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Arquivo : José Roberto Lamacchia

Mustafá apresenta e-mail em nome de Leila e com promessa de doação
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Na última terça (20), a defesa do Sindicato Nacional das Associações de Futebol Profissional, presidido por Mustafá Contursi, apresentou à Justiça contestação em processo no qual é cobrado em R$ 430 mil, mais juros, por José Roberto Lamacchia, dono da Cresfisa. O advogado David Chien anexou cópia de e-mail, que sustenta ter sido enviado pela mulher de Lamacchia, no qual Leila Pereira, promete doar essa quantia à entidade. Com a mensagem, Mustafá pretende desmentir a versão do empresário de que emprestou o dinheiro e ainda não recebeu o pagamento.

“Vamos fazer a doação de 430 mil reais p (para) o sindicato. Até segunda-feira o dinheiro estará na conta do sindicato. Assim que fizermos o depósito te aviso”, diz a mensagem com a assinatura de Leila M. Pereira. O advogado da entidade apresenta uma série de elementos para sustentar a autenticidade do e-mail e a mulher e sócia de Lamacchia como remetente do aviso enviado em 4 de maio de 2017.

A assessoria de imprensa do dono da Crefisa disse ao blog que ele não tem conhecimento da mensagem. “O sr. José Roberto Lamacchia desconhece esse e-mail. O empréstimo foi tratado com o sr. Mustafá diretamente por Lamacchia. E nem a sra. Leila Pereira e nem as empresas do grupo tem nada com o assunto”, afirmou a assessoria dos patrocinadores do Palmeiras em mensagem pelo celular.

O advogado do sindicato alega que Lamacchia “propositadamente alterou a verdade dos fatos” e que por isso deve ser condenado por litigância de má-fé com o pagamento de indenização correspondente a 20% do valor da causa. Isso além de solicitar que a ação de cobrança seja considerada improcedente.

Ao entrar com a ação, Lamacchia havia apresentado um e-mail no qual Mustfá enviou dados bancários do sindicato. Porém, a mensagem não explicava se a operação era um empréstimo ou doação. O empresário não apresentou à Justiça contrato de empréstimo. Esse é um dos pontos atacados pela defesa do sindicato.

A transferência de dinheiro de Lamacchia para Mustafá aconteceu quando eles e Leila andavam de mãos dadas no Palmeiras. O ex-presidente alviverde já tinha sido o principal articulador da campanha vitoriosa dos empresários ao Conselho Deliberativo. Mustafá também foi protagonista da principal polêmica do pleito ao apresentar documento no qual atestava ter Leila o tempo de sócia necessário para se candidatar. A peça foi fortemente contestada pelo então presidente Paulo Nobre.

Já a cobrança na Justiça aconteceu depois de as partes romperem. Um dos motivos é o caso que foi parar na policia e no Ministério Público sobre o suposto repasse de ingressos dos patrocinadores para Mustafá e que teriam parado na mão de um cambista. Ele nega ter feito tal repasse.

Abaixo, veja copa do e-mail apresentado pelo advogado do sindicato de Mustafá à Justiça.


Novo acordo com Crefisa preocupa órgão do Palmeiras, mas não a diretoria
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O novo acordo entre Palmeiras e Crefisa, que obriga o clube a ressarcir a patrocinadora por todo investimento feito por ela em contratações, preocupa pelo menos parte dos membros do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização) do clube, enquanto a diretoria demonstra segurança.

O maior temor dos “cofistas” é de que a agremiação tenha um considerável prejuízo caso não consiga vender com lucro alguns dos atletas trazidos pela parceira. Há também incômodo com o fato de o novo formato tornar impossível calcular quanto o alviverde terá de repassar aos donos da empresa e da FAM (Faculdade das Américas), José Roberto Lamacchia e Leila Pereira. Na opinião deles, a nova situação bagunça a previsão orçamentária do clube.

