Blog do Perrone

Arquivo : José Carlos Peres

Estafe de Neymar rejeita projeto de reaproximação de presidente do Santos
Comentários Comente

Perrone

O estafe de Neymar não vê chance de o jogador reatar relações com o Santos caso José Carlos Peres leve adiante seu projeto de retirar o nome do atacante e do pai dele de recurso que move no CAS também contra o Barcelona. O alvinegro pede suspensão de seis meses para o jogador além de uma multa de R$ 55 milhões de euros (R$ 239,7 milhões).

A ação foi proposta pela diretoria comandada por Modesto Roma Júnior sob a alegação de irregularidades na transferência do astro para o Barça.

Na avaliação de gente que cuida da carreira do camisa 10 da seleção brasileira, o presidente santista só fala em desistir do processo porque perdeu em primeira instância e não teria chances de reverter a derrota (isso na opinião da equipe de Neymar).

Nessa linha de raciocínio, a reaproximação só teria sido possível se a desistência tivesse ocorrido antes da decisão da Fifa favorável ao jogador.

Pouco depois de Peres assumir a presidência, ele chamou um integrante da equipe de Neymar para conversar sobre fazer as pazes. Na ocasião ouviu que seria necessária uma retratação pública, que nunca houve.

Peres nega que sua intenção seja motiva pela derrota inicial. Mesmo antes de assumir a presidência o dirigente prometeu se esforçar para reconstruir a relação com o ex-jogador Santista. Ele adota o discurso de que o clube precisa se relacionar bem com todos os seus ídolos.

Para a atual diretoria, a proximidade com Neymar pode ajudar o alvinegro até a atrair patrocinador.

Porém, entre os que trabalham com Neymar prevalece a tese de que o Santos desrespeitou quem eles consideram ser o maior ídolo da história do clube depois de Pelé e que isso é imperdoável.

A postura destoa do otimismo adotado por Peres depois de ele tentar se aproximar do jogador durante o período em que chefiou a delegação da seleção brasileira em Londres, gerando um “climão” com o atacante. A atual diretoria sustenta que só entrou com o recurso para não perder o prazo estipulado e correr o risco de prejudicar seus pedidos em relação ao Barcelona.


Projeto de Peres para retirar Neymar de ação enfrenta resistência no Santos
Comentários Comente

Perrone

A ideia de José Carlos Peres de apresentar ao Conselho Deliberativo do Santos um projeto para retirar o nome de Neymar e do pai do jogador de recurso contra ambos e o Barcelona no CAS (Corte Arbitral do Esporte) sofre rejeição de parte significativa dos conselheiros.

A contrariedade vem especialmente da oposição. Está baseada principalmente na tese de que o clube já gastou muito com advogados até aqui para desistir de parte do processo. E também pelo entendimento de que Neymar deve dinheiro ao alvinegro e precisa pagar. O argumento é de que ele, seu pai e Barcelona teriam fraudado a negociação relativa à transferência do atleta para diminuir a participação do Santos na venda. Os três negam terem cometido irregularidades.

A ação foi movida na gestão de modesto Roma Júnior, Nela, foi pedida suspensão de seis meses para o jogador, além de pagamento de multa no valor de 55 milhões de euros (cerca de R$ 239,7 milhões). A Fifa rejeitou o pedido. Então, já como presidente, Peres entrou com o recurso no CAS.

O presidente tentou se aproximar do jogador durante o período em que foi chefe da delegação brasileira em Londres, na última semana, na preparação para a Copa do Mundo. A tentativa gerou um “climão” com Neymar.

Peres encomendou um parecer jurídico para saber se pode excluir o atacante e seu pai do recurso. Se obtiver sinal verde dos advogados, ele pretende levar o assunto para o Conselho Deliberativo. No entanto, o cartola sabe que enfrentará resistência.

Em tese, o presidente não precisaria levar o tema para o conselho. Por isso, parte da oposição acusa o cartola de querer deixar para os opositôes o ônus de manter a briga com o jogador. Ele nega que seja essa a intenção.


