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Arquivo : José Carlos Peres

Opinião: missão de Peres agora é criar condições para administrar o Santos
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Após ver seu impeachment rejeitado pelos sócios do Santos, José Carlos Peres precisa trabalhar para criar condições para que consiga administrar o clube. O presidente enfrenta problemas no Comitê de Gestão (CG), no Conselho Deliberativo e com seu vice, Orlando Rollo.

O CG, que tem nove cadeiras, funciona hoje apenas com cinco membros após uma série de renúncias. Esse é o número mínimo de componentes para que o órgão possa trabalhar. Um dos integrantes é Rollo, que tem sua renúncia como vice-presidente desejada por Peres. Se ele deixar a vice-presidência, automaticamente sai do comitê, que ficaria, então sem condições de trabalhar.

Para recompor o CG, Peres precisa indicar novos membros e esperar que os conselheiros aprovem os nomes. Só que o conselho está dividido e nele dois pedidos de impeachment foram aprovados.

Além, disso, o principal dirigente santista entrou em rota de colisão com Marcelo Teixeira,  presidente do conselho, ao lutar contra a assembleia de sócios para votar o impeachment. Numa ação na Justiça, ele pediu indenização do desafeto por suposto erro no cálculo que aprovou seu afastamento no Conselho Deliberativo.

Ex-presidente do Santos, Teixeira é um forte líder na política alvinegra, o que indica a necessidade de Peres tentar desfazer o mal-estar criado.

Em relação a Rollo, a eventual renúncia não é garantia de paz. O vice se tornou um forte opositor e pode dificultar a gestão do presidente, com cobranças no conselho, por exemplo.

Há ainda uma legião barulhenta e furiosa de conselheiros, ex-funcionários e até empresário contrária à permanência de Peres.

Todos esses elementos têm potencial para fazer com que o presidente seja forçado a deixar de se concentrar na administração para se defender de ataques.

Assim, na opinião deste blogueiro, Peres precisa deixar seu estilo centralizador de lado e acionar o modo conciliador. Caso fique isolado e se preocupe em buscar uma revanche cega contra os mentores do impeachment, ele só irá aumentar sua dificuldade para administrar o clube. Ou seja, a paz que ele tento pede, não cairá em seu colo. É preciso trabalhar pela pacificação, o que passa por uma mudança em seu estilo de gestão.


Sócios votam sobre impeachment de Peres em clima de intimidações e ameaças
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Os sócios do Santos decidem neste sábado (29) se aprovam os pedidos de impeachment do presidente José Carlos Peres num clima de tensão marcado por acusações de intimidações e novas ameaças.

Entre os envolvidos nos casos que estouraram às vésperas da assembleia está Pedro Henrique Dória, membro do Comitê de Gestão santista. Ele é acusado de ameaçar o associado Márcio Meiato Veratti, diretor do movimento de sócios do clube Santos FC Tá No Sangue. O cartola nega a acusação.

Veratti registrou boletim de ocorrência na 23ª delegacia da capital alegando que Dória e uma funcionária do clube o ameaçaram de “causar-lhe mal injusto e grave”, conforme registro no documento policial.

“Fica esperto e toma cuidado”, disse ter ouvido o sócio no Pacaembu, na última quinta (27), onde estava para o jogo entre Santos e Vasco. No boletim do ocorrência, no entanto, não está claro por qual dos dois acusados a frase teria sido dita. Ele também possui um vídeo em que é possível ver a funcionária do clube dizendo que vai desmascará-lo.

Ainda segundo o associado santista, as ameaças aconteceram por desentendimentos anteriores entre as partes causadas pelo processo de impeachment.

Por sua vez, Dória disse ao blog que só se apresentou e cumprimentou Veratti. E que, depois de ofender a funcionária do Santos, Veratti tramou a acusação juntamente com outras pessoas. Ele afirmou que também nesta sexta registrou boletim de ocorrência acusando o desafeto de calúnia. Segundo o dirigente, o associado o calunia no blog de seu movimento.

