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Palmeiras tem interesse em ex-corintiano Bruno Henrique, do Palermo
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Bruno Henrique em sua apresentação no Palermo (Crédito: Site oficial Palermo)

Com José Edgar de Matos, do UOL, em São Paulo

O Palmeiras tem interesse em contratar o volante Bruno Henrique, do Palermo, e já fez sondagens para saber a viabilidade do negócio. A ideia é conseguir o empréstimo com opção de compra.

A direção do clube italiano entende ser viável a negociação com o alviverde e calcula o valor de venda do brasileiro em cerca de 4,5 milhões de euros.

Porém, os dirigentes do Palermo acreditam também no interesse do Flamengo no volante.

Conforme apurou a reportagem, o ex-jogador do Corinthians deseja sair do Palermo, rebaixado para a segunda divisão italiana na última temporada. A preferência de Bruno Henrique, no entanto, é permanecer na Europa.

Procurada, a assessoria de imprensa do Palmeiras afirmou que o clube mantém ”a política de não comentar especulações”.


De Paulinho a Messi. Com quem as promessas brasileiras se dizem parecidas
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Colaboraram Dassler Marques e Vinicius Castro, do UOL em São Paulo e no Rio de Janeiro

Vinícius Júnior (Flamengo), Pedrinho (Corinthians), David Neres (Ajax), Luiz Araújo (São Paulo), Douglas (Fluminense)… A lista de jovens promessas do futebol brasileiro atualmente é extensa. Apesar do recente fracasso da seleção brasileira Sub-20, que não conseguiu se classificar para o Mundial, o momento das categorias de base no país é promissor.  O que explica essa fartura acima da média dos últimos anos?

Em busca dessa resposta e de conhecer melhor atletas tratados como joias por seus clubes, o blog entrevistou cinco jovens que geram grande expectativa em suas equipes: o flamenguista Vinícius Júnior, 16 anos, artilheiro e melhor jogador do último Sul-Americano Sub-17 e alvo do Real Madrid, o meia corintiano Pedrinho, 19 anos, destaque da última Copa São Paulo, o atacante são-paulino Luiz Araújo, 20 anos e por quem o Lille da França ofereceu, sem sucesso, 7 milhões de euros, Alan Guimarães, 17 anos e também destaque da seleção brasileira sub-17 campeã sul-americana neste ano, e o volante do Fluminense Douglas, 20 anos, outro que desperta o interesse de europeus.

Leia as entrevistas abaixo.

Qual jogador foi sua maior fonte de inspiração para seguir a carreira?

Alan Guimarães – “Minha maior inspiração acho que são os jogadores brasileiros, Ronaldinho, Rivaldo, Ronaldo. Quando era criança, eu via muito os jogos deles pela TV e ficava impressionado com o que eles mostravam”.

 Douglas – “Cresci vendo o Paulinho, volante da seleção brasileira, jogando muito pelo Corinthians.  Por tudo que ele passou e depois conquistou, sem dúvida ele foi o jogador que me inspirou para que eu seguisse firme em busca dos meus sonhos na minha carreira”.

Luiz Araújo – “Nunca tive um jogador em quem sempre me inspirei mesmo, mas sempre olhei para os melhores. Messi, Ronaldinho Gaúcho, sempre os melhores”.

Pedrinho – “Messi”.

Vinícius Júnior – “Quando eu era muito pequeno, e já gostava de futebol e começava a me interessar, adorava ver o Robinho jogar. Era o jogador que vivia melhor momento no Brasil, o mais falado, e chamava a atenção o modo dele jogar, de muita habilidade. E as pedaladas me marcaram muito também”.

Com o estilo de qual jogador acredita que seu estilo é mais parecido?

Alan – Pra mim é uma felicidade imensa ser brasileiro e tentar fazer o que eles (Ronaldinho, Rivaldo e Ronaldo) já fizeram na carreira deles. Agora vou em busca do meu sonho que é tentar chegar no nível deles”.

Douglas – “Acho que meu estilo de jogo se parece com o do Paulinho. Este ano estou tendo oportunidade de jogar mais solto como ele joga, mas sempre com a responsabilidade defensiva também. Temos um poder de marcação muito forte, uma qualidade grande no passe e o poder de chegar ao gol para marcar”.