Seis problemas que o presidente do Santos vai enfrentar na volta ao Brasil
Comentários Comente

Perrone

Ausente do clube por estar chefiando a delegação da seleção brasileira em Londres, José Carlos Peres terá uma série de problemas para enfrentar a partir do próximo dia 5, quando pretende voltar a dar expediente na presidência do Santos. Abaixo veja os principais pepinos que o cartola terá pela frente.

1 – Pressão sobre treinador

Torcida e parte dos conselheiros pedem a demissão de Jair Ventura, que engatou sequência de quatro jogos sem vencer.

2 – Pedofilia

Após o programa Esporte Espetacular, da Globo, mostrar no último domingo desdobramentos da investigação sobre suposta prática de pedofilia no passado por Ricardo Marco Crivelli, recentemente nomeado gerente das categorias de base, o tema voltou a gerar turbulência no clube.

Conselheiros passaram a cobrar por mensagem de celular Marcelo Teixeira, presidente do Conselho Deliberativo, para tomar providências sobre o caso.

“Não recebemos nenhum documento fundamentado no assunto por conselheiros. Pelo que sabemos, há uns meses foi lavrado um boletim de ocorrência, mas aguardaremos qualquer manifestação e acompanharemos os desdobramentos do caso”, afirmou Teixeira ao blog.

Ele também declarou que o órgão precisa das assinaturas de pelo menos 20 conselheiros para encaminhar o tema para uma das comissões internas.

Além de ter sido nomeado por Peres, Crivelli, conhecido como Lica, fundou uma empresa com o atual presidente e outros sócios, a Saga Talent Sports e Marketing, criada para, entre outras atividades, gerenciar a carreira de jogadores e intermediar negociações. Peres disse que a empresa praticamente nunca atuou e ficou anos parada.

O afastamento temporário de Lica foi anunciado por Peres logo que o caso estourou.

3 – Pedidos de impeachment

Conselheiros do Santos ainda colhem assinaturas para pedir o afastamento de Peres sob a alegação de que ele feriu o estatuto alvinegro. O cartola nega ter cometido irregularidades. Além disso, nesta semana foi iniciado no site Petição Pública um abaixo-assinado pedindo o afastamento de Peres. Até o início da noite desta quarta o documento tinha apenas 59 assinaturas.

4 – Finanças

No próximo dia 7, o Conselho Fiscal do Santos apresenta aos demais conselheiros seu relatório sobre as contas do clube no primeiro trimestre de 2018.

Os membros do Comitê de Gestão, incluindo Peres, devem ser questionados sobre uma série de assuntos. Entre eles, os motivos para a agremiação apresentar um déficit de aproximadamente R$ 18 milhões no período. A eficiência da política de corte de despesas implantada pela atual diretoria também deve ser questionada.

5 – Pressão por demissão de funcionário

Assim que o presidente voltar, José Renato Quaresma, candiato derrotado à vice-presidência do Santos, promete cobrar Peres em nome de um grupo de conselheiros para tomar medidas em relação ao gerente de novos negócios do clube, Odir Cunha. “Vou pedir que ele demita o Odir a menos que ele se retrate com a torcida e com o técnico por causa das declarações que fez”, afirmou Quaresma.

Eles se desentenderam em uma rede social porque Odir sugeriu que os torcedores fizessem uma vaquinha para pagar a multa rescisória do treinador Jair Ventura, já que pedem a demissão dele.

“Odir desacatou torcedores e bateu de frente com um conselheiro. Ele também desrespeitou o treinador. O que os jogadores vão pensar do técnico se um funcionário dos Santos sugere uma vaquinha pra demitir o treinador. Vão pensar que o clube só não demite porque não tem dinheiro”, disse Quaresma.

Por sua vez, Odir reclama da interpretação dada à sua declaração. “Estava brincando com pessoas que eu conheço no meu blog. Apoio o Jair. Só que estão monitorando tudo  que eu falo e fizeram essa onda. Agora, o Quaresma, quando escreveu no Facebook que eu me valho de trabalhar no Santos para ter privilégio financeiro, cometeu três crimes de opinião”, rebateu Odir.

6 – Atrito com Léo

Em sua volta ao Brasil, Peres também terá que encarar o ex-lateral Léo como desafeto público. O jogador que é conselheiro de oposição, cobrou em rede social o presidente para voltar para Santos assim que desembarcasse em Londres para chefiar a delegação da seleção brasileira.

