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MPF-RJ define procurador e inicia análise de denúncia contra Globo
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O MPF-RJ (Ministério Público Federal do Rio de Janeiro) designou o procurador Rodrigo da Costa Lines para analisar a representação feita contra a Globo por PT, PSDB e PSOL. Os partidos pedem que sejam investigadas denúncias de que a emissora pagou propina para assegurar direitos de transmissão de jogos internacionais de futebol. As acusações se tornaram públicas durante o julgamento de José Maria Marin e outros dirigentes que acontece em Nova York. A emissora nega ter praticado atos ilícitos e disse, por meio de seu departamento de comunicação, que ainda não foi notificada sobre o assunto.

Com a definição do procurador começa a análise do caso. A assessoria de comunicação de MPF-RJ disse ao blog que o procurador não dará entrevistas durante a fase inicial.

No pedido de investigação, os partidos afirmam que apesar de a constituição brasileira não prever crime de corrupção privada, a legislação considera de interesse público o serviço prestado por emissoras de TV mediante concessão do governo. Isso justifica um investigação pelo MPF, de acordo com os denunciantes. Outro argumento é o de que a apuração pode descobrir prática de outros delitos, como sonegação de impostos e lavagem de dinheiro.

A representação havia sido enviada para a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que encaminhou o caso ao MPF-RJ. Cabe agora ao procurador Lines apurar o caso e decidir se oferece denúncia. Ele pode acionar a Polícia Federal para entrar na investigação. O procurador integra o NCC (Núcleo de Combate à Corrupção do MPF-RJ).

O documento elaborado pela trinca partidária é baseado em acusações feitas pelo empresário argentino Alejandro Burzaco. Ele diz que sua empresa, a Torneo y Competencias, a Globo e a Televisa pagaram juntas 15 milhões de euros em propinas para cartolas a fim de assegurar direitos de transmissão dos Mundiais de 2026 e 2030, além de direitos sobre edições da Libertadores e da Copa Sul-Americana.

Os partidos também enviaram representações contra a Globo para o CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações

 

 

 


Raquel Dodge envia denúncia contra Globo para MPF do Rio
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Raquel Dodge, procuradora-geral da República, encaminhou para o MPF-RJ (Ministério Público Federal do Rio de Janeiro) denúncia de três partidos contra a Globo. A acusação é de pagamento de propina na compra de direitos de transmissão das Copas do Mundo de 2026 e 2030, além de jogos da Libertadores e da Copa Sul-Americana. No Rio, a procuradoria vai decidir se abre investigação sobre o caso. A emissora nega irregularidades e disse que não pode comentar o assunto por não ter sido notificada ou informada oficialmente.

A representação havia sido enviada por PT, PDT e PSOL para a Procuradoria Geral da República como parte de um pacote de medidas contra a rede de TV. O documento se baseia nas acusações feitas por Alejandro Burzaco durante o julgamento de José Maria Marin e outros cartolas em Nova York. Ele afirma que Globo, Televisa e sua empresa, a Torneos e Competencias, pagaram juntas 15 milhões de euros em propinas para assegurar os direitos de transmissão dos Mundias de 2026 e 2030, além de edições da Libertadores e da Sul-Americana.

Por meio de sua assessoria de comunicação, o MPF-RJ informou ao blog que “no momento, a representação está no setor jurídico responsável pela distribuição e designação de procurador. Somente um membro (procurador) poderá fazer a avaliação da representação”.

Ao justificarem o pedido de investigação, os partidos lembram que na constituição brasileira não há previsão de crime de corrupção privada, porém afirmam que pela legislação o serviço prestado por emissoras de TV mediante concessão governamental é considerado de interesse público, o que justificaria a ação da procuradoria. Eles sustentam também que a investigação pode descobrir a prática de outros crimes previstos pelas leis nacionais, como sonegação de impostos, lavagem de dinheiro e delitos contra a livre concorrência.