Pelo acordo antigo, alterado por exigência da Receita Federal, o Palmeiras só precisava devolver a mesma quantia investida pela parceira em cada jogador se conseguisse vender o atleta. Se vendesse por mais, o lucro seria da agremiação. Caso a negociação ocorresse por menos, o prejuízo seria só da empresa. Agora o Palmeiras fica com eventuais lucros, mas é obrigado a ressarcir os empresários pelo valor injetado. Assim, se um atleta ficar sem contrato e sair de graça, o alviverde tem até dois anos para pagar a patrocinadora.

Como mostrou o UOL Esporte, o presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte afirmou que a sociedade esportiva  terá que devolver R$ 120 milhões para a parceira.

Inseguros, alguns membros do COF querem examinar todos os contratos referentes a contratações bancadas pelo casal de milionários para avaliar os riscos. Na contramão dessa insegurança, a diretoria se apoia em uma série de motivos para sustentar que o novo formato não é ruim.

Um dos principais argumentos é de que a diretoria espera quitar a dívida com o ex-presidente Paulo Nobre até o fim deste ano. Isso daria um alívio de aproximadamente R$ 50 milhões anuais para o acerto com a Crefisa.

A recente rotina de aumentos de receita do clube também faz a direção adotar um discurso confiante. De acordo com o balancete de dezembro, o Palmeiras fechou 2017 com arrecadação recorde de aproximadamente R$ 531,1 milhões.

Outro ponto de apoio da diretoria é a avaliação de ser praticamente impossível que todos os atletas contratados pela Crefisa deixem o clube de graça, o que geraria o prejuízo de R$ 120 milhões. O calculo é de que alguns jogadores vão sair com lucro, outros por menos do que foi investido e ainda que talvez alguém vá embora de graça. Nessa conta, uma negociação compensa a outra e acaba sobrando dinheiro para ressarcir o casal de empresários.

Os cartolas também apostam na valorização da maior parte dos atletas contratados. Dudu é o principal exemplo dado. Ele chegou com preço total de 6 milhões de euros e já teve oferta recusada de aproximadamente 14 milhões de euros.

Somando todas essas análises, a direção palmeirense conclui que o acordo antigo com a Crefisa era excelente e que o novo é ainda muito bom. Ou seja, na opinião dos cartolas não há motivo de desespero.


Dono da Crefisa aciona sindicato de Mustafá por R$ 430 mil
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A crise entre os donos da Crefisa, patrocinadora palmeirense, e Mustafá Contursi, ex-presidente do clube, ganhou mais um capítulo em janeiro. José Roberto Lammacchia, proprietário da empresa, entrou com ação na Justiça para cobrar R$ 430 mil do Sindicato Nacional das Associações de Futebol Profissional, presidido pelo cartola. Ele pede que a quantia seja acrescida de juros, atualização monetária e honorários advocatícios.

Como revelou o blog, Lamacchia repassou o dinheiro para a entidade. Ele alega que fez um empréstimo e não recebeu o pagamento. Porém, Mustafá afirmou a membros no sindicato que o empresário fez uma doação. Assim, pela versão do conselheiro palmeirense, o dinheiro não precisaria ser devolvido.

Nesta quarta (31), a juíza Cristiane Amor Espin deu 15 dias úteis, a partir da citação, para o sindicato responder às alegações de Lamacchia.

A assessoria de imprensa do dono da Crefisa afirmou que ele não vai se manifestar sobre o caso. Mustafá não atendeu às ligações do blog.

O envio de dinheiro do empresário para a entidade foi feito em 5 de maio de 2017, conforme alega Lamacchia na ação. Os advogados do empresário apresentaram à Justiça um e-mail do dirigente para Leila Pereira, mulher e sócia de José Roberto, alegando ser uma prova do empréstimo. Obtida pelo blog, porém, a mensagem não menciona ser a transferência um pedido de dinheiro emprestado. Também não esclarece se é uma doação.

“Prezada Leila, conforme solicitado, informo dados bancários do sindicato. Muito agradecido pelas sua providências”, escreveu Mustafá no e-mail em 4 de maio, às 10h59.