O cartola desistiu da possibilidade de ficar um período maior com a seleção brasileira. Porém, sua assessoria de imprensa nega que ele tenha antecipado a volta. Diz que já era previsto seu retorno ao cargo no próximo dia 5.


Após “intimar” presidente, ex-lateral Léo cogita deixar conselho do Santos
Comentários Comente

Perrone

Eleito conselheiro do Santos no final do ano passado, o ex-lateral Léo pensa na possibilidade de renunciar ao cargo. A assessoria de imprensa do ex-atleta confirmou ao blog que ele analisa deixar o órgão pelo fato de estar sendo hostilizado por santistas nas redes sociais. Com a renúncia, Léo se distanciaria da vida política do clube e, em tese, ficaria menos exposto a ataques na internet.

Para a assessoria do ex-jogador, a animosidade parte de pessoas ligadas ao grupo político do presidente do Santos, José Carlos Peres. Léo apoiou Modesto Roma Júnior, derrotado na eleição presidencial.

Ainda conforme a assessoria de imprensa do ex-lateral, os ataques ficaram mais duros depois que ele postou críticas a Peres por estar em Londres chefiando a delegação da seleção brasileira, num momento de crise do time, que não vence há quatro jogos.

“Por gentileza, volte ao Brasil assim que desembarcar em Londres”, escreveu Léo em rede social.

Peres definiu que estará de volta à presidência já no próximo dia 5, descartando a possibilidade de ficar mais tempo com a seleção na Inglaterra.

“Acho que o presidente reconheceu o equívoco de deixar o país em um momento difícil do clube. Antes tarde do que nunca que ele reconsidere e volte a Santos antes do previsto”, disse Léo ao blog por meio de sua assessoria de imprensa.

Porém, o departamento de comunicação do clube nega que Peres tenha antecipado o retorno. A posição oficial é de que a volta ao Brasil já estava programada para o próximo dia 4 e que o presidente considerava ampliar sua estada em Londres, mas abandonou essa hipótese. Ainda segundo a assessoria de imprensa, a agenda do cartola já previva expediente no clube a partir do dia 5 de junho.

O dirigente não vai se manifestar sobre as críticas de Léo, segundo o departamento de comunicação santista.

 


Presidente santista diz ter número de celular exposto e sofre pressão
Comentários Comente

Perrone

Os dias seguintes à goleada de 5 a 1 sofrida diante do Grêmio, no último domingo, têm sido de cobranças para a cúpula santista. As queixas são feitas por conselheiros e torcedores. Para piorar, o presidente José Carlos Peres e seu vice, Orlando Rollo, reclamam que os números de telefones celulares deles foram expostos em redes sociais.

Rollo disse ao blog ter sofrido ameaças de morte, entre outros incômodos. Já Peres, segundo a assessoria de imprensa do clube, sofreu, principalmente cobranças para contratar um meia para o time. Também conforme informou o departamento de comunicação do alvinegro, na tarde desta terça, o presidente tentava identificar a origem do vazamento para tomar providências na Justiça. Ele deve trocar o número de telefone.

Por sua vez, Rollo declarou que o responsável por espalhar os números telefônicos já foi identificado, mas não soube dizer quem é o suspeito. “O caso está com o departamento jurídico. Os que ameaçaram também já foram identificados e vão ser processados”, afirmou o vice-presidente.

A pressão pela chegada por um meia também é feita por conselheiros. Assim como torcedores, eles entendem que a diretoria demora para resolver o que consideram um dos principais problemas da equipe. Ao final da última temporada, o time perdeu Lucas Lima para o Palmeiras.

Em fevereiro, Peres chegou a declarar que talvez acabasse com a carência em dez dias. O argentino Zelarayán, do mexicano Tigres, e Camilo, do Internacional, estão entre os atletas tentados. No começo do ano também foi feita uma consulta sobre a situação de Paulo Henrique Ganso no Sevilla, mas não houve evolução.

