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Copa São Paulo tem queda em venda de publicidade estática
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Reprodução/SporTV

Chama atenção nas transmissões dos jogos da Copa São Paulo de Futebol Júnior a escassa quantidade de patrocinadores em placas de publicidade em volta dos campos. São apenas dois: Eurofarma e Sicredi.

Tal situação evidencia uma queda de interesse de empresas nesse tipo de anúncio na mais badalada competição da categoria do país. De acordo com dados da Federação Paulista, coordenadora do torneio, no ano passado a publicidade estática foi negociada com cinco parceiras. A venda, então, caiu em mais da metade.

Também conforme dados da FPF, em 2018 havia apenas um patrocinador ligado à arbitragem e agora são três. Em tese, esse aumento ajuda a minimizar a diminuição dos anúncios ao redor dos campos. Mas a federação não revela os valores de cada modalidade de patrocínio.

A redução de publicidade estática contrasta com o que a FPF chama de edição com maior exposição da história da tradicional competição graças à transmissão de mais de 220 jogos. Consultada pelo blog sobre o tema, a FPF enviou a seguinte nota:

“A Copa São Paulo de 2019, que chega à 50ª edição, será a com maior exposição da história. Serão mais de 220 jogos transmitidos ao vivo, por Globo, SporTV, ESPN, Rede Vida, além da FPF TV, canal de streaming da Federação Paulista. Temos dois parceiros de placas de campo nesta edição, Sicredi e Eurofarma, além de três patrocinadores da arbitragem: AOC, Odontocompany e Sky, o que evidencia a relevância da competição”.


Pequeno para Palmeiras, Paulista pode render R$ 29 mi em dois meses e meio
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Sem calcular a venda de ingressos, quanto pode render para o Palmeiras o Campeonato Paulista, chamado de pequeno por seu presidente, Maurício Galiotte? O blog fez as contas.

O alviverde levaria cerca de R$ 2 milhões por partida na pouco provável hipótese de ser eliminado na primeira fase.

Nessa conta está apenas a cota de TV paga pela Globo a cada um dos quatro grandes do Estado pela transmissão de seus jogos. São aproximadamente R$ 24 milhões por time (Palmeiras, Corinthians, Santos e São Paulo), de acordo com apuração do blog. A fase inicial da competição tem 12 jogos.

No ano passado, os grandes embolsaram cerca de R$ 19 milhões pelas transmissões no Estadual.

A receita em 2019 aumentaria de acordo com o desempenho palmeirense na competição por conta das premiações pagas pela FPF, entidade com a qual o clube está rompido.

Conforme apurou o blog, campeão paulista levará R$ 5 milhões. Ou seja, contando cota de TV e premiação por título, o Palmeiras poderia levantar por volta de R$ 29 milhões em dois meses e meio para disputar 18 partidas. Nesse caso, a competição renderia ao clube cerca de R$ 1,6 milhão por apresentação.

Galiotte rompeu com a federação por entender que pênalti a favor de seu time na final deste ano, contra o Corinthians, foi anulado com interferência externa.

Depois da partida, chamou o Paulista de campeonato pequeno. Repetiu a afirmação para a rádio Jovem Pan, na semana passada, ao dizer que não participará de reunião sobre a competição na próxima terça.

“Para o projeto do Palmeiras, o (Paulista) é pequeno”, disse o cartola. A tese é de que em comparação aos outros campeonatos que o clube participa o Estadual é menor. Por isso, com os planos para a temporada inteira em mãos, a comissão técnica vai decidir as escalações mais adequadas para o torneio.

Em termos comparativos, e sem contar os direitos de transmissão, a Copa do Brasil de 2018 ofereceu R$ 50 milhões para seu campeão (Cruzeiro) e R$ 20 milhões ao vice (Corinthians), sem contar bônus nas fases anteriores. O Palmeiras, eliminado nas semifinais, faturou R$ 11,9 milhões na competição. Isso em seis jogos, o que rendeu quase R$ 2 milhões por partida.


Santos teme efeito de “traição” de Coronel Nunes na Conmebol
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Diretoria e conselheiros do Santos temem que o julgamento do caso “Sánchez” na Conmebol, na próxima segunda, tenha componente político.