Luiz Araújo – “Como sou um jogador de ponta, de velocidade, creio que meu estilo de jogo é parecido meio com o do Robben, do Ribéry, do Eden Hazard, que são jogadores que jogam pela beirada do campo”.

Pedrinho – “Eu sempre me inspirei no Messi. Tento pegar um pouco de cada coisa que ele faz. Tento ver os vídeos dele pra aprender cada dia com ele, seja lá me posicionando, driblando e com os passes”.

Vinícius Júnior – “Minha geração está crescendo vendo o Neymar, mas não acho legal fazer comparações. Cada jogador tem o seu estilo, mas também gosto de partir pra cima, de tentar o drible, de propor o jogo… Isso já é meu desde muito pequeno, desde o salão”.

Você pertence a uma safra de jogadores que é uma das com maior número de atletas promissores do futebol brasileiro. Na sua opinião, o que motivou essa grande quantidade de jovens talentosos?

Alan – “Na minha opinião a estrutura do clube ajuda bastante, tendo um campo bom, academia, uma alimentação boa que não vai prejudicar o atleta. Isso acho que é uma coisa essencial nos clubes que vai ajudar bastante o jogador de base chegar ao profissional. Mas não tendo isso no clube, acho que o jogador tendo talento e cabeça boa ele também possa chegar ao profissional. Tendo o talento que todos os jogadores da nossa geração têm, que eu acho que são jogadores de muita qualidade, mesmo sendo da base já têm experiência em campeonatos sul-americanos, nacionais, isso é uma das melhores coisas que podem fazer a nossa geração ser uma das mais fortes do Brasil e até do mundo”.

Douglas – “Acho que o trabalho de base vem sendo muito bem feito nos clubes, com grandes investimentos e aproveitando os atletas cada vez mais no elenco principal. Os campeonatos são muito disputados, com grandes times, vários talentos individuais se destacando e isso enriquece o nosso futebol.  A seleção brasileira está sempre conquistando os torneios que disputa e acho que isso é motivador para os jovens que estão buscando suas oportunidades”.

Luiz Araújo – “Fico muito feliz por essa geração ter muitas jovens promessas para o futebol. Isso mostra que os clubes estão valorizando muito a base, estão olhando com atenção para base. Então, espero que surjam muito mais promessas, muito mais garotos para que o futebol brasileiro só venha a crescer”.

Pedrinho – “Acho que o futebol vem evoluindo a cada dia, e os jovens hoje em dia vêm se dedicando cada dia mais a aprimorar seus fundamentos desde cedo, isso faz com que muitos se destaquem”.

Vinícius Júnior – “É a evolução do futebol. Vejo que o Brasil evolui a cada dia na parte tática e, com isso, a habilidade do jogador brasileiro, que é o que temos de melhor, acaba se sobressaindo. Nunca deixamos de ter bons jogadores. Acho que o momento da seleção brasileira ajuda também. Todos passam a olhar pra nós como o país do futebol novamente.”

Quando espera disputar sua primeira Copa do Mundo?

Alan – “Acho que primeiro tenho que pensar em chegar ao profissional. Trabalhar firme fazer um bom papel e a consequência virá se chegar à seleção brasileira e disputar a Copa do Mundo. Isso pra mim vai ser um sonho e acho que em 2022 posso estar representando a seleção brasileira numa Copa do Mundo. Pra mim vai ser um sonho realizado, um sonho meu e da minha família”.

Douglas – Jogar uma Copa do Mundo é o sonho de qualquer jogador de futebol, mas não gosto de fazer planos.  Prefiro focar no meu trabalho e dar o melhor de mim para o sucesso do meu time. Tive a oportunidade de ser convocado para a seleção de base e isso é muito gratificante. Sei que vestir a camisa da seleção brasileira é consequência de um bom trabalho feito no clube, então o meu foco total é no meu dia a dia para que as coisas venham a acontecer de forma positiva”.

Luiz Araújo – “É um sonho, todo jogador sonha em disputar uma Copa do Mundo e ganhar. Espero ser o mais rápido possível. Espero continuar trabalhando e quando o treinador da seleção achar que estou pronto, tenho certeza que vai me convocar, e eu espero poder ajudar o Brasil a ganhar uma Copa, seria um sonho realizado.”

