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Arquivo : Flamengo

Presidente do Santos faz campanha por fim de assistentes atrás dos gols
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Modesto Roma Júnior, presidente do Santos, está em campanha pelo fim dos auxiliares de arbitragem que ficam atrás dos gols nas partidas do Brasileirão e dos outros campeonatos no país. O dirigente disse ao blog que já expressou sua opinião para Marco Polo Del Nero, presidente da Confederação Brasileira de Futebol, mas não obteve resposta.

“Precisamos tirar aqueles dois mancebos que ficam atrás dos gols. Eles servem como cabides. Não ajudam em nada”, disse o dirigente ao blog.

O cartola não é o primeiro a levantar bandeira contra os árbitros assistentes adicionais. “Gostaria de saber diretamente da comissão de arbitragem o que eles fazem. Se ganham, eles precisam ajudar. Se eles não veem, não precisam (estar lá)”, afirmou Renato Gaúcho em setembro, após derrota para o Bahia. Ele reclamava de suposta omissão de um dos assistentes adicionais em pênalti marcado contra o Grêmio.

O lance mais polêmico envolvendo os assistentes atrás adicionais no Brasileirão foi o gol de braço feito por Jô no Vasco.

As principais ligas do mundo, como as da Espanha, Inglaterra, Itália e Alemanha não usam esses assistentes. Porém, eles estão presentes na Champions League.

Além da campanha pelo fim dos auxiliares atrás dos gols, Modesto está entre os dirigentes que defendem a implantação do árbitro de vídeo só no Brasileirão de 2018. “É uma questão de isonomia. Já fizeram o campeonato até aqui sem o recurso do vídeo e muitos clubes foram prejudicados. O modelo tem que ser o mesmo no campeonato inteiro”, declarou o santista.

O cartola também teme que falte preparo para colocar o sistema em operação e que em caso de falhas a ideia fique queimada.

Mas não há consenso entre os dirigentes de clubes da Série A sobre quando o Brasileirão deve começar a contar com o árbitro de vídeo. Eduardo Bandeira de Mello, do Flamengo, e Daniel Nepomucento, do Atlético-MG, por exemplo, defendem a novidade tecnológica ainda neste Brasileirão.

“Sou a favor (do árbitro de vídeo) o quanto antes. Tecnologia só ajuda”, disse Nepomuceno.

 


Opinião: Muralha também é um pouco vítima no Flamengo
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Que Muralha tem feito uma temporada irritante para o torcedor do Flamengo não se discute. Porém, o goleiro não é o único vilão nessa história. O arqueiro também é um pouco vítima na Gávea. E a final da Copa do Brasil deixou isso claro.

No segundo jogo com o Cruzeiro, Muralha foi vítima da irresponsabilidade da comissão técnica que no mínimo permitiu a infantil estratégia de pular antecipadamente para o mesmo canto em todos os pênaltis. Lembrou aquela história do estudante que não domina a matéria e escolhe a mesma letra para responder a todas as perguntas do teste.

Era obrigação dos preparadores de goleiro Victor Hugo e José Jober e do técnico Reinaldo Rueda orientar e preparar melhor o goleiro para a decisão. O treinador tem a obrigação de acompanhar os preparativos de cada atleta e deveria ter alertado para a pequena chance de sucesso do mirabolante plano bolado.

A linha definida soa como falta de confiança no trabalho de Muralha e pouco empenho para reverter o histórico de mal pegador de pênaltis ostentado por ele.

O episódio torna legítimo se colocar em dúvida a preparação dada ao arqueiro diariamente, mesmo para quem não acompanha os treinos da equipe como este blogueiro. Será que as recentes falhas de Muralha e Thiago são decorrência apenas de deficiência técnica de ambos ou há algo errado na preparação dos goleiros flamenguistas? Acredito na segunda hipótese. E isso deveria ser levado em conta pelos que massacram Muralha.