Os santistas avaliam que a CBF está enfraquecida na entidade por conta do voto de seu presidente, Coronel Nunes, no Marrocos como sede para a Copa de 2026. Os países da entidade sul-americana tinham combinado votar em bloco na candidatura tripla de Canadá, México e Estados Unidos, que saiu vencedora.

O gesto do dirigente foi visto como traição e gerou duras críticas de cartolas da Conmebol à CBF.

Na diretoria do Santos, assim como no conselho do clube, há quem acredite que pode haver má vontade com os argumentos do clube como forma de retaliação à confederação brasileira.

O receio aumenta porque Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da Federação Paulista, foi afastado de seu posto na entidade sul-americana pela CBF. O afastamento aconteceu depois de ele tentar, sem sucesso, lançar candidatura de oposição a Rogério Caboclo, que assumirá a presidência em abril do ano que vem.

Bastos era visto pelos clubes paulistas como único representante de seus anseios na Conmebol e conhecedor dos meandros da entidade.

Desde que estourou a denúncia de que Carlos Sánchez teria jogado suspenso contra o Independiente pela Libertadores, Peres buscou apoio da CBF e também de Bastos para tentar minimizar o cenário considerado hostil nos bastidores.

Outra preocupação é em relação à influência do clube argentino. Os santistas consideram o Independiente forte nos bastidores. Um dos argumentos usados como suposta prova dessa força é a rapidez com que a confederação sul-americana abriu investigação contra o Santos.

O discurso da direção santista é de que se o julgamento for técnico, o clube está seguro, pois acredita ter argumentos convincentes.

O alvinegro contratou o advogado Mário Bittencourt, responsável por salvar no “tapetão” o Fluminense do rebaixamento para a série B em 2013.

O Santos corre o risco de ser declarado derrotado por 3 a 0 na partida na Argentina, que terminou com empate sem gols.


Palmeiras recebe esvaziada reunião por oposição na FPF
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Rompido com a FPF (Federação Paulista de Futebol) desde a final do último Estadual, o Palmeiras virou peça fundamental no jogo que pode colocar um opositor na próxima eleição da entidade. O pleito ainda será marcado para este ano e tem a sua comissão eleitoral presidida pelo promotor Paulo Castilho.

Tanto é assim que o clube alviverde sediou, nesta quinta, uma esvaziada reunião com o objetivo de ouvir as propostas de Marco Antonio Abi Chedid, presidente do Bragantino. Ele lidera a iniciativa de lançar uma chapa de oposição para concorrer com o atual presidente da federação, Reinaldo Carneiro Bastos.

Maurício Galiotte já decidiu que não irá votar em Reinaldo, porém, ainda não fechou apoio a Chedid ou um candidato lançado por ele.

O dirigente palmeirense foi procurado pelo cartola do Bragantino, que solicitou a reunião. Conforme o blog apurou, Marquinho, como é conhecido o opositor, pediu que o colega alviverde telefonasse para chamar outros dirigentes com quem teria mais contato. O são-paulino Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, o presidente do Oeste de Itápolis, Ernesto Francisco Garcia, e pelo menos mais um cartola foram convidados por Galiotte, a pedido de Chedid, mas não compareceram ao encontro.

Fonte com trânsito no Palmeiras afirmou ao blog que José Carlos Peres, presidente do Santos, também participou da conversa com Maurício e Marquinho. A assessoria de imprensa do santista, no entanto, diz que não o localizou depois das 21h40 desta quinta, quando foi procurada pelo blog, para confirmar sua presença.

O Oeste, ausente na reunião, já se comprometeu a apoiar a candidatura de Bastos, ao lado dos outros três times paulistas que disputam a Série B do Brasileiro. “Nós, Ponte Preta, Oeste e São Bento participamos de um encontro na federação e decidimos apoiar a candidatura do Reinaldo”, disse Palmeron Mendes Filho, presidente do Guarani. Ele não confirmou e nem negou ter recebido o telefonema do dirigente do Palmeiras.

Por sua vez, Chedid disse desconhecer que outros clubes tivessem sido convidados. “Foi um encontro só meu com o Galiotte para apresentar as propostas”, declarou o presidente do Bragantino. O blog mantém a informação sobre os convites.

Apoio de peso

O dirigente afirmou que a candidatura de oposição só vai sair do papel se os grandes do Estado tiverem interesse. “Se eles quiserem mudança, teremos uma chapa, que ainda não tem um candidato definido. Se não quiserem, fica como está. Os clubes pequenos querem mudar, mas em conjunto com os grandes”, disse Marquinho.