Colaborou Samir Carvalho, do UOL, em Santos


Empresa que brigou com Santos por Neymar se aproxima na gestão de Peres
Comentários Comente

Perrone

De parceira do Santos nos tempos de Marcelo Teixeira, a DIS, braço esportivo do Grupo Sonda, se transformou em adversária do clube a partir da gestão de Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro, o Laor. Agora, com José Carlos Peres na cadeira mais almejada da Vila Belmiro, a empresa volta a se aproximar do alvinegro praiano.

Roberto Moreno, executivo da DIS, confirmou ao blog o novo momento na relação entre as partes. “O Peres já nos fez uma visita. Tem tudo para dar certo. Infelizmente, fomos afastados na gestão do Laor sem nenhuma justificativa porque sempre somos a favor da instituição Santos, independentemente da gestão”, afirmou Moreno.

A reaproximação passa pela discussão sobre eventual acordo para encerrar pendências entre as partes. “Tenho um bom relacionamento com a atual gestão, mas existem várias pendências judiciais com o Santos. André, Neymar, Wesley, Emerson Palmieri…”, escreveu o executivo em mensagem ao blog.

Segundo ele, é difícil, mas não impossível, que a empresa volte a ser parceira do clube em alguns negócios até antes de solucionar esses casos. Vale lembrar que agora a Fifa só permite que clubes tenham direitos econômicos de jogadores. No entanto, a DIS representa atletas, parte considerável nas categorias de base de diferentes times.

Peres já sinalizou que é a favor de encerrar as brigas com a empresa. Durante a campanha eleitoral, ele adotou discurso pacifista em relação a atritos gerados durante outras administrações. Isso inclui a turbulência com Neymar e seu pai.

No entanto, por meio da assessoria de imprensa do Santos, o presidente evitou falar especificamente sobre a DIS. Também não respondeu se visitou o escritório da empresa recentemente.

O departamento de comunicação santista enviou a seguinte nota sobre o assunto: “Peres tem buscado conversar com todas as pessoas físicas e jurídicas no sentido de equalizar a vida financeira do clube. Empresas e empresários que trouxerem bons negócios para o clube e não apenas às próprias empresas e empresários serão ouvidos. Se em algum momento, contudo, auditoria ou Justiça apontarem que qualquer uma dessas empresas ou empresários lesaram o clube, deixarão de ser ouvidos pela atual gestão para novas negociações.”

A principal batalha entre DIS e Santos estourou por conta da venda de Neymar para o Barcelona, em 2013. A empresa crê que as partes fizeram a negociação de uma forma que pagassem menos do que ela entendia ter direito a receber por sua participação nos direitos econômicos do atacante. Inconformada, acionou a Justiça espanhola.  Na ocasião, Laor presidia o Santos.

Divórcio

A DIS vivia em harmonia com o alvinegro durante a gestão de Marcelo Teixeira. Porém, quando Luís Álvaro assumiu à presidência, passou a questionar os valores pagos pela empresa pelos direitos econômicos de jovens promessas do clube e tentou desfazer os acordos. A partir daí a relação só piorou.

Laor, que renunciou alegando problemas de saúde, e DIS, saíram de cena na Vila Belmiro. Em seus lugares entraram Odílio Rodrigues, ex-vice-presidente, e Doyen Sports. O fundo de investimentos trouxe Leandro Damião para o clube no final de 2013. Na ocasião, o alvinegro se comprometeu a pagar cerca de R$ 42 milhões para a parceira até o fim do contrato de cinco anos do jogador, que não vingou na Vila.

Após a saída de Odílio, foi a vez de a Doyen virar inimiga. Modesto Roma Júnior, seu sucessor na presidência, não aceitou as vendas de parte dos direitos econômicos de Gabigol, Geuvânio e Daniel Guedes. Ele alegou que, de acordo com o estatuto, Odílio não poderia ter feito as negociações no final de seu mandato, em 2014. O Santos chegou a mandar o caso para um centro de arbitragem. Antes de deixar a presidência, porém, Modesto entrou em acordo com a Doyen sobre as vendas dessas fatias e também para equacionar a dívida referente a Damião.

Ao mesmo tempo em que se afastou da Doyen, Modesto estreitou os laços do clube com o empresário Luiz Taveira. Ele participou de várias negociações durante a gestão do ex-presidente. Sua constante presença nos assuntos do clube incomodou conselheiros.