Esse não foi o único entrevero durante o jogo no Pacaembu. O clima estava tenso e outras discussões aconteceram por causa do impeachment de Peres.

Em outro episódio, Celso Leite, ex-membro da comissão fiscal do Santos, acusa o recebimento de mensagens intimidadoras em seu celular num grupo de sócios.  “Mermão, eu sou fiscal de urna, se eu ver seu voto pró impeachment vai dar ruim pro seu lado (sic)”, diz uma das mensagens. Leite será mesário na assembleia. “A gente vai trabalhar e ainda pode ser agredido”, disse ele ao blog.

O blog telefonou para o número que aparece junto com a mensagem, mas ninguém atendeu e nem respondeu ao questionamento feito por texto sobre o tema.

A quantidade de acusações de ameaças disparou pouco depois de os conselheiros aprovarem o impeachment, que precisa ser referendado pelos associados. Por conta do clima de guerra, o clube pediu esquema de segurança reforçado para a Polícia Militar.

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Justiça suspende liminar que impedia votação de impeachment de Peres
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A 3ª Vara Cível de Santos suspendeu a liminar que havia considerado suspensa a assembleia de sócios para decidir sobre o impeachment de José Carlos Peres no próximo sábado (29).

A informação foi confirmada ao blog pelo juiz Frederico Santos Messias, que concedera a liminar. Ele explicou que pediu a redistribuição do caso para a 1ª Vara, pois lá já tramitava processo semelhante. “Consta daquele processo (na 1ª vara) outra liminar já indeferida”, disse Messias. Segundo ele, a 1ª Vara irá decidir sobre a liminar suspensa e todas as outras questões sobre o caso.

O juiz tinha concedido liminar para um conselheiro do Santos que alega falha na forma como foram calculados os votos na reunião do Conselho Deliberativo do Santos que aprovou dois pedidos de impeachment do presidente do clube. Peres e seus aliados acreditam que o número mínimo de votos não foi tecnicamente atingido. O afastamento precisa ser referendado pelos sócios.

Com Marcello De Vico, do UOL, em Santos


Atacado, vice do Santos diz que presidente é quem deve pensar em renúncia
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Em depoimento ao blog, por meio de aplicativo de troca de mensagens por celular, Orlando Rollo, vice-presidente do Santos, rebateu declarações de José Carlos Peres. Nesta segunda (24), em entrevista ao canal “Bandsports”, o presidente santista, alvo de dois pedidos de impeachment, sugeriu que seu desafeto renuncie. Ainda disse que o vice nada fez na administração e que teve que buscar sozinho recursos no mercado financeiro. Afirmou também que a votação entre sócios no sábado (29) é uma nova eleição entre ele e o vice.

Abaixo, leia a resposta de Rollo.

“Sábado é o julgamento de dois processos administrativos (de impeachment) em que ele se colocou como réu. Não sou candidato a nada.

Ele é centralizador. Não foi eleito sozinho. Eu e os membros do Comitê de Gestão queremos ajudar, mas ele se acha onipotente. E não é.

Acho estranho ele falar em renúncia minha já que ele se colocou como réu em dois processos de impeachment. Ele que poderia estar pensando nessa possibilidade pelo bem do clube, já que não existe mais governabilidade.

Cogito a renúncia apenas no caso de assumir a presidência e constatar não haver a mínima governabilidade para poder administrar o clube. Neste caso, consultaria as forças vivas do Santos, que decidiriam sobre eventual renúncia. Essa é a prova de que não tenho apego ao poder. O Santos está acima de tudo e de todos.”

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Acusações de irregularidades ameaçam Santos de encarar nó jurídico
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A série de acusações de irregularidades no processo de impeachment de José Carlos Peres, feitas pelos dois lados, ameaçam o Santos de encarar um nó jurídico.

Às vésperas da votação dos sócios para selar o destino do dirigente, situacionistas e opositores enxergam argumentos para questionar o pleito na Justiça.

Do lado de Peres, há uma queixa sobre a reunião do Conselho Deliberativo que aprovou dois pedidos de afastamento dele. A reclamação é relacionada ao fato de os membros da Comissão de Inquérito e Sindicância, sem direito a voto, terem assinado a lista de presença. Seus nomes, porém, não contaram para calcular o quórum.

