagem: Abdulhamid Hosbas/Anadolu Agency/Getty Images

O pagamento de aproximadamente 5 milhões de euros (cerca de R$ 21,19 milhões) para o Galatasaray, da Turquia, e de salários semelhantes ao que o jogador recebe hoje dificultam a contratação de Mariano pelo São Paulo. Uma consulta ao estafe do lateral-direito foi feita pela direção tricolor para saber os valores que seriam envolvidos numa eventual negociação. A resposta foi de que na melhor das hipóteses os turcos aceitariam receber pouco menos do que os 5 milhões de euros que pagaram para tirar o brasileiro do Sevilla em julho de 2017.

A diretoria são-paulina ouviu também que o jogador não tem interesse em ganhar menos do que recebe atualmente. Em seguida, o São Paulo respondeu que os números são altos e que dificilmente o clube teria condições de fechar negócio, mas que mesmo assim seria feita uma avaliação, ficando aberta a possibilidade de uma contraproposta. Nesse cenário, no entorno do lateral a transferência é considerada muito difícil.

O blog não teve acesso aos valores que Mariano recebe na Turquia, porém, eles estão longe da realidade do futebol brasileiro. Na última temporada, o brasileiro foi eleito melhor lateral-direito do Campeonato Turco. Isso faz com que o Galatasaray não tenha motivos para querer se livrar dele com empréstimo gratuito ou o vendendo por muito menos do que pagou. O ex-jogador do Fluminense está sob contrato até junho de 2020.

Neste momento, a maioria das equipes turcas passa por dificuldades financeiras, mas isso, inicialmente, não ajuda o São Paulo. A sinalização de gente próxima ao lateral é de que ele não considera a situação insuportável a ponto de querer voltar ao Brasil a custo de uma redução drástica em seu salário. O entendimento é de que de que a diretoria do Galatasaray tem administrado a situação cumprindo prazos dados para pagar os vencimentos que atrasam. Além disso, Mariano se considera adaptado ao país e gosta da qualidade de vida que tem em Istambul.

Ao ser consultado pelo São Paulo, o estafe do atleta tinha os números frescos na cabeça porque recentemente o Flamengo fez uma sondagem que não evoluiu.

 


Futuro de F. Melo tem Fla sumido, contradição com Boca e renovação parada
Comentários Comente

Perrone

Foto: Marcello Zambrana/AGIF

O Flamengo sumiu, o Boca segue no radar, apesar de recente negativa, e o Palmeiras ainda não o procurou para renovar contrato. Assim está a situação de Felipe Melo neste momento.

Depois de contatos com o estafe do volante e da reação negativa do alviverde, os flamenguistas não voltaram a conversar sobre a possibilidade de levá-lo para a Gávea. No entorno do jogador, a possibilidade de o negócio acontecer é dada como praticamente nula.

Já em relação ao Boca, o estafe de Felipe Melo trabalha com a informação de que os argentinos buscam alternativas para conseguir viabilizar uma proposta. Quem convive com o atleta diz que gente ligada ao clube de Buenos Aires tem feito contatos telefônicos mantendo o interesse vivo. No entanto, a informação contradiz à declaração dada pelo presidente do Boca, Daniel Angelici, de que não tem interesse no brasileiro.

No Palmeiras, o relato é de que ninguém procurou a diretoria para tentar levar o volante. Por sua vez, o alviverde ainda não se movimentou para impedir que o ex-jogador da seleção brasileira fique livre no meio do ano para assinar pré-contrato com outra equipe. Seu compromisso atual termina em dezembro de 2019. Até agora, o jogador não foi procurado para discutir a renovação. O discurso da direção palmeirense é de que a conversa será iniciada na hora certa. Mas não há sinal de quando é o momento ideal.


Bastidores da venda de Arrascaeta têm 246 mil mensagens hostis e tensão
Comentários Comente

Perrone

De Arrascaeta se transformou na contratação mais cara da história envolvendo clubes brasileiros depois de três dias de reuniões, momentos de tensão e alegação de centenas de milhares de mensagens ofensivas. Os encontros aconteceram em Montevidéu, no Uruguai, com os vários interessados na negociação que tirou o jogador do Cruzeiro e o colocou no Flamengo.