A peça inicial apresentada pelos representantes do empresário não cita a existência de contrato de empréstimo referente à quantia. Eles afirmam apenas que Mustafá se comprometeu a pagar em alguns meses, “tão logo fosse solicitado” por Lamacchia. Relatam ainda que, após cerca de seis meses, o empresário pediu o dinheiro de volta, mas não foi atendido. Em seguida, o patrocinador palmeirense enviou uma notificação extrajudicial ao sindicato. No processo, ele alega que Mustafá respondeu que a entidade nada deve a ele.

Na ocasião do envio do dinheiro, o cartola, Lamacchia e sua mulher, Leila Pereira, andavam de mãos dadas. Em fevereiro do mesmo ano o casal foi eleito para o Conselho Deliberativo do clube e teve Contursi como principal cabo eleitoral. O ex-presidente assinou o documento que atestava que Leila tinha o tempo exigido como sócia para ser candidata.

Ainda no ano passado, os ex-aliados se desentenderam. Leila se disse decepcionada com o dirigente por conta de ingressos que a patrocinadora teria repassado a ele e acabaram nas mãos de cambistas. Ele nega ter enviado bilhetes a revendedores. O caso é apurado pela polícia e no clube.

Depois, Leila deu outras declarações criticando o novo desafeto.

Aliados do dirigente sustentam que ela rompeu com Mustafá porque ele se recusou a trabalhar para reduzir o tempo necessário para conselheiros poderem disputar a eleição presidencial do clube. A mudança beneficiaria a empresária.

Abaixo, veja reprodução do e-mail enviado por Contursi para Leila. Endereços de e-mails e dados bancários foram apagados pelo blog.

 

 

 

 


Cerca de R$ 400 mil de dono da Crefisa entram em sindicato de Mustafá
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O Sindicato do Futebol, presidido por Mustafá Contursi, aprovou nesta terça seu balanço financeiro referente a 2017 com o registro de uma doação de cerca de R$ 400 mil. A verba, segundo a entidade, saiu dos cofres do casal dono da Crefisa, ex-aliado do cartola e atualmente desafeto. A operação ocorreu depois de o influente conselheiro palmeirense ser o principal avalista da candidatura vitoriosa de Leila Pereira e José Roberto Lamacchia ao Conselho Deliberativo alviverde.

Porém, a versão dos patrocinadores do Palmeiras é diferente. De acordo com a assessoria de imprensa deles, a movimentação financeira  foi um empréstimo. “Em meados, aproximadamente, de 2017, houve uma solicitação do sr. Mustafá de um empréstimo para o sindicato da ordem de R$ 430 mil. Esse empréstimo foi feito pelo sr. José Roberto Lamacchia (dono da Crefisa e da FAM com sua mulher, Leila)”. É o que diz mensagem encaminhada pela assessoria de imprensa dos patrocinadores ao blog depois de ser indagada sobre o assunto.

A assessoria, no entanto, não soube dizer se o alegado empréstimo foi pago.

Na contramão da afirmação sobre quantia emprestada, o sindicato sustenta que possui registro de recolhimento de imposto sobre doação.

O blog falou com três cartolas ligados à entidade patronal, mas não conseguiu conversar com Mustafá.

Quando o dinheiro entrou nos cofres do sindicato, Mustafá, Lamacchia e Leila andavam de braços dados. Em fevereiro do ano passado, o casal foi eleito para o Conselho Deliberativo do Palmeiras. O ex-presidente alviverde liderou a articulação das campanhas.

Leila só conseguiu ser candidata depois que Contursi assegurou por escrito que ela tinha o tempo mínimo exigido como associada para poder disputar vaga no órgão.

Hoje, no entanto, os empresários e Mustafá estão rompidos. Leila deu declarações se dizendo decepcionada com o cartola por conta de ingressos que teriam sido repassados pelos patrocinadores a ele pararem nas mãos de um cambista. O caso é investigado pela polícia e no Palmeiras. Contursi nega envolvimento com revenda de entradas.

Na outra ponta da corda, os correligionários do ex-presidente afirmam que o casal se irritou porque ele não tentou alterar o estatuto palmeirense abreviando o tempo necessário para Leila ser candidata à presidência.