Opinião: Vasco precisa proteger seus torcedores pacíficos da ala violenta
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Eurico Miranda está certo quando aponta o dedo para Polícia Militar ao falar das bombas atiradas em São Januário neste sábado (8), após a derrota do Vasco para o Flamengo por 1 a 0.

Mas de nada adianta o presidente acusar a PM, cruzar os braços e fechar os olhos. Os policiais falharam na revista, mas eles não são os principais culpados por mais um distúrbio no local.

A maior parcela de culpa, na opinião deste blogueiro, é de uma minoria de torcedores vascaí­nos que sabe se lá por qual motivo teima em prejudicar a equipe. Os caras são reincidentes. Para ficar num exemplo recente, em junho saíram na porrada dentro de São Januário ainda antes de terminar a partida em que o time da casa perdeu por 5 a 2 para o Corinthians, pelo Brasileiro.

Assim, o Vasco precisa se proteger contra esses vândalos. Não pode continuar sendo prejudicado por eles. E se não quiser se defender, tem a obrigação de proteger seus torcedores pacíficos. Deixar tudo na mão da PM não é uma demonstração de respeito aos fãs do time. Pelo contrário, soa como um “tô nem a픝.

No lugar de falar na existência de uma política para prejudicar o futebol, Eurico deveria se esforçar para que o clube ajude a polícia a identificar os baderneiros e a evitar a entrada deles no estádio. Poderia, por exemplo, instalar mais câmeras de segurança e tomar a iniciativa de entregar as imagens para as autoridades quando necessário.

O clube deve também estudar medidas mais drásticas, como não mandar jogos de alto risco em São Januário. Atuar em casa é um direito sagrado de todos os clubes. Mas, a segurança dos torcedores está em primeiro lugar.

O lar vascaíno tem problemas estruturais, por mais que isso corroa o orgulho de Eurico. Seu entorno é estreito e dificulta a atuação da poli­cia. Do lado de dentro, há pouco espaço para o escoamento da massa em caso de emergência. E num estádio maior, talvez, torcedores não tentassem invadir o campo, como aconteceu neste sábado.

Jogar fora de casa uma ou outra vez no Brasileiro por questões de segurança seria menos prejudicial ao clube do que ter sua imagem arranhada por fatos como os que aconteceram na partida contra o Flamengo e que certamente afastam parte da torcida. Mais do que isso, o risco à integridade física do torcedor que só quer torcer seria menor em um local mais seguro em partidas críticas. É o que deveria importar para o Vasco.


Para ‘segunda’ torcida organizada do São Paulo, Ceni é fiasco como técnico
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Em sua página na internet, a Dragões da Real, segunda maior torcida organizada do São Paulo, fez duras críticas ao técnico Rogério Ceni, que continua com apoio integral da Independente, principal uniformizada tricolor.

Ao analisar a derrota para o Flamengo por 2 a 0, no último domingo, no Rio, a torcida lembrou que o ex-goleiro é o maior ídolo da história do clube e merece eterno respeito antes de disparar contra ele. “Mas tá na hora de falar o que todo mundo está com medo de dizer: como técnico, Rogério Ceni é um fiasco”.

Em seguida, o texto, que não é assinado, lista as falhas detectadas no trabalho do ex-atleta. Entre elas, estão a falta de esquema tático e a ligação direta da zaga para o ataque sem passar pelos meias do time. “Para piorar, tem jogadores que ganham a bênção do técnico e se tornam intocáveis, apesar de seguidas atuações patéticas e absoluta falta de comprometimento, como Cueva, Cícero, Júnior Tavares, Wesley…”.

Para completar, ao afirmar que com contratações sem sentido e falta de planejamento, entre outros problemas, a equipe só poderia estar na zona de rebaixamento, a torcida classifica o técnico como ruim.

Apesar de a Independente ser a organizada mais ouvida no Morumbi, o posicionamento da Dragões é importante por mostrar que Ceni não é mais unanimidade entre os torcedores uniformizados.

Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, presidente do clube, tem um histórico de tomar medidas em sintonia com a torcida. Foi assim nas contratações do próprio Ceni, como treinador, e de Lugano. Também na compra dos direitos de Maicon foi assim.