Além do Palmeiras, outro apoio estratégico a ser disputado é o do Corinthians. Andrés Sanchez, é amigo de longa data de Bastos e Chedid. Procurada, a assessoria de imprensa da diretoria corintiana informou apenas que o voto do clube será surpreendente.

Para registrar chapa, cada candidato precisa do aval de 12 filiados, sendo cinco integrantes da Série A-1, que terão peso seis na eleição. Os votos serão abertos, o que incomoda Chedid. Ele entende que eleitores podem ficar com medo de votar na oposição, perderem e sofrerem retaliações.

CBF

A votação na entidade paulista reflete uma briga pelo controle do futebol nacional. Bastos tentou se lançar como candidato de oposição à presidência da Confederação Brasileira. Não conseguiu o número mínimo de apoios e viu Rogério Caboclo, escolhido por Marco Polo Del Nero, ser o único postulante. Ele assume a presidência em abril do ano que vem.

Desde então, o presidente da FPF passou a ser visto como inimigo por Del Nero e seus aliados. Logo perdeu seus cargos na CBF e na Conmebol após a frustrada tentativa de participar do pleito.

O grupo de Bastos agora enxerga a tentativa de Chedid de lançar um candidato de oposição em São Paulo como uma vingança de Marco Polo, banido pela Fifa por causa de atos de corrupção negados por ele.

Ao UOL, três representantes de clubes do interior afirmaram, sob a condição de não serem identificados, que Chedid teria pedido votos declarando que sua candidatura foi incentivada por Del Nero. O presidente do Bragantino nega que isso tenha acontecido e que já seja pré-candidato.

O Palmeiras entra nessa história porque trava uma batalha com a FPF desde que se sentiu prejudicado por uma suposta interferência externa na anulação de um pênalti a seu favor na final do último Campeonato Paulista, vencida pelo rival Corinthians em pleno Allianz Parque.

Com Marcello De Vico, do UOL, em São Paulo

 

 

 


Crise com Palmeiras coloca presidente da FPF em xeque
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Os recentes ataques de Maurício Galiotte deixam a autoridade da Federação Paulita de Futebol (FPF) e do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) em xeque. Consequentemente, Reinaldo Carneiro Bastos, mandatário da entidade estadual, também fica numa situação delicada.

O presidente do Palmeiras já chamou o Campeonato Paulista de Paulistinha duas vezes, além de criticar em várias oportunidades a maneira como a federação e o tribunal trataram a denúncia do clube em relação ao jogo decisivo da competição. Para o alviverde, houve interferência externa na decisão que anulou um pênalti (marcado incorretamente na opinião deste blogueiro) a favor de sua equipe na segunda partida da final com o Corinthians.

Galiotte se revoltou com o fato de o tribunal decidir não julgar o caso alegando falta de provas e porque a FPF não tomou medidas disciplinares contra os envolvidos na suposta interferência. Também ficou irritado ao ver o tribunal alegar que seus advogados perderam o prazo para pedir a impugnação do jogo.

Chamar o torneio de Paulistinha fez Galiotte ser denunciado pelo TJD. Ele promete não comparecer ao julgamento marcado para esta segunda-feira, o que em tese aumentaria a crise.

O grau de rebeldia do dirigente palmeirense é raro em termos de FPF. O atual presidente da entidade vinha se mostrando afinado com os clubes paulistas e até virou representante de seus anseios na Conmebol.

Agora, porém, vê sua autoridade contestada. A falta de uma punição para Galiotte pode deixar a federação vulnerável a outros ataques de cartolas, o que enfraqueceria a entidade. Por outro lado, um castigo pesado certamente fará o presidente palmeirense gritar mais alto, reação que prolongaria a briga.

A crise acontece justamente num momento em que Bastos precisa do apoio dos clubes para tentar não perder espaço na CBF e na Conmebol. O presidente da FPF pretendida se candidatar à presidência da confederação, mas não conseguiu o número mínimo de indicações de federações e times para registrar chapa. Agora, ele corre o risco de ser afastado dos cargos de diretor remunerado das séries B e C e de representante da CBF na Conmebol. Isso a partir do início da gestão de Rogério Caboclo, prevista para começar em abril de 2019.