Dono da Crefisa é suspenso de clube de SP por briga. Desafeto leva a pior
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A confusão na Sociedade Harmonia de Tênis rendeu uma suspensão no clube de 45 dias para José Roberto Lamacchia, dono da Crefisa e da FAM, patrocinadoras palmeirenses. O desafeto dele, acusado de ter tentado agredir a mulher do empresário, levou gancho pior. Luiz Carlos de Almeida Prado, de 86 anos e que afirma ter levado dois socos no peito dados por Lamacchia, pegou um gancho de 18 meses e sete dias.

Prado é acusado de tentar agredir com uma raquete Leila Pereira, casada com Lamacchia e também dona das empresas patrocinadoras do alviverde. Ele ainda sofre a acusação de ir ao clube com um segurança armado após ao entrevero e de ofender Leila, conselheira do Palmeiras, assim como seu marido.

Por meio de sua assessoria de imprensa, Lamacchia e Leila falaram que não comentariam o assunto. Prado também não quis falar, mas colocou seu advogado em contato com o blog. Antônio Ribas Paiva reclamou da punição imposta a seu cliente. Ele diz que a notificação foi feita por telegrama e que agora vai estudar o caso para saber que medidas tomará.

“A suspensão foi aplicada de afogadilho, de maneira parcial e injusta. Ele (Prado) nem foi ouvido. A punição foi dada com base no que o Lamacchia falou”, afirmou Paiva. Ele nega que seu cliente tenha tentado dar raquetadas em Leila e entrado no Harmonia com guarda-costas armado. “Ele (Prado) voltou ao clube com um segurança sem arma porque foi ameaçado de morte pelo Lamacchia”, declarou.

Por sua vez, o clube não se manifestará sobre as punições e a briga.

O entrevero começou depois que Leila chegou ao Harmonia para dar uma entrevista para a TV Globo. Prado disse que era proibido gravar imagens lá sem autorização e começou a discutir com a empresária. Ela sustenta que foi ofendida pelo sócio, que diz apenas ter devolvido xingamento que teria recebido dela. Pela versão do casal, Prado tentou acertar a empresária com sua raquete de tênis. Lammachia chegou ao clube depois e se desentendeu com o mesmo associado ao tomar as dores de sua mulher. O caso foi parar na delegacia.


Polícia investiga contradição nos depoimentos de Mustafá e Leila
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Nesta quinta (21) Mustafá Contursi prestou depoimento no Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e de Intolerância) como parte da investigação sobre ingressos de patrocinadores do Palmeiras que chegaram às mãos de um cambista. As declarações do ex-presidente foram conflitantes com o que havia dito aos policiais Leila Pereira, dona da Crefisa e da FAM. Investigar os pontos contraditórios passou a ser uma das prioridades dos encarregados em elucidar o caso.

O cartola confirmou que recebia ingressos vindos dos patrocinadores palmeirenses em todos os jogos no Allianz Parque, como havia relatado Leila. Segundo os dois depoimentos, os tíquetes eram enviados pela patrocinadora ao sindicato que reúne entidades ligadas ao futebol e é presidido pelo palmeirense.

A partir do recebimento, as narrativas se distanciam. Contursi contou aos policiais que uma parte dos ingressos que recebia vinha separada e em nome de uma sócia do Palmeiras chamada Eliane. A separação seria feita pelos patrocinadores. O cartola contou ainda que entregava a sua parte de graça para amigos ligados ao clube e mandava os demais para a associada. Quando sobravam ingressos de sua carga, eles eram destruídos, conforme essa versão.

Porém, Leila declarou à polícia que enviava 70 ingressos por partida ao sindicato, mas que todos eram para Mustafá. Não havia, segundo ela, uma cota para Eliane, que teria repassado as entradas frequentemente para um cambista com trânsito na Mancha Alviverde. O caso veio à tona depois que Paulo Serdan, presidente de honra da torcida organizada e conselheiro do clube, procurou o conselho. Ele relatou que Eliane pediu ajuda por supostamente estar sendo ameaçada pelo cambista desde que a Crefisa deixou de enviar os bilhetes para Mustafá.