Em outro trecho do documento, é citada lei que prevê incentivos fiscais para emissoras que comprarem direitos de transmissão de eventos esportivos internacionais. O mecanismo permite que 70% do direito devido em impostos pela remessa de quantia ao exterior para a aquisição desses direitos fique com a emissora, desde que ela invista em produção nacional com a participação de uma produtora independente. Assim, sustentam os partidos, se comprovada a propina, a isenção fiscal teria sido concedida baseada em uma fraude.

Além da PGR, o trio partidário acionou o CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), pedindo que a Globo seja investigada por suposto crime de ordem econômica. Ele teria ocorrido por ter sido dificultada a participação de outras emissoras no processo de concorrência.

Outra investigação foi pedida ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. Nesse caso, em tese, a apuração poderia culminar com a cassação da concessão dada pelo governo para a Globo.

PT, PDT e PSOL tentam suspender contratos da Globo referentes a duas Copas

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PT, PDT e PSOL tentam suspender contratos da Globo referentes a duas Copas
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PT, PDT e PSOL tentam suspender preventivamente contratos e eventuais negociações da Globo com Fifa e Conmebol por causa das acusações contra a emissora sobre supostos pagamentos de propina. O pedido de suspensão foi feito pelos partidos junto ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). A solicitação, como revelou a “Folha de S.Paulo” na última quinta,  faz parte de medidas tomas pelo trio para que a empresa sofra investigações que podem, em tese, levar até à cassação de sua concessão para operar.

O documento pede a adoção de medida preventiva (enquanto durarem as investigações) a fim de que se “suspenda negociações/contratos firmados entre a Rede Globo e as entidades Fifa e Conmebol para que demais concorrentes possam participar do processo de concorrência”. Para justificar o pedido, os representantes dos partidos afirmam que a não suspensão dos contratos para a transmissão das Copas de 2026 e 2030, além de edições da Libertadores e da Copa Sul-Americana, poderá causar efeitos irreversíveis, prejudicando outras empresas interessadas nos direitos dessas competições.

Por e-mail, o departamento de comunicação da Globo disse ao blog que a empresa não foi notificada sobre a representação e enviou cópia da nota que já tinha remetido à “Folha”. “Não podemos comentar sobre o que não fomos notificados ou oficialmente informados. Mas aproveitamos para reafirmar o que já dissemos: o Grupo Globo não pratica e nem tolera qualquer tipo de propina e está sempre à disposição das autoridades”, afirma o comunicado.

Em depoimento em Nova York durante julgamento de José Maria Marin e outros cartolas, Alejandro Burzaco, da Torneos y Competencias, afirmou que sua empresa, a Globo e a Televisa, do México, pagaram juntas US$ 15 milhões em propinas pelo direito de transmitir os Mundias de 2026 e 2030. O dinheiro teria sido recebido inicialmente por Julio Grondona, ex-presidente da Associação de Futebol Argentino e que morreu em 2014.

A representação formulada pelos partidos políticos solicita que todas medidas sejam adotadas para que as denúncias possam ser comprovadas, incluindo a apreensão de computadores, documentos e outros materiais da Globo e de pessoas físicas ligadas à emissora, além da possibilidade de suas concorrentes serem ouvidas. A investigação apuraria se houve infração da ordem econômica, que é caracterizada quando existe prejuízo à livre concorrência. Como punição, está prevista multa de até 20% em relação ao faturamento bruto anual da empresa.

Por fim, é requerida aplicação de penalidade à TV pela suposta irregularidade na aquisição dos direitos de dois Mundiais, da Libertadores e da Copa Sul-Americana.

Ao blog, a assessoria de imprensa do Cade confirmou que recebeu a representação, mas disse que não poderia revelar detalhes. O órgão vai primeiro decidir se aceita a representação. Em caso positivo, será feita uma investigação preliminar que poderá gerar um processo administrativo para apurar se houve crime de ordem econômica.