O presidente do clube entende que a participação deles deveria ser contabilizada. Se isso tivesse ocorrido, o número mínimo de votos exigidos para o impeachment não teria sido alcançado. O grupo do dirigente estuda se irá à Justiça para tentar anular o resultado da reunião.

Outro motivo de confusão está ligado à relação de sócios que poderão votar no próximo sábado. O presidente vê suspeitas de irregularidades na habilitação de associados para participar do pleito. A diretoria registrou um boletim de ocorrência e entregou documentos à polícia.

Em tese, a investigação policial pode dar motivo para Peres contestar um eventual resultado negativo nas urnas, questionando a habilitação de diversos sócios.

Desconfiando que gente interessada no impeachment estava pagando mensalidades de sócios em atraso em dinheiro para não deixar rastros, Peres proibiu a quitação em cash. Associado inconformado acionou o Procon, que considerou a prática ilegal. Mesmo assim, a diretoria manteve a proibição.

O episódio dá margem para quem não conseguiu pagar as taxas ir à Justiça na tentativa de impedir a votação ou questionar o resultado. Os opositores são os principais interessados no questionamento sobre o veto a dinheiro nos pagamentos.

“Por enquanto, nada interfere na assembleia”, disse ao blog o presidente do Conselho Deliberativo do Santos, Marcelo Teixeira, em relação ao risco de ações prejudicarem a votação.

Se o resultado da votação ou da reunião do conselho forem questionados, o Santos deverá amargar uma dura disputa nos tribunais sobre quem comanda o clube.

A oposição diz ainda estudar pelo menos mais um pedido de impeachment, além dos dois atuais, caso Peres saia vitorioso no sábado.

Outro fator que ameaça a governabilidade no clube é uma crise no Comitê de Gestão (CG). Com nove cadeiras disponíveis, o órgão tem hoje apenas cinco membros, após quatro renúncias. É o número mínimo para que o grupo possa se reunir e tomar decisões.  Os novos indicados precisam ser aprovados pelo Conselho Deliberativo. Sucessivas recusas de nomes podem travar o funcionamento do CG.

De acordo como o estatuto do Santos, o comitê é o órgão responsável pela administração e gestão executiva do Santos.

Nesse caldeirão ainda ferve a briga entre Peres e seu vice-presidente, Orlando Rollo. Com frequência ambos se atacam publicamente.

Para muitos conselheiros, o alvinegro vive a pior crise da sua história. “As crises políticas ocorrem em quase todos os clubes, com maiores ou menores proporções. A questão é em tão pouco tempo de gestão ter divergências e problemas de relação entre presidente e vice, além dos erros que geraram processos que estão sendo avaliados pelo quadro associativo”, analisou Teixeira. Presidente do conselho e ex-presidente do clube, ele é uma das principais lideranças políticas na Vila Belmiro.

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Procon vê irregularidade do Santos com veto a pagamento em dinheiro
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O Procon considerou ilegal a decisão do Santos de não aceitar nos últimos dias pagamentos de mensalidades de seus sócios em dinheiro.

Por isso, o clube recebeu neste sábado uma autuação de notificação.

“Agora o Santos tem até o próximo dia 28 para nos mandar comprovantes dos pagamentos feitos nos dias 21 e 22. Se ficar comprovado que não aceitaram dinheiro, receberão uma autuação de infração e podem ser multados”, disse ao blog Rafael Quaresma, diretor do Procon em Santos.

A assessoria de imprensa do clube informou que a medida foi tomada por conta de suspeitas de tentativas de habilitação irregular de sócios. Os associados precisam estar em dia com suas obrigações para votar sobre o pedido de impeachment do presidente José Carlos Peres, no próximo dia 29.

A diretoria registrou um boletim de ocorrência relatando suas suspeitas. Em tese, na opinião da direção, utilização de dinheiro pode facilitar que interessados em derrubar o presidente banquem sócios em troca de voto.