Contursi não atendeu ao blog para falar sobre os depoimentos divergentes. Já a assessoria de imprensa de Leila respondeu que todos 70  ingressos eram entregues a Mustafá.

A polícia agora investiga a contradição. Fundamental para esclarecer a divergência será o depoimento de Eliane. Ela ainda não compareceu à delegacia porque já tinha marcado viagem para os Estados Unidos antes de ser intimada.

Os policiais também querem descobrir se o dirigente repassava os ingressos para sócios e conselheiros como parte de uma operação para fortalecer a imagem de Leila enquanto ela era candidata ao conselho ou se o destino final era mesmo um cambista, o que Contursi nega.

Em seu depoimento, Leila disse que nunca foi abordada para receber agradecimentos de pessoas que teriam ficado com os ingressos supostamente dados por Mustafá. E que era comum ser procurada por outros torcedores que recebiam as entradas que saíam das patrocinadoras palmeirenses. Esse ponto chamou a atenção dos responsáveis pelo caso e também será investigado.

Contursi foi o principal aliado da empresária e do marido dela, José Roberto Lamacchia,também dono das empresas, na vitoriosa campanha deles por uma vaga no Conselho Deliberativo. O cartola apresentou documento assegurando que ela tinha tempo suficiente como sócia do clube para se candidatar.

Eles romperam após o episódio dos ingressos.

Além do inquérito policial, aberto a pedido do Ministério Público, há uma investigação feita pelo Conselho Deliberativo palmeirense.


Por “respeito comercial”, Mustafá apanha calado de Leila Pereira
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Em entrevista publicada pelo “Lance!” nesta segunda, Leila Pereira afirmou que quanto pior a situação do Palmeiras melhor é para Mustafá Contursi. Por isso, a dona da Crefisa e da FAM acredita que o ex-presidente a aconselhou a parar de investir em contratações. Ela disse ainda que caso seguisse política de contratações inspirada no cartola, o clube seria novamente rebaixado. A empresária ainda põe na conta da estratégia do bom e barato, vinculada a seu desafeto, o primeiro rebaixamento alviverde em 2002. As declarações não serão rebatidas por Mustafá, pelo menos por enquanto.

O ex-presidente não atendeu à ligação do blog para falar sobre o assunto. Segundo gente próxima a ele, o cartola não vai rebater as críticas por “respeito comercial” à patrocinadora do clube.  A tática é mostrar que ele não tem interesse num eventual rompimento do Palmeiras com os dois patrocinadores e que reconhece a importância da receita gerada por Crefisa e Fam para a agremiação.

A promessa é de que Mustafá vai permanecer em silêncio se limitando a fiscalizar as ações do clube no COF (Conselho de Orientação e Fiscalização). No órgão, ele é conhecido por pegar a austeridade financeira e combater o grande número de contratações feitas nos últimos anos.

O discurso dos aliados de Contursi é de que ele está acostumado a críticas e já enfrentou ataques piores do que os feitos recentemente por Leila. Por isso, asseguram que ele não terá dificuldades para evitar bater boca publicamente com a empresária.

Apesar da tese de que o ex-presidente vai apanhar calado, correligionários do ex-presidente estão em guerra com Leila e seu marido, José Roberto Lamacchia. Afirmam que o casal bate em Mustafá porque ele não moveu um dedo para mudar o estatuto a fim de permitir a candidatura de Leila já na próxima eleição presidencial. Mustafá foi o principal articulador da vitoriosa campanha dela ao Conselho Deliberativo.

Antes dos novos disparos, Leila havia dito ter se decepcionado com o cartola no episódio em que ingressos que teriam sido dados pela patrocinadora para Mustafá pararam nas mãos de um cambista. O caso é investigado pela polícia e pelo Ministério Público, além de ser alvo de uma investigação no clube. O dirigente nega irregularidades e envolvimento com cambistas.