Se não contornar o problema com o Palmeiras, ele perderá um importante apoio para manter seus planos em termos nacionais e internacionais. Além disso, pode passar a conviver com uma oposição indesejada em seu próprio território, a FPF.


Opinião: briga com FPF e TJD aproxima Galiotte do estilo de Andrés
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Ao ser eleito presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte tinha uma imagem consolidada de cartola discreto e conciliador. Porém, desde que iniciou sua briga contra Federação Paulista e Tribunal de Justiça Desportiva, o dirigente viu mudar o conceito que torcedores e até conselheiros do clube têm dele.

De uma figura politicamente correta, o sucessor de Paulo Nobre passou a ser visto como quem não mede consequências para defender a agremiação comandada por ele. Sua atuação desde o episódio da suposta interferência externa no lance que anulou pênalti a favor do Palmeiras na final estadual contra o Corinthians o aproximou do estilo bélico  de Andrés Sanchez. O polêmico corintiano tem em seu currículo, por exemplo, participação ativa na implosão do Clube dos 13 sob o argumento de assegurar melhores cotas de TV para seu clube. Isso apesar de outros interesses políticos dele estarem em jogo na ocasião.

Agora, Galiotte começa a conviver com uma situação enfrentada corriqueiramente por Andrés: receber demonstrações de apoio incondicional dos fãs de seu time e ser alvo do ódio de torcedores e cartolas rivais.

Em sua maioria, neste momento, o palmeirense ama Galiotte por não se curvar à FPF e ao tribunal, principalmente num tema que envolve diretamente o Corinthians.

Mas, ao mesmo temo, ele leva começa a virar alvo de seguidores corintianos. Eles passaram, por exemplo, a usar apelidos jocosos para citar o cartola alviverde nas redes sociais. Internamente na federação, Galiotte é atacado por supostamente usar a polêmica na final para encobrir problemas do time e ganhar votos na eleição presidencial do clube em novembro. O ataque mais forte, no entanto, veio do presidente do TJD, Antônio Olim, que declarou ao blog acreditar no intuito eleitoreiro do cartola.

Seja qual for o resultado da briga nos tribunais esportivos é certo que Galiotte foi de sem sal a picante em poucos dias. Agora conviverá com os benefícios e ônus dessa transformação no paladar alheio.


Após queixa do Palmeiras, FPF procura empresas de gravação de voz e vídeo
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A Federação Paulista de Futebol abriu conversas com empresas especializadas em filmagens para a implantação do árbitro de vídeo. Também estão sendo consultadas companhias que possam criar um sistema de gravação da comunicação de voz entre os membros de equipes de arbitragem.

Após se sentir prejudicado na final do Campeoato Paulista diante do Corinthians, o Palmeiras emitiu nota exigindo essas duas medidas para a competição estadual do ano que vem. Na ocasião, a entidade respondeu que estava atenta ao anseio do clube.

Conforme apuração do blog, duas empresas já foram procuradas para apresentar projetos relativos à gravação das conversas entre os árbitros e quatro para tratar dos vídeos.

O processo relativo à gravação de voz é teoricamente mais simples. Basta basicamente criar um modelo confiável no sentido de não deixar dúvidas sobre eventuais edições.

Para a direção do Palmeiras, essas gravações evitariam problemas como o ocorrido na segunda partida decisiva do Paulista vencida pelo alvinegro. O alviverde suspeita que pênalti a seu favor tenha sido desmarcado por causa de interferência externa e recorreu ao TJD (Tribunal de Justiça Desportiva). A gravação dos áudios mostraria o que foi conversado entre os árbitros e revelaria fielmente como a decisão foi tomada.

Já em relação ao árbitro de vídeo, o assunto é mais complexo. Uma das principais questões é definir se seriam fornecidas imagens pela Globo, o que baratearia a implantação do sistema. A projeção na entidade é de que o gasto por partida sem a ajuda da emissora seria de aproximadamente R$ 50 mil.

Tanto para imagem como voz, mais empresas devem ser procuradas pela federação. A ideia é apresentar projetos e orçamentos para os clubes definirem os vencedores das concorrências. Também é necessário discutir como seriam pagos os custos. As agremiações precisam aprovar as novidades. Ou seja, a movimentação da FPF não assegura que os dois planos serão colocados em prática em 2019. Há ainda muitas etapas a serem concluídas.