Em outra frente, os partidos enviaram representação contra a Globo ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicação. O pedido é para que as denúncias sejam investigadas e que sejam aplicadas eventuais sanções baseadas em lei que prevê a cassação de concessões para emissoras que cometerem crimes.

Também foi acionada a procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Ela recebeu dos partidos pedido para que o Ministério Público Federal investigue as acusações contra a Globo.

 


Opinião: times precisam agir sobre acusações contra Globo e cartolas da CBF
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As recentes denúncias de propinas pagas por emissoras de TV para adquirir direitos de transmissão de jogos na América do Sul deixam claro que os clubes brasileiros estão entre os principais prejudicados. Isso se as acusações forem comprovadas.

Se cartolas de entidades nacionais e da Conmebol receberam suborno na venda de direitos da Libertadores, por exemplo, obviamente, os times perderam dinheiro. Eles sempre reclamaram de cotas baixas na competição continental. O dinheiro que deveria ir para os clubes, teria abastecido contas pessoais de corruptos.

Nesse cenário, dirigentes demoram para agir no sentindo de resguardar os direitos de suas agremiações. Na opinião deste blogueiro, representantes dos clubes brasileiros deveriam primeiro se apresentar à Justiça dos Estados Unidos como parte interessada no julgamento de José Maria Marin e de outros cartolas, no qual acusações têm se tornado públicas.

Domesticamente, eles precisam solicitar à cúpula da Globo detalhes da investigação interna que a empresa afirma ter feito para apurar supostas irregularidades com resultado negativo.

Em outra esfera, deveriam cobrar explicações da CBF e pessoalmente de Marco Polo Del Nero, presidente da entidade e um dos suspeitos.

Também é necessário cobrar Marcelo Campos Pinto, ex-executivo da Globo, tratado como parceiro pelos dirigentes de clubes nacionais, e que estaria envolvido no esquema.

O ex-diretor da Globo Esportes foi acusado por Alejandro Burzaco, da empresa Torneos y Competencias, de participar de reunião na Argentina com Marin, então presidente da CBF, e Marco Polo Del Nero, atual mandatário, para discutir o pagamento de subornos na compra de direitos da Libertadores e de outras competições sul-americanas. Ele diz que a Globo, além de outras empresas, pagou propinas. A emissora, assim como a CBF, Marin e Del Nero, nega ter cometido irregularidades.

Tais medidas seriam preparatórias para uma eventual ação dos clubes para serem ressarcidos, no caso de comprovadas as irregularidades e prejuízos decorrentes dela. Também seriam uma demonstração pública de que as agremiações repudiam tais atos. Porém, por enquanto, nenhum sinal público de indignação foi dado por pare dos cartolas.


Acusado de negociar propinas, ex-diretor da Globo segue influente na CBF
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Acusado de negociar pagamentos de propina em nome da TV Globo por direitos de transmissão de competições sul-americanas, Marcelo Campos Pinto segue com trânsito e uma dose  de influência na CBF.

Afastado da emissora em novembro de 2015, depois de estourar o escândalo de corrupção na Fifa, o ex-executivo “global” mostrou que não é carta fora do baralho na confederação em maio deste ano. Ele participou ativamente de uma reunião na entidade com a presença de representantes de clubes da Série A sobre comercialização de direitos de transmissão de jogos para o exterior.

Na ocasião, parte dos dirigentes deixou o encontro afirmando que Pinto lideraria as negociações dos direitos de televisionamento do Brasileirão com empresas estrangeiras. Desligado da Globo sob a alegação de que se aposentaria, o ex-executivo da emissora negou ao blog na semana da reunião que participaria do projeto internacional. “Conheço um essoal que está trabalhando com produção (em transmissões) e que me pediu para apresentar (à CBF). Só fui (à reunião) para acompanhar esse pessoal”, disse Pinto na ocasião. Porém, dirigentes de clubes que estiveram no encontro elogiaram uma apresentação sobre o tema atribuída a ele. Além disso, relataram sua participação como prova de que ainda é influente na entidade.