Nesse cenário, a opinião dos torcedores está entre os fatores que devem pesar no futro de Ceni.

Atualização

Após a publicação deste post, Ceni foi demitido.


Palmeiras tem interesse em ex-corintiano Bruno Henrique, do Palermo
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Bruno Henrique em sua apresentação no Palermo (Crédito: Site oficial Palermo)

Com José Edgar de Matos, do UOL, em São Paulo

O Palmeiras tem interesse em contratar o volante Bruno Henrique, do Palermo, e já fez sondagens para saber a viabilidade do negócio. A ideia é conseguir o empréstimo com opção de compra.

A direção do clube italiano entende ser viável a negociação com o alviverde e calcula o valor de venda do brasileiro em cerca de 4,5 milhões de euros.

Porém, os dirigentes do Palermo acreditam também no interesse do Flamengo no volante.

Conforme apurou a reportagem, o ex-jogador do Corinthians deseja sair do Palermo, rebaixado para a segunda divisão italiana na última temporada. A preferência de Bruno Henrique, no entanto, é permanecer na Europa.

Procurada, a assessoria de imprensa do Palmeiras afirmou que o clube mantém ”a política de não comentar especulações”.


De Paulinho a Messi. Com quem as promessas brasileiras se dizem parecidas
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Colaboraram Dassler Marques e Vinicius Castro, do UOL em São Paulo e no Rio de Janeiro

Vinícius Júnior (Flamengo), Pedrinho (Corinthians), David Neres (Ajax), Luiz Araújo (São Paulo), Douglas (Fluminense)… A lista de jovens promessas do futebol brasileiro atualmente é extensa. Apesar do recente fracasso da seleção brasileira Sub-20, que não conseguiu se classificar para o Mundial, o momento das categorias de base no país é promissor.  O que explica essa fartura acima da média dos últimos anos?

Em busca dessa resposta e de conhecer melhor atletas tratados como joias por seus clubes, o blog entrevistou cinco jovens que geram grande expectativa em suas equipes: o flamenguista Vinícius Júnior, 16 anos, artilheiro e melhor jogador do último Sul-Americano Sub-17 e alvo do Real Madrid, o meia corintiano Pedrinho, 19 anos, destaque da última Copa São Paulo, o atacante são-paulino Luiz Araújo, 20 anos e por quem o Lille da França ofereceu, sem sucesso, 7 milhões de euros, Alan Guimarães, 17 anos e também destaque da seleção brasileira sub-17 campeã sul-americana neste ano, e o volante do Fluminense Douglas, 20 anos, outro que desperta o interesse de europeus.

Leia as entrevistas abaixo.

Qual jogador foi sua maior fonte de inspiração para seguir a carreira?

Alan Guimarães – “Minha maior inspiração acho que são os jogadores brasileiros, Ronaldinho, Rivaldo, Ronaldo. Quando era criança, eu via muito os jogos deles pela TV e ficava impressionado com o que eles mostravam”.

 Douglas – “Cresci vendo o Paulinho, volante da seleção brasileira, jogando muito pelo Corinthians.  Por tudo que ele passou e depois conquistou, sem dúvida ele foi o jogador que me inspirou para que eu seguisse firme em busca dos meus sonhos na minha carreira”.

Luiz Araújo – “Nunca tive um jogador em quem sempre me inspirei mesmo, mas sempre olhei para os melhores. Messi, Ronaldinho Gaúcho, sempre os melhores”.

Pedrinho – “Messi”.

Vinícius Júnior – “Quando eu era muito pequeno, e já gostava de futebol e começava a me interessar, adorava ver o Robinho jogar. Era o jogador que vivia melhor momento no Brasil, o mais falado, e chamava a atenção o modo dele jogar, de muita habilidade. E as pedaladas me marcaram muito também”.

Com o estilo de qual jogador acredita que seu estilo é mais parecido?