Pedrinho – “O futuro a Deus pertence. Vou trabalhar forte agora, fazer meu trabalho pra me destacar pra em um futuro próximo poder pegar uma seleção brasileira e logo jogar uma Copa do Mundo.”

Vinícius Júnior – “É muito cedo pra dizer. Tenho que dar um passo de cada vez”.


Contrato de TV: cinco rivais se unem para tentar alcançar Corinthians e Fla
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Com Napoleão de Almeida, colaboração para o UOL em Curitiba

Cinco clubes da Série A que têm contrato com o Esporte Interativo para transmissão de jogos do Brasileirão por TV fechada a partir de 2019 discutiram nesta sexta durante reunião no Palmeiras uma estratégia para ficarem mais fortes nas próximas negociações de contrato. O objetivo é equilibrar o jogo com Flamengo e Corinthians, tradicionalmente donos das maiores cotas de televisão.

Além do alviverde, Santos, Coritiba, Atlético-PR e Bahia participaram do encontro. A estratégia deles é fazer as próximas negociações em bloco. Todos teriam uma só posição, o que em tese aumentaria o poder do grupo. A ideia é atrair os demais times que fecharam com o EI, que também participou da reunião para tratar de assuntos ligados ao seu acordo.

O raciocínio é que se estiverem separados no mercado, Flamengo e Corinthians continuarão tendo mais peso nas tratativas com as emissoras por terem as maiores torcidas do país.

O primeiro teste da nova tática deve ser a negociação da transmissão pelo pay-per-view. Os cinco clubes combinaram de negociar em conjunto. Eles já decidiram que não aceitam as pesquisas com assinantes como um dos critérios para dividir as cotas, método previsto no acordo atual com a Globosat. A ideia é que todos compradores de pacotes declarem seus times para dar mais precisão ao levantamento. Acreditam que dessa forma, a diferença para Flamengo e Corinthians vai cair.

Outra briga será para que a emissora que fechar contrato aumente a participação dos clubes na arrecadação obtida com o pay-per-view. Hoje, eles ficam com cerca de 30% da receita. A fatia maior beneficiaria a todos, incluindo os que não estiverem negociando em bloco.

Entre alguns dos participantes, o projeto é visto como uma tentativa de reconstruir o que foi destruído com o fim do Clube dos 13, entidade que era encarregada de negociar os contratos de transmissão pela TV. Em 2011, o Corinthians, presidido por Andrés Sanchez, liderou a implosão do C13 ao sair dele para negociar separadamente seus contratos. Dessa forma, conseguiu um trato muito mais vantajoso. O mesmo aconteceu com o Flamengo.

Outras tentativas de uma nova união entre os clubes já foram feitas, mas todas sem sucesso.

A próxima reunião para debater esse posicionamento unificado está prevista para 15 de março, em Santos.


Corinthians tem interesse em Felipe Melo, mas está atrás do Palmeiras
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O Corinthians é mais um clube interessado em Felipe Melo, que mantém conversas avançadas com o Palmeiras e também é pretendido por São Paulo e Flamengo.

Como o alvinegro planeja dar mais espaço aos jovens em 2017, o ex-jogador da seleção brasileira é visto como um possível líder da nova equipe alvinegra.

Apesar do desejo de contar com o volante, o Corinthians ainda não apresentou proposta, o que o deixa em desvantagem em relação ao rival alviverde.

O fato de Andrés Sanchez ter convivido com Melo em 2010 como diretor de seleções da CBF na Copa da África do Sul é uma das apostas dos corintianos para tentar reverter a vantagem do Palmeiras.

Mas não será fácil para o alvinegro competir com o alviverde, que até agora é quem acenou com mais dinheiro para o meio-campista.

Nesse cenário, o Corinthians teria que correr contra o tempo e demonstrar fôlego financeiro para atrapalhar a negociação palmeirense.

Também será preciso negociar com a Inter de Milão, mas o clube italiano não parece disposto a dificultar a saída do brasileiro. Deixar de pagar o salário de Melo, que não está entre as principais opções da equipe, já seria vantajoso para os italianos.