Agora, o mesmo vento que sopra a favor da DIS, afasta Taveira da Vila Belmiro. A direção atual não o enxerga com bons olhos.

 


Peres se contradiz ao falar que sua empresa captou Gabigol para o Santos
Comentários Comente

Perrone

Ao ser indagado primeiramente pelo blog sobre a empresa Saga Talent Sports & Marketing, o presidente do Santos, José Carlos Peres, disse que ela nunca funcionou. Na última quinta, porém, o cartola afirmou que a sociedade da qual ele faz parte foi responsável por levar Gabigol para o clube em seu início de carreira.

“Há 12 anos atrás, cinco santistas se juntaram, ninguém precisava ganhar dinheiro. A gente montou uma empresa pra fazer eventos pro Santos ganhar dinheiro, sem a gente ganhar nenhum centavo. Pra  gente fazer captação de meninos sem ganhar nenhum centavo. E um dos meninos é o Gabigol, que veio de graça pro Santos. Foi só ele. Seis ou oito meses depois a gente descobriu que ninguém tinha tempo pra tocar o negócio. Então a gente resolveu adormecer a empresa e ela não funcionou mais”, disse o dirigente em entrevista coletiva, mudando sua versão.

Indagado pelo blog sobre as versões diferentes, Peres respondeu que a chegada do atacante ao Santos não envolveu transação financeira. “Gabigol veio de graça. Com 10 anos. Apenas trouxemos, sem nenhuma transação. Até porque a Saga nunca foi cadastrada na CBF”, afirmou o cartola.

A Saga Talent tem como um dos objetos em seu contrato social o gerenciamento de carreira de atletas e a intermediação de negociações de direitos federativos. Porém, o estatuto do Santos proíbe os membros do comitê de gestão, presidido por Peres, de serem agentes de jogadores. Também impede que eles mantenham sociedade com quem exerce tal atividade.

Um dos seis sócios do presidente santista na empresa é Cândido Padin Neto. Ele entrou na Justiça para cobrar 10% do dinheiro repassado pelo alvinegro a Gabigol na venda do atacante para a Internazionale de Milão. Padin sustenta que tinha um contrato de representação desportiva com o jogador e de cessão de participação em eventual negociação.

O fato de Padin ir à Justiça para buscar uma fatia da venda de Gabigol coloca em xeque a afirmação de Peres na entrevista coletiva de que os sócios da Saga Talent não queriam ganhar dinheiro e trabalhavam na captação de jogadores para o Santos sem receber um tostão.

“O Padin? Foi por conta própria. Pergunte ao pai do Gabigol. A microempresa nunca fez transação com jogadores. Apresentei (Gabigol) ao Santos. Eu, pessoa física, e não a Saga Talent”.

No entanto, o dirigente não comentou o fato de o estatuto vetar a associação entre membros do comitê de gestão e quem trabalha com jogadores.

Conselheiros do Santos pretendem apresentar um requerimento para que seja aberto processo de impeachment do presidente por supostamente desrespeitar o artigo do estatuto que veta o envolvimento de dirigentes no agenciamento de jogadores e de serem sócios de empresários. Outro pedido já foi protocolado alegando, entre vários motivos, que o cartola provocou danos ao clube ao mostrar dificuldades e incertezas ao tomar decisões.

Peres nega ter ferido o estatuto e também ter provocado danos.

 


Sócio de Peres pediu na Justiça participação na venda de Gabigol
Comentários Comente

Perrone

Cândido Padin Neto, um dos sócios do presidente do Santos, José Carlos Peres, é o empresário que foi à Justiça para pedir 10% do dinheiro que Gabigol tinha a receber pela venda de seus direitos para a Internazionale de Milão. O caso voltou à pauta na Vila Belmiro porque o estatuto santista impede membros do comitê de gestão do clube de atuarem como empresários de jogadores ou intermediários em negociações de direitos econômicos e também de serem sócios de quem exerce tais atividades.

Neto está entre os seis sócios de Peres na Saga Talent Sports & Marketing. A empresa tem em seu contrato social entre seus objetos a “administração e o gerenciamento de carreiras de atletas profissionais e amadores” e a intermediação de negociação de direitos federativos. Ela também está habilitada para serviços na área publicitária sem necessária ligação com futebol.