No ápice da polêmica, Arrascaeta e Daniel Fonseca, um de seus empresários, alegaram terem recebido em seus celulares cerca de 246 mil mensagens hostis de torcedores do time mineiro. Conforme apurou o blog, eles chegaram a falar em pedir a liberação do atleta na Fifa apontando falta de segurança para continuar em Belo Horizonte.

O argumento foi rebatido por André Cury, empresário que representou o Cruzeiro nas tratativas. Ele respondeu que, se fosse “fácil assim”, ninguém precisaria desembolsar uma fortuna para tirar Neymar do PSG, por exemplo. Bastaria vazar  o número de telefone dele para os torcedores e esperar a reação em cadeia.

O blog não conseguiu localizar Arrascaeta e Fonseca para falar sobre o assunto. Mas, no início do rompimento com seu ex-clube, o meia emitiu nota reclamando de mensagens ofensivas. Ele afirmou que depois da reunião em que Itair Machado, vice de futebol cruzeirense, e seu empresário se desentenderam por conta da primeira oferta do Flamengo, os números dos celulares de ambos se tornaram públicos. Imediatamente teriam virado alvos de milhares de mensagens com insultos e ameaças. Na ocasião, o uruguaio também disse que estava avaliando com seu estafe o que seria melhor para sua segurança.

Depois da discussão entre o vice do Cruzeiro e o empresário do meia, o clube de Belo Horizonte chamou Cury para representá-lo na tentativa de acordo. Então, o empresário foi para o Uruguai onde estava o jogador.

Das reuniões realizadas a partir de então, também participaram o outro agente de Arrascaeta, Javier Manzo, e Bruno Spindel, CEO do Flamengo, entre outras pessoas. De acordo com um dos participantes, até o representante de uma financeira que seria credora de um dos envolvidos no negócio chegou a ter assento numa das tratativas. Também foi apontada a presença de guarda-costas.

Na última segunda, por volta da 1h, uma das reuniões terminou com o negócio praticamente fechado. Na manhã seguinte, porém, houve nova divergência em relação a um valor que o Club Atenas, do Uruguai, tinha a receber do Cruzeiro. O impasse adiou o fechamento da transferência, que aconteceu após nova rodada de discussões.


Palmeiras e Flamengo no topo. As projeções para 2019
Comentários Comente

Perrone

Palmeiras e Flamengo são disparadamente favoritos para vencer o Brasileirão. Também estão entre os candidatos ao título da Libertadores, mas com menos vantagem sobre outros concorrentes. O formato de mata-mata dá mais chances a times com elencos menos robustos de encarar os melhores.

Ainda bem organizados, Grêmio, Cruzeiro e Internacional serão muito fortes nas Copas. Ou seja, estão na briga pela Libertadores.

Com Hernanes e Pablo o São Paulo ganha força para brigar por todos os títulos que disputar. O problema, na opinião deste blogueiro, é a inexperiência de André Jardine. Controlar o vestiário, tenso em 2018, será uma prova de fogo para o novato

O Corinthians enfrentará mais um ano de reestruturação. Até agora, Ramiro é seu reforço mais interessante. Forte candidato ao título da Copa do Brasil. Se vencer o Brasileirão surpreenderá este blogueiro.

Atlético-MG também é forte candidato ao título da Copa do Brasil. Para brigar por Libertadores e Brasileirão precisa se reforçar.

Sampaoli precisará de tempo e de uma organização fora de campo que o Santos não teve na última temporada. Sem uma boa estrutura e reforços de qualidade será difícil pensar em algo além da Copa do Brasil.

Botafogo, Fluminense e Vasco começam o ano sem mostrar nada que que dê esperança de títulos para suas torcidas.


Alessandro volta a ficar pressionado no Corinthians
Comentários Comente

Perrone

Alessandro Nunes, gerente de futebol do Corinthians, chega ao final do ano pressionado, após um período de trégua dado por seus desafetos no clube.

Gente ligada ao presidente Andrés Sanchez e contrária a manutenção dele no cargo vê o fim da temporada como o momento ideal para uma troca.