Falhas na segurança e na acusação são apontadas por defesa de corintianos
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Falha na segurança durante o jogo e erro na acusação são apontados pela defesa da maioria dos corintianos presos no Rio após a briga com a Polícia Militar na partida com o Flamengo no Maracanã.

O entendimento é de que a Justiça errou ao acusar os torcedores de associação criminosa, pois não teria provas de que eles combinaram de ir para o Rio de Janeiro para praticar crimes, como agredir policiais.

A tese é de que a viagem foi com o intuito apenas de assistir ao jogo e que por alguns fatores houve a briga. O caso seria diferente do processo enfrentado por membros da Gaviões da Fiel pela morte de dois palmeirenses num confronto na Avenida Inajar de Souza, em 2012. Em relação ao conflito de quatro anos atrás a Justiça juntou provas de que os torcedores planejaram a briga com a intenção de matar rivais, pois chegaram até a passar a noite anterior à batalha reunidos e armados. Foram ao local exclusivamente para brigar.

Já no Maracanã os torcedores esperavam o início da partida quando começou uma troca de xingamentos com flamenguistas. Torcedores dos dois lados tentaram invadir a área da outra torcida se aproveitando do pequeno policiamento naquele setor. Quando os policiais militares, em número muito menor do que os corintianos, tentaram controlar a situação, foram agredidos. Assim, uma suposta falha na segurança teria criado a oportunidade para os brigões entrarem em ação de maneira espontânea e que não justifica a associação para o crime na opinião de sua defesa.

Há também uma tese inusitada defendida pelo menos por parte da defesa de que o pequeno número de policiais na divisa entre as duas torcidas foi proposital para que houvesse a briga. A ação faria parte de um grande complô para criar a oportunidade de incriminar as torcidas organizadas e conseguir acabar com elas, abrindo espaço para a presença de mais torcedores com maior poder aquisitivo nos estádios. Essa teoria, no entanto, não deve ser levada à Justiça.

A defesa dos corintianos também entende que a maioria dos presos não participou do conflito. Só quatro dos 31 detidos teriam brigado.

 


Para defesa, só quatro dos 31 corintianos presos brigaram com policiais
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Para a defesa da maioria dos 31 corintianos presos no Rio desde a briga com policiais militares no Maracanã, no último domingo, apenas quatro dos detidos estavam de fato envolvidos na confusão. Os outros teriam sido encarcerados sem provas concretas de suas participações.

Ao blog, integrante de umas das organizadas alvinegras afirmou saber de torcedores que saíram do estádio no intervalo após o confronto. Segundo ele, é praxe brigões levarem mais de uma roupa para os jogos a fim de dificultar a identificação em caso de briga.

A Polícia Civil de São Paulo já identificou pelos menos um corintiano que aparece em imagens de TV agredindo um policial militar, mas conseguiu sair do estádio.

Os advogados dos presos estão preparando documentos que comprovem residência fixa e emprego para pedir a liberdade provisória deles. Muitos não conseguiram fazer isso ainda, o que ajudou na decisão da Justiça de decretar a prisão preventiva.

Em seguida, durante o processo, a defesa vai trabalhar para provar individualmente a versão dos que alegam que não se envolveram no conflito.


Maracanã parecia presídio depois de rebelião ao final de Fla x Corinthians
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Policiais procuram membros de organizadas do Corinthians que agrediram PM

Policiais procuram membros de organizadas do Corinthians que agrediram PM

O Maracanã viveu uma tarde de tensão neste domingo, desde que flamenguistas e corintianos tentaram romper a divisão que separava as duas torcidas nas arquibancadas em episódio que culminou com a briga entre policiais e alvinegros.

Depois da briga, quando o jogo estava empatado em um gol, nova ação da PM aumentou o nervosismo entre os visitantes. Veio a ordem de um líder da Camisa 12: “tirem as bandeiras do bambu”. Imediatamente, os mastros foram apontados na direçāo dos policiais, como se fossem lanças, mas nāo chegaram a ser usados como armas. Houve correria e logo a situação se acalmou.

Então, começou a caçada dos policiais aos agressores de seus colegas. Todas as organizadas tiveram que sair da arquibancada e levar seus objetos para serem revistados no corredor do estádio.