No entanto, a Saga e Peres não fazem parte do processo envolvendo Gabigol. O contrato de Neto com o jogador e sua família era pessoal e não envolvia o atual presidente do Santos.

A descoberta da existência da sociedade faz com que conselheiros oposicionistas articulem um pedido de impeachment do presidente. O episódio em que Neto recorreu à Justiça para pedir parte da receita da venda de Gabigol é visto pelos mesmos cartolas como um reforço na teste de que Peres, também presidente do comitê de gestão, feriu o estatuto.

O presidente alega que a empresa nunca funcionou e que o fechamento dela já foi pedido por seu contador, mas ainda não foi oficializado por questões burocráticas.

Na ação, que envolve também os pais do jogador, Neto se apoiou num “instrumento particular de prestação de serviços de representação desportiva de atleta”. E também em um contrato de cessão de participação em eventual negociação. Agora, esses dois documentos engrossam os argumentos dos opositores de que Peres teria desrespeitado o estatuto, pois um sócio do dirigente admitiu na Justiça trabalhar com ao menos um jogador.

Em setembro de 2016, decisão em primeira instância concedeu a Neto liminar determinando que o Santos depositasse em juízo 10% do que Gabigol tinha a receber pela transferência. Depois disso, o processo passou a tramitar sob sigilo, por isso não foi possível saber sua situação atual.

Há ainda outro fator que associa Peres a Gabigol. Há quem atribua ao atual presidente o fato de o atacante ter iniciado a carreira no Santos. Tal afirmação está entre as justificativas do vereador Lincoln Reis (PR) em projeto que deu o título de cidadão santista para Peres, que nasceu em Monte Azul Paulista.

“Em 2006, (Peres) trouxe para o Santos uma joia rara ainda com nove anos de idade, o craque Gabriel (Gabigol), sem nenhum custo ao clube”, está escrito no projeto.

Procurado pelo blog para falar sobre o assunto envolvendo Neto e Gabigol, Peres disse apenas que o atacante veio para as categorias de base do Santos de graça. Não comentou se o envolvimento de seu sócio com o jogador fere o estatuto. O presidente ainda criticou este blogueiro rotulando o tema de sensacionalismo e achismo. O blog lembra que os fatos estão documentados no processo movido por Neto, nos dados de sua empresa na Jucesp (Junta Comercial do Estado de São Paulo) e também em projeto de decreto apresentado na Câmara Municipal de Santos.

Outro dos sócios do presidente na Saga Talent tem ligação com o clube. Ricardo Marco Crivelli foi nomeado por Peres gerente das categorias de base após atuar em diferentes gestões como observador.

Abaixo veja documentação referente ao caso.

 

Ficha cadastral de empresa em que Peres e Neto são sócios

 

 

Uma das ações de Neto contra Santos e Gabigol

 

 

  Parte do projeto de Lincoln Reis que aponta Peres como responsável por levar Gabigol ao Santos


Em aniversário, Santos vê presidente pressionado por ligação com empresa
Comentários Comente

Perrone

O Santos comemora 106 anos de existência neste sábado (14) em clima de tensão política. A revelação pelo blog de que o presidente José Carlos Peres é sócio de uma empresa de marketing, agenciamento de jogadores e intermediação de vendas de atletas deixou o dirigente pressionado.

A tese de o caso merecer um pedido de impeachment por supostamente ferir o estatuto se alastrou na oposição. O clima na Vila Belmiro já é de articulação política com o objetivo de que a comissão de ética e sindicância do conselho deliberativo examine se há motivo para o impedimento do dirigente e submeta seu parecer ao órgão. Para isso, é necessário que conselheiros apresentem um requerimento ao conselho. Eventual aprovação do impeachment ainda teria que passar pelo voto dos associados.

O estatuto santista impede membros do comitê de gestão do clube de serem procuradores, agentes ou empresários de jogadores e de manterem sociedade com pessoas atuantes nessa área.

Na diretoria também há quem considere a ligação do dirigente com a Saga Talent Sports & Marketing grave e merecedora de maiores explicações. A possibilidade de o pedido de impeachment é vista como real por quem pensa assim na direção, apesar de Peres minimizar o fato.

