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Arquivo : Lúcio Blanco

Homem de confiança de Rosenberg vira número 1 da Arena Corinthians
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Com o pedido de demissão de Lúcio Blanco, ex-superintendente da Arena Corinthians, aumenta o poder do gerente de marketing corintiano Caio Campos no estádio alvinegro. Ele é o principal responsável pelas decisões referentes à casa corintiana.

Ver a arena administrada pelo departamento de marketing do clube era antigo desejo de Luis Paulo Rosenberg, diretor de marketing do Corinthians desde a volta de Andrés Sanchez à presidência.

Sem Lúcio e com Caio, a Arena Corinthians deixa de ser um núcleo praticamente independente do restante da agremiação. Rosenberg acredita que a unificação permitirá redução dos custos operacionais do estádio. Essa será uma das principais metas de Caio. Outra é a implantação de um estilo de marketing mais agressivo para aumentar as receitas geradas pelo estádio. O principal desfio é conseguir negociar os naming rights.

Um dos primeiros feitos da nova administração pode ser a troca da Omini pela Indigo na gestão do estacionamento da arena. O contrato para a exploração do local pela Omni, que terceirizou o serviço, é um dos mais contestados no clube.

A diretoria alvinegra considera bem encaminhados os acordos para a saída da atual gestora e a chegada da nova.

Campos é homem de confiança de Rosenberg. Ambos trabalharam juntos na primeira passagem de Andrés Sanchez pela presidência alvinegra e retornaram no começo do ano.


Corinthians conta com avanço em mata-mata para compensar público na arena
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O Corinthians viu sua média de público pagante como mandante na primeira fase do Paulistão cair de 28.939 por jogo em 2016 para 20.935,3 na atual temporada, de acordo com os boletins financeiros dos jogos.

A renda bruta (sem descontar as despesas) média em casa desceu de R$ 1.503.254,18 para R$ 991.215.83.

Contra o Novorizontino, pela primeira fase do Paulista atual, a Arena Corinthians registrou o pior público da sua história em jogos do time profissional: 11.708 pagantes. A marca representa pouco mais da metade da menor presença de torcedores na casa alvinegra na etapa de grupos do Estadual do ano passado. Ela foi de 22.029 pagantes diante da Ponte Preta.

 Em 2017, apenas em duas das seis partidas da primeira fase do Paulista o público foi superior a 19 mil pessoas. Isso só aconteceu nos clássicos contra Palmeiras (30.727 pagantes) e Santos (36.111 torcedores). Na temporada anterior, a marca dos 30 mil pagantes na arena foi superada contra XV de Piracicaba, Linense, São Paulo e Novorizontino. Ou seja, na metade das atuações em Itaquera na etapa inicial.

Diante da queda demonstrada pelas comparações, o discurso corintiano não é de preocupação por enquanto. A expectativa é de que o clube siga avançando no Paulista e na Copa do Brasil para compensar públicos considerados fracos.

“Como venho informando há anos, o Corinthians trabalha na questão da venda de ingressos se planejando para uma temporada, não para um jogo. Precisamos esperar a temporada acabar para avaliar nosso desempenho”, afirmou Lúcio Blanco, gerente de operações da Arena Corinthians.

Indagado sobre quais as médias de público e renda projetadas pelo clube para a atual temporada, ele afirmou que os números não podem ser divulgadas.

Não custa lembrar que as rendas dos jogos são importantes para o pagamento da dívida pela construção do estádio.


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