Com fotos de vários torcedores nas telas dos celulares, os PMs checavam os rostos dos corintianos em rodas formadas no corredor para buscar os acusados, identificados antes em imagens de TV. “Machucaram um dos nossos companheiros mais gente boa. Não vamos bater em ninguém, vamos achar quem fez isso e prender. Já achamos um”, contava um dos policiais.

Ao final da partida, a caçada se intensificou. Mais de 45 minutos depois do fim do jogo, policiais atravessaram o corredor com um torcedor preso. Entraram com ele por uma porta na qual se lia a inscrição: “área restrita”. Então, deu para ouvir o que parecia o som de pancadas. Não foram ouvidos gemidos e nem gritos. Pouco depois, apenas um policial saiu de lá e foi cumprimentado por colegas.

Por volta das 20 horas, um PM gritou: “todas as mulheres podem sair, só as mulheres”. Torcedoras integrantes de organizadas passaram pelo portão e aguardaram os homens na rampa que leva à saída do estádio.

Do lado de dentro, todos os torcedores identificados como membros de organizadas foram amontoados perto de uma parede. Os policiais separaram dois deles, que ficaram sentados no chão. Daí veio a ordem para que o grupo tirasse a camisa e voltasse para a arquibancada.

Quem ficou no corredor teve dificuldade para sair, mesmo sem pertencer as uniformizadas. “Mostrem a chave do carro”, dizia um dos policiais que controlava a saída para torcedores que suspeitava serem membros de caravanas das

 organizadas tentando escapar da operação.

Quem voltou para arquibancada mandava mensagem para amigos pedindo ajuda e para a imprensa ser informada do que estava acontecendo.

Às 21h30, já fora do estádio, o blog recebeu a mensagem de um membro da Gaviões da Fiel que estava em São Paulo, mas tinha amigos e parentes no Maracanã informando que os torcedores estavam no ônibus, iniciando a viagem de volta. Contou, porém que havia gente machucada. Assim, parecia terminar mais um domingo de horrores no futebol brasileiro.


Futebol do Palmeiras gastou R$ 60,7 milhões a mais que o do Fla até junho
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Adversários na briga pelo título do Brasileirão, Palmeiras e Flamengo, que se enfrentam nesta quarta em clima de final antecipada, arrecadaram quase a mesma quantia com seus departamentos de futebol nos primeiros seis meses do ano. Porém, líder do Nacional, o alviverde gastou R$ 60.756.896 nessa área a mais que o rival até o final de junho de acordo com os balancetes financeiros publicados pelos dois clubes em seus sites.

Sonhando com a volta olímpica ao final do campeonato, o clube comandado por Paulo Nobre, líder do Nacional, gastou com o setor de futebol, que inclui também o não profissional, R$ 158.662.896,43 nos seis primeiros meses do ano. Mesmo com uma receita um pouco maior no departamento, o Flamengo, segundo colocado, registra despesa operacional menor, de R$ 97.906.000 com futebol até o encerramento do semestre. Nessa quantia, não estão computados os gastos com os salários de Diego (R$ 650 mil, mas com previsão de bônus e luvas parceladas que podem render mais R$ 150 mil mensais) e Leandro Damião (R$ 350 mil). Ambos foram contratados após junho.

Apesar de ter despesas maiores, o futebol alviverde arrecadou R$ 3.371.648,49 a menos que o mesmo departamento do Flamengo até junho. Entraram nos cofres palmeirenses, contando só o departamento de futebol, R$ 188.782.351,51 (ainda sem contar o dinheiro da venda de Gabriel Jesus para o Manchester City) contra uma arrecadação bruta de R$ 192.154.000 do rival.

Levando-se em conta todas as áreas dos dois clubes, o Flamengo também gastou menos e arrecadou mais até junho. A receita operacional bruta do time carioca foi de R$ 221.847.000, e a despesa ficou em R$ 137.864.000. Por usa vez, o Palmeiras anotou receita geral de  R$ 214.570.536,63 e despesa de R$ 185.398.119,75.

A comparação só pode ser feita até junho porque este é o último mês disponibilizado pelo Flamengo em sua página oficial. O Palmeiras já publicou os números de julho.