O ex-funcionário da maior emissora brasileira, foi acusado durante o julgamento de José Maria Marin e outros cartolas em Nova York. De acordo com Alejandro Burzaco, da empresa Torneos y Competencias, Pinto participou de uma reunião na Argentina com a presença de Marin, então presidente da CBF, e Marco Polo Del Nero, atual mandatário, para discutir o pagamento de subornos na compra de direitos da Libertadores e de outras competições sul-americanas. Ele diz que a Globo, além de outras empresas, pagou propinas.

A emissora, Marin, Del Nero e CBF negam o envolvimento em esquema de suborno. Procurado pelo blog, o ex-executivo da Globo não atendeu ao celular.

Enquanto trabalhava na emissora, Pinto era um dos personagens mais influentes do futebol brasileiro. Ele chegou a ser cotado para suceder Ricardo Teixeira, de quem era próximo, na presidência da CBF. Participava de reuniões com dirigentes de clubes na entidade e chegou a ter destaque em festas de premiações de campeonatos. Em 2015, durante cerimônia do Paulistão, distribuiu elogios a Marin, Del Nero e Reinaldo Carneiro Bastos, atual presidente da Federação Paulista.

O ex-diretor da Globo Esportes também ficou conhecido por oferecer mimos a dirigentes. Em 2014, por exemplo, distribuiu a eles ingressos para jogos da Copa do Mundo.


Ex-poderoso da Globo volta a se reunir com clubes na CBF, mas nega projeto
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Em reunião de clubes da Série A do Brasileiro na última segunda na CBF chamou atenção a presença de Marcelo Campos Pinto, ex-poderoso executivo da Globo, que era responsável pela negociação de direitos de transmissão de jogos.

A participação dele foi vista por parte dos presentes como uma demonstração de que o ex-diretor da Globo Esportes voltou a ter influência na Confederação Brasileira. Houve até quem entendesse que ele participaria do projeto de comercialização das transmissões para fora do país, mas Marcelo negou ao blog existir essa possiblidade.

Campos Pinto deixou a emissora em novembro de 2015. Na ocasião, a Globo afirmou que ele iria se aposentar, desvinculando a mudança das investigações feitas pelo FBI envolvendo, entre outros temas, a venda de direitos de transmissão de partidas.

 Ao blog, o ex-funcionário da maior emissora do país negou que tenha voltado à ativa no ramo de transmissões no futebol brasileiro. “Conheço um pessoal que está trabalhando com produção (em transmissões) e me pediu para apresentar (à CBF). Só fui lá para acompanhar esse pessoal, não estou participando de projeto nenhum de transmissões de jogos. Até cheguei na reunião depois do começo”, declarou Campos Pinto.

O principal objetivo do encontro foi discutir a comercialização das transmissões do Campeonato Brasileiro para o mercado internacional. Sem revelar o nome de quem apresentou para a CBF, Marcelo disse que são pessoas que falaram sobre como padronizar as transmissões para o exterior em nível europeu.

Indagado sobre a participação de Campos Pinto, o departamento de comunicação da CBF respondeu que ele apenas compartilhou experiências, negando o envolvimento dele na venda de direitos. Afirmou ainda que um consultor internacional também esteve presente falando de sua experiência na Europa.

Segundo a CBF, não há negociação em andamento, existindo apenas um debate sobre o projeto de internacionalização do futebol brasileiro.

De acordo com um dos presentes, o ex-diretor da Globo falou da importância de os clubes valorizarem os direitos de transmissão pela Internet e apresentou dados sobre o aumento de audiência na rede mundial de computadores.