Alessandro angariou desafetos entre os “andresistas” ainda durante a gestão de Roberto de Andrade, em 2016. O auge da insatisfação ocorreu depois de ele supostamente tratar com o presidente da contratação de Oswaldo de Oliveira sem repassar informações para o restante da diretoria.

Desde então, o ex-lateral superou vários processos de fritura para manter o emprego. Com a eleição de Sanchez no início de fevereiro, sua saída do cargo chegou a ser dada como certa por apoiadores do presidente. Mas a troca não aconteceu, o Corinthians venceu o Campeonato Paulista e ele seguiu seu trabalho.

Quem deseja a saída do dirigente crê que após a fraca campanha no Brasileirão e o momento de reformulação no time chegou a hora de mudar.

Ao mesmo tempo, é apontada dentro do clube a possibilidade de Alessandro trabalhar no Flamengo.

Procurado pelo blog na última quinta, o gerente corintiano disse que não recebeu nenhum comunicado da diretoria sobre sua eventual saída do alvinegro a partir da próxima temporada.

“Estou trabalhando bastante, hoje o dia foi muito produtivo ao lado do Duílio (Monteiro Alves, diretor de futebol) e do Andrés. Tenho por hábito ser bastante discreto, já era enquanto atleta. Propostas sempre aparecem, mas minha dedicação é ao Corinthians neste momento, ao menos nesse dia. No futebol, se projetar muito o amanhã, não terá tido resultado hoje”, disse Alessandro ao blog. Ele respondia, por mensagem de texto se recebeu oferta de outras equipes.


Sem acordo financeiro Rodriguinho e Flamengo encerram negociação
Comentários Comente

Perrone

Por falta de acordo financeiro, estão encerradas as negociações entre Flamengo e o estafe de Rodriguinho. Conforme o blog apurou, a nova diretoria do clube da Gávea, que ainda vai tomar posse, considerou fora de alcance os valores que precisariam ser gastos com a transferência.

A quantia é mantida em sigilo, mas envolveria o montante para convencer o Pyramids a liberar o meia, salários e outras bonificações para o atleta.

O fato de no Egito o ex-corintiano ter vencimentos acima da média do futebol brasileiro foi um fator que dificultou a transação. Para se encaixar nas possibilidades do Flamengo, ele perderia dinheiro em relação ao que recebe atualmente.

Os futuros dirigentes do rubro-negros ainda cogitaram tentar a contratação por empréstimo, mas ouviram que o Pyramids não aceita essa possibilidade.

Oficialmente, os cartolas da equipe brasileira nunca se posicionaram sobre o tema Rodriguinho.

Colaborou, Leo Burlá, do UOL, no Rio de Janeiro

 


Críticas de Raí a Bolsonaro e silêncio do SPFC chateiam parte do conselho
Comentários Comente

Perrone

As críticas disparadas por Raí contra Jair Bolsonaro em recente entrevista ao jornal francês “L’Equipe” e o silêncio do São Paulo em relação a elas incomodaram parte dos conselheiros tricolores.

Um dos motivos de insatisfação é o fato de o clube ter se manifestado oficialmente depois de Diego Souza comemorar seu gol contra o Flamengo no último domingo (4) homenageando o presidente eleito e ter se calado diante das declarações de Raí.

De acordo com a “Folha de S. Paulo”, o clube afirmou que a posição do jogador não reflete à da agremiação e que não se vê no direito de cercear a opinião alheia. O posicionamento oficial foi dado diretamente aos órgãos de imprensa que o pediram. Não houve comunicado divulgado no site do clube.

De acordo com o departamento de comunicação tricolor, só houve posicionamento sobre a comemoração porque o clube foi indagado a respeito do assunto. E não existiu manifestação sobre a entrevista de Raí porque ninguém fez perguntas relativas à ela.

Entre os insatisfeitos está um eleitor do atual presidente tricolor, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco. Ele procurou o blog para falar sobre o caso em tom de desabafo. O conselheiro incomodado disse, sob a condição de anonimato, que os insatisfeitos entendem que a atual direção é mais tolerante com as manifestações contrárias ao presidente eleito.

Outros dois membros do conselho são-paulino confirmaram a versão de que há insatisfação com o episódio no qual Raí criticou Bolsonaro.