Colaborou Pedro Ivo Almeida, do UOL, no Rio de Janeiro


Corinthians arrecadou mais com flamenguistas do que com suas organizadas
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A decisão da diretoria do Corinthians de cobrar R$ 70 (R$ 35 a meia-entrada) por ingresso da torcida do Flamengo no domingo passado fez com que o clube arrecadasse mais com os visitantes do que com suas torcidas organizadas. A receita gerada pelos cariocas também superou a arrecadação no setor sul com os corintianos. Nessa área ficam tanto visitantes como alvinegros.

Os 2.232 flamenguistas gastaram R$ 146.160 para assistir ao jogo. Já a arrecadação no setor norte, que tem a maior parte de seu público composto por torcidas organizadas, foi de R$ 133.235. Lá estiveram 4.069 pessoas. O tíquete mais caro (sem descontos para o sócio-torcedor) custava R$ 50. Mas ninguém pagou esse valor e 42 torcedores desembolsaram R$ 25 pela meia-entrada. O preço médio dos bilhetes com descontos nessa área foi de R$ 32,82.

Para receber a torcida do Flamengo, o Corinthians aumentou o espaço para visitantes no setor sul, onde também ficam alvinegros. A receita com corintianos nessa parte da arena foi de R$ 144.792 com preços iguais ao da ala norte. O público nesse local foi de 4.022 pagantes.

A direção alvinegra afirma que neste brasileirão resolveu cobrar o mesmo valor que os adversários cobram para receber os corintianos. Assim, estipulou o preço do ingresso para os flamenguistas baseado no que visitantes pagam em jogos contra o time do Rio.

O Código Brasileiro de Justiça Desportiva determina que o tíquete do visitante deve ter o mesmo preço do setor equivalente destinado à torcida da casa, o que não aconteceu em Itaquera. Quem desrespeita essa regra está sujeito à multa.


Corinthians x Fla mostra diferença de status das bases nos dois clubes
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O confronto entre Corinthians e Flamengo neste domingo, em Itaquera, mostra a diferença de status das categorias de base nos dois clubes.

Do lado rubro-negro, segurando a prancheta, temos José Ricardo, que há menos de seis meses comandou o time que derrotou os corintianos nos pênaltis na final da Copa São Paulo de juniores. Ele ganhou oportunidade com o afastamento de Muricy Ramalho por motivos de saúde e tem seu trabalho elogiado na Gávea.

Do lado alvinegro, o técnico é Cristóvão Borges, contratado para o lugar de Tite, agora na seleção brasileira, após nomes preferidos pela diretoria corintiana como Sylvinho e Roger Machado sinalizarem que não viriam. Osmar Loss, que duelou com José Ricardo na final da Copinha, não foi chamado nem para ser interino, apesar de ter seu nome pedido por parte de conselheiros do clube. Ele segue nas categorias de base.

 Entre os jogadores, nenhum dos destaques dos finalistas da Copa São Paulo deste ano é titular absoluto dos dois times hoje. Porém, o flamenguista Felipe Vizeu, principal nome da conquista em janeiro, tem entrado com regularidade. Já a maioria dos alvinegros que fizeram sucesso na campanha do vice-campeonato não está no elenco atual.

Gabriel Vasconcelos, autor de cinco gols na Copinha, foi emprestado ao Joinville, enquanto nenhum atacante se firmou no time nesta temporada. Matheus Pereira está no Empoli, da Itália, e não rendeu um centavo para o alvinegro, que segue dono de 5% dos direitos econômicos do jogador. Gustavo Tocantins seguiu para o Estoril Praia, de Portugal. Claudinho foi emprestado ao Bragantino. Léo Jabá continua nas categorias de base.

Entre os que fizeram sucesso no Corinthians na Copa São Paulo deste ano, estão no elenco Maycon, que perdeu espaço, Léo Príncipe e Léo Santos, que aguardam uma chance.

Já no Flamengo, além do técnico e de Vizeu, entre os principais destaques na conquista do torneio de juniores estão no grupo principal, Léo Durate, que já jogou no Brasileirão, Ronaldo e Lucas Paquetá. Banco na última Copinha, Thiago é um dos goleiros reservas da equipe principal.