O departamento jurídico santista sustentou a manutenção do veto. Porém, o Procon afirma que não aceitar pagamento em dinheiro é prática ilegal.


Mais um membro do Comitê de Gestão do Santos pede desligamento
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O Comitê de Gestão do Santos sofreu mais uma baixa nesta sexta (21). José Carlos de Oliveira entregou seu pedido de desligamento. Ele confirmou a decisão ao blog, porém não revelou seus motivos.

“Entreguei a carta da minha saída para o presidente do Conselho Deliberativo, Marcelo Teixeira, e disse a ele que, como foi o conselho que me indicou para o cargo, vou explicar os motivos primeiro para o órgão”, declarou Oliveira. Ele informou que enviou uma cópia do documento para José Carlos Peres, presidente do clube e alvo de dois pedidos de impeachment.

O Comitê de Gestão, criado para auxiliar os presidentes santistas na administração, tem nove cadeiras. Com a saída de Oliveira, apenas cinco estão ocupadas por causa de uma série de pedidos de afastamento. É o número mínimo permitido pelo estatuto.

Entre os componentes estão Peres e seu vice e desafeto Orlando Rollo. Também permanecem Pedro Henrique Dória Mesquita, Estevam André Robles Juhas e Fábio José Cavanha Gaia.

Antes de Oliveira, tinham saído do comitê Andrés Rueda Garcia, Urubatan Helou e Hanie Hissa.


Dúvida no Santos: Renato consegue cobrar Cuca, seu chefe enquanto jogador?
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Como executivo de futebol do Santos, o volante Renato vai conseguir cobrar Cuca, de quem recebe ordens na função de jogador? Conselheiros de diferentes correntes acreditam que não. Por isso, o acúmulo de funções do atleta é alvo de preocupações e, no caso dos mais incomodados, críticas.

Na avaliação sobre a dupla função do veterano entra o histórico de Cuca. Recentemente, ele criticou a direção do clube em entrevista coletiva e foi repreendido por Ricardo Gomes. O dirigente deixou a Vila Belmiro para trabalhar no Bordeaux, em espaço que agora será ocupado por Renato.

O treinador reclamava depois de o alvinegro escalar Carlos Sánchez, suspenso, na Copa Libertadores, o que culminou com a transformação do empate com o Independiente em vitória dos argentinos por 3 a 0 no primeiro duelo entre as equipes.

Na ocasião, Gomes disse ao técnico que considerou a declaração um erro. A dúvida de conselheiros é se, em caso semelhante, Renato faria o mesmo já que em campo é subordinado ao treinador. Além disso, Cuca foi incentivador da escolha do atleta para a nova função, sem deixar o elenco.

Pelo menos um membro do comitê de gestão do clube, que pediu para não ser identificado, considera “complicadíssimo” o meio-campista fazer cobranças em relação ao técnico.

“É óbvio que o Renato não vai poder cobrar o Cuca ainda sendo jogador. Vai existir um problema de cobrança em relação ao técnico, isso é fato”, disse Nabil Khaznadar, um dos candidatos derrotados por Peres na última eleição presidencial.

“Profissionalmente, eu seria contra. Não gosto muito disso, mas dentro da situação (crise política) do Santos acho que foi uma boa escolha. Acredito que a intenção do presidente é que o Renato blinde os jogadores da turbulência fora de campo”, completou Nabil. No momento ele está fora do Conselho Deliberativo. Como sócio, é contrário ao impeachment de José Carlos Peres.

Além de ser um líder entre os jogadores, o que facilitaria sua nova missão, Renato é visto por conselheiros como alguém que pode atrair para o presidente a simpatia de ex-atletas. Tradicionalmente, ex-jogadores santistas são influentes entre os sócios. Os associados decidirão se apoiam o impeachment de Peres no próximo dia 29.

Há ainda os conselheiros que enxergam uma questão financeira na escolha por Renato. Já que ele não é titular da equipe, a atuação como executivo do departamento de futebol amenizaria os gastos com seus salários. Isso porque o clube não precisará investir na contratação de um novo cartola remunerado.