 


Palmeiras defende afastamento preventivo de chefe dos árbitros na FPF
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A diretoria do Palmeiras estranha o fato de Dionísio Roberto Domingos, diretor de arbitragem da Federação Paulista de Futebol, não ter sido afastado preventivamente de seu cargo enquanto o TJD (Tribunal de Justiça Desportiva) analisa acusação contra ele. O alviverde alega que o ex-juiz teve influência direta na anulação do pênalti a favor da equipe no segundo jogo da final do Paulista contra o Corinthians.

A tese palmeirense é de que o dirigente deveria ser afastado para se concentrar em sua defesa. Ao mesmo tempo, a federação daria uma demonstração de isenção, segundo essa linha de raciocínio.

O Palmeiras pede no TJD a impugnação da final alegando que houve interferência externa na decisão da arbitragem, configurando irregularidade. A acusação é sustentada por um vídeo em que o diretor de arbitragem aparece em volta do campo e aparentemente se comunica com um dos membros da equipe de arbitragem. Para a direção alviverde, neste momento, ele sugeriu a anulação da marcação.

A simples presença de Domingos no local já é apontada pelos palmeirenses como irregularidade.

Por sua vez, a FPF emitiu nota afirmando que como responsável pela avaliação da arbitragem o diretor estava legitimado para permanecer no entorno do gramado. A entidade também afirma que o vídeo exibido pelo clube não prova que houve interferência externa.

Domingos nega que tenha dado orientação para o pênalti ser anulado. Ele sustenta que se aproximou por estar preocupado com a confusão gerada pela pressão de jogadores sobre juiz e assistentes.

Além de defender que o diretor de arbitragem já estivesse afastado temporariamente, o Palmeiras cobra a federação uma “reavaliação criteriosa” de quem dirige o departamento de árbitros da entidade.

 


FPF vai rever regra sobre mandos de jogos em 2019 após queixa do Palmeiras
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Depois de o Palmeiras reclamar da mudança de mando favorecendo o Corinthians contra o Bragantino nas quartas de final do Paulista, Reinaldo Carneiro Bastos combinou com os clubes de rever a regra sobre alteração de locais das partidas para o próximo Campeonato Paulista.

Maurício Galiotte, presidente palmeirense, protestou durante o encontro que definiu a tabela dos mata-matas, o que gerou discussão com o corintiano Andrés Sanchez. Bastos, mandatário da federação estadual, precisou intervir.

Procurado, o departamento de comunicação da FPF confirmou ao blog que a entidade e os clubes acordaram rever esse ponto do regulamento para a próxima temporada.

Apesar de ter se queixado do fato de o Corinthians jogar como visitante com o Bragantino no Pacaembu, sua segunda casa, o Palmeiras não reclamou quando foi beneficiado por situação semelhante. Em 2015, na primeira fase da competição, o Audax mandou seu jogo no Allianz Parque, território alviverde.

Galiotte, na ocasião, era vice-presidente do clube. Nessa condição ele teve atuação destacada no departamento de futebol. Pelo menos publicamente, o dirigente não se posicionou contra a medida na ocasião.

Em sua defesa, o cartola tem o fato de que não representou o clube nas reuniões para discutir o regulamento em 2015. E que como não era presidente, não cabia a ele se posicionar oficialmente sobre o tema. O alviverde era presidido por Paulo Nobre.

Galiotte se diz contra inversões de mando ou situações que se aproximam disso tanto nos mata-matas como na primeira fase. Sua alegação é de que há quebra do equilíbrio técnico da competição. Com esse argumento, ele tentou já na reunião que discutiu o regulamento de 2018 que fossem vetadas atitudes como a do Bragantino nas quartas de final. O time do interior pediu para mandar sua partida diante do Corinthians no Pacaembu em busca de renda melhor. Vencido, o palmeirense voltou a se manifestar no encontro que discutiu as quartas de final.

Na primeira tentativa de barrar a mudança de mando, o Galiotte ouviu da federação que se clubes fossem impedidos de mandar partidas fora de suas cidades, o Santos não poderia atuar na capital, onde tem jogado, além da Vila Belmiro.