Alan – Pra mim é uma felicidade imensa ser brasileiro e tentar fazer o que eles (Ronaldinho, Rivaldo e Ronaldo) já fizeram na carreira deles. Agora vou em busca do meu sonho que é tentar chegar no nível deles”.

Douglas – “Acho que meu estilo de jogo se parece com o do Paulinho. Este ano estou tendo oportunidade de jogar mais solto como ele joga, mas sempre com a responsabilidade defensiva também. Temos um poder de marcação muito forte, uma qualidade grande no passe e o poder de chegar ao gol para marcar”.

Luiz Araújo – “Como sou um jogador de ponta, de velocidade, creio que meu estilo de jogo é parecido meio com o do Robben, do Ribéry, do Eden Hazard, que são jogadores que jogam pela beirada do campo”.

Pedrinho – “Eu sempre me inspirei no Messi. Tento pegar um pouco de cada coisa que ele faz. Tento ver os vídeos dele pra aprender cada dia com ele, seja lá me posicionando, driblando e com os passes”.

Vinícius Júnior – “Minha geração está crescendo vendo o Neymar, mas não acho legal fazer comparações. Cada jogador tem o seu estilo, mas também gosto de partir pra cima, de tentar o drible, de propor o jogo… Isso já é meu desde muito pequeno, desde o salão”.

Você pertence a uma safra de jogadores que é uma das com maior número de atletas promissores do futebol brasileiro. Na sua opinião, o que motivou essa grande quantidade de jovens talentosos?

Alan – “Na minha opinião a estrutura do clube ajuda bastante, tendo um campo bom, academia, uma alimentação boa que não vai prejudicar o atleta. Isso acho que é uma coisa essencial nos clubes que vai ajudar bastante o jogador de base chegar ao profissional. Mas não tendo isso no clube, acho que o jogador tendo talento e cabeça boa ele também possa chegar ao profissional. Tendo o talento que todos os jogadores da nossa geração têm, que eu acho que são jogadores de muita qualidade, mesmo sendo da base já têm experiência em campeonatos sul-americanos, nacionais, isso é uma das melhores coisas que podem fazer a nossa geração ser uma das mais fortes do Brasil e até do mundo”.

Douglas – “Acho que o trabalho de base vem sendo muito bem feito nos clubes, com grandes investimentos e aproveitando os atletas cada vez mais no elenco principal. Os campeonatos são muito disputados, com grandes times, vários talentos individuais se destacando e isso enriquece o nosso futebol.  A seleção brasileira está sempre conquistando os torneios que disputa e acho que isso é motivador para os jovens que estão buscando suas oportunidades”.

Luiz Araújo – “Fico muito feliz por essa geração ter muitas jovens promessas para o futebol. Isso mostra que os clubes estão valorizando muito a base, estão olhando com atenção para base. Então, espero que surjam muito mais promessas, muito mais garotos para que o futebol brasileiro só venha a crescer”.

Pedrinho – “Acho que o futebol vem evoluindo a cada dia, e os jovens hoje em dia vêm se dedicando cada dia mais a aprimorar seus fundamentos desde cedo, isso faz com que muitos se destaquem”.

Vinícius Júnior – “É a evolução do futebol. Vejo que o Brasil evolui a cada dia na parte tática e, com isso, a habilidade do jogador brasileiro, que é o que temos de melhor, acaba se sobressaindo. Nunca deixamos de ter bons jogadores. Acho que o momento da seleção brasileira ajuda também. Todos passam a olhar pra nós como o país do futebol novamente.”

Quando espera disputar sua primeira Copa do Mundo?

Alan – “Acho que primeiro tenho que pensar em chegar ao profissional. Trabalhar firme fazer um bom papel e a consequência virá se chegar à seleção brasileira e disputar a Copa do Mundo. Isso pra mim vai ser um sonho e acho que em 2022 posso estar representando a seleção brasileira numa Copa do Mundo. Pra mim vai ser um sonho realizado, um sonho meu e da minha família”.