Sem Globo, SPFC precisa de empréstimo de até R$ 10 mi ou venda de jogador
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Após seu Conselho Deliberativo vetar a proposta de renovação com a Globo, o São Paulo precisará fazer em préstimo de até R$ 10 milhões ou vender jogador para pagar a segunda parcela do 13º salário e completar a folha salarial de janeiro. Mesmo assim, alguns pagamentos que vencerão neste mês serão adiados para o início de 2017, quando o clube receberá US$ 3,1 milhões de transferência de atleta.

Entre os vencimentos de dezembro está uma prestação da compra de Maicon. “Não existe risco de não pagarmos os compromissos, apenas adiei soluções em virtude do dinheiro que poderia entrar da Globo. Estamos estudando qual caso podemos prorrogar”, afirmou Adilson Alves Martins, diretor financeiro do São Paulo.

Ele também disse que não existe possibilidade de atraso no pagamento da próxima parcela do 13º salário e nem das remunerações de janeiro dos jogadores.

Ainda de acordo com o cartola, o clube não terá prejuízo ao precisar trocar o dinheiro que receberia de luvas e adiantamento da emissora pelo contrato para a transmissão dos jogos do Brasileirão em TV aberta a partir de 2019 por empréstimo bancário. “A (antecipação que seria feita pela) Globo teria juros, e vamos pagar juros ao banco. Apenas o alongamento (da dívida do clube) foi prejudicado”, declarou Adilson.

Entre as causas que fizeram os conselheiros rejeitarem o acordo com a Globo estão o valor das luvas considerado baixo perto do que foi recebido no contrato de TV fechada (R$ 20 milhões contra R$ 60 milhões), falta de assinatura de executivo da emissora na proposta, a alegação de que o conselho teve pouco tempo pra analisar a oferta e o fato de a negociação ter sido tocada por Ataíde Gil Guerreiro, diretor de relações institucionais e com forte rejeição no órgão.

A direção são-paulina alega que as luvas foram menores porque não há concorrência na TV aberta como houve na fechada com o Esporte Interativo. A diretoria também afirma que a proposta levada ao conselho foi encaminhada pela Globo, tem valor legal e que não poderia ser apresentado um contrato assinado justamente porque era necessária a aprovação dos conselheiros. Sustenta também que o contrato para transmissão de TV fechada foi aprovado em condição semelhante.

Em relação à suposta falta de tempo para análise, a diretoria afirma que ficou à disposição dos conselheiros para explicações. Segundo Adilson apenas três deles, sendo só um da oposição, o procuraram.

Durante a reunião em que o veto foi decidido, na última terça, o conselheiro Júlio Casares chegou a propor o adiamento da votação e a criação de uma comissão para estudar a proposta mas a diretoria rechaçou a ideia.


Leco diz que pretende antecipar dinheiro da Globo para pagar dívidas
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Indagado pelo blog, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, afirmou que o novo acordo que o São Paulo pretende assinar com a Globo prevê antecipação de receitas. Segundo o presidente tricolor, o dinheiro será usado para o pagamento de dívidas, de acordo com as regras do Profut, lei que refinanciou as dívidas dos clubes.

“O contrato prevê uma parte em luvas e uma em antecipação, dentro do que permite o Profut. Não vamos usar o dinheiro para contratar jogador, só para equacionar nossa dívida”, declarou o dirigente.

O acordo vale para jogos do Brasileirão em TV aberta a partir de 2019 e precisa ser aprovado pelo Conselho Deliberativo em reunião marcada para o próximo dia 13. Parte dos conselheiros criticou Leco por tentar assinar um contrato que ultrapassa sua gestão. Eles queriam que a decisão fosse tomada após a eleição presidencial marcada para abril do próximo ano.

Também havia questionamentos sobre existir antecipação de receitas e se elas se encaixariam nas regras do Profut. A lei caracteriza como má gestão ou ato irregular antecipação de verbas que seriam recebidas por outras administrações. Mas essas operações são permitidas se a quantia antecipada não superar 30% da arrecadação do primeiro ano da gestão seguinte ou se o dinheiro for usado para reduzir o endividamento do clube.