Também faz parte das queixas o fato de o diretor executivo de futebol do São Paulo estar envolvido com a elaboração do código de conduta e de ética do clube. Como mostrou o blog, o documento deve vetar manifestações políticas de funcionários, incluindo jogadores e dirigentes remunerados.

O argumento é de que Raí teria agido de maneira contraditória em relação ao futuro código ao fazer comentários políticos publicamente. Na entrevista, o ex-jogador chegou a chamar de absurdos e repugnantes os valores defendidos por Bolsonaro e seus eleitores.

O blog procurou a assessoria de imprensa do São Paulo para tentar ouvir Raí sobre o assunto e segue aguardando uma resposta oficial.

Um membro do conselho que confirma haver colegas insatisfeitos com as críticas de Raí é o opositor Newton Luiz Ferreira, o Newton do Chapéu.

Ele disse que acredita ter sido procurado por sócios e torcedores, além de membros do conselho, insatisfeitos com o diretor executivo por ter feito campanha por votos para Bolsonaro.

Mas, ao escrever em rede social sobre essa insatisfação de parte dos são-paulinos, ele defendeu Raí. “Obviamente, tenho uma posição contrária a dele, porém vivemos em um estado democrático, e o depoimento do Raí foi como cidadão brasileiro, não falou representando o São Paulo”, escreveu Newton no dia 1º de novembro. O opositor deixou claro não fazer parte do grupo que está aborrecido com o ex-jogador.

Tréllez

Um dos conselheiros que conversaram com o blog disse estranhar o fato de entre o primeiro e o segundo turnos da eleição presidencial a numeração de Tréllez ter mudado de 17, número de Bolsonaro no pleito, para 7.

Segundo a assessoria de imprensa do São Paulo, a alteração foi feita devido a um pedido incessante de Tréllez desde que Nenê assumiu a camisa 10.

O colombiano não recebeu a camisa 7 antes porque Rojas desejava o mesmo número. Só depois que os dois concordaram foi feita a mudança. Rojas ganhou o número 11.

 


VAR tem simpatia dos primeiros, mas ideia do Inter ainda não decolou
Comentários Comente

Perrone

Pelo menos três dos outros quatro primeiros colocados do Brasileirão são simpáticos à ideia do uso do VAR nas últimas rodadas da competição, como propõe o Internacional. Porém, o projeto do time gaúcho (3º colocado) ainda não decolou.

De seis clubes indagados nesta segunda (29) sobre o tema pelo blog, apenas o Grêmio havia sido procurado pelo presidente do Internacional, Marcelo Medeiros.

O cartola colorado quer entregar um abaixo-assinado para a CBF pedindo o uso do VAR na reta final do Brasileirão.

“Sim (fui procurado pelo Inter). Eles vão fazer um documento. O Grêmio (5º colocado) mantém sua posição inicial de concordância, mas entende que (o assunto) deve passar pelo conselho técnico da CBF”, afirmou o presidente do tricolor gaúcho, Romildo Bolzan.

Ou seja, para a direção do gremista não basta a assinatura, é necessária uma reunião dos clubes da Série A na confederação para aprovar a novidade, o que evitaria eventuais questionamentos futuros.

Líder do campeonato, o Palmeiras também não foi procurado nesta segunda para tratar do tema. Mas, seu presidente, Maurício Galiotte, segue como defensor do uso do VAR o mais rapidamente possível. No entanto, procurada, a assessoria de imprensa do clube disse que a diretoria não comentaria a proposta do Inter.

O Flamengo é outro que não tinha recebido pedido do Internacional para assinar o documento. “Não foi procurado, mas sempre apoiei o VAR”, declarou ao blog Eduardo Bandeira de Mello, presidente do vice-líder do Brasileirão.

Já o São Paulo, quarto colocado, não respondeu sobre o assunto até a publicação deste post.

José Carlos Peres, presidente do Santos, sétimo na classificação do Nacional, também afirmou que não tinha sido procurado pelo Inter. Ele declarou que apoia o uso imediato do VAR “sem dúvida”.

O blog não conseguiu falar com a diretoria do Atlético-MG, que ocupa a sexta posição na tabela.

Fora da briga pelo título e ainda tentando se afastar da zona de rebaixamento, o Corinthians ainda não recebeu pedido para assinar o documento, segundo seu departamento de comunicação. O clube não se posicionou sobre o assunto.