Douglas – Jogar uma Copa do Mundo é o sonho de qualquer jogador de futebol, mas não gosto de fazer planos.  Prefiro focar no meu trabalho e dar o melhor de mim para o sucesso do meu time. Tive a oportunidade de ser convocado para a seleção de base e isso é muito gratificante. Sei que vestir a camisa da seleção brasileira é consequência de um bom trabalho feito no clube, então o meu foco total é no meu dia a dia para que as coisas venham a acontecer de forma positiva”.

Luiz Araújo – “É um sonho, todo jogador sonha em disputar uma Copa do Mundo e ganhar. Espero ser o mais rápido possível. Espero continuar trabalhando e quando o treinador da seleção achar que estou pronto, tenho certeza que vai me convocar, e eu espero poder ajudar o Brasil a ganhar uma Copa, seria um sonho realizado.”

Pedrinho – “O futuro a Deus pertence. Vou trabalhar forte agora, fazer meu trabalho pra me destacar pra em um futuro próximo poder pegar uma seleção brasileira e logo jogar uma Copa do Mundo.”

Vinícius Júnior – “É muito cedo pra dizer. Tenho que dar um passo de cada vez”.


Contrato de TV: cinco rivais se unem para tentar alcançar Corinthians e Fla
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Com Napoleão de Almeida, colaboração para o UOL em Curitiba

Cinco clubes da Série A que têm contrato com o Esporte Interativo para transmissão de jogos do Brasileirão por TV fechada a partir de 2019 discutiram nesta sexta durante reunião no Palmeiras uma estratégia para ficarem mais fortes nas próximas negociações de contrato. O objetivo é equilibrar o jogo com Flamengo e Corinthians, tradicionalmente donos das maiores cotas de televisão.

Além do alviverde, Santos, Coritiba, Atlético-PR e Bahia participaram do encontro. A estratégia deles é fazer as próximas negociações em bloco. Todos teriam uma só posição, o que em tese aumentaria o poder do grupo. A ideia é atrair os demais times que fecharam com o EI, que também participou da reunião para tratar de assuntos ligados ao seu acordo.

O raciocínio é que se estiverem separados no mercado, Flamengo e Corinthians continuarão tendo mais peso nas tratativas com as emissoras por terem as maiores torcidas do país.

O primeiro teste da nova tática deve ser a negociação da transmissão pelo pay-per-view. Os cinco clubes combinaram de negociar em conjunto. Eles já decidiram que não aceitam as pesquisas com assinantes como um dos critérios para dividir as cotas, método previsto no acordo atual com a Globosat. A ideia é que todos compradores de pacotes declarem seus times para dar mais precisão ao levantamento. Acreditam que dessa forma, a diferença para Flamengo e Corinthians vai cair.

Outra briga será para que a emissora que fechar contrato aumente a participação dos clubes na arrecadação obtida com o pay-per-view. Hoje, eles ficam com cerca de 30% da receita. A fatia maior beneficiaria a todos, incluindo os que não estiverem negociando em bloco.

Entre alguns dos participantes, o projeto é visto como uma tentativa de reconstruir o que foi destruído com o fim do Clube dos 13, entidade que era encarregada de negociar os contratos de transmissão pela TV. Em 2011, o Corinthians, presidido por Andrés Sanchez, liderou a implosão do C13 ao sair dele para negociar separadamente seus contratos. Dessa forma, conseguiu um trato muito mais vantajoso. O mesmo aconteceu com o Flamengo.

Outras tentativas de uma nova união entre os clubes já foram feitas, mas todas sem sucesso.

A próxima reunião para debater esse posicionamento unificado está prevista para 15 de março, em Santos.


Corinthians tem interesse em Felipe Melo, mas está atrás do Palmeiras
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O Corinthians é mais um clube interessado em Felipe Melo, que mantém conversas avançadas com o Palmeiras e também é pretendido por São Paulo e Flamengo.

Como o alvinegro planeja dar mais espaço aos jovens em 2017, o ex-jogador da seleção brasileira é visto como um possível líder da nova equipe alvinegra.