Alguns conselheiros também afirmam que a necessidade de assinar já o contrato significa que a situação financeira do São Paulo não está tão controlada como a diretoria diz. Porém, Leco negou que seja sinal de desespero. “Isso faz parte de nossa estratégia de equacionamento da dívida, de maneira planejada e transparente”, declarou.

O dirigente está se reunindo com conselheiros para esclarecer dúvidas em relação ao contrato.


Profut e eleição próxima fazem oferta da Globo gerar polêmica no São Paulo
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A convocação de uma reunião no próximo dia 13 para aprovar ou não novo contrato do São Paulo para transmissão dos jogos do Brasileirão em TV aberta a partir de 2019 com a Globo gera polêmica no clube e ataques à diretoria.

Conselheiros de diferentes correntes afirmam que a direção deveria esperar a eleição, em abril de 2017, para deixar a próxima administração decidir sobre o assunto, ainda que Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, seja eleito novamente.

Também questionam se o acordo respeita o Profut (lei que refinanciou dívidas fiscais dos clubes e considera gestão temerária a antecipação de receitas), se os valores são no mínimo iguais aos recebidos pelos principais rivais e afirmam que a pressa para renovar um contrato que termina em 2018 indica que a situação financeira do clube não está boa como a diretoria sustenta.

“A proposta fala de luvas e adiantamentos. Temos um novo estatuto que preconiza ações profissionais. Por ser um tema tão relevante, a forma (como a reunião foi convocada, logo após a aprovação das mudanças estatutárias) surpreendeu bastante inúmeros conselheiros. Creio que o contrato/proposta deve ter sido fruto de uma negociação longa e que por isso todos (conselheiros) poderiam ter mais tempo para análise, só isso. Temos questões ligadas ao Profut e eleição para presidente em abril de 2017”, afirmou ao blog Júlio Casares, influente conselheiro são-paulino.

Ele afirma também que o ideal seria discutir o assunto depois do pleito presidencial e nega que tenha interesse em se candidatar.

“O mais prudente seria esperar a eleição, mas é preciso ouvir a diretoria para saber quais são as necessidades do clube para assinar esse contrato. Pedi uma reunião com o Adilson (Alves Martins, diretor financeiro), para ele esclarecer as dúvidas”, disse Roberto Natel, ex-vice-presidente da atual administração e pré-candidato à presidência.

Indagado pelo blog, Marcelo Abranches Pupo Barboza, presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, afirmou que o estatuto do clube não veda a assinatura de contratos que ultrapassem a gestão, desde que aprovados pelo conselho. “A nova questão não tem a ver com o estatuto. É que tais eventos devem respeitar as regras impostas pelo Profut”, declarou Pupo. Sobre se a proposta que será apresentada aos conselheiros respeita ou fere a lei, ele respondeu que por razão funcional não pode discutir questões relacionadas ao contrato.

A diretoria, por meio da assessoria de imprensa do clube, afirmou também que não poderia entrar em detalhes da proposta e esclarecer se há previsão de adiantamento no novo acordo antes da apresentação ao conselho. Afirmou ainda que o contrato que será proposto segue as regras do Profut.

Entre as ações que a nova lei considera gestão temerária ou irregular está antecipar ou comprometer receitas posteriores ao término da gestão. Isso a menos que o valor antecipado seja de até 30% das verbas referentes ao primeiro ano da administração seguinte ou no caso de ser usado para substituir passivos onerosos, implicando na redução do endividamento.

 Antecipar receitas de outro mandato para contratar jogadores, por exemplo, é considerado ato irregular e prevê responsabilização dos dirigentes com seus próprios bens.