Filha de presidente do Santos registra ocorrência sobre ameaça de morte
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A coleção de acusações de ameaças de morte no Santos ganhou mais três boletins de ocorrência nesta sexta(14). Um deles foi registrado no DEIC (Departamento Estadual de Investigações Criminais) de São Paulo por Daniela, filha de José Carlos Peres.

Os outros dois registros foram feitos por Guilherme Prado, consultor de comunicação do clube, e Rodrigo Gama, um dos advogados alvinegros, em Curitiba.

De acordo com as acusações, as ameaças foram feitas por mensagens por meio de aplicativos em celulares, algumas emitidas pelo mesmo número. Todas são anônimas.

O blog teve acesso a parte dos textos usados como denúncia. “Vou ti trombar sua vadia do c… (sic). Vou tocar fogo em tu, sua p…”, diz mensagem enviada para a filha do presidente santista. “Dessa semana tu não passa (sic)”, diz outro texto.

“E ae seu filho da p… hoje eu ti acho. Se esconde não. Hoje ti queimo (sic)” diz um dos recados usados pelo consultor de comunicação como prova das ameaças.

Os atos de hostilidade envolvendo personagens do Santos aumentam conforme caminham os pedidos de impeachment de Peres. Na última segunda (10) eles foram aprovados pelo Conselho Deliberativo. Para o afastamento ser concretizado precisa da aprovação da maioria simples dos sócios.

 

 


Acusações de ameaça de morte e “barracos”. A crise política no Santos
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A guerra política no Santos transformou a Vila Belmiro em um palco de cenas insólitas, barracos e até acusações de ameaças de morte.

Tanto os apoiadores dos pedidos de impeachment do presidente José Carlos Peres como os defensores do dirigente relatam serem vítimas de atos de hostilidade.

Mais de um boletim de ocorrência já foi registrado por conta da crise política.

Entre os casos de polícia está uma acusação feita pelo conselheiro Márcio Antônio dos Santos Rosas contra Marcos Maturana, gerente das categorias de base do clube.

Rosas alega que no jogo contra o Sport, na Vila, foi hostilizado por três homens desconhecidos. Na saída, após a vitória santista por 3 a o, segundo seu relato, Maturana o ameaçou de morte.

“Ele disse que me mataria se eu criticasse a base do Santos ou o chamasse de padeiro”, afirmou o conselheiro. O boletim de ocorrência foi registrado no dia 6 de setembro.

Maturana, dono de padaria, nega que tenha feito a ameaça. “Pela minha educação, jamais faria isso. Só disse que quando ele quiser falar alguma coisa de mim fale pessoalmente. Ele escreveu (em rede social) que sou padeirinho distraído. Não é só comigo, ele tem o costume de ofender as pessoas”, declarou o gerente.

Ele afirmou desconhecer o boletim de ocorrência registrado por seu desafeto. Por sua vez, Rosas declarou que também acionou Maturana, conselheiro licenciado, na Justiça.

Rosas disse ainda que por conta do clima violento no clube já foi duas vezes para a Vila com dois seguranças, tendo gasto R$ 600 em cada oportunidade.

Peres também acabou envolvido em um “barraco” na saída da sede do Santos na noite em que seu impeachment foi aprovado pelo conselho deliberativo (agora os sócios decidirão se referendam o afastamento).

A cena de fazer inveja em diretor de novela das nove aconteceu quando um ex-funcionário do clube, demitido pelo cartola, se jogou em cima do carro do presidente aos berros. “Tu foi pilantra comigo (sic). Você vai engolir esse crachá. Você foi safado comigo, viu, Peres”, berrava o ex-funcionário, diante de excitadas câmeras de celulares.

O presidente já havia registrado um boletim de ocorrência por ameaças atribuídas ao mesmo homem, que foi seu aliado na campanha eleitoral.

As trocas de acusações dos dois lados continuaram depois da votação no conselho na última segunda. A partir de então, o cenário tragicômico ficou completo com pesado tiroteio entre Peres e seu vice, Orlando Rollo, que assumirá o cargo em caso de afastamento definitivo do ex-aliado.