Apesar do desejo de contar com o volante, o Corinthians ainda não apresentou proposta, o que o deixa em desvantagem em relação ao rival alviverde.

O fato de Andrés Sanchez ter convivido com Melo em 2010 como diretor de seleções da CBF na Copa da África do Sul é uma das apostas dos corintianos para tentar reverter a vantagem do Palmeiras.

Mas não será fácil para o alvinegro competir com o alviverde, que até agora é quem acenou com mais dinheiro para o meio-campista.

Nesse cenário, o Corinthians teria que correr contra o tempo e demonstrar fôlego financeiro para atrapalhar a negociação palmeirense.

Também será preciso negociar com a Inter de Milão, mas o clube italiano não parece disposto a dificultar a saída do brasileiro. Deixar de pagar o salário de Melo, que não está entre as principais opções da equipe, já seria vantajoso para os italianos.


Falhas na segurança e na acusação são apontadas por defesa de corintianos
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Falha na segurança durante o jogo e erro na acusação são apontados pela defesa da maioria dos corintianos presos no Rio após a briga com a Polícia Militar na partida com o Flamengo no Maracanã.

O entendimento é de que a Justiça errou ao acusar os torcedores de associação criminosa, pois não teria provas de que eles combinaram de ir para o Rio de Janeiro para praticar crimes, como agredir policiais.

A tese é de que a viagem foi com o intuito apenas de assistir ao jogo e que por alguns fatores houve a briga. O caso seria diferente do processo enfrentado por membros da Gaviões da Fiel pela morte de dois palmeirenses num confronto na Avenida Inajar de Souza, em 2012. Em relação ao conflito de quatro anos atrás a Justiça juntou provas de que os torcedores planejaram a briga com a intenção de matar rivais, pois chegaram até a passar a noite anterior à batalha reunidos e armados. Foram ao local exclusivamente para brigar.

Já no Maracanã os torcedores esperavam o início da partida quando começou uma troca de xingamentos com flamenguistas. Torcedores dos dois lados tentaram invadir a área da outra torcida se aproveitando do pequeno policiamento naquele setor. Quando os policiais militares, em número muito menor do que os corintianos, tentaram controlar a situação, foram agredidos. Assim, uma suposta falha na segurança teria criado a oportunidade para os brigões entrarem em ação de maneira espontânea e que não justifica a associação para o crime na opinião de sua defesa.

Há também uma tese inusitada defendida pelo menos por parte da defesa de que o pequeno número de policiais na divisa entre as duas torcidas foi proposital para que houvesse a briga. A ação faria parte de um grande complô para criar a oportunidade de incriminar as torcidas organizadas e conseguir acabar com elas, abrindo espaço para a presença de mais torcedores com maior poder aquisitivo nos estádios. Essa teoria, no entanto, não deve ser levada à Justiça.

A defesa dos corintianos também entende que a maioria dos presos não participou do conflito. Só quatro dos 31 detidos teriam brigado.

 


Para defesa, só quatro dos 31 corintianos presos brigaram com policiais
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Para a defesa da maioria dos 31 corintianos presos no Rio desde a briga com policiais militares no Maracanã, no último domingo, apenas quatro dos detidos estavam de fato envolvidos na confusão. Os outros teriam sido encarcerados sem provas concretas de suas participações.

Ao blog, integrante de umas das organizadas alvinegras afirmou saber de torcedores que saíram do estádio no intervalo após o confronto. Segundo ele, é praxe brigões levarem mais de uma roupa para os jogos a fim de dificultar a identificação em caso de briga.

A Polícia Civil de São Paulo já identificou pelos menos um corintiano que aparece em imagens de TV agredindo um policial militar, mas conseguiu sair do estádio.

Os advogados dos presos estão preparando documentos que comprovem residência fixa e emprego para pedir a liberdade provisória deles. Muitos não conseguiram fazer isso ainda, o que ajudou na decisão da Justiça de decretar a prisão preventiva.

Em seguida, durante o processo, a defesa vai trabalhar para provar individualmente a versão dos que alegam que não se envolveram no conflito.