Diretor do SPFC faz as contas e afirma: ‘Compra de Maicon não foi loucura’
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Maicon em ação contra o Fluminense (Crédito: Rubens Cavallari/Folhapress)

Maicon em ação contra o Fluminense (Crédito: Rubens Cavallari/Folhapress)

Três meses após aprovar seu balanço financeiro com um déficit de cerca de R$ 73 milhões em 2015, o São Paulo anunciou na última terça-feira a segunda contratação mais cara de sua história. Vai desembolsar R$ 21.625.200 pela cotação do dólar desta quarta para ficar com Maicon, além de ceder parte dos direitos econômicos de Lucão e Inácio, que devem jogar no Porto. O investimento milionário fez ecoar no Morumbi a pergunta: gastar tanto dinheiro num só jogador não é uma loucura para quem andava economizando cada centavo?

Para responder a questão que aflige conselheiros tricolores, o diretor financeiro Adilson Alves Martins dispara números com a velocidade de uma metralhadora. E assegura: “não fizemos loucura”.

Primeiro, ele explica o acordo que tem com o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva. “Basicamente, o combinado é que, se houver um estouro por causa de alguma contratação, vamos vender alguém para compensar ou emprestar jogadores para reduzir as despesas”, disse o diretor financeiro.

No orçamento do clube para 2016 não está previsto quanto será gasto com contratações, só o valor a ser arrecadado com vendas de jogadores: R$ 24 milhões. Assim, não há um documento que explique certeiramente se a manutenção de Maicon estourou o orçamento.

Mas o diretor financeiro usa fatores como a receita obtida na Libertadores até aqui, novos contratos de patrocínios, saída de jogadores, incluindo dos dois que devem ficar no Porto, parcelamento da compra do zagueiro em três anos, luvas do novo contrato com a Globo e diminuição de juros bancários para justificar que não houve maluquice na compra.

“Não fiz a ainda a conta para saber quanto temos que arrecadar com vendas para cobrir essa compra porque existem muitos elementos envolvidos. A receita da Libertadores, por exemplo. No orçamento, não havia a previsão de chegarmos na semifinal. E podemos ir até a final, pode entrar mais dinheiro e cobrir o investimento feito no Maicon”, afirmou Martins.

Segundo ele, o São Paulo já recebeu como prêmio da Conmebol US$ 400 mil por chegar à fase de grupos do torneio sul-americano, US$ 950 mil por passar para as oitavas de final,  US$ 1,2 milhão pelo avanço às quartas e US$ 1,8 milhão pela chegada às semifinais. Ser campeão vale mais US$ 3 milhões. O vice-camepeonato dá direito a US$ 1,5 milhão. Ou seja, se o clube for finalista, só em premiação arrecadará com a Libertadores pelo menos cerca de R$ 18,9 milhões. Em caso de título o valor crescerá para aproximadamente R$ 23,8 milhões. Mas ainda existe a verba obtida com a venda de ingressos para os jogos da competição.

“Outra receita importante que tivemos foram os R$ 57 milhões líquidos que recebemos de luvas pelo contrato com a Globo”, declarou Martins. O dinheiro que veio da emissora ajudou o clube a diminuir seu débito com bancos. “Reduzimos a dívida bancária em 50% e economizamos R$ 5 milhões em juros bancários”, afirmou ele.

No quebra-cabeça montado pelo cartola para tentar provar que a permanência de Maicon não fere a realidade financeira tricolor, o diretor também coloca a venda de Ewandro para Udinese. Ela vai render mais de R$ 7 milhões ao clube.

Porém, há também outros novos gastos, como os provocados pela chegada de Cueva, que custou US$ 2,5 milhões parcelados. E existem ainda as demais despesas para serem pagas.

“O importante é no final do ano fecharmos as contas, vamos fazendo ajustes conforme as necessidades”, concluiu o dirigente.

Em meio a números e projeções, há entre parte dos conselheiros são-paulinos dois sentimentos distintos: a alegria pelo “fico” de Macion e a apreensão de não saber exatamente o que o sacrifício de hoje representará amanhã para o clube.

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