 

 

 

 

 


Maior chance de jogar e desejo de ex-jogadores. Como Paquetá parou no Milan
Comentários Comente

Perrone

Lucas Paquetá vai se apresentar em janeiro ao Milan depois de despertar o interesse de outros clubes europeus. Veja os principais fatores que conduziram a revelação do Flamengo para Milão.

Espaço

Paquetá e seu estafe ficaram convencidos de que no clube italiano ele terá grande chance de jogar desde a sua chegada. A situação é vista como mais confortável do que a ida para um clube que empilha astros e diminui espaços para jovens saídos da América do Sul. O brasileiro buscava uma equipe na qual pudesse continuar jogando e evoluindo. A equipe de Milão apresentou um projeto voltado justamente para a evolução do atleta.

Desejo de ex-jogadores

Durante a negociação, Paquetá também foi convencido de que Leonardo e Maldini, diretores do Milan, assim como o técnico Gattuso, desejavam sua contratação. Ou seja, não haveria o risco de o brasileiro sofrer pressão por não agradar a um dos importantes personagens do departamento de futebol.

Valor

Nenhuma outra equipe acenou com quantia superior aos 35 milhões de euros (cerca de R$ 149,3 milhões) e mais 10 milhões de euros (aproximadamente R$ 42,7 milhões) em bônus atrelados ao desempenho do atleta. A quantia oficialmente ofertada ao jogador e mantida em sigilo está dentro do patamar que europeus oferecem para jovens no mesmo nível de carreira ostentado por Paquetá.

Estilo italiano

A Itália tem fama de estar entre os países com mais forte cultura tática do mundo. A oportunidade de crescer taticamente disputando o Campeonato Italiano também atraiu Paquetá.

Troca de dono

Enquanto o chinês Li Yonghong estava no comando do Milan, o clube não demonstrou interesse na contratação do brasileiro. Apenas após sua saída e a entrada do fundo norte-americano Elliott a equipe de Milão mirou Paquetá. Outros times europeus flertavam com o jogador, mas foram superados.

 


Lixo eleitoral do lado de fora da arena ofusca ação corintiana por limpeza
Comentários Comente

Perrone

Sujeira eleitoral em volta da arena Foto: Ricardo Perrone/UOL

Com a ajuda de uma empresa parceira, o Corinthians planejou ação de limpeza e demonstração de educação em sua arena na última sexta (5), durante derrota para o Flamengo por 3 a 0. A louvável iniciativa, porém, foi ofuscada pelo lixo eleitoral que empesteou o entorno do estádio.

Do lado de dentro, a ideia era de que o torcedor, após receber saquinhos de lixo, recolhesse sua própria sujeira ao final da partida, como costumam fazer torcedores japoneses. Pelo menos no setor sul, muitos corintianos não aderiram a campanha. Não só largaram seus copos e caixas de pizza pelo caminho como os próprios saquinhos. Compreensível, já que uma mudança significativa de comportamento costuma levar tempo.

O que chamou mesmo a atenção foi o caos promovido pela campanha política do lado de fora. Candidatos, cabos eleitorais e torcedores demonstraram desrespeito com a cidade emporcalhando o entorno da Arena Corinthians.

Enquanto um divulgador pedia voto para uma candidata “corintiana e com ficha limpa”, outro promovia uma chuva de santinhos. Em movimentos ritmados, apoiadores de candidatos entregavam os papéis para os torcedores que, na maioria das vezes, jogavam a propaganda no chão.

Santinhos de um mesmo político amontoados no chão indicavam que alguns cabos eleitorais tentaram se livrar do serviço mais cedo simplesmente fazendo sujeira com as próprias mãos.

Claro que o Corinthians não tem culpa nessa bagunça. A via pública em volta de seu estádio é que foi vítima da falta de educação que começa com os candidatos, passa por sua militância ou seus prestadores de serviço e termina no eleitor. Foi a repetição de um péssimo velho hábito numa noite que deveria servir de inspiração para sua extinção.  Uma melancólica prévia do que deveremos ver hoje pelas ruas do país. E tomara que não chova para esse desrespeito não se materializar em forma de enchente.