Mustafá deve evitar confronto com patrocinadores em depoimento no Palmeiras
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Gera expectativa no Palmeiras o depoimento de Mustafá Contursi, marcado para esta segunda, na comissão responsável por investigar o caso de ingressos da Crefisa repassados a cambistas. O depoimento do cartola tem potencial para ampliar a crise entre ele e o casal dono da patrocinadora palmeirense.

Porém, gente próxima ao cartola assegura que ele será quase monossilábico durante sua oitiva. O plano é falar o mínimo possível, limitando-se a mostrar que não está envolvido com venda irregular de bilhetes e evitando confronto com José Roberto Lamacchia e Leila Pereira.

Quem conversou com o dirigente sobre o assunto diz que ele quer evitar atacar os patrocinadores. Assim, mostraria respeito institucional e não iria contra os empresários garantidores de importante receita para o clube por meio da Crefisa e da FAM (Faculdade das Américas).

O caso passou a ser investigado por Conselho Deliberativo, Ministério Público e Polícia Civil depois de Paulo Serdan, conselheiro e um dos líderes da Mancha Alviverde, afirmar ao conselho que foi procurado por uma sócia chamada Eliane que se dizia ameaçada por um cambista. Ela teria dito que a Crefisa repassava ingressos dos jogos do time para Mustafá. Por sua vez, o cartola os entregava para ela, que encaminhava ao cambista. Quando a patrocinadora decidiu cortar os repasses, ela teria sofrido represálias.

Contursi confirma que era agraciado com tíquetes dados pelos patrocinadores. Mas, pela versão do cartola, as entradas eram repassadas gratuitamente a pessoas que pediam, sem envolvimento dele com cambistas.

Enquanto o entrono do ex-presidente rascunha um tom discreto dele no depoimento, nos bastidores do clube seus correligionários já adotaram uma postura bélica. Eles sustentam que Leila Pereira está irritada com o cartola porque ele teria se recusado a apoiar uma mudança estatutária para diminuir o tempo necessário para conselheiros poderem se candidatar à presidência a fim de permitir a candidatura de Leila na próxima eleição. No entanto, em seu discurso, a empresária não tem citado esse tipo de problema. Ela afirma apenas ter ficado decepcionada com o ex-presidente no episódio dos ingressos.

Internamente, a tática dos mustafistas tem sido ligar Elaine à dona da Crefisa, minimizando a ligação da denunciante com Mustafá. No clube ela é vista como pessoa próxima ao ex-dirigente.

O rompimento entre as duas partes já é notório e tende a evoluir para uma batalha que complique as pretensões políticas de Leila no Palmeiras. O ex-presidente é um dos conselheiros mais influentes do clube e foi o principal aliado da empresária para ingressar no conselho.


Com Mustafá suspeito, Palmeiras inicia apuração sobre venda de ingressos
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Com Danilo Lavieri, do UOL, em São Paulo

O Conselho Deliberativo do Palmeiras vai instaurar nesta terça sindicância para investigar venda irregular de ingressos que supostamente pertenciam à Crefisa, passaram pelas mãos de Mustafá Contursi e chegaram a cambistas. Seraphim Del Grande, presidente do órgão, convidou um integrante de cada um dos principais grupos políticos do alviverde para formar a mesa de trabalho.

A comissão tentará ouvir todos os envolvidos, porém, para Del Grande há uma diferença entre os status de Mustafá e do casal de patrocinadores do Palmeiras no processo. Para ele, o ex-presidente do clube ostenta a condição de investigado, enquanto os conselheiros José Roberto Lamacchia e Leila Pereira, donos da Crefisa e da FAM, são vítimas.

“Não vou influenciar no trabalho da comissão, dizer como eles devem agir. No meu entendimento, a Crefisa não fez nada de errado e foi prejudicada. Ela cedia os ingressos como cortesia ao Mustafá, não entregava para cambistas. A comissão precisa apurar como eles (bilhetes) chegavam nos cambistas”, disse Del Grande.

Paulo Castilho, promotor público que pediu a instauração de inquérito sobre o caso, também trabalha com a tese de que os donos das empresas patrocinadoras do alviverde foram vítimas.