Em 2017, o beneficiado foi o São Paulo, que enfrentou o Linense duas vezes no Morumbi pelas quartas-de-final. Galiotte já era presidente do Palmeiras e falou em desequilíbrio, mas foi menos enfático do que no caso corintiano. “Eu enxergo que tem um desequilíbrio, mas a escolha é deles. O Palmeiras tem que pensar no Novorizontino, não tem que opinar sobre outros jogos”, disse ele na oportunidade.

Procurada, a assessoria de imprensa do clube informou que o presidente palmeirense não comentaria sobre seu posicionamento nesses episódios.


Vice deixa FPF e dispara críticas
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Após um ano no cargo, Orlando Rollo, conselheiro do Santos, deixou a vice-presidência da Federação Paulista para a região da Baixada Santista. Nas redes sociais,disparou contra as cúpulas da FPF e de seu clube. Fez duras críticas e afirmou ter pedido demissão após a entidade marcar dois jogos dos Santos para o mesmo dia em locais diferentes. Na última terça o time enfrentou o Audax pelo Campeonato Paulista no Pacaembu e o Atlético-MG pela Copa São Paulo em Barueri.

Procurado pelo blog, Marco Polo Del Nero, presidente da FPF, evitou rebater as críticas. Porém, ele negou ter recebido um pedido de demissão do vice. Afirmou que é costume em dezembro um dos integrantes da diretoria comunicar que todos colocam seus cargos à disposição. O vice da Baixada Santista e Miguel Arcanjo Rollo, diretor de futebol amador, são os únicos não reconduzidos a seus postos, segundo Del Nero. Odílio Rodrigues, presidente em exercício do Santos, foi procurado, mas não atendeu a ligação.

Leia a seguir entrevista com Orlando Rollo. Ao final dela, leia as declarações de Del Nero

O senhor pediu demissão?

Pedi e ela já foi aceita.

Quais os motivos?

Uma série de fatores. Havia um desgaste com questões envolvendo a Portuguesa Santista, outros clubes, o Santos. Tentava defender o Santos na FPF e nem os dirigentes do Santos demonstravam interesse em defender o clube.  Isso culminou com dois jogos importantes no mesmo dia, foi a gota d´água.

Tentou evitar os dois jogos no mesmo dia em locais diferentes?

 Entrei em contato com coronel Isidro Suita, vice de competições da federação. Ele disse que as datas já tinham sido divulgadas, por isso não poderia mudar.Também ouvi que se o Santos não reclamou, eu não tinha legitimidade para reclamar. Isso mostra que o clube está jogado às traças. Tentei falar com o Odílio Rodrigues [presidente em exercício do clube] mas ele não me atendeu.

 

O que mais viu na FPF que não concordou?

 As assembleias da Federação são piadas, são reuniões de faz de conta. No site da Federação Paulista você vê que o Marco Polo Del Nero foi reeleito com  100% de aprovação.  Tem essa aprovação porque criou um círculo vicioso que faz todo mundo aplaudir quem está no poder. E não é só lá, acredito que seja em todas federações. É impossível alguém conseguir ganhar uma eleição em federação sendo da oposição. Os clubes ficam de chapéu na mão e são obrigados a aceitar tudo por causa de questões financeiras. Não vejo transparência administrativa e financeira e os diretores agem como vaquinha de presépio. Acredito que em em todas as federações estaduais seja assim.

Deu alguma sugestão que foi rejeitada?

Apresentei uma alternativa para essa esdrúxula fórmula do Campeonato Paulista, mas não fui atendido. Essa fórmula nenhum torcedor consegue explicar. Mas o Marco Polo só vê os interesses dele. Minha sugestão era com dois grupos de dez,  com jogos de ida e volta, depois os campeões de cada grupo fariam a final. Mas acho que isso seria muito simples para o torcedor entender.

A seguir, depoimento de Marco Polo Del Nero ao blog

Sobre as declarações de Rollo

Não tenho nada a declarar sobre o que ele disse. Converso com presidente de clube e o clube está ciente de sua obrigações  e direitos. O Odílio Rodrigues é um grande presidente, sempre atuante.

Sobre a saída do vice-presidente

Todo final de ano os diretores colocam seus cargos à disposição. Eu mantenho ou não. Um diretor que costumeiramente faz isso disse que toda a diretoria colocava os cargos à disposição. No caso dele (Rollo), decidi que ele não seria reconduzido.

Mandei uma carta de agradecimento pelo trabalho prestado, então não teve pedido de demissão.