Ao blog, o cartola disse que a Saga Talent nunca funcionou e que seu contador já pediu o fechamento dela, mas “fechar empresa no Brasil é complicado”. O argumento foi visto como frágil por integrantes da oposição e por pelo menos um membro da direção.

Também há pressão nos bastidores para o afastamento de Ricardo Marco Crivelli, o Lica, da gerência das categorias de base. Ele aparece entre os sete sócios da Saga Talent.

Em caso de impeachment, o estatuto alvinegro prevê que o vice-presidente assuma o posto. Atualmente, o cargo é ocupado por Orlando Rolo, cartola que mantém relação turbulenta com Peres.

 

 


Sociedade em empresa para agenciar atletas faz Peres correr risco no Santos
Comentários Comente

Perrone

José Carlos Peres, presidente do Santos, aparece entre os sócios da  Saga Talent Sports & Marketing, empresa que tem em seu contrato social a “administração e o gerenciamento de carreiras de atletas profissionais e amadores” como um de seus objetos. Outra atividade é “a intermediação na negociação de direitos federativos de atletas, tanto no país como no exterior”. Porém, o estatuto santista impede os membros do comitê de gestão do clube de serem procuradores, agentes e empresários de jogadores e de manterem sociedade com quem exerce tais atividades.

Baseados nessa proibição, conselheiros do clube analisam a possibilidade de colher assinaturas de colegas com o objetivo de pedirem a abertura de um processo de impeachment contra Peres no conselho deliberativo. A alegação é a de que ele teria desrespeitado o estatuto por fazer parte da empresa. Como presidente do Santos, ele preside também o comitê de gestão.

Procurado pelo blog, Peres minimizou o tema. “Empresa inativa há vários anos. Nunca funcionou. Criada por sete santistas, está para fechar há vários anos. Ridículo”, afirmou o dirigente em mensagem de texto por celular. Ele não negou a previsão de atuação relacionada a jogadores no contrato social, ao qual o blog teve acesso.

Indagado sobe o motivo de a Saga Talent ainda não ter sido fechada, o cartola respondeu: “meu contador já fechou, precisa dar baixa. Fechar empresa no Brasil é complicado. Mas esta empresa nunca funcionou”.

No site da Jucesp (Junta Comercial de São Paulo), a ficha cadastral da Saga Talent aponta o início das atividades da empresa em 2 de fevereiro de 2005 e não há registro de encerramento de sua atuação. Como objeto social aparece apenas “criação de estandes para feiras e exposições”.

A ficha traz ainda o registro de “pendência administrativa”.

A última movimentação anotada na ficha é de março de 2005, sobre a existência de outra sociedade com nome similar.

Peres é citado como um dos sete sócios com participação de R$ 40 mil no capital que é de R$ 100 mil. Seus parceiros na empreitada têm participação de R$ 10 mil cada.

No quadro societário, também aparece Ricardo Marco Crivelli, o Lica. Ele foi nomeado por Peres como gerente das categorias de base do Santos. “O Lica foi contratado na gestão do Marcelo Teixeira como observador, prosseguindo nas gestões do Laor (Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro) e do Odílio Rodrigues. Trouxe ao clube várias joias. Está desde janeiro como gerente da base, respondendo ao gerente executivo da base. Não tem nenhum arranhão em sua vida”, afirmou o presidente santista.

Caso os conselheiros decidam pedir o impeachment, o requerimento deve ser entregue a Marcelo Teixeira, presidente do conselho. O cartola teria cinco dias para encaminhar o documento para a comissão de inquérito e sindicância do órgão. Peres teria dez dias, a partir da notificação. para apresentar sua defesa. Cabe à comissão mostrar ao conselho parecer recomendando ou não eventuais impedimentos de presidentes. Se o parecer for aprovado por dois terços dos conselheiros, ele segue para escrutínio em assembleia geral dos sócios, que tem o poder de afastar presidentes do clube com votação por maioria simples.

O estatuto santista prevê que, em caso de impedimento do presidente, o vice assume o cargo. Atualmente, o posto é ocupado por Orlando Rollo, que vive relação turbulenta com Peres.