A suspeita de irregularidade chegou ao conselho por meio de Paulo Serdan, presidente de honra da Mancha Alviverde e conselheiro do clube. Ele afirmou que foi procurado por uma sócia do Palmeiras chamada Elaine. Ela teria pedido ajuda por estar sendo ameaçada por um cambista após parar de vender ingressos para ele. Pelo relato, os bilhetes teriam sido dados a ela por Mustafá. Ainda conforme a denúncia, o ex-presidente recebia frequentemente da Crefisa entradas para os jogos do clube, mas de repente parou de ser agraciado.

O blog telefonou para Mustafá, mas ele não atendeu às ligações. Ao UOL Esporte, no último dia 20, o ex-presidente disse que recebia os ingressos e dava a algumas pessoas, negando envolvimento com cambistas. Para aliados do ex-presidente ele é vítima de alguém que tenta prejudicá-lo por questões políticas.

Envolvidos considerados culpados podem ser punidos com advertência, suspensão ou até expulsão. Serdan também será ouvido. Quando encerrar os trabalhos, a comissão apresentará o resultado ao Conselho Deliberativo, que tomará uma decisão por meio de votação. Por sua vez, Elaine será investigada em uma sindicância fora do conselho. Ela pediu sua exclusão do quadro de associados, mas Del Grande solicita que o desligamento não seja aceito para que ela possa ser investigada e eventualmente punida.

O presidente do Conselho afirma que se preocupou em montar uma comissão de sindicância politicamente equilibrada. O blog apurou que ele escolheu cinco nomes nesta segunda, mas precisou substituir um deles. Por isso, a oficialização dos responsáveis pelo caso só deve será feita nesta terça. As chapas políticas UVB (União Verde e Branca), Academia, Palestra e Palmeiras Forte terão um integrante cada. O quinto nome deverá ser do único conselheiro vitalício e membro do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização) no grupo.


Defesa de Leila Pereira aumenta pressão sobre Mattos no Palmeiras
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A defesa de Alexandre Mattos feita por Leila Pereira, dona da Crefisa em entrevista ao “Esporte Interativo” aumentou a pressão sobre o diretor-executivo de futebol do Palmeiras.

A ala que critica o dirigente usou a fala da patrocinadora para justificar sua tese de que o cartola montou um governo paralelo no clube. O raciocínio é de que conquistando a confiança da empresária e de seu marido, José Roberto Lamacchia, principais investidores palmeirenses, Mattos fica tão forte que pode até pressionar o presidente Maurício Galiotte, caso ele discorde de determinadas contratações, por exemplo. Até agora o presidente tem estado em sintonia com o executivo e os empresários.

Os críticos de Mattos reclamam da autonomia que ele tem para contratar desde a gestão de Paulo Nobre e consideram altos demais os gastos feitos por ele na montagem dos times desde sua chegada ao alviverde. Os tropeços da equipe atual deram munição para os detratores dele, que afirmam que os gastos com reforços em 2017 foram superiores a R$ 70 milhões.

Ao dizer que confia tanto em Mattos que vai rever seus investimentos caso ele deixe o clube, Leila fez desmoronar a esperança de críticos do executivo de que o casal de patrocinadores se voltasse contra ele por causa da campanha do time abaixo do esperado até aqui neste ano.

A maioria dos detratores do dirigente remunerado faz parte do grupo político de Mustafá Contursi. O ex-presidente cobra permanentemente uma política de austeridade financeira e recentemente se queixou em entrevista ao jornal “Folha de S.Paulo” dos gastos feitos nos últimos anos com reforços. “Todo início de temporada trazemos dez jogadores. Ganhamos Copa do Brasil trouxemos mais dez. Conquistamos o Brasileiro outros dez. Para quê? É um exagero”, disse Contursi.

O ex-presidente foi o principal incentivador das campanhas vitoriosas de Leila e Lamacchia a cadeiras no Conselho Deliberativo. Porém, após a empresária sair em defesa de Mattos, é grande o risco de um embate direto entre ela e Contursi